Notas iniciais
Olá amores, vim postar mais um capitulo fresquinho para vocês, espero que gostem. Obrigada por comentarem e por favoritarem! Amo vocês! S2 LEIAM AS NOTAS FINAIS!

Acordei mais cedo, e coloquei meu uniforme, depois tome meu café e fui para a escola. Como a Carter morava perto, consegui carona para a escola. Esperei a no térreo. No caminho recebi a ligação do Davi.

– Oi meu anjo.

– Bom dia anjo, tudo bem?

–Te acordei?

– Não, estou esperando uma amiga minha para ir para o colégio.

– Quero te fazer um convite, vamos sair hoje?

– Onde?

– Pensei em te levar no cinema, se você quiser é claro.

–Pode ser, depois da escola?

– Te pego na escola pode ser?

– Claro.

– Beijos linda, até mais.

– Thau.

Porque eu não me apaixonei pelo Davi, um menino tão fofo, romântico, educado, simpático, e a lista seguem de elogios. Acho que o coração não escolhe quem gosta, apenas sentimos. Não quero aprofundar raízes nesse sentimento. Vou esquecer que o Bernardo existe.

No caminho para a escola a Carter me contava muitas coisas sobre a Califórnia, e principalmente sobre a praia. Que saudades de Florianópolis, gostava tanto de ver o mar, sentir a brisa tocar meu rosto. Às vezes ia à praia para pensar, refletir sobre o rumo que a minha vida tinha tomado. Uma mãe alcoólatra, um pai que me abandonou, avôs nem conhecia direito, e tios via só de vez em quando. Uma família desestruturada. Aonde recorrer nesses casos? Deus? Nem sei se ele existe, a única coisa que sei é que tenho que seguir em frente, apesar do vento que sopra ao contrario da minha direção.

Fomos para sala e vimos o casal Love, namorando, isso me dava nojo só de ver. Nos sentamos mais no fundo as sala, vi que alguns meninos nos olhavam e sorriam. A Carter era muito tímida, fica vermelha quando um menino se aproximava de nós e puxava assunto. Os períodos passaram rápidos demais, mas antes de o intervalo começar a diretora chegou na turma e nos deu um recado.

– Olá turma. Venho comunicar a vocês que teremos um baile de inverno, será daqui a um mês e os convites já estão a venda. Portanto se não quiserem ficar sós procurem um par para o baile.

Todos cochicham entre si, e faziam sinais. Como eu detesto essas coisas não iria ao baile de inverno. Isso só serve só para o comercio.

– Você vai ir Ceci? – disse Carter.

– Não.

– Porque?

– Porque eu não gosto.

– Vamos comigo? Please? — ela juntou as duas mãos.

– Não quero ir.

– Você vai ir.

– Ta bem chata. Vou pensar. — percebi um sorriso no rosto dela.

Saímos para o intervalo e encontrei o Chris sentado na cantina. Estava rodeado de meninas. Estranho, porque até o dia anterior ele era ligado na música e amigos. Me aproximei dele e ele veio ao meu encontro.

– Oi Cecília. – me abraçou.

– Oi Chris. — retribui.

– tudo bem?

–Tudo bem sim, posso conversar com você?

– Claro. — Nos afastamos do pessoal

– Vou falar rápido, não gosto de rodeios. Eu não quero mais fingir um valso namoro. Não quero mais fingir nada, só quero seguir minha vida sem preocupações com sentimentos.

– Tudo bem linda, não tem problema. Vamos ser amigos? E esquece aquele beijo, foi só coisa de momento.

– Esqueci. Que beijo você falou? –ironizei.

– Engraçadinha. – me abraçou.

– Obrigado por tudo.

Voltei para a cantina e sentei ao lado da Laís. O Bernardo me olhava não acreditando na minha atitude estranha. Comemos o lanche e fomos para a sala de aula. Aquele romance dos dois me corroia, mas eu agüento afinal quem nunca sofreu por amor?

Os períodos passaram rápidos demais, e cada momento dentro daquela sala me agoniava. Finalmente o sinal soou novamente e corri para fora da sala, para minha alegria vi o Davi me esperando com aquele sorriso encantador. Corri para o abraça-lo.

– Oi anjo. – o abracei forte. Precisava daquele abraço.

– Oi minha princesa.

– Vamos?

– Espera vou falar com a Laís.

De longe vi a Laís e o Bernardo abraçados. Logo eles vêem em nosso encontro. O Bernardo parecia estar calmo. Mas me olhava apreensivo.

– Oi maninha.

– Oi Davi. O que você faz aqui?

