The great change
11 Confusões?
Notas iniciais
Confusões
Ao sair fui direto para a casa da Laís, como estava a pé demorei mais para chegar, o frio estava violento e as arvores do central Pack assoviavam fazendo um barulho horrendo. Apressei-me para não chegar atrasada em casa, mas antes liguei para o Davi. Que finalmente atendeu o telefone.
Ligação
– Oie Davi, tudo bem?
– Oie anjo, tudo sim e com você?-Ele estava com uma voz de sono.
– Desculpe te incomodar, mas estou precisando da sua ajuda.
– O que precisa anjo? – disse sério.
– Quero que pegue minha bolsa que esta no carro e me traga aqui no primeiro andar. Pode fazer isso para mim?
– Claro posso.
– Obrigado.
Desliguei.
Na recepção aguardava o Davi chegar com os meus pertences. Precisava deles para chegar em casa, estava muito preocupada com o meu pai, se ele estiver em casa estou ferrada.
–Oie anjo, o que foi com você? — disse me abraçando.
– Davi preciso falar com você.
– Vamos entrar na minha casa, depois a gente conversa.
– E a sua mãe?
– Esta na academia e volta ao 12h00min porque foi ao shopping. Ela foi comprar um presente para a Laís que faz aniversario semana que vem.
– Que legal, então se é assim podemos ir.
– Vamos então.
Pegamos o elevador e fomos para a casa dele, chegando ao AP ele me disse:
– Desculpa, mas porque esta com cheiro de bebida?
– Bebi demais essa noite.
– Percebo.
– Mas eu nunca fiz isso viu. Não sei o que me deu.
Subimos para o quarto dele. Precisava desabafar com ele, estava me sentindo estranha algo dentro de mim gritava por socorro. Sentei na cama dele e ele me olhava sério.
– Pode me contar anjo.
– Sabe ontem na festa da Jess? Eu acabei extrapolando muito e fiz uma besteira grande.
– Nossa! O que você fez?
– Eu bebi alguns coquetéis e acabei ficando bêbada.
– Cecília, porque fez isso? – disse preocupado.
– Queria aproveitar a festa, como sou tímida não iria me soltar então bebi um pouco, mas acabei passando do meu limite. Não! Eu fui salva por um anjo.
– O que?
– Eu fui salva por uma menina, a Victória. Eu não a conheço direito, mas ela parece ser gente boa.
– Victória? Eu a conheço, ela é uma menina tímida e meio estranha.
– É, parece que ela é emo.- começamos a rir.
– Cadê a Laís?
– Esta na casa da Jess.
– Mais me conta, você não fez besteira né?
– Não, este tipo de besteira não.
– Mas o que te preocupa?
– Estou com medo. Se meu pai estiver em casa e me visse deste jeito ele iria com certeza brigar comigo.
–Não vai pra casa, liga para ele e diz que vai ficar aqui com a Laís.
– Ele me deixou ficar aqui até domingo.
– Então fica até domingo.
– Vou pensar.
– Por favor? – fez uma cara de coitadinho.
– Ta bom, eu fico.
– Se quiser pode tomar um banho, no quarto da Laís.
– Vou pegar minhas roupas no quarto da Laís.
– Pode ir ali. Te espero.
– Já volto. E obrigado pelos conselhos, você é um ótimo amigo. – peguei a mão dele.
– De nada anjo, quando precisar estou aqui para te ajudar.
– Obrigado de verdade. — Nos abraçamos .
Tomei um banho bem demorado, troquei de roupa e fui encontrar o Davi, que estava na cozinha.
– Nossa que linda! Você se veste sempre tão bem anjo.
– Obrigado por reparar. É que ultimamente to me arrumando mais.
– Algum motivo especial?
– Claro que não. É que aqui é diferente do Brasil, e aqui todo mundo se veste super bem. Também tenho influencia da minha madrasta. Ela comprou um milhão de roupas pra mim.
– Então, o que vamos fazer hoje a tarde?
– Podemos ver um filme, até a Laís chegar.
– Ou jogar vídeo game, o que acha?
– Pode ser, mas você vai perder.
– Isso é um desafio? – disse me interrogando.
– Pode ser. E quem perder vai ter que lavar a louça da janta.
– Feito!
Fomos até a sala de vídeo e começamos a jogar, no inicio eu estava perdendo, mas depois consegui passa-lo, e por fim eu perdi por diferença de 1 ponto.
– Ah desculpe anjo, mas você vai ter que lavar a louça.
– Chatoooo! Da próxima eu ganho de você.
