The great change

24 Turbilhão de sentimentos


Notas iniciais
Hi Girls and Boys, tudo bem com vocês? Desculpa por não ter postado ontem é que to meio sem tempo... Quero agradecer a todos que estão acompanhando, pois isso é muito importante para mim. Bjus no coração de vocês e comentem !

No caminho para a casa, eu o Bhê conversamos muito, rimos e até comemos besteiras, estar ao lado dele era tão agradável, me sentia protegida, amada e por mais que isso seja bobo ou infantil, eu me sentia uma princesa.

– Cecília, você vai fazer alguma coisa esse final de semana?

–Aham. – respondi com receio que ele soubesse a verdade.

– Que pena, queria te convidar para dar um passeio comigo, vou para o Tennesse jogar pela escola e gostaria que me acompanhasse.

– O jogo vai ser a noite?

– Sim, às 20h30min. Mas vamos sair daqui as 18h00min, se quiser será bem vinda. Quem sabe eu faço uma cesta e dedico a você. – piscou o olho.

– Vamos ver, se eu estiver liberada do meu compromisso com certeza eu vou. – enquanto conversávamos fiquei mexendo nas coisas que estavam no porta trecos dele. – O que é isso? – achei uma caixinha preta pequena, quando fui abrir ele pegou da minha mão.

– Curiosa. Não é para mexer.

– O que é? – perguntei tentando tirar da mão dele.

–É um presente para uma menina que eu gosto.

–Eu a conheço? –entrei no clima da brincadeira.

– Não tanto, quanto eu. – sorriu.

– Duvido. –sorri.

– Quando eu passei em frente a uma loja, achei perfeito para ela.

– E o que é, não me deixa curiosa.

– Quem sabe eu deixo você ver, só se você me der algo em troca, quero um...

– Nem pensar, não vai ser assim Bernardo. Não vou te beijar, não desse jeito. – disse seria.

– Quem falou em beijo? – corei nesse momento. Que mente poluída a minha, mas no fundo no fundo eu gostaria que ele me beijasse novamente, não que eu seja uma tarada por beijos, mas eu queria poder sentir o toque dele novamente. O que esta acontecendo comigo? Me calei por alguns segundos.

– Mas não seria uma má ideia. – brincou.

– Melhor nem comentar. – falei baixinho.

Entramos no prédio e vimos o Arthur conversando com o sindico. Tentei passar despistado, mas ele me viu. E fez uma cara nada agradável ao ver o Bhê perto de mim.

– Oi filha.

– Oi Arthur.

–E quem é esse garoto? – falou num tom mais alto.

– Esse é .. – Bernardo me interrompeu e se apresentou.

– Prazer Sr Arhur, me chamo Bernardo, sou seu vizinho. Moro no apartamento 1411, ao lado seu.

– Prazer Bernardo. Vamos filha? – assenti com a cabeça.

Estar com o Arthur e o Bernardo no mesmo especo era constrangedor, mas os dois se deram bem, pelo que vi no começo o Arthur tentou mostrar ser um pai conservador, e presente, coisa que ele nunca foi. Saímos do elevador e fiquei parada em frente a porta da casa do Bernardo conversando. Não sei como tínhamos tanto assunto.

– Quer entrar?

– Não, só vou trocar de roupa tenho que sair. – falei meio sem pensar, mas saiu.

– Tudo bem, então até mais linda. – ele me beijou rosto. Fico meio sem graça quando ele faz isso meio derrepente.

Entrei em casa e troquei de roupa, coloquei uma roupa mais afeminada, digamos. Tenho tantas roupas no meu closet que não uso, minha madrasta comprou tantas coisa para mim, tenho cerca de uns 40 sapatos tirando os que eu trouxe. Me arrumei rapidamente, peguei uma bolsa e fui esperar o Ônibus chegar. Chagando ló local vi o Nick parado mexendo no celular e olhando a hora.

– Oi.

– Oi Cecília, nossa você esta tão diferente.

– Pra pior ou melhor?

– Melhor é claro. – sorriu. – Na verdade eu quis dizer que você esta muito bonita.

– Obrigado.- corei levemente.

Estar ao lado de Nick era agradável, ele era cavalheiro, gentil e nunca foi direto ao ponto, me dizendo que me achou bonita e que gostaria de ficar comigo, como o Bhê. Ele sempre foi quieto, cordial. Nunca nenhum rapaz foi assim comigo, apesar de que não dei passagem a eles, mas vendo o exemplo do Bhê tiro uma conclusão.