– Vim buscar a minha princesa. – me puxou pela mão. Ele estava provocando o Bernardo. – O que você esta fazendo com esse idiota?

– O tapado, nem vem que hoje não quero te quebrar.

– Ei não fala dele assim, nos estamos namorando. – disse Laís.

– Chega gente. Brigas agora não. — falei.

– Falou a quem torce para paz. – disse Bernardo.

– Não fala assim com ela.

– Chega gente! – disse Laís.

– O clima aqui ta pesado.

– Vamos Cecília?

– Aonde vocês vão? – falou Laís.

– Em um restaurante.

– Bom proveito.

Saímos para o restaurante era legal, tinha muitas pessoas. O Davi era incrível, sempre atencioso, e muito simpático. Um namorado perfeito, qualquer garota daria tudo para ficar com ele. Percebi que ele não tirava os olhos de mim, estava ficando vermelha, sem jeito.

– O que foi?

– Não tem como não reparar na sua beleza.

– Para Davi, assim eu fico sem jeito.

– E fica ainda mais linda sem jeito. – pegou minha mão.

– Serio, estou me sentindo envergonhada.

– Tudo bem, eu paro. Posso te fazer uma pergunta?

– Claro.

– Seu coração tem dono? – me olhava apreensivo.

– Tem sim. – ele abaixou a cabeça. – Eu sou dona do meu coração. – ele sorriu.

– E você acha que eu tenho chance de ocupar um lugar especial ai dentro?

– Você já ocupa. Você é meu melhor amigo.

– Vou ser mais claro. Eu teria chances de ser seu namorado?

Silêncio. Contar ou não contar a verdade?

– Davi, vou ser sincera com você. Meu coração está bastante complicado. Não quero me envolver com ninguém nesse momento. Você é perfeito, um ótimo amigo, carinhoso, simpático, lindo, mas não posso me envolver com ninguém. Preciso de tempo, espaço, me entende? – ele me olhou nos olhos.

– Vou te perguntar mais uma pergunta. Eu teria chances com você no futuro?

– Se você não mudar, terá sim. – ele abriu um sorriso encantador, e beijou minha mão.

Saímos do restaurante em um clima diferente, porque eu sabia das intenções dele em relação a mim, será que depois que namorarmos a amizade mudaria também? Vocês acreditam que amigos podem se gostar? No momento só o vejo como amigo, não quero atropelar as coisas, quem sabe no futuro a gente se acerta, ou não!

Entrei no elevador e encontrei o Bernardo na porta da casa dele brincando com um cachorro (Golden Retriever) o cachorro pulava e tentava pegar uma bolinha que estava na mão do Bernardo. Ele virou o rosto e viu que eu estava o olhando.

– Que foi garota? – disse bravo.

– Nada, que cachorro mais lindo.

– O nome dele é jobe. – me abaixei e acariciei a cabeça do cachorro.

– Eu amo animais.

– É seu?

– Sim.

– Coitado dele. – disse ironizando.

– Nem vem garota, não quero brigar com você hoje. Estou com ótimo bom humor.

– Nem eu. Preciso falar com você?

– O que? Você disse que quer conversar comigo? — ironizou.

– Não se faze de idiota.

– O que você quer? – arqueou a sobrancelha.

– Andei pensando, sobre nossa implicância, e como agora você é namorado da minha melhor amiga. – aquilo desceu sego, senti que rolariam algumas lágrimas, mas as engoli. – não quero que ela se chateie com as nossas brigas, até porque ela gosta muito da gente, e por respeito a ela, podemos dar uma trégua. – ele me olhou e sorriu.

– Ótimo então. Vamos ser amigos? – estendeu a mão pra mim.

– Tentaremos pelo menos. Mas se você fizer mal a Laís eu te mato. — retribui.

– Vou te confessar algo, que no começo eu e a Laís era só lero, lero, mas estou gostando muito dela.

– Que bom. – olhei para baixo.Aquelas palavras me contaram o coração, mas é melhor que seja assim.

– Quer dar uma volta comigo e com o jobe? -sorriu.

– Pode ser, deixa eu me trocar.

Depois de 30 minutos...

– Pronta.

– Nossa que demora para vestir uma roupa.

– Sou mulher né. – dei um tapa no ombro dele.

No caminho conversávamos muito sobre o jobe, animais, comidas, restaurantes. Confesso que ele era mais interessante do que eu imaginava, e isso me doía mais. Apesar de ele ser um tapado, idiota, e pegador, ele era divertido, engraçado, companheiro. Com ele tudo parecia ser diferente, acho que eu sempre o imaginei um garoto frio, mal educado, sem responsabilidades, cafajeste. Mas percebi que ele tem dois lados, assim como uma moeda.

