Notas iniciais
Olá amores, mais um capitulo para vocês, espero que gostem. E não esqueçam de comentar. Suas participações me deixam muito feliz. :) Boa leitura a todas!

Confusões

Ao sair fui direto para a casa da Laís, como estava a pé demorei mais para chegar, o frio estava violento e as arvores do central Pack assoviavam fazendo um barulho horrendo. Apressei-me para não chegar atrasada em casa, mas antes liguei para o Davi. Que finalmente atendeu o telefone.

Ligação

– Oie Davi, tudo bem?

– Oie anjo, tudo sim e com você?-Ele estava com uma voz de sono.

– Desculpe te incomodar, mas estou precisando da sua ajuda.

– O que precisa anjo? – disse sério.

– Quero que pegue minha bolsa que esta no carro e me traga aqui no primeiro andar. Pode fazer isso para mim?

– Claro posso.

– Obrigado.

Desliguei.

Na recepção aguardava o Davi chegar com os meus pertences. Precisava deles para chegar em casa, estava muito preocupada com o meu pai, se ele estiver em casa estou ferrada.

–Oie anjo, o que foi com você? — disse me abraçando.

– Davi preciso falar com você.

– Vamos entrar na minha casa, depois a gente conversa.

– E a sua mãe?

– Esta na academia e volta ao 12h00min porque foi ao shopping. Ela foi comprar um presente para a Laís que faz aniversario semana que vem.

– Que legal, então se é assim podemos ir.

– Vamos então.

Pegamos o elevador e fomos para a casa dele, chegando ao AP ele me disse:

– Desculpa, mas porque esta com cheiro de bebida?

– Bebi demais essa noite.

– Percebo.

– Mas eu nunca fiz isso viu. Não sei o que me deu.

Subimos para o quarto dele. Precisava desabafar com ele, estava me sentindo estranha algo dentro de mim gritava por socorro. Sentei na cama dele e ele me olhava sério.

– Pode me contar anjo.

– Sabe ontem na festa da Jess? Eu acabei extrapolando muito e fiz uma besteira grande.

– Nossa! O que você fez?

– Eu bebi alguns coquetéis e acabei ficando bêbada.

– Cecília, porque fez isso? – disse preocupado.

– Queria aproveitar a festa, como sou tímida não iria me soltar então bebi um pouco, mas acabei passando do meu limite. Não! Eu fui salva por um anjo.

– O que?

– Eu fui salva por uma menina, a Victória. Eu não a conheço direito, mas ela parece ser gente boa.

– Victória? Eu a conheço, ela é uma menina tímida e meio estranha.

– É, parece que ela é emo.- começamos a rir.

– Cadê a Laís?

– Esta na casa da Jess.

– Mais me conta, você não fez besteira né?

– Não, este tipo de besteira não.

– Mas o que te preocupa?

– Estou com medo. Se meu pai estiver em casa e me visse deste jeito ele iria com certeza brigar comigo.

–Não vai pra casa, liga para ele e diz que vai ficar aqui com a Laís.

– Ele me deixou ficar aqui até domingo.

– Então fica até domingo.

– Vou pensar.

– Por favor? – fez uma cara de coitadinho.

– Ta bom, eu fico.

– Se quiser pode tomar um banho, no quarto da Laís.

– Vou pegar minhas roupas no quarto da Laís.

– Pode ir ali. Te espero.

– Já volto. E obrigado pelos conselhos, você é um ótimo amigo. – peguei a mão dele.

– De nada anjo, quando precisar estou aqui para te ajudar.

– Obrigado de verdade. — Nos abraçamos .

Tomei um banho bem demorado, troquei de roupa e fui encontrar o Davi, que estava na cozinha.

– Nossa que linda! Você se veste sempre tão bem anjo.

– Obrigado por reparar. É que ultimamente to me arrumando mais.

– Algum motivo especial?

– Claro que não. É que aqui é diferente do Brasil, e aqui todo mundo se veste super bem. Também tenho influencia da minha madrasta. Ela comprou um milhão de roupas pra mim.

– Então, o que vamos fazer hoje a tarde?

– Podemos ver um filme, até a Laís chegar.

– Ou jogar vídeo game, o que acha?

– Pode ser, mas você vai perder.

– Isso é um desafio? – disse me interrogando.

– Pode ser. E quem perder vai ter que lavar a louça da janta.

– Feito!

Fomos até a sala de vídeo e começamos a jogar, no inicio eu estava perdendo, mas depois consegui passa-lo, e por fim eu perdi por diferença de 1 ponto.

– Ah desculpe anjo, mas você vai ter que lavar a louça.