– Quero so ver.
Escutamos um barulho na porta e vimos que era a Laís.Ela estava completamente destruída. O vestido estava todo amassado, o cabelo revirado, e cheiro de álcool davam para sentir de longe. Meio cambaleando veio até nossa direção.
– Olá amores.- falou meio tonta.
– LAÍS! – falou gritando.
– Que foi maninho, você nunca se divertiu assim? – Ele a pegou no colo e subiu pelas escadas. Logo em seguida os segui. Colocou –a na banheira e ligou o chuveiro.
– Anjo fica com ela aqui, que vou preparar um café bem forte para curar essa louca.
– Ta bem. – Realmente ela estava completamente bêbada, acho que até tinha ingerido drogas.
– Minha amiga, me diz porque não me ama? – disse bêbada.
– Laís porque você fez isso? – disse a enrolando na toalha.
– Eu queria me divertir, e ficar com alguns caras.
– Não precisava passar do limite.
– Não briga comigo. – começou a chorar.
– Vista essa roupa rápido.
– Porque todo mundo briga comigo? – continuou a chorar.
Logo em seguida ela se vestiu e foi se deitar na cama. O Davi apareceu com uma xícara de café preto e a fez tomar tudo. Com muita persistência ela lutou e relutou, mas tomou tudo. Depois ela pegou no sono e dormiu. Sai de fininho do quarto para não a incomodar. Encontrei o Davi sentando no sofá lendo uma revista em quadrinhos.
– Oi, incomodo? – disse me sentando ao seu lado.
– Você nunca incomoda meu anjo. – disse sorrindo.
–Não sabia que gostava de revista em quadrinhos.
– Sou amarrado nessas de super herói.
– Eu também gosto, mas prefiro jogar detetive.
– Eu gosto também, mas o que eu mais piro é nos animes.
– Animes?
– Detesto animes. – disse rindo.
– Porque? São tão bons.
– Não gosto muito de desenho.
– E como foi sua infância então? – deu gargalhadas.
– Engraçadinho. – meu celular toca.
Ligação
– Alô quem fala?
– Oi linda, sou eu o Bernardo.
–Como conseguiu o meu número idiota?
– Nossa assim que me trata. Desse jeito eu até choro.
– Para, fala logo o que você quer.
– Quero saber se topa ir a uma festa. É na casa do meu amigo.
– Ah!- hesitei.
– O que foi não quer ir?
– Na verdade não. É que estou na casa da Laís. – Davi começa me fazer cócegas. E grito paraaa Davii.
– Davi? Quem é Davi, Cecília?- interrogou-me.
– Não te interessa. — disse num tom grosseiro.
– Da próxima vez mente melhor. – disse bravo.
– Idiota! Ele é o irmão da Laís. — gritei.
– Eu conheço esse otário.
– Não fala assim dele.
– Ta defendendo o namoradinho?- ironizou.
– Ele não é meu namorado. Nem sei por que estou te dando explicações.
– Ah vai se ferrar então. — desligou na minha cara.
Fiquei parada com cara de boba. Nunca o tinha visto tão bravo assim.
– Que foi anjo?
–Nada não.
– Parece estanha. – disse olhando nos meus olhos.
– So estou pensando.
– No que anjo?
– Nada não, esquece. – olho para a escada e vejo a Laís.
– Oi meus amores. O que estão fazendo sozinhos? — se sentou no sofá.
– Estamos conversando. – falei.
– Vamos fazer algo de bom? Please? – fez cara de piedade.
– Já que não tem outra solução.
– O que podemos fazer?
– Dormir? – falei de impulso.
– Nãoo!
– Jogar videogame? – disse Davi.
– Nãoo.
– Contar histórias de terror?
– Não, mas é uma ideia a se pensar.
– Ah então não sei. – disse desabafando.
– Vamos dar uma volta na cidade e paquerar alguns gatinhos.
– Nem pensar. – disse Davi.
– Porque maninho? – tom sarcástico.
–Ora, ora ... porque eu não posso ir junto.- disse meio nervoso.
– Pode sim, ai você paquera algumas gatinhas.
– Laís, você sabe que não sou assim.
– Ah me esqueci que você era gay. – disse rindo.
– EU NÃO SOU GAY. –gritou.
– Admite vai, você é sim.
– Para de me encher Laís. – ele se levantou e foi para o quarto.
– Viu Laís você o magoou. – me levantei.
– Magoei nada.
Subi as escadas correndo e fui ao encontro do Davi. Bati na porta, mas ele não respondeu, então entrei na cara dura. Quando o vi estava ele deitado na cama olhando para o teto.