Na minha mente eu pensava não eu nunca vou fazer isso com a minha amiga, e o meu coração o deseja cada sorriso, cada olhar, cada gesto. Estou confusa, mas eu sei que o certo era me afastar, mas quanto mais eu me afastava mais o queria por perto. Não entendo meus sentimentos. Em meio aos meus devaneios ele me cutuca.

– Ei, Cecília o que você acha?

– Sobre?

– Que mundo você esta? – ele sorriu.

– Na terra, ou não? – olhei para os lados, e ele sorriu novamente.

– Vamos tomar café?

– Claro.

Fomos até uma cafeteria que tinha por perto. Nos sentamos e o garçom veio e nos entregou o cardápio.

– O que você quer comer?

– Deixa eu ver, um cappuccino, e uma torta de maça.

– Pode ser o mesmo pra mim. – disse Bernardo entregando o cardápio para o garçom.

– Posso te pergntar uma coisa?

– Pode sim.

– Você esta namorando o Davi?

– Não. — ele abriu um sorriso encantador.

– Mas ele quer?

– Sim. – assenti.

– Porque não quer namorar?

– Não acho que seja o momento pra isso.

– Não vai ficar solteirona, com 30 gatos né?

– Claro que não.No momento quero esquecer de algumas coisas, e quem sabe no futuro eu dê uma chance para ele.

– Ele não é uma boa pessoa Cecília.

– Porque você diz isso?

– Vou te contar uma história antiga. No 1° ano do ensino médio, eu e o Davi éramos super amigos, ele sempre estava adiantado em relação a mim, ele pulou uma série, e eu fiquei no 1° ano. Depois que ele começou a andar com alguns garotos, ele se afastou de mim, e nunca mais nos falamos novamente. Depois descobri pela Laís que ele estava se drogando e engravidou uma menina da sala dele, a melissa que eu te falei. E durante esse tempo ele foi para uma clinica se recuperou e decidiu fazer faculdade. A Melissa ganhou o bebe e foi morar na Austrália. E esse ano ele apareceu dando uma de bom moço com você. Fiquei preocupado que ele fizesse o mesmo com você.

– Nossa! – apenas isso que falei.

– É triste sabe, porque o cara era tão gente boa. E depois ficou assim.

– Mas ele mudou.

– Em partes.

– Como assim? – indaguei.

– Ele nunca procurou o filho, apenas manda dinheiro para ele. A Laís que me disse.

– Que triste essa situação.

– Foi ele quem escolheu.

– Cada um escolhe o destino que deseja.

Fomos para casa, ele me perguntou se eu não queria jogar vídeo game, mas recusei. Entrei no meu apartamento e desabei no choro. Não agüentava mais ficar perto dele, sem poder dizer o que sinto, ou o que não sinto. Estou confusa, preciso de um psiquiatra!

No dia seguinte acordei, fiz minha higiene, tomei banho, coloquei o uniforme, e tomei meu café da manhã. Saí correndo de casa, imagina por quê? Estava atrasada como sempre! Corri olhando para o lado e esbarrei no Bernardo com tudo. Acabei caindo sobre ele e bati minha cabeça, mas não fiquei inconsciente. Ficamos no chão que nem bobos parados nos olhando.

– O que você tinha na cabeça em sair de casa assim?

– Agora eu acho que nada. – me levantei.

– Não faz mais isso linda. Se não acaba caindo e se machucando de verdade.

– Ta doendo minha cabeça.

– Deixa eu ver se machucou. – ele ficou tão perto de mim que pude sentir a sua respiração. So conseguia olhar para aqueles olhos azuis esverdeados.

– Você bateu feio, mas não esta sangrando. Só irá criar um galo.

– Ah não! Galo não!

– Vem estamos atrasados.

Corremos para o ponto de ônibus, pois a essa hora a Carter já tinha passado á muito tempo. Para a nossa sorte, um carro preto encosta no ponto de ônibus, o vidro foi abaixando e vi que era a Carter.

– Graças a Deus! – exclamei.

– Entra Ceci.

– O Bhê pode ir junto?

– Bhê? — me toquei que o chamei por apelido. Apelido?

– O Bernardo pode ir junto?

– Claro que sim.

Nos entramos no carro e conseguimos chegar a tempo da aula, faltavam 5 minutos para bater o sinal. Entramos correndo e rindo muito da situação. A Laís nos olhou e arqueou a sobrancelha.