– Chatoooo! Da próxima eu ganho de você.

– Quero so ver.

Escutamos um barulho na porta e vimos que era a Laís.Ela estava completamente destruída. O vestido estava todo amassado, o cabelo revirado, e cheiro de álcool davam para sentir de longe. Meio cambaleando veio até nossa direção.

– Olá amores.- falou meio tonta.

– LAÍS! – falou gritando.

– Que foi maninho, você nunca se divertiu assim? – Ele a pegou no colo e subiu pelas escadas. Logo em seguida os segui. Colocou –a na banheira e ligou o chuveiro.

– Anjo fica com ela aqui, que vou preparar um café bem forte para curar essa louca.

– Ta bem. – Realmente ela estava completamente bêbada, acho que até tinha ingerido drogas.

– Minha amiga, me diz porque não me ama? – disse bêbada.

– Laís porque você fez isso? – disse a enrolando na toalha.

– Eu queria me divertir, e ficar com alguns caras.

– Não precisava passar do limite.

– Não briga comigo. – começou a chorar.

– Vista essa roupa rápido.

– Porque todo mundo briga comigo? – continuou a chorar.

Logo em seguida ela se vestiu e foi se deitar na cama. O Davi apareceu com uma xícara de café preto e a fez tomar tudo. Com muita persistência ela lutou e relutou, mas tomou tudo. Depois ela pegou no sono e dormiu. Sai de fininho do quarto para não a incomodar. Encontrei o Davi sentando no sofá lendo uma revista em quadrinhos.

– Oi, incomodo? – disse me sentando ao seu lado.

– Você nunca incomoda meu anjo. – disse sorrindo.

–Não sabia que gostava de revista em quadrinhos.

– Sou amarrado nessas de super herói.

– Eu também gosto, mas prefiro jogar detetive.

– Eu gosto também, mas o que eu mais piro é nos animes.

– Animes?

– Detesto animes. – disse rindo.

– Porque? São tão bons.

– Não gosto muito de desenho.

– E como foi sua infância então? – deu gargalhadas.

– Engraçadinho. – meu celular toca.

Ligação

– Alô quem fala?

– Oi linda, sou eu o Bernardo.

–Como conseguiu o meu número idiota?

– Nossa assim que me trata. Desse jeito eu até choro.

– Para, fala logo o que você quer.

– Quero saber se topa ir a uma festa. É na casa do meu amigo.

– Ah!- hesitei.

– O que foi não quer ir?

– Na verdade não. É que estou na casa da Laís. – Davi começa me fazer cócegas. E grito paraaa Davii.

– Davi? Quem é Davi, Cecília?- interrogou-me.

– Não te interessa. — disse num tom grosseiro.

– Da próxima vez mente melhor. – disse bravo.

– Idiota! Ele é o irmão da Laís. — gritei.

– Eu conheço esse otário.

– Não fala assim dele.

– Ta defendendo o namoradinho?- ironizou.

– Ele não é meu namorado. Nem sei por que estou te dando explicações.

– Ah vai se ferrar então. — desligou na minha cara.

Fiquei parada com cara de boba. Nunca o tinha visto tão bravo assim.

– Que foi anjo?

–Nada não.

– Parece estanha. – disse olhando nos meus olhos.

– So estou pensando.

– No que anjo?

– Nada não, esquece. – olho para a escada e vejo a Laís.

– Oi meus amores. O que estão fazendo sozinhos? — se sentou no sofá.

– Estamos conversando. – falei.

– Vamos fazer algo de bom? Please? – fez cara de piedade.

– Já que não tem outra solução.

– O que podemos fazer?

– Dormir? – falei de impulso.

– Nãoo!

– Jogar videogame? – disse Davi.

– Nãoo.

– Contar histórias de terror?

– Não, mas é uma ideia a se pensar.

– Ah então não sei. – disse desabafando.

– Vamos dar uma volta na cidade e paquerar alguns gatinhos.

– Nem pensar. – disse Davi.

– Porque maninho? – tom sarcástico.

–Ora, ora ... porque eu não posso ir junto.- disse meio nervoso.

– Pode sim, ai você paquera algumas gatinhas.

– Laís, você sabe que não sou assim.

– Ah me esqueci que você era gay. – disse rindo.

– EU NÃO SOU GAY. –gritou.

– Admite vai, você é sim.

– Para de me encher Laís. – ele se levantou e foi para o quarto.

– Viu Laís você o magoou. – me levantei.

– Magoei nada.

Subi as escadas correndo e fui ao encontro do Davi. Bati na porta, mas ele não respondeu, então entrei na cara dura. Quando o vi estava ele deitado na cama olhando para o teto.

