Notas iniciais
Hey peoples, o que acham da estória ? eu estava sem planos, mas agora está surgindo algumas coisas, espero que gostem. Deixem seus comentários, leiam, recomendem, de divertam. Bjokas e boa leitura. ''nosso objetivo é satisfazer baby'' ;)

Assim que entro em casa vejo minha mãe e Ryan na sala.

–Como foi seu passeio querida ? –diz minha mãe quando eu me aproximo da entrada da sala.

–Foi muito boa mãe. –digo abrindo um sorriso de orelha a orelha para ela. -Bom eu vou subir para tomar um banho.

–Ah... Meghan perguntou por você, e pediu para que fosse ao quarto dela quando chegasse. –avisou Ryan assim que viro as costas.

–Tudo bem, obrigada. Boa noite para vocês. –digo afetuosamente e subo as escadas.

Bato na porta do quarto de Meghan, e a abro de vagar. Ela está mexendo no computador com os fones de ouvido.

–Meghan ... –digo e ela se vira assim que me vê parada na porta.

–Lara.. entre. –ela diz enquanto tira os fones e se levanta.

–Queria falar comigo ?

–Sim, sente-se. –ela aponta para a cama .

–O que houve ? –pergunto me sentando na beira da cama.

–Eu queria saber o que aconteceu ontem, no baile. Sabia que Dean está com o nariz quebrado, e ainda levou pontos. –ela fala se sentando ao meu lado e rindo um pouco.

–Não, pensei que só tivesse machucado um pouco.

–Que isso, mais um pouco que Thomas teria acabado com ele. Vimos você na lanchonete hoje, estava com ele ?

–Sim, eu estava.

–Hm.. vocês estão ... –ela deixa a frase no ar, mas logo troca de assunto. –Ahm.. o que houve ?

–Dean provocou Thomas, então ele acabou perdendo a cabeça.

–Só isso ? mas o que foi de tão grave que Dean disse para ele perder a cabeça daquele jeito ? Todos ficaram com um pouco de medo dele.

–Ele falou da mãe do Thomas. Ele não é tão violento assim Meghan.

–Bom... Eu soube que ele se metia em muitas brigas antigamente, e que uma vez ele brigou com um carinha do time da escola. O Josh, ele já foi embora. A briga foi feia, depois disso os caras acabaram com o carro dele, mas eu não sei o que aconteceu depois.

–Vocês não conhecem ele, ele é um cara bom, muito legal. Eu não tenho motivos para ter medo dele, e eu sei que ele nunca me machucaria. –eu sei que a Meghan não sabe os motivos do Thomas ser assim, mas eu já estava farta dessa conversa.

–Tudo bem, se você está dizendo, eu acredito. Ele parece gostar de você. –ela diz dando uma piscadela e sorrindo. Fico sem jeito com o comentário.

–Bom eu vou dormir, estou exausta .-digo ao me levantar da cama.

–Tudo bem, boa noite Lara, dorme bem.

–Boa noite, você também durma bem. –fecho a porta e vou para meu quarto.

Pego minhas roupas e vou tomar um banho, fico por um longo tempo debaixo do chuveiro, pensando em Thomas., em como ele me tratava, e a diferença que tratava os outros. Em meio a esses pensamentos acabei me dando conta de que este era meu último ano no colégio. Antes de me mudar fazia muitos planos para faculdade, mas desde que vim para cá e conheci Thomas, não pensei nenhuma vez, como cheguei quase na metade do ano, não faltava muito, e eu teria que me decidir para qual faculdade iria. Assim que acabo o banho vou para meu quarto, seco meus cabelos com a toalha e fico olhando pela janela da frente, vejo que Dylan passa pela calçada, e me vê, acena para mim e então continua caminhando. Deito em minha cama, fico olhando para o teto, de repente Dylan surge em minha cabeça, qual era a dele a final ? qual era o problema dele ? me lembro do dia em que ele me ‘’salvou do Dean’’, de que ele apareceu do nada, e no dia em que estava chovendo muito, ele me deu uma carona . Acabo pegando no sono, acordo em um pulo com o som do despertador. Me levanto e faço minha higiene, como todos os dias, vou para a escola, lá não acontece nada de interessante. Dean me vê com Thomas, mas nem chega perto, ele apenas observa de longe, como se estivesse guardando uma raiva enorme, e em algum momento fosse estourar.

–Com quem aprendeu tocar violão ? –pergunto a Thomas enquanto estamos voltando para casa.

–Ahm.. com um professor. –ele me olha, está com a testa franzida, mas um sorriso encantador.

–Você se atreveria a me ensinar a tocar ? –pergunto ainda olhando para ele.

–Claro, com prazer senhorita Becker. –dessa vez ele abre um sorriso mostrando seus dentes perfeitos, mordo o lábio.

–O que foi ? –pergunto achando graça de sua atitude.

–Nada não.

–Por que insiste em me chamar de Becker ?

–Gostaria que chamasse como ?

–Lara ! mas por que insiste ? –pergunto novamente, mas em um tom descontraído.

–Por que é seu nome, e eu gosto dele.

