Notas iniciais
Olá migos, sejam bem-vindos á minha primeira fic "original", espero que vocês gostem muito muito, que se apaixonem na minha fic como eu sempre me apaixono na dos outros. Desculpem-me se estiver muito ruim, sério! Boa leitura!

–Angie, São Paulo, Brasil.

(Maio/2015)

(Depois de horas de discussão)

–Angeles, eu não te quero mais, larga do meu pé, você foi a pior coisa na minha vida! Você acha que com seus olhinhos verdes e esse cabelo loiro vai me prender á você? Ta muito enganada! -Rafael gritava de forma sínica.
–Mas Rafa... Você não pode me deixar! -Angie estava em prantos.
–Não sou Rafa pra você, nunca mais olha na minha cara! Eu vou embora desse apartamento agora, como pude cair na sua? 2 anos te aguentando.... Como consegui?!
–Rafael, o que eu fiz de tão grave? Quem acabou com nosso casamento foi você! -Ela gritou com raiva, já soluçando de tanto chorar.
–Ahahahaha. -Riu cinicamente. -Eu, querida Angie? Você que não consegue segurar um homem. Se cada mulher que passa na rua consegue me excitar mais do que você na cama, que culpa eu tenho meu amor?
–Meu amor?! -Angie dava vários tapas no braço de Rafael.
Ele se vira revoltado e agarra o braço de Angie com força:
–Olha aqui Angie, você NUNCA mais vá atrás de mim, nem do meu dinheiro, nem das minhas coisas, eu nunca quero olhar nessa sua cara de vadia novamente. -Já dizia cuspindo as palavras.
–Me larga. -Falou Angie puxando seu braço. -Vai embora, eu que nunca mais quero olhar para essa sua cara que me dá NOJO! -Enxugou as lágrimas e apontou seu dedo para a porta.
–Vou sim, com todo prazer, Aproveitar a vida com mulheres que preste! Em dois dias mando gente buscar tudo meu, todo o meu direito. -Rafael batia a porta, saindo com 2 malas. Angie se jogou no sofá e voltou a chorar involuntariamente.

E em dois dias ele levou tudo, seu closet, as joias e presentes que me dera, e nossas peças mais valiosas. A família de Rafael era o que se pode chamar a classe média alta, mas ele ganhou na loteria ao casar comigo, e tudo o que ele conseguiu de valioso, ele levou. Inclusive todo o amor que eu poderia dar á alguém nessa vida.
A raiva que eu tinha por ele me dominava toda, era vontade de matar, por todas as palavras que ele disse e quebraram meu coração.
Mas ainda tinha amor lá, ele foi meu primeiro homem, á quem me entreguei, em quem eu confiava. Nos primeiros meses do nosso casamento foi tudo maravilhoso, ele era um cara dos sonhos, mas foi só eu perder meu bebê que tudo mudou. Será que eu realmente não era capaz, não servia para nada?

"Eu não sei se um coração pode aguentar tanta dor, quando perde um amor. Quando o sol já não brilha mais em seu olhar (...) Em um caminho sem rumo, vou levando a vida."

Tinha a esperança de um dia poder esquecê-lo. Como eu iria seguir minha vida agora? Há 1 ano eu engravidei e perdi meu filho, há um mês perdi meu trabalho no cinema, tudo o que eu mais amava, tudo o que alimentava minha alegria tinha acabado, e a única coisa que ainda me restava, se foi.

(Junho/2015)

15:00h

Era uma tarde bonita, ensolarada, mas eu mantinha minhas janelas fechadas e a escuridão do apartamento se refletia na minha. Eu vivia em casa, mergulhada em livros e séries, meu carro estava parado á quase um mês, até as compras eram na internet, e eu não precisava trabalhar, então não fazia nada. Mas ainda tinha um pouquinho da antiga Angie em mim e a angústia de ficar trancada só doía mais. Voltei para a cama e algumas lágrimas saíram, lembrei da minha única família, minha tia Angélica, e iria sair de casa pela primeira vez depois de tudo, poderia me fazer bem visitar-lá. Coloquei um vestidinho branco de alcinhas, minha sapatilha nude e a bolsa da Louis Vuitton Branca com Nude, e fui.

16:00h

–Angélica, sua sobrinha está aqui. -Dona Luci, sua cuidadora, informou minha tia com o tom mais calmo que uma pessoa pode ter e um sorriso sereno no rosto.
–Olá Angie.
–Oi Tia.

Minha tia era uma pessoa dura, típica daquelas madames de filme, mas quando ela criava uma relação de afeto com alguém ela era completamente diferente e gostava de cuidar e proteger. Aos seus 70 anos ela era uma mulher experiente, e esbanjava saúde por todos seus cuidados como Yoga, pilates, etc. Ela não precisava de Dona Luci mas era sua companhia, sua amiga.