– Posso? –disse abrindo a porta

– Claro. – se sentou.

– Não fica assim, a Laís é meio pirada.

– Não é por isso, é que a Laís só fala abobrinha. To cansado já.

– Calma, ela só ta cansada, com dor na cabeça.

– Mas eu não tenho que ficar aturando ela.

– Não fala assim, ela é sua irmã.

– Preferia que não fosse.

– Davi! – o repreendi.

– Desculpa, estou nervoso.

– Calma, depois isso passa e vocês voltam a conversar de novo.

– Só contestando, eu não sou Gay viu? Só não gosto de ficar com um milhão de meninas. Oportunidades eu tenho, mas não quero. – Aiin que fofinho ele falando isso.

– É que você é homem a moda antiga.

– Talvez seja por isso que ela não gosta de mim. Também ela teve outra educação. Eu fui criado pela minha vô no interior de SC.

– Te entendo.

– To te incomodado falando desse assunto né?

– Não. Só vou tentar dormir um pouco, estou mega cansada.

– Se quiser pode descansar aqui no meu quarto. Eu vou fazer alguns trabalhos da faculdade, vou estar no escritório da minha mãe.

– Obrigado, vou aceitar o seu convite. – disse tirando o chinelo, e pegando o cobertor.

– Durma com os anjos. – falou me cobrindo.

– Obrigado. – encostei minha cabeça no travesseiro cheiroso de Davi e adormeci. Acordei quando era 22:00 horas. Dei um pulo da cama. Coloquei meus chinelos e fui ver onde Laís estava. Por sorte a encontrei no quarto, fazendo as unhas.

– Oi amiga. Tava bom la no quarto do meu irmão? – disse num tom malicioso.

– O que??

– Você estava com o meu irmão não é?

– Não. Estava dormindo apenas. Ele esta no escritório fazendo trabalhos da faculdade. E pare de pensar em malicia.

– Você não beijou ele? — disse surpresa.

– Claro que não! Ele é apenas meu amigo.

– Já ouviu falar em amizade colorida? – me olhou.

– Sim, mas não é algo que aconteça entre nós. – falei séria.

– Ta bom, não esta mais aqui quem falou isso. – levantou as mãos em sinal de rendição.

– Sabe Laís eu acho que vou embora.

– Como assim acha que vai embora? E a nossa noite de beleza? – disse triste.

– Fica para outro dia. To cansada, essa festa me matou. Só quero ficar deitada no meu quarto.

– Ah amiga, você que sabe. Peço para o Peter te largar na sua casa.

– Obrigado por me entender. – disse a abraçando.

Peter chegou rápido, nem deu tempo de me despedir do Davi. Apenas pedi para a Laís deixar um abraço a ele. Chegando em casa dou de cara com o Bernardo que faz que não me vê, ou seja, me ignora.

– Oi nervosinho. – ele não me responde.

– Não vai responder? – disse o fitando com os olhos.

– Não tenho nada pra falar com você Cecília. -disse bravo.

– Ok. – me virei e sai em direção ao meu apartamento. Logo em seguida ele me seguiu.

– Desculpa Linda, to meio bolado com uns assuntos ai. – disse passando a mão no cabelo.

– Desculpa? E eu que sou a ignorante? – disse abrindo a porta.

– Oh linda, não faz assim. – disse me puxando.

– Me solta. Não quero falar com você. Ou você esqueceu que me mandou me ferrar?

– Já pedi desculpas, poh. – falou bravo.

– Você me insulta e acha que esta tudo bem?

– Já pedi desculpas. – eu estava adorando o ver implorando meu perdão, mas resolvi me render.

– Ok. Desculpas aceitas.

– Então não esta mais brava comigo? — se aproximou.

– Não. Mas não me enche. To meio sem paciência hoje.

– Ah que pena, e que agora eu estava saindo para a tal festa que te disse.

– Não quero ir se isso for um convite.

– Quem disse que te convidei. — ironizou.

– Não preciso de convite, eu sou vip querido.

– Acredito! Então vou la, ME DIVERTIR.- disse ele ressaltando as palavras.

– Bom proveito. – Entrei e fechei a porta.

Sentiram uma gota de ciúmes da parte do Bernardo? Eu senti.

Fui recepcionada por meu pai que se encontrava deitado no sofá.

– Oi minha filha, porque veio embora.

– Oi. Estou com vontade de ficar em casa. – disse indo em direção ao meu quarto.

– Bom proveito. – gritou.

Entrei no meu quarto, tomei um banho bem demorado e cai na cama. Acordei no outro dia com meu celular tocando. Era minha mãe.