– Que milagre é esse? Vocês dois sorrindo? Juntos? – disse Laís.

– Vamos te explicar amor. – disse dando um beijo na bochecha dela.

– Decidimos fazer um acordo de paz. – falei.

– E quanto tempo isso dura? Um dia?- disse num tom sarcástico.

– Espero que não. –disse Bernardo.

O professor entrou na sala e começou a escrever no quadro. O tempo passou rápido e logo o ultimo período estava por vir, estava contando os segundos para sair da sala. Me incomoda um pouco o Bernardo estar com a Laís. Corri para a saída, mas a Laís me chamou.

– Ceci, porque esta indo tão rápido?

– Vou ter que chegar em casa mais cedo. Beijos fui. – sai correndo.

Resolvi ir caminhando para casa. Tinha muita coisa e que pensar. Minha vida estava uma loucura, e estava de TPM ainda por cima. Me sentei em um banco na frente de uma praça, e chorei, lágrimas e lágrimas Caim de meu rosto. Esta tão perdida, sozinha, e confusa. Minha mãe estava longe, meu pai nem o via direito, minha amiga estava namorando o cara que eu gosto, e o meu melhor amigo esta me paquerando. O que fazer? Já sei vou me mudar de escola, pronto resolvi o assunto. Mas mesmo assim veria o Bernardo todos os dias, quem sabe se eu fosse para marte, talvez ele estivesse lá também. O pior de tudo isso era ter que guardar muitas palavras só para mim. Sou uma idiota mesmo!

– O que esta fazendo sozinha? – disse Davi

– Pensando.

– É bom as vezes.

– O que esta fazendo aqui?

– Estou tirando algumas fotos, é meu passa tempo. — sorriu.

– Davi posso conversar com você?

– Claro que sim. – se sentou ao meu lado.

– Quero saber algumas coisas a seu respeito.

– Quem te contou essas coisas? – fez aspas com a mão.

– Não interessa. So me responde ta bem?

– Ok.

– Se você quer ter um futuro comigo seja sincero. Não dou muitas oportunidades.

–Fale então anjo.

– Quero saber tudo sobre a Melissa, e tudo que a envolva.

– Quem te contou isso? Só pode ser aquele idiota do Bernardo. – disse bravo.

– Me conta tudo. Seja sincero.

– Assim, a melissa era minha amiga, mas um dia nos descobrimos que estávamos apaixonados. Nós ficamos e tudo, só que não namoramos. Um dia estávamos bêbados porque fomos a uma boate, acabamos se sabe né. Então ela me disse que estava grávida, ficamos felizes, até que a mãe dela descobriu e a levou para longe. Não conheço o meu filho, sei que é menino porque há um ano ela me enviou uma mensagem de texto falando que o bebe estava bem.

– Que triste. E você gosta dela?

– No momento não. Acho ela teria que ter a coragem de dizer a mãe dela que ficaria comigo. Infelizmente isso não aconteceu.

– E em questões da droga?

– Ele te contou isso também?

– Prossiga.

– Acabei me envolvendo com esse vicio nesse meio tempo. Depois fiz tratamentos, fiquei internado, mas o que me incentivou mesmo foi a minha avó. Quando fui visitá-la, esse ano, ela me deu apoio. Fiquei alguns meses no Brasil e depois nos encontramos na volta do para cá.

– E não esta mais envolvido nisso?

– Não. Parei de vez.

– Que ótimo, fico feliz por você. – o abracei.

– Quer saber mais alguma coisa sobre mim?

– Por enquanto não.

Nos levantamos e passeamos pelo parque. Gostava da companhia do Davi, ele me fazia bem, pelo menos com ele eu esquecia o Bernardo. Tiramos muitas fotos, comemos pipoca e algodão doce. Corremos feitos loucos pelo parque atrás um do outro. O meu lema é, seja feliz, não importa a circunstância, não ligue para o que os outros pensam de você, apenas viva a criança que há dentro de você! Caminhamos até a minha casa e rimos muito um do outro.

– Entregue princesa.

– Obrigado por tudo! – o abracei forte.

– Acho que vou te levar mais ao parque! – disse sorrindo.

– Para seu bobo! – dei um tapa nele.

– Vamos marcar de sair mais, quero te levar para conhecer muitas maravilhas de NY.

– Com certeza. É só marcar.

(...)

Notas finais
O que vocês acharam dessa trégua? Será que por muito tempo? E a história do Davi, será que é realmente verdadeira? Deixe sua opinião amores... Se vocês estão gostando me favoritem, comentem, e me recomendem. Bjuuuus no coração de vocês!