–Como vai? -Falou pegando em minha mão.
–Ai tia, eu não vou bem.
–Eu percebi, onde está a alegria no rosto da minha menina? -Ela transparecia preocupação mas a vontade de me ver sorrir era maior.
–Se foi com o Rafa tia.
–Rafael, Rafael... Eu te avisei Angie, quem é muito bonzinho sempre esconde algo, é difícil encontrar pessoas como você minha Angie.
–É tia, mas pessoas como o Rafael acabam com pessoas como eu.
–O que você está falando Angie?
–Eu não sou forte como você tia, eu sou uma pessoa fraca.
–Nunca mais diga isso Angeles! -Ela falou em tom bravo, mas logo me entendeu e me deu um abraço apertado.
–Eu precisava disso tia.
–Então qual o motivo de não ter vindo me visitar antes?
–Faz um mês que não saio de casa tia, se sinta feliz, depois de um mês você foi o motivo que me fez sair de lá.
–Olha o que esse ser conseguiu fazer com você minha Angie. -Lágrimas saíram de seus olhos.
–Não tia, não chora. -Passei o meu dedo no rosto dela com algumas pequenas rugas e enxuguei suas lágrimas.
–Filha, porque você não vem me fazer mais visitas?
–Eu venho, tia.

A partir da próxima semana eu era a companhia da minha tia para tudo, ir no salão, no shopping, na igreja, até dormia alguns dias em sua casa. Aos poucos eu ia me reerguendo mas para com os outros, os que se aproximavam demais, eu ainda era uma Angie dura.
Depois de 2 meses, muitas conversas com minha tia e muitas idas na igreja, eu resolvi seguir a vida, parar de chorar, agora iria ajudar na empresa, orgulhar minha mãe e meu padrasto, que amavam aquilo. Iria fazer algo para o bem de alguém, mesmo que estejam mortos. E com tudo que aconteceu, conseguiram me fazer aprender que essa vida não serve para ser feliz e sim para gerar coisas para os outros, nunca mais me deixaria se entregar novamente á felicidade, nem á alguém.

–German, Polônia.
(Agosto/2015)

O meu dia foi cheio, e decidi que iria ao apartamento de Jackie.
–Oi meu amor! -Jackie veio na minha direção pulando em meu colo e me dando um selinho.
–Oi Jackie.
–Estava acabando a janta, mas podemos conversar, como foi seu dia hoje?
–Não muito bem.
–Algo na empresa?
–Sim, uma tal de Angie, afiliada do meu pai, resolveu que vai trabalhar na empresa e agora ela vai ficar com 40% do meu setor Jackie, vai ser um inferno.
–Nossa, mas ela não deve ser tão ruim assim não é?
–Ela é do Brasil Jackie, e nunca trabalhou nisso, pelo que me disseram ela era da área do cinema.
–Nossa!
–É, mas ela tem o mesmo direito que eu, e eu vou terque aguentar. Por enquanto não houve nenhum problema.
–Hum... German, nossa viajem está chegando!
–É?
–Sim meu amor! -O sorriso de Jackie era definitivamente de orelha á orelha.
–Que bom né, eu vou tomar um banho e depois desço para o jantar.
–Ok!

(Novembro/2015)

21:00h

–Meu amor, tudo pronto para a nossa viagem? -Perguntava Jackie do outro lado da linha.
–Tudo sim Jackie.
–Estou muito ansiosa!
–Ah sim, estamos. Amanhã as 9h passo aí para te pegar e irmos para o aeroporto, ok?
–Tudo ok! Boa noite meu amor, até amanhã.
–Boa noite.

Jackie era uma mulher bonita, cabelos pretos, branca, com olhos cinzentos e sardas que enchiam seu rosto, mulher brasileira mas com tudo de uma europeia, 34 anos, e eu estava com ela há 1 ano e 5 meses. Nunca cheguei á sentir o que era amor mas ela me fazia sentir bem, eu precisava de pelo menos alguma coisa que me fizesse bem para o resto da vida, que tirasse um pouco de toda a minha "frieza", e Jackie podia me fazer esse bem.

09:00h

–O senhor German já está aqui senhorita Jackie.
–Ah obrigada seu Julio, estou descendo.

Jackie veio descendo as escadas do hall, ela estava bem colorida, numa animação 500 vezes maior do que a minha para ir ao Brasil, estava voltando áquele país apenas por ser um homem fino e conhecer os pais de Jackie, mas a vontade que estava era realmente, mínima.
As 11:50 nosso voô saiu, agora era mais 10 horas pelos ares...

