The great change

31 Voltando ao Brasil


Notas iniciais
ATENÇÃO COMUNICADO IMPORTANTE Olá meninas, ok sei que nem deveria estar passando por aqui. Devo milhões, bilhões de desculpas á vocês, estou a um tempão sem postar, desde de o dia 10/09 sem ao menos dizer nada. Eu peço desculpas a vocês, porque não deveria agir de tal maneira, mas não posso negar que estava com saudades. Eu não postei mais porque estava cuidando da minha mãe e ccom bloqueio criativo, para quem não sabe minha mãe estava internada, ela fez uma cirurgia e quase faleceu, mas graças á Deus, tudo esta bem e ela esta se recuperando. Devo tudo a Ele meninas, porque tudo foi possível, foi porque Deus permitiu. Quero também dizer que eu estava indecisa em relação a fic, muitas coisas vão acontecer e fiquei pensando se realmente iria fazer o que esta proposto a mim a muito tempo. Me decidi e resolvi continuar, muitas coisas boas vão acontecer, mas algo vai abalar as estruturas da nossa querida Cecilia novamente. Não é fácil lidar com algo que não tem volta. A fic terá 2° temporada, e tentarei escrever sempre que possível. Adoro escrever, realmente ao ler comentários, e quero agradecer a vocês por tudo, mas principalmente pelas mensagens de ajuda, obrigado pelo carinho e por continuarem lendo e visualizando a história. Você são leitores fantásticos ♥ Mas sem delongas, vamos a mais um capitulo.

– Esta pronta? – disse Arthur batendo na porta.

– Já estou saindo.

Acordei duas horas antes da hora do voo, estava ansiosa, peguei meu celular e mandei uma mensagem para a o Bernardo.

– Amor, só passei pra te desejar um ótimo dia

e dizer que você é especial para mim, te amo.

Depois de alguns minutos ele responde.

– Só você mesmo para me alegrar tão cedo. Eu amo você!

Olhei a mensagem e sorri, depois finalizei meu look, peguei as malas e fomos para o aeroporto. Ao aterrissarmos senti um frio na barriga imenso, olhei pela janela e uma alegria repentina brotou no meu coração. Finalmente chegamos em Santa Catarina.

Ao chegar no hotel, tomamos um café bem reforçado e partimos para a casa da minha mãe.

– Arthur, porque você quis me trazer para o Brasil? – fui direto ao ponto.

– Ora, porque eu quero que você veja a sua mãe, e além disso tenho alguns acordos para tratar aqui.

– Tudo bem.

Chegamos no endereço marcado, a casa era grande com estilo rústico, tinha um jardim lindo e uma árvore grande que contornava a casa. Meus pés estavam tremendo, meu coração acelerado, tudo por causa da minha Rainha ♥.

Bati na porta três vezes e na última batida a porta se abriu e um menino atendeu. Ele nos olhou e sorriu.

– Desculpa eu acho que erramos o endereço. – me virei para sair quando ele disse.

– Quem vocês procuram?

– Paula.

– Claro, vou chamar ela.

Quando minha mãe apareceu ela ficou pálida, me olhou por alguns minutos e correu para os meus braços. Sentir aquele abraço me fez chorar, eu a amo tanto.

– Filha não acredito que você esta aqui.

– Fizemos surpresa. – disse Arthur.

– Obrigado. – minha mãe apenas sorriu.

– A melhor de todas. – ela me olhou e pude ver que seus olhos estavam em lágrimas. – sussurrei em seu ouvido. – te amo.

– Que emoção, desculpa filha até esqueci de apresentar, esse aqui é o Gabriel – ele se aproximou e estendeu a mão para mim.

– Prazer. – sorriu envergonhado.

– Entra meu amor, nem acredito que você ta aqui, vem que eu quero que você conheça a nossa nova casa.

Olhei todos os cômodos e realmente a casa era grande só para mim e minha mãe, apesar de algumas dúvidas surgirem em relação desse tal Gabriel. Ele parecia ter uns 22 anos, é magro, mas tem um porte físico de atleta aposto que ele corre. Têm cabelo castanho escuro, pele branca, olhos esverdeados, um pouco formal demais, parece que não é de muito assunto.

