The great change
21 Você é uma ótima companhia!
Notas iniciais
Fomos para o shopping dar uma volta, comprar algumas coisas e rir um pouco. Passamos no cinema para ver um filme, e depois comemos algumas coisas, compramos mais algumas roupas e por fim passamos em frente ao Café do Nick, a Carter me olhou e praticamente me empurrou para dentro do estabelecimento.
Fiquei com vergonha no inicio, mas depois passou. Uma garçonete nos atendeu, pedimos dois cappuccinos e um pedaço de torta de maça. Conversamos mais um pouco até que a Carter recebe uma ligação e tem que ir às pressas para casa. Pois então, ela me deixou sozinha.
– Amiga tenho que ir, meu pai me chamou e quando ele chama tenho que ir. Ele nem sabe que eu estou aqui no shopping, por isso vou deixar as coisas no carro, e peço para Alfredd deixar na sua casa, pode ser?
– Pode sim. – sorri.
– Ah, e aproveita para conversar com o lindão daqui. – piscou para mim.
– Ta bem sua boba.
Estava sentada só eu e os meus pensamentos quando sinto que alguém me toca. Me viro e vejo aquele sorriso lindo, não tem como não reparar!
– Oi Senhorita, gostaria de tomar um café? – disse sorrindo.
– Desculpa, mas já me atenderam. – sorri novamente.
– Que pena, porque me disseram que eu tenho o melhor café da região. – sorriu.
– Quer se sentar comigo?
– Claro, preciso dar uma parada, você não tem noção do que é aqui de manhã. – ficamos em silêncio por alguns minutos.
– Vi sua mensagem no facebook, mas não pude como responder, estava uma correria de manhã.
– Tudo bem, não tem problema.
– Mas já que você meio até mim. –disse fixando olhar em mim. É a primeira vez que ele me diz algo que pareça uma indireta.
– Vim aqui pelo seu café.
– Essa doeu Cecília. – colocou a mão no coração.
– Estava brincando, na verdade eu vim aqui porque a minha amiga gosta muito de shoppings e me arrastou para cá.
– E onde ela esta?
– Foi para casa, o pai dela á chamou.
– Então, quer dar uma volta pela cidade?
– Só se você me levar no lugar que prometeu me levar.
– Te levo sim.
Saímos do café e fomos ao estacionamento. Sei que sou doida ao sair com um cara que nem conheço, mas ele me passa segurança de um jeito ou de outro. Ao entrar no carro ele colocou em uma estação de música onde estava tocando
http://www.youtube.com/watch?v=emivBP34UmA
– Posso trocar de estação?
– Porque, você não gosta dessa música?
– Gosto sim, mas ela me lembra duma pessoa.
– Eu seria muito inconveniente se perguntasse se você lembra do seu ex namorado?
– Não é meu ex namorado. É um menino que eu gosto.
– Tudo bem então, trocamos.. – ele trocou de estação.
– Você se importa se antes da gente sair, eu vá na casa da minha tia, tenho que pegar algumas coisas.
– Não tudo bem, pode ir.
O lugar era fantástico, ao entrarmos pude ver que a casa era linda, cheia de flores e objetos de decoração. Estava com vergonha de sair do carro, mas o Nick praticamente me obrigou a sair. Entramos na casa e no cômodo da sala era bem iluminado, fomos recebidos por duas meninas muito fofas que tinham em média de 8 anos.
– Essas são filhas da minha tia. Essa é a Carrie e a Rachel.
– Prazer meninas, sou a Cecília.
– Oi. – disse a Carrie.
– Oi Cecília. Você é muito bonita. – disse Rachel.
– Obrigado, vocês também são lindas. – de longe vi uma mulher se aproximando, deveria se a tia do Nick.
– Oh uma menina. – disse ela assustada.
– Oi tia Sarah. – a deu um abraço.
– Oi Nick. E quem essa menina tão linda?
– Essa é a Cecília. – ela veio em minha direção e me abraçou.
– Desculpa o entusiasmo é que o Nick não traz muitas garotas para me apresentar.
– Tia! — exclamou. — pude ver que ele ficou corado de vergonha.
– Sou Sarah querida, venha vamos tomar um café.
Saimos em direção a cozinha e nos sentamos na varanda que por sinal era linda. Nick nos deixou sozinha por alguns instantes enquanto pegava algumas coisas que tinha esquecido.