– Alô. – voz de sono.

– Oi filha amada. Estava dormindo?

– Sim, mas pode falar mãe.

– Nada de especial, só queria ouvir sua voz meu amor.

– Estou bem mãe, só cansada.

– Então dorme meu amor, vou fazer uma caminhada.

– Bom proveito mãe. Te amo.

– Te amo amor. E se cuida.

Voltei a dormir novamente. Depois de algumas horas acordo, tomo banho, e faço minha higiene. Coloco uma roupa bem quente, porque aqui é frio sempre! Tomo meu café assistindo televisão. Quando a campainha toca. Abro a porta e vejo o Bernardo parado em minha frente todo rasgado e sangrando. Tirei meu copo de cereal no chão e o puxei para dentro.

– O que aconteceu com você? – disse séria.

– Briguei com uns panacas da escola. Eles estavam querendo fazer apostas de quem ficaria com você primeiro, ai perdi a cabeça e bati neles. – falou bêbado.

– Você é doido mesmo! – balancei a cabeça.

Olhei para o redor da casa e vi que permanecia em silêncio. Provavelmente meu pai estava no trabalho. Sim, ele trabalha final de semana! A Nathalie deve estar na academia e a empregada na cozinha. O puxei para o meu quarto e pedi que ele se sentasse na minha cama. Entrei no banheiro e peguei o primeiro socorros. Quando voltei, vi ele olhando minhas fotos, corei de vergonha nessa hora! Porque ele tinha que ser tão fuxiqueiro?

– Vem cá tapado. – falei o puxando pelo braço. – Você não pode sair batendo nas pessoas, só porque eles falam mal das meninas. – me sentei em sua frente.

– De você, você quis dizer. – ele cambaleou.

– Ta obrigada por me defender, mas não quero que faça isso de novo. Você olhou como esta sua testa, e o seu braço? — peguei o braço dele que estava com um machucado feio.

– Não me importo. – falou dando os ombros.

– Bernardo, não fala assim. – o repreendi.

– Só me importo com você gatinha! – disse acariciando meu rosto. Me afastei.

– Eu já te disse que não quero que faça isso. Somos APENAS AMIGOS, NADA MAIS ENTENDEU? – ressaltei as palavras.

– Eu sei, mas não posso mandar no meu coração. — naquela hora me calei, mas então arrisquei e perguntei.

– Você esta gostando de mim? – perguntei curiosa.

– Acho que sim.Não resisto a sua beleza gatinha. – disse cambaleando para frente.

– Fique quieto, assim não consigo fazer os curativos. — passei o remédio na testa dele.

– Sabia que você fica linda desse jeito. — corei na hora que ele disse.

– Assim que sua consciência voltar ao normal conversamos sobre o assunto. — apertei o curativo.

– Aiii! Porque que você tem que ser tão difícil? – me olhou.

– Porque tudo o que é bom tem que ter esforço. – me convenci um pouco.

– Convencida. – Encostou sua cabeça no meu ombro.

– Como você cheira bem. – o afastei rapidamente.

– Chega né Bernardo, ta passando dos limites. Vou te levar em casa.

– Não, minha mãe vai estar em casa e vai me fazer milhões de perguntas. – disse caindo para trás.

– Ninguém mandou você fazer besteira. – o levantei.

– Não! Não quero ir, me deixa deitar aqui na sua cama macia e cheirosa. — abraçou o meu travesseiro.

– Nunca, você esta sujo e fedendo a álcool. Vem vamos. – o puxei e o arrastei até a sua casa. Apertei a campainha e a Sra. Willians atendeu a porta.

– Filho, meu Deus quem te deixou assim? – disse espantada.

– Foi ela mãe, ela roubou o meu coração.

–Para de falar besteira, e entra. – ela o pegou e colocou a mão dele no ombro

– Obrigado por trazer ele em casa, Cecília não é?

– Sim. – disse envergonhada.

–Ele me falou muito de você moça, parece que meu filho esta apaixonada por você. – o deitamos no sofá.

– Completamente. — ressaltou ele.

– Acho que não Sra. Willians, ele só diz besteira.

– Acredite se quiser, pois bem, obrigado pela sua ajuda.

– De nada, quando ele melhorar pede para ele me ligar, preciso esclarecer algumas coisas com ele.

– Tudo bem. E outra vez obrigado.- disse fechando a porta.

(...)

Notas finais
E ai gostaram? Será que o Bhê ta gostando da Cecília, ou é só porque ele estava bêbado? E o Davi, ele é um fofo, apesar de não dar indiretas, ele parece que gosta da Cecília...