Enquanto conhecia a casa minha mãe preparava o almoço e adivinha o que ela preparou? Sim, lasanha. Já falei que adoro lasanha? Eu amo lasanha.

Cheguei no jardim e o suposto namorado da minha mãe estava sentado na beira da piscina lendo um livro. O Observei de longe e me aproximei. Tinha que ser direta ao ponto, vou fazer ele confessar que estão juntos.

– Oi, te atrapalho? – disse meio tímida.

– Não, estava apenas meditando.

– Esta lendo o que?

– A Biblia.

– Hum..- fiquei sem assunto então me calei. Ele continuou a ler.

– Sabe de uma coisa, não gosto muito de rodeios. Vou te fazer uma pergunta bem simples. – ele me olhou confuso.

– Faça. – ele colocou o livro de lado e ficou de frente para mim.

– Você e minha mãe estão juntos? – ele apenas olhou para o lado e gargalhou.

– Não, sou apenas um amigo e tenho total respeito por ela.

– Como você conheceu ela?

– Participamos da mesma igreja. E eu quis ajuda-la a se recuperar do alcoolismo. Digamos que eu também passei por isso e sei como é difícil lidar com a situação.

– E o que você recebe em troca? – ele olhou para o céu e sorriu.

– Felicidade. – aquilo veio como uma facada em meu peito.

– Desculpa te perguntar isso é que....

– Eu sei, sua mãe é tudo que você tem.

– Como você sabe que eu iria dizer isso?

– Sua mãe sempre diz “ a Cecília é tudo que eu tenho”. – sorri. – ele continuou me olhando e sorriu.

– Vamos almoçar?

– Claro.

Nesse momento minha mãe nos chamou para almoçar. Nos sentamos na mesa e minha mãe pegou minha mão.

– Vamos orar? – abaixamos a cabeça em sinal de respeito.

– Pai amado, nesta manhã queremos te agradecer pelo teu cuidado e pelo teu amor. Te dou graças por termos alimento na mesa, provenha que nunca nos falte o pão de cada dia, e lembramos também daqueles que não o tem. Em nome de Jesus, amém. – ainda quando todos estavam com os olhos fechados olhei para o Gabriel e ele parecia concentrado. É estranho minha mãe fazer isso, mas me senti em paz.

Durante o almoço conversamos assuntos aleatórios como escola, faculdade, EUA, e etc. Depois comemos sobremesa, pavê de morango com chocolate, meu favorito. Logo em seguida lavamos a louça, e meu pai foi embora. Decidi que iria ficar junto com a minha mãe essa semana que ficaríamos no Brasil.

– Mãe, vou ter que passar no hotel para pegar minhas malas.

– Se você quiser eu te dou uma carona. – disse Gabriel.

– Tudo bem. — sorri

Depois de longas conversas com minha mãe peguei meu celular e disquei o numero do Bernardo, mas ele não atendeu. No caminha até o hotel foi bem divertido, Gabriel era um garoto legal, falava o tempo inteiro enquanto eu me mantinha calada. Estava totalmente enganada a respeito dele.

– E você vai ficar muito tempo aqui com a sua mãe?

–Uma semana só. –entristeci.

– Posso te perguntar algo? – me olhou curioso.

– Sim.

–Você quer ir em uma reunião de jovens na sexta?

– Acho que não é uma boa ideia, não conheço ninguém lá e vou ficar me sentindo um E.T. – ele riu.

– Você conhece a mim, isso já conta.

– Ok, eu vou, mas se me sentir muito estranha eu volto. – ele assentiu com a cabeça.

...

Estava escutando música quando meu telefone toca. Era o Nick. Estranho, mas é sempre bom ouvir a voz do meu amigo.

– Olá meu anjo.

–Oi Nick. – disse com empolgação na voz.

– Sentiu saudades minhas?

– Sempre.

– Quero te contar uma coisa.

– Fala.

– Quero que você conheça uma pessoa, sabe aquela menina que eu conheci no café a um tempo atrás?

– Sim, a tal de Melanie.

– Eu e ela estamos juntos.

– Fala sério? – gritei. – ele sorriu.

– Sim, pensei em te apresentar a ela quando você voltar.

– Claro que eu quero conhecê-la. Afinal você é o meu melhor amigo e eu quero a tua felicidade.