Andamos pelo shopping procurando sapatos, e roupas para a pequena Carrie. Pelo que vi, percebi que o Nick é uma pessoa atenciosa e que não tem pressa, prefere viver a vida um dia de cada vez, e por mais que eu o rejeite, se isso for acontecer, ele não deixara de ser meu amigo, ou de conversar comigo. Sinto como se o conhecesse á tempo, ele compreende muitas coisas que falo e sempre me dá conselhos maduros á respeito sobre a vida.

– O que você acha, a Carrie vai gostar do que compramos?

– Claro que sim. Ela gostou tanto de você, depois que saímos da casa da Sarah, ela não parava de falar em você, a Sarah que disse. Até colocou o seu nome em uma das bonecas dela.

– Aii que fofa. Também gostei muito dela. – saímos da loja e vejo a Laís.

– Que coisa feia Cecília, esta ficando com dois garotos ao mesmo tempo. Coitadinho do Bernardo, ele não merece isso, apesar do que ele fez comigo.

– Porque você esta agindo assim? Eu não fiz nada para você garota, se toca. E não se faça de sonsa porque quem traiu o Bernardo foi você, não ele.

– Não se intrometa estrangeira. Da minha vida cuido eu.

– E da minha cuido eu. Então se não vai ajudar, não atrapalha.

– Se eu pudesse te bateria agora, mas seu guarda costas esta ao seu lado.

– Não tenho medo de você, ou das suas ameaças.

– Cuidado Baby, se não vai ser o último da fila desta ai. Se quiser me procure, sei bem o que é passar por isso. – saiu caminhando e umas três meninas saíram atrás.

Senti meus nervosos a flor da pele, queria atacar o pescoço dela, mas me controlei, sabia se fizesse isso levaria uma bronca do Arthur, da minha mãe, e do Bernardo.

– Essa não era a sua amiga, não estou entendendo.

– Era. Ela pensa que eu fiquei com o namorado dela. Na verdade ela traiu ele, com o melhor amigo dele.

– Nossa. Que coisa mais estranha. Coitado do Cara.

– Eu sou amiga dele, e não vou deixar de ser por causa das idiotices dela.

– É esse o cara que você disse que gosta? – fiquei em silêncio tentando buscar alguma resposta para a pergunta, que talvez não tivesse alguma resposta concreta.

–Éh não sei exatamente se gosto dele.

– Como você não sabe? – me interrogou.

– Não tenho certeza dos meus sentimentos. Lembrando que eu nunca fiquei com ele enquanto a Laís estava com ele.

– Então vocês dois ficaram? – sua feição mudou, parecia mais triste.

– Já, mas ele me beijou de surpresa. Então não conta como um beijo. – ele sorriu.

Cheguei em casa e fui fazer algumas lições, mas não conseguia me concentrar, estava tão perdida nos meus pensamentos que na maioria das vezes me pegava pensando no Bernardo. Cada dia que passava me sentia mais atraída por ele, mas não podia concretizar o que sentia por ele.

No sábado acordei cedo, tomei banho e fui fazer as unhas. Fiquei olhando um desenho que passava na Disney e quando fui ver estava perto da hora do Nick me buscar. Corri para o meu quarto, abri o closet e escolhi uma roupa mais bonita, como a neve cessou pude me vestir mais a vontade digamos. Cheguei na festa que estava rodeada de crianças pulando e cantando. Vi a Carrie de longe que correu para me abraçar.

–Você veio..

– Claro que vim, e trouxe um presente, espero que goste.

– Se for de você eu gosto sim, vem Tia Cecília. – ela me puxou pelo braço e fomos brincar.

Quase no final da festa eu e o Nick ficamos sozinhos sentados em um canto, perto de umas árvores. Algumas crianças brincavam de correr, enquanto outras pulavam na cama elástica.

– Esta gostando da festa?

– Claro, adoro festa de crianças. — sorri.

– E eu adoro você. – disse se aproximando mais e mais.Não tive como revidar, o beijo aconteceu. Não sei como, mas não consegui dizer não, pelo simples fato de me sentir atraída por ele. O seu beijo não foi nem de perto parecido com o do Bhê, foi mais envolvente, ele acariciava meus cabelos, enquanto me beijava delicadamente. Não senti uma emoção percorrer pelo meu corpo, nem ao menos meu coração acelerou rapidamente, foi apenas um beijo, como se trocasse um abraço com um amigo. Não posso negar que gostei, mas enquanto o beijava pensava no Bhê.

– Para Nick. Isso não deveria ter acontecido. – disse interrompendo o beijo.