Desde que Thomas me contou sobre a vida dele, ele tem agido de forma diferente, mais a vontade digamos assim, as vezes ele era meio irônico, mas não estúpido, eu comecei a conhecer o verdadeiro Thomas, um lado dele que mais ninguém conhecia. Ao voltar para casa vejo minha mãe.

–Ué, não foi trabalhar ? –pergunto ao entrar na cozinha e deixar minha mala em cima da cadeira.

–Não, tirei o dia de folga, quer fazer alguma coisa ?

–O que sugere ?

–Que tal irmos ao cinema ? só eu e você. Como antigamente.

–Isso seria ótimo, já que mal temos tempo juntas.

–Certo, suba e se apronte, vou me arrumar e então vamos.

Subo para meu quarto, troco de roupa, me apronto, e então desço e fico esperando minha mãe na sala, não demora muito e ela desce, caminhamos até o carro e vamos para o cinema. Ao chegarmos lá, decidimos ver um filme em lançamento, comédia, minha mãe adora comédia. Depois que o filme acaba, vamos fazer um lanche.

–O que vai querer ? –ela pergunta enquanto caminhamos pela praça de alimentação.

–Hambúrguer, faz um bom tempo que não como.

–Ótimo, nem eu. –caminhamos até o lugar, fazemos nosso pedido, esperamos, e assim que está pronto vamos para a mesa.

–Então, me conta como foi o baile ? –minha mãe pergunta em seguida dando uma mordida em seu lanche.

–Foi ótimo, até que um idiota veio provocar Thomas, e então ele deu uma surra nele.

–Como assim ? –minha mãe arregala os olhos, como se estivesse se espantado com o que eu disse.

–O cara falou da mãe dele, então ele partiu pra cima do cara, e quebrou o nariz dele. –eu rio, tentando não deixar a situação tão tensa quanto estava parecendo.

–Uau.. o garoto é nervosinho. –ela ri também.

–Ah mãe.. não é bem assim, é meio complicado, ele sofreu muito com o pai quando a mãe morreu, o pai começou a beber muito e batia nele.

–Nossa Lara, coitado, mas porque o pai culparia ele ?

Eu tentei explicar para ela, que acabou entendendo, e como eu, achava que ele não tinha culpa, então contei tudo o que aconteceu depois, e que estava acontecendo entre nós, que eu queria ajudar ele, e estava tentando fazer isso.

–Ele nunca disse se gostava de você ?

–Não, e nem eu nunca disse nada para ele. Prefiro assim mãe, não quero estragar as coisas.

–Ah querida, mas não se preocupe, ele parece gostar de você.

–É o que Meghan também disse. –de repente vejo Dylan parado no balcão fazendo um pedido, ele olha em volta e me vê, fica me olhando por alguns segundos até que a balconista chama sua atenção.

–Oi Lara. –ele diz agora se aproximando de mim e de minha mãe.

–Oi Dylan. –minha mãe olha para ele e volta a olhar para mim, depois ele olha para ela. –Ahm.. Essa é minha mãe, Emma. Mãe este é o Dylan. –digo os apresentando.

–Prazer Senhora. –ele sorri para ela, a cumprimentando.

–Prazer Dylan. –ela sorri afetuosamente para ele, que volta a olhar para mim.

–Ahm.. Bom, eu já vou indo, tenham um bom almoço. –ele sorri para mim sem tirar os olhos dos meus, então se vira para minha mãe, da tchau para ela e sai.

–Hmmm.. quem é ? –ela pergunta assim que ele sai.

–É o Dylan, ele é irmão mais velho do Thomas.

–Que família bonita hein.. –ela fala de um jeito brincalhão. Então volta a comer seu lanche.

Voltamos para casa, já é fim de tarde. Fico na sala vendo tevê, depois vou para meu quarto, vejo uma ligação perdida de Thomas. Decido ligar para ele.

–Alô ? –diz ele na outra linha, com a voz animada.

–Oi.. sou eu. Você me ligou ?

–Sim.. amanhã minha avó vai até a cidade vizinha fazer umas compras, lá tem vinhedo e ela adora comprar uvas para fazer tortas. –ele ri — Eu vou junto, pensei em te convidar para ir junto, isso se você quiser e puder é claro.

–Claro, que horas vocês vão ?

–Assim que chegarmos da escola, está tudo bem pra você ?

–Está sim.

–Ótimo, nos vemos amanhã Becker.

–Até Chapman. –desligamos o telefone ao mesmo tempo.

Eu detestava que me chamassem de Becker, mas sinceramente adorava quando Thomas me chamava assim. Mas era estranho, ele é estranho, ele ainda me trata como se eu fosse apenas uma amiga qualquer, mas eu era a única amiga que ele tinha, pelo menos até onde eu sei. Ele já havia me beijado duas vezes, mas não falou nada sobre isso, o que eu achei muito estranho também. As vezes parece que ele não está nem aí pra mim, mas ao mesmo tempo parecia se importar. Acabo pegando no sono, nem me lembrei de Dylan. Na manhã seguinte, como de costumo levanto, faço minha higiene, tomo meu café e vou para a escola. Lá as horas parecem passar voando. Logo estamos de volta, eu havia avisado minha mãe pela manhã, e ela concordou com que eu fosse. Vou até a casa do Thomas no horário combinado. Entramos no carro e seguimos o caminho.

...