– Sabe eu pensei que eu e você seriamos um casal, como eu te disse várias vezes eu me apaixonei por você e foi difícil tentar admitir que eu e você só seriamos amigos, mas eu superei e sei que apesar de tudo, sempre serei seu amigo.

– Obrigado pelo seu carinho. Estou tão feliz por você ter encontrado alguém que goste de você.

– Eu também.

– Então, quando eu chegar por ai nos falamos.

– Ok, beijos.

.....

Os dias foram passando rápidos demais, eu e minha mãe ficamos juntas todo o tempo, conversávamos, olhávamos filmes até de madrugada, era algo tão bom estar ao lado dela, sentindo aquele amor que só ela poderia me dar, eu senti falta desse carinho de mãe. Apesar de não demonstrar muito meus sentimentos eu a amava com todo o meu coração, ela é o meu tesouro, tudo pra mim.

Na sexta feira como combinado fui ao tal culto de jovens na igreja com o amigo da minha mãe. Sem contar que quando falei para ela que iria ela surtou de felicidade, era bom vê-la assim novamente.

Olhei para minha mala e peguei uma roupa mais coberta digamos, mesmo que eu nunca tenha entrado em uma igreja, acredito que temos que ter respeito pela crença dos outros. Vesti uma saia longa salmão, uma blusa branca e uma jaqueta jeans, mas vi que faltava algo, um cinto, passei uma make básica e me sentei na sala para esperar o Gabriel.

Depois de alguns minutos ouvi uma buzina, dei um beijo na minha mãe e fui ao encontro dele. Ele saiu do carro como sempre sorridente, me cumprimentou e me apresentou a uma menina, Júlia, ela me olhou e me deu um sorriso incrivelmente doce, no começo até me assustei com a sua atitude, pois ela veio até a mim e me abraçou, me senti tão envolvida naquele abraço, era como se fossemos amigas á tempo, estranho, mas me trouxe paz.

No caminho á igreja conversamos um pouco, na verdade nos apresentamos. Descobri que ela morava perto da minha casa, tipo umas três casas depois, ela tem um irmão mais velho que não vai á igreja, gosta de moda e tem um blog, estuda e esta no mesmo ano que eu, tem dois cachorros e quer ser arquiteta. Pois é, quanta informação? Mas, sabe aquele tipo de pessoa que ama falar, pois é essa é a Júlia, talvez não quisesse que houvesse um silencio estranho no carro, ou ela era assim por natureza.

Chegamos na tal igreja e estava cheio de jovens, eu digo cheio mesmo, tipo uns 100 jovens, todos conversando. Gabriel me deixou perto da Júlia que logo foi que apresentando á alguns jovens, todos bem educados e sorridentes. Pensei que seria diferente, confesso que achei que os jovens daqui seriam mais estilo Gabriel, mas não, me enganei.

Após alguns minutos, o culto iria começar, quando notei Gabriel estava no palco, tocando bateria, achei o máximo, mas nunca que iria pensar que ele tocava, pelo fato do garoto ser incrivelmente conservador. O culto começou com música agitada(https://www.youtube.com/watch?v=ozZfvE1p5zM), todos os jovens foram para frente para dançar e pular, estranho em minha opinião, mas achei legal. Depois de alguns louvores tinha teatro e logo depois o padre iria falar, quer dizer “pastor”. Ele folhou algumas folhas da bíblia e abaixou a cabeça. Em seguida ele olhou para todos os jovens e disse:

– Vou fazer algo diferente hoje, quero que todos os jovens dessa igreja fiquem de pé. – rapidamente todos se levantaram. – agora peço a todos que saiam de seus lugares e caminhem pela igreja. – rapidamente os todos fizeram o que ele pediu. Depois ele distribuiu para cada um uma espécie de peso e mandou que amarrássemos nas nossas pernas. Depois de alguns minutos ele mandou que nos corrêssemos isso mesmo, correr, achei estranho, não sabia o que fazer, mas acabei indo no embalo do povo.

– É difícil não é tentar correr com um peso. Vocês estão com sede não é? Mas, porque não vão tomar água? Porque estão cansados, e o peso que vocês carregam incomoda de ir buscar a água. É assim que acontece quando tentamos buscar a Deus. Isso tudo é uma simples comparação. Você é a alma, Deus é a água e o peso que vocês estão carregando é o pecado.