–Angie
–São Paulo, Brasil

10:00h

Há 3 dias recebi um e-mail me informando que German Castillo estaria vindo ao Brasil tomar conta da empresa. Eu tenho 1500 motivos para odiar esse cara. Por que? Por que ele tinha que vir para o Brasil? Ele sempre com aquele jeito mandão dele, ignorante, frio, sempre querendo controlar a empresa, o bonzão, e mesmo eu nunca sequer ter visto uma foto dele já imagino o quanto insuportável vai ser trabalhar ao seu lado, e o pior de tudo, é a pessoa que eu não conheço e terei que partilhar minha herança, eu não quero esse homem na minha vida. Mas segunda serei obrigada á dar de cara com aquele homem, que meu último final de semana de paz comece. Os meus planos de hoje são ficar em casa e ficar em casa, sairei apenas as 16:00 para buscar uma amiga no aeroporto, vindo da Espanha.

–German
–Guarulhos, São Paulo.

16:30h

–Vamos ir pegar as malas Jackie.
–Relaxa meu amor, eles nos trazem aqui. É só esperarmos sentadinhos. -Jackie falava com aquele jeito de boneca passando seus dedos em meus cabelos.
–Tudo bem.

Uma hora se passou e nada da nossa bagagem, de repente enxergo um moço, em trajes de segurança ou algo assim á minha procura:

–Senhor German Castillo?
–Pois não.
–Lamentamos, mas acabaram de nos informar que houve uma troca de suas bagagens com a de uma moça que vinha da Espanha, poderia vir comigo?
–Eu não acredito, 10 horas de voô, eu estou cansado, já poderia estar no hotel, pago a primeira classe para que?
–Calma German, vamos com ele.
–É a única coisa que vocês podem fazer agora, me desculpem.
–Vamos. -Falei furioso.
Essa viajem já estava começando assim, eu não quero nem imaginar.
Chegamos á uma certa "Recepção" do aeroporto:

–Senhor, a passageira era Francesca Couto, ela já saiu do aeroporto e o que conseguimos foram os dados dela e o número de telefone, acho que poderá te ajudar.
–Me dê esses dados.

...

–Alô, Francesca Couto?
–Eu, quem fala?
–Aqui é Jackeline, então, houve uma troca em nossas bagagens, teria como nos encontrarmos para desfazer a troca?
–Ah, então foi com você que houve a troca? Tudo bem, você está perto de onde?
–Poderíamos nos encontrar no shopping Cidade Jardim?
–Sim, em meia hora chego.
–Ok, manterei contato, tchau tchau.
–Tchau.

Jackie desligou o telefone e começou á acariciar minhas mãos por cima do volante:

–Viu, meu amor? Já esta tudo resolvido, nos encontraremos no shopping Cidade Jardim.
–Esse povo brasileiro são uns incompetentes, não é possível que nossa viajem esteja começando assim Jackie!
–Não German, isso é só um imprevisto, vai ser uma maravilha!
–Eu não acho.
–Vai sim.

...

–Angie
–Shopping Cidade Jardim

–Ai Fran, cadê essa Jackeline? Não aguento mais ficar aqui parada. -Apoiei minha cabeça nos dois braços e fiquei com cara de emburrada.
–Nem eu! Bendito aeroporto que me faz isso eu poderia estar lá no hotel relaxando naquela jacuzzi... -Falou ela fechando os olhos e dando um sorrisinho bobo.
–Só você mesmo Fran. Eu não quero mais ficar aqui!!!
–Nem eu Angie, mas aguenta, por mim vai! -Fez sinal de insistência com as mãos.
–Claro que eu aguento! Ahhh, aqui tem Ladureé né?
–Ladureé? jura?! Ela é muito conhecida na Europa, aqueles macarons de lá, socorro... Minha perdição.
–É, eu sei, mas meu ponto fraco de lá é o sorvete, aaaaah!
–Vai lá Angielitta!
–Ah eu não vou te deixar aqui!
–Para vai, se você trazer uns macarons pra mim eu te perdôo!
–Ok, eu vou porque eu to precisando sair daqui! -Levantei e saí rapidamente de lá.
–Ok.

Peguei meu sorvete e decidi voltar.

–German
–Shopping Cidade Jardim

Chegamos ao shopping e eu precisava esfriar a cabeça, então deixei a Jackie ir trocar as malas e fui andar pelo shopping. Depois de uns 15 minutos caminhando, muito distraído, e acabei esbarrando em uma moça e sentindo o frio de seu sorvete por minha camisa, já iria reclamar mas ao sentir sua mão tentando limpar minha camisa a única coisa que saiu foi um "Imagina"...

Notas finais
Espero muito que tenham gostado! Qualquer coisa comentem viu? Beijocas