– Posso? –disse abrindo a porta
– Claro. – se sentou.
– Não fica assim, a Laís é meio pirada.
– Não é por isso, é que a Laís só fala abobrinha. To cansado já.
– Calma, ela só ta cansada, com dor na cabeça.
– Mas eu não tenho que ficar aturando ela.
– Não fala assim, ela é sua irmã.
– Preferia que não fosse.
– Davi! – o repreendi.
– Desculpa, estou nervoso.
– Calma, depois isso passa e vocês voltam a conversar de novo.
– Só contestando, eu não sou Gay viu? Só não gosto de ficar com um milhão de meninas. Oportunidades eu tenho, mas não quero. – Aiin que fofinho ele falando isso.
– É que você é homem a moda antiga.
– Talvez seja por isso que ela não gosta de mim. Também ela teve outra educação. Eu fui criado pela minha vô no interior de SC.
– Te entendo.
– To te incomodado falando desse assunto né?
– Não. Só vou tentar dormir um pouco, estou mega cansada.
– Se quiser pode descansar aqui no meu quarto. Eu vou fazer alguns trabalhos da faculdade, vou estar no escritório da minha mãe.
– Obrigado, vou aceitar o seu convite. – disse tirando o chinelo, e pegando o cobertor.
– Durma com os anjos. – falou me cobrindo.
– Obrigado. – encostei minha cabeça no travesseiro cheiroso de Davi e adormeci. Acordei quando era 22:00 horas. Dei um pulo da cama. Coloquei meus chinelos e fui ver onde Laís estava. Por sorte a encontrei no quarto, fazendo as unhas.
– Oi amiga. Tava bom la no quarto do meu irmão? – disse num tom malicioso.
– O que??
– Você estava com o meu irmão não é?
– Não. Estava dormindo apenas. Ele esta no escritório fazendo trabalhos da faculdade. E pare de pensar em malicia.
– Você não beijou ele? — disse surpresa.
– Claro que não! Ele é apenas meu amigo.
– Já ouviu falar em amizade colorida? – me olhou.
– Sim, mas não é algo que aconteça entre nós. – falei séria.
– Ta bom, não esta mais aqui quem falou isso. – levantou as mãos em sinal de rendição.
– Sabe Laís eu acho que vou embora.
– Como assim acha que vai embora? E a nossa noite de beleza? – disse triste.
– Fica para outro dia. To cansada, essa festa me matou. Só quero ficar deitada no meu quarto.
– Ah amiga, você que sabe. Peço para o Peter te largar na sua casa.
– Obrigado por me entender. – disse a abraçando.
Peter chegou rápido, nem deu tempo de me despedir do Davi. Apenas pedi para a Laís deixar um abraço a ele. Chegando em casa dou de cara com o Bernardo que faz que não me vê, ou seja, me ignora.
– Oi nervosinho. – ele não me responde.
– Não vai responder? – disse o fitando com os olhos.
– Não tenho nada pra falar com você Cecília. -disse bravo.
– Ok. – me virei e sai em direção ao meu apartamento. Logo em seguida ele me seguiu.
– Desculpa Linda, to meio bolado com uns assuntos ai. – disse passando a mão no cabelo.
– Desculpa? E eu que sou a ignorante? – disse abrindo a porta.
– Oh linda, não faz assim. – disse me puxando.
– Me solta. Não quero falar com você. Ou você esqueceu que me mandou me ferrar?
– Já pedi desculpas, poh. – falou bravo.
– Você me insulta e acha que esta tudo bem?
– Já pedi desculpas. – eu estava adorando o ver implorando meu perdão, mas resolvi me render.
– Ok. Desculpas aceitas.
– Então não esta mais brava comigo? — se aproximou.
– Não. Mas não me enche. To meio sem paciência hoje.
– Ah que pena, e que agora eu estava saindo para a tal festa que te disse.
– Não quero ir se isso for um convite.
– Quem disse que te convidei. — ironizou.
– Não preciso de convite, eu sou vip querido.
– Acredito! Então vou la, ME DIVERTIR.- disse ele ressaltando as palavras.
– Bom proveito. – Entrei e fechei a porta.
Sentiram uma gota de ciúmes da parte do Bernardo? Eu senti.
Fui recepcionada por meu pai que se encontrava deitado no sofá.
– Oi minha filha, porque veio embora.
– Oi. Estou com vontade de ficar em casa. – disse indo em direção ao meu quarto.