Muitas vezes as nossas almas estão presas, e o peso do pecado nos faz desistir de buscar a Deus, nós sentimos vontade ou até curiosidade de saber quem é esse Deus que ás pessoas tanto falam, mas o peso do nosso pecado é tão grande que não conseguimos buscar a Deus...

Depois de alguns minutos, ele pediu que nós curvássemos as nossas cabeças e orássemos. Eu curvei a minha, mas não orei, nem sei como se faz isso. A igreja ficou em silencio, havia apenas alguns jovens que choravam. Depois do termino do culto, ficamos mais um tempo na igreja conversando e comendo pizza.

Gabriel me levou até minha casa, deitei na cama e dormi. Os dias se passaram rápidos e logo a sexta feira chegou. Estava triste por deixar minha mãe, mas feliz, pois irei reencontrar o Bhê. Estou com tantas saudades do meu denguinho.

Fiz minhas malas, me despedi da minha mãe e dos amigos que tinha feito e voltei para o meu novo lar. Sabe aquela sensação de frio na barriga, e um nervoso percorrer o seu corpo? É, estou me sentindo assim, como se fosse a primeira vez que nos beijamos, foi algo tão único, apesar de me pegar de surpresa, não teve forma melhor de acontecer.

Cheguei no aeroporto cerca de 22:30, já era tarde da noite quando chegamos em casa, porque o Arthur queria jantar em um restaurante, pois a empregada não estaria mais em casa quando chegássemos. Quando estacionamos em frente ao apartamento olhei para a janela do quarto do Bhê e vi que as luzes estavam acesas, meu coração disparou, estava tão ansiosa para vê-lo, sentir seu carinho, seu abraço.

Entrei em casa, que estava muito escura, sinal de ninguém por perto. Porque será? Eram 1:30 da manhã. Abri a porta do meu quarto, acendi as luzes e fechei a porta, estava louca para tomar um banho e dormir. Mas senti algo me puxar me roubando um beijo, no momento não tive muita reação, me afastei rapidamente e o olhei, estava assustada.

– Oi princesa. – disse Bernando.

– Você me assustou.

– Não foi minha intenção, só estava com tanta saudade que queria fazer uma surpresa, mas se você são gostou eu posso ir embora. – ele foi mencionar que iria abrir a porta e o beijei novamente. Quando nos afastamos ele sussurrou.

– Estava com saudades, muitas saudades minha loirinha.

– Eu estava mais. –beijei a ponta do seu nariz.

– Cada vez que te olho eu te acho mais linda. – sorriu.

– Faz assim que eu me apaixono.

– Tenho uma boa noticia para você, eu já estou apaixonado por você meu amor.

– Então tirei a sorte grande, um garoto tão lindo assim apaixonado por mim?

– Obrigado pelo lindo. Mas, princesa eu preciso ir tenho que arrumar minhas coisas, ainda hoje temos um longo dia pela frente.

– Um dia longo?

– Surpresa. Só me espera na frente do central Pack ás 18h00min.

– Vou estar aguardando ansiosa. – o beijei novamente e ele saiu. Mas,voltou novamente e ainda com a porta meio entre aberta disse – Não esquece que te amo e que você pra mim sempre será o meu tudo. – sorri.

Me deitei na cama e abracei meu travesseiro, estava tão feliz de vê-lo novamente, foram 6 longos meses sem a presença dele. Agora tudo seria mais real, sem telefonemas, câmeras, fotos, a distancia é algo que não desejaria nem para minha pior inimiga.

Tudo estava perfeito, e agora as coisas voltariam ser como antes, voltarei a ser feliz. E encontrei nele a felicidade que tanto procurava. Assim dormi tranquilamente desejando que ele estivesse ao lado para sempre.

Notas finais
Sei que o capitulo é pequeno, mas o proximo será maior, e vocês vão me "matar". kkkk Comentem, favoritem e etc. O que vocês acham que pode acontecer? Qual será a surpresa do Bhê? E a nova fase de vida da Cecília? Será que muita coisa mudara? Me digam o que acham, estarei esperando respostas. Bjus amores...