– Desculpa Cecília, eu não deveria ter feito isso, me perdoa.

– Eu quero ir embora.

– Tudo bem eu te levo.

–Não é melhor chamar um taxi, não quero passar mais vergonha do que já estou passando.

– Me desculpa Cecília, é que não tive como me controlar. Eu sei que somos apenas amigos, e não era para passar disso.

– Tudo bem, fazer o que se aconteceu. – disse dando os ombros.

– Não quero que fique brava comigo.

– Não vou ficar Nick, tudo bem.

– Eu queria que esse beijo fosse especial, mas vejo que não foi. – ele abaixou a cabeça.

– Tudo bem Nick, não fique chateado. Só não quero te dar falsas esperanças entende?

– Sim. – ele me olhou e novamente baixou a cabeça.

– Na verdade estou confusa com os meus sentimentos, eu gosto de você, você é um ótimo amigo. Me sinto bem ao seu lado, mas estou confusa, me entende?

– Tudo bem. Vou te confessar que eu gostei de você, desde a primeira vista quando você entrou no café com as suas amigas. E depois que nos conhecemos um sentimento foi sendo criado dentro de mim. Sei que te conheço a pouco tempo, mas é como se te conhecesse a vida toda, é estranho, mas é isso que sinto. – fiquei calada por alguns segundos.

– Nick, depois conversamos, preciso ir.

Chamei o taxi e logo ele chegou, me despedi da Carrie e da Sarah e fui para o apartamento. Chegando lá bati na porta da casa do Bhê e ele me atendeu sorridente como sempre.

– Oi minha linda. – me olhou dos pés a cabeça. – Eu sei que você queria ficar bonita pra mim, mas não precisava tanto, você é linda de todos os jeitos. – corei totalmente.

– Oi Bhê, obrigado por fazer eu me envergonhar. Vamos, temos um jogo para ganhar.

– Pensei que você não fosse.

– Claro que eu não perderia, afinal um menino me falou que ele faria uma cesta e dedicaria a mim, tenho que ir. Não posso ficar sem a minha dedicatória.

– Quem é esse moleque, vou quebrar a cara dele. – brincou.

– Cuidado ele é perigoso. – brinquei novamente.

– Perigoso é ele chegar perto de você! – soltei uma gargalhada.

– Você pensa que é meu pai?

– Não, penso que você é o meu tudo, e como o meu tudo eu tenho que proteger.

Derreti agora, não sei como ele consegue ser tão fofo. Estava me sentindo um pouco mal por ter beijado o Nick e esconder do Bhê. Sei que não somos nada, mas estou dividida. Dizem que a adolescência é a pior fase, e acertaram. Turbilhões de pensamentos, sentimentos, emoções e responsabilidades.

No caminho para Tennesse paramos em uma lanchonete, apesar de não estar com fome, pedi um copo de refrigerante e uma porção de batatas fritas. A lanchonete parecia ser agradável, tirando a péssima clientela. Alguns meninos que estavam no local, não paravam de me olhar, estava me sentindo constrangida com aquela situação. Vendo que eu estava diferente, Bernardo me pergunta.

– Esta acontecendo alguma coisa?

– Estou me sentindo estranha aqui. Vamos embora?

– Mas acabamos de chegar, e nosso pedido nem veio.

– Então vou te esperar no carro. – me levantei.

– Tudo bem, vamos embora. – nos levantamos e a garçonete logo chegou com o pedido.

– Agora vamos ter que comer.

– Tudo bem, mas só um pouquinho.

– Quer mais alguma coisa moço? – disse a garçonete atirada. Ela estava usando um decote que era visível que queria chamar a atenção.

– Obrigado, mas é só isso. – a garçonete sorriu e depois saiu rebolando.

– Bonita né?

–Quem?

– A garçonete.

– Nem reparei. Só tenho olhos para você meu amor. – me atirou um beijo. Porque que ele tem tanta facilidade em me fazer corar?

Comemos o lanche e aqueles garotos não tiravam os olhos de mim, isso estava me incomodado. Me levantei e o Bernardo vendo que eu estava sem jeito com aqueles olhares, me abraçou de lado , colocando as mãos na minha cintura e saímos.

– Que caras mais idiotas, deveria entrar la dentro e quebrar a cara deles.

– Não! Você não vai fazer isso. – disse o segurando pela mão.

– Quem eles pensam que são? Não veem que você tem um namorado. – ele estava bravo.

– Calma Bhê, ta tudo bem. – o segurei pela mão e o fiz olhar em meus olhos.

– Só você mesmo para me fazer ficar assim. – me abraçou