– Bom proveito. – gritou.
Entrei no meu quarto, tomei um banho bem demorado e cai na cama. Acordei no outro dia com meu celular tocando. Era minha mãe.
– Alô. – voz de sono.
– Oi filha amada. Estava dormindo?
– Sim, mas pode falar mãe.
– Nada de especial, só queria ouvir sua voz meu amor.
– Estou bem mãe, só cansada.
– Então dorme meu amor, vou fazer uma caminhada.
– Bom proveito mãe. Te amo.
– Te amo amor. E se cuida.
Voltei a dormir novamente. Depois de algumas horas acordo, tomo banho, e faço minha higiene. Coloco uma roupa bem quente, porque aqui é frio sempre! Tomo meu café assistindo televisão. Quando a campainha toca. Abro a porta e vejo o Bernardo parado em minha frente todo rasgado e sangrando. Tirei meu copo de cereal no chão e o puxei para dentro.
– O que aconteceu com você? – disse séria.
– Briguei com uns panacas da escola. Eles estavam querendo fazer apostas de quem ficaria com você primeiro, ai perdi a cabeça e bati neles. – falou bêbado.
– Você é doido mesmo! – balancei a cabeça.
Olhei para o redor da casa e vi que permanecia em silêncio. Provavelmente meu pai estava no trabalho. Sim, ele trabalha final de semana! A Nathalie deve estar na academia e a empregada na cozinha. O puxei para o meu quarto e pedi que ele se sentasse na minha cama. Entrei no banheiro e peguei o primeiro socorros. Quando voltei, vi ele olhando minhas fotos, corei de vergonha nessa hora! Porque ele tinha que ser tão fuxiqueiro?
– Vem cá tapado. – falei o puxando pelo braço. – Você não pode sair batendo nas pessoas, só porque eles falam mal das meninas. – me sentei em sua frente.
– De você, você quis dizer. – ele cambaleou.
– Ta obrigada por me defender, mas não quero que faça isso de novo. Você olhou como esta sua testa, e o seu braço? — peguei o braço dele que estava com um machucado feio.
– Não me importo. – falou dando os ombros.
– Bernardo, não fala assim. – o repreendi.
– Só me importo com você gatinha! – disse acariciando meu rosto. Me afastei.
– Eu já te disse que não quero que faça isso. Somos APENAS AMIGOS, NADA MAIS ENTENDEU? – ressaltei as palavras.
– Eu sei, mas não posso mandar no meu coração. — naquela hora me calei, mas então arrisquei e perguntei.
– Você esta gostando de mim? – perguntei curiosa.
– Acho que sim.Não resisto a sua beleza gatinha. – disse cambaleando para frente.
– Fique quieto, assim não consigo fazer os curativos. — passei o remédio na testa dele.
– Sabia que você fica linda desse jeito. — corei na hora que ele disse.
– Assim que sua consciência voltar ao normal conversamos sobre o assunto. — apertei o curativo.
– Aiii! Porque que você tem que ser tão difícil? – me olhou.
– Porque tudo o que é bom tem que ter esforço. – me convenci um pouco.
– Convencida. – Encostou sua cabeça no meu ombro.
– Como você cheira bem. – o afastei rapidamente.
– Chega né Bernardo, ta passando dos limites. Vou te levar em casa.
– Não, minha mãe vai estar em casa e vai me fazer milhões de perguntas. – disse caindo para trás.
– Ninguém mandou você fazer besteira. – o levantei.
– Não! Não quero ir, me deixa deitar aqui na sua cama macia e cheirosa. — abraçou o meu travesseiro.
– Nunca, você esta sujo e fedendo a álcool. Vem vamos. – o puxei e o arrastei até a sua casa. Apertei a campainha e a Sra. Willians atendeu a porta.
– Filho, meu Deus quem te deixou assim? – disse espantada.
– Foi ela mãe, ela roubou o meu coração.
–Para de falar besteira, e entra. – ela o pegou e colocou a mão dele no ombro
– Obrigado por trazer ele em casa, Cecília não é?
– Sim. – disse envergonhada.
–Ele me falou muito de você moça, parece que meu filho esta apaixonada por você. – o deitamos no sofá.
– Completamente. — ressaltou ele.
– Acho que não Sra. Willians, ele só diz besteira.
– Acredite se quiser, pois bem, obrigado pela sua ajuda.
– De nada, quando ele melhorar pede para ele me ligar, preciso esclarecer algumas coisas com ele.
– Tudo bem. E outra vez obrigado.- disse fechando a porta.
(...)
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