– Então querida, você e o Nícolas estão namorando?
– Ah não, somos apenas amigos.
– Que pena, você é uma menina tão linda para estar solteira. E o Nícolas precisa arrumar uma namorada. Ele só vive para o trabalho e faculdade, não sei como ele aguenta. – fiquei em silêncio.
– Eu conheço ele a pouco tempo, mas vejo que ele é uma pessoa muito dedicada.
– Depois da morte dos avôs e a ausência dos pais o tornaram assim, ele se dedica demais a cafeteria.
– E ele não fala com os pais?
– De vez em quando, se veem uma vez no ano. Depois que os avos do Nícolas faleceram eu cuidei dele. Ele sempre foi um ótimo menino. Teve uma vida complicada, mas nunca se deixou abater pelas dificuldades.
– Você tem orgulho dele não é?
– Muito, ele é um exemplo de menino, não digo isso porque ele é meu sobrinho, mas realmente porque ele é um ótimo menino. – nesse momento o Nick entra na varanda.
– Conversando muito? – ele sorriu.
– Estamos nos conhecendo, digamos. – piscou para ele.
– E sobre o que falavam?
– De você.
– Melhor mudarmos de assunto não é?
– Então o aniversário da Carrie é semana que vem, e estamos organizando uma festinha.
– É mesmo tia, quase que eu esqueço. E o que a Carrie quer de presente?
– Você sabe que ela gosta de bonecas e sapatos.
– Vou dar um presente que ela quer muito.
– Cecília você esta convidada viu. – nesse momento a Carrie aparece e me da uma folha, estava muito envergonhada e tinha um desenho onde estava eu, o Nick e ela em uma espécie de parque.
– Que lindo Carrie, eu amei seu desenho. – ela sorriu ainda envergonhada.
– Filha não vai convidar a Cecília para seu aniversário.
– Tia Cecília, quer vir no meu aniversário? – disse ainda escondendo o rosto na barriga de Sarah.
– Quero sim.
– Você promete que vem?
– Prometo.
– Jura de mindinho. – ela se virou para mim e esticou o mindinho.
– Juro sim. – estendi o minha mãe e ela me abraçou.
– A Carrie é muito envergonhada, mas parece que ela gostou de você. – disse Nick.
– É que gosto de crianças.
– Dá para perceber. – ele me olhou fixamente até Rachel pulou no colo dele.
Ficamos algum tempo conversando, e a Carrie só ficava perto de mim, me mostrou o quarto dela e a coleção de sapatos e roupas que ela tinha, e brincamos de pic esconde. Já falei que quando estou perto de criança viro uma criança? Voltamos para casa quando o sol se entardecia, era a minha parte favorita do dia.
– E o que achou da minha família louca?
– Sua tia é uma pessoa muito simpática, e as meninas são um doce.
– A Carrie gostou muito de você. E você sabe que você jurou de mindinho, então vai ter que vir aqui, porque promessa a gente tem que cumprir.
– Claro que vou vir aqui, afinal fui convidada.
– Você quer ir no cachorro quente?
– Você ficaria chateado se a gente marcasse para outro dia?
– Eu ficaria só se você desistisse.
– Então não vai ficar chateado. – sorri.
– Quer que eu te leve para casa?
– Se você quiser, eu aceito sim.
No caminho conversamos muito, ele me contava como foi a infância dele e a experiência de administrar um lugar. Nícolas era um homem formado, intelectual, que gostava de viver a vida sem pressa. Sempre via o lado das coisas boas e não se gabava por ser rico ou por ser mais velho. Vocês tem apenas 5 anos de diferença! Ele é lindo, inteligente, cavalheiro, o que você quer mais?
Chegamos no prédio e ele abriu a porta do carro para mim, e me levou até a porta do elevador. Não estava acostumada com tanto cavalheirismo.
– Obrigado pelo dia de hoje, realmente eu estava precisando me divertir.
– Obrigado digo eu, você é uma ótima companhia Cecília. Tenha uma boa noite. – ele se aproximou e deu um beijo na bochecha.
– Boa noite. – a porta do elevador se abriu.
– Ah Nick, você também é uma ótima companhia. – ele abriu um sorriso de orelha a orelha.
Estava tão encantada com tanto cavalheirismo, nunca vi um homem assim, que se importasse com a garota, porque na maioria das vezes os primeiros encontros não são assim. Será que isso foi um encontro?
Fale com o autor