The great change
28 Ciúmes?
Notas iniciais
Durante a festa encontrei quem menos esperava, ele estava completamente lindo, usando um terno azul marinho ressaltando ainda mais seus olhos. Nos olhamos por alguns minutos até que ele veio em minha direção.
– Olá Arthur, como vai? – apertaram as mãos.
– Olá Nicolas, eu estou bem. Que surpresa te ver aqui.
– Fui convidado pelo Heitor, somos amigos há muito tempo.
–Nicolas, essa é uma filha Cecília. – disse me apresentando. Ele abriu um sorriso e fez que não me conheceu.
– Prazer Cecília. – estendeu a mão para mim.
– Oi. – sorri.
Depois de alguns minutos meu pai nos deixou a sós, indo em direção a outros executivos.
– Porque fingiu que não me conhecia?
– Porque se eu dissesse que te conhecia ele perguntaria muitas coisas e você se daria mal.
–É talvez.
– Ah você esta incrivelmente linda. – sorriu.
– Obrigado, você também não esta nada mal. – sorri.
– Como você conheceu o Arthur?
– Ele vai muito ao café e por coincidência somos amigos da mesma pessoa.
– Hum.
– Vamos tomar alguma coisa?
– Claro.
Nick me trouxe uma bebida e ficamos sentados na varanda admirando NY que por sinal á noite ficava ainda mais linda. Entre algumas trocas de olhares, acabamos conversando sobre o nosso beijo.
– Cecília, eu quero te dizer algumas coisas.
– Pode falar. – me ajeitei no banco ficando de frente com ele.
– Primeiro, quero fazer uma pergunta para você, mas quero que seja bem sincera. – ele me olhou nos olhos. – Você gosta do seu “amiginho” o tal do Bernardo?- Sério essa pergunta? Porque que os homens adoram fazer perguntas difíceis de responder?
– É eu gosto ele é meu amigo.- enrolei.
– Estou falando de gostar de verdade.
– Não Nick, eu gosto dele só que não sei se gosto de verdade.
–Esta confusa.
– Certo. Mas porque?
– Eu quero te dizer que você esta mexendo muito comigo, nenhuma garota mexeu tanto comigo quanto você. – desviei o olhar. – sei esta confusa e tal, mas me da uma chance de te conquistar e mostrar para você que eu sou o cara certo.
–Eu...- me faltaram palavras, pois meu coração estava completamente confuso com toda a situação.
– Vamos fazer assim, marcamos um jantar no sábado e conversamos nos conhecemos mais. Sei que tudo tem o seu tempo certo e não tenho pressa para que nada aconteça, só peço que me dê uma chance de mostrar a você que eu posso ser o seu príncipe encantado. Não tenho um cavalo branco, tenho apenas um sentimento crescendo dentro de mim. – fiquei um pouco chocada com a noticia.
– Você aceita? – pensa, pensa, pensa, sim ou não? Não ou sim? Talvez quem sabe?
– Nick, podemos ir apenas como amigos, um encontro de amigos. – ele abriu um sorriso largo.
– Claro. – ele me abraçou por um instante, até que meu celular toca.
Ligação
– Oi minha linda. – sorri de ao reconhecer aquela voz.
– Oi. – falei meio tímida, pois o Nick estava ao meu lado.
– Você esta aonde? Fui na sua casa e a empregada disse que você tinha saído.
– Estou em uma festa com o Arthur. – pude ouvir ele rir do outro lado.
– Super divertido, não é?
– Com certeza.
– Queria te convidar para conhecer um lugar, pena que você não estava.
– Pode ser amanhã?
– Amanhã eu já vou viajar minha linda.
– Então, deixa comigo.
Desliguei o telefone e fiquei conversando alguns minutos com o Nick. Depois encontrei meu pai e pedi para ir embora. O chofer estacionou o carro e corri para encontrar o Bernardo. Bati na porta e uma bela moça me atendeu.
– Boa noite. – ela me olhou dos pés a cabeça.
– Boa noite, o Bernardo esta?
– Esta sim, vou chama-lo.
Olhei ao redor e vi muitos cadernos espalhados pela sala. Quando fitei meus olhos para a escada vi o Bernardo aparecer sem camisa com os cabelos molhados, uma visão e tanta. Ele me olhou, sorriu de lado e veio me abraçar.
– Oi minha linda. Nossa como você esta perfeitamente maravilhosa.
– Obrigada.
– Não esperava a sua visita.
– Percebe-se. – falei num tom sarcástico.
– Estava tomando banho, dando uma pausa nos estudos.
– Então, vou deixar vocês a sós. – caminhei até a porta, mas ele me puxou.
– Não vai embora.
– Não quero atrapalhar nada.
– Você nunca atrapalha. – sorriu.
– Melhor não Bhê, vão estudar é melhor. – ele me olhou e soltou um sorriso um pouco debochado. — Que foi?
– É tão linda com ciúmes.
– E quem disse que eu estou com ciúmes?
– Você, fica toda bravinha. Deixa eu te apresentar. Essa moça é a Melany, meu reforço de Frances.
– Reforço?
– É que meu primeiro destino é a França.
– Entendi.
– Sophia me desculpe, mas a aula não vai poder continuar.
– Tudo bem Beeh, foi um prazer imenso te conhecer. – ela o olhou e mordeu os lábios.
– Obrigado pela ajuda e agradece ao meu pai. – ele a levou até a porta e se despediu.
Quem essa menina pensa que é para olhar para o Bernardo desse jeito? Ok, ele é um gato eu sei, não tem como negar que ele é atraente, lindo e cheiroso! E chega né Cecília? Se você acha isso porque não fica com ele logo? Você não deveria se calar. E você deveria ouvir mais meus conselhos! Fique calada consciência.
– Minha linda, vem comigo quero te mostrar uma coisa. – ele me pegou pela mão e me levou até o quarto dele.
– Seu quarto esta diferente. O que é isso? – olhei e em cima da mesa de estudos tinha um porta retrato com uma foto nossa. Enquanto isso ele pegou uma camisa branca e vestiu.
– É um porta retrato.
– Eu sei sue bobo, mas porque você tem um porta retrato com a minha foto? Nem te dei autorização, vou requerer meus diretos autorais. – ele soltou uma gargalhada gostosa.
– Eu gosto de ficar te olhando quando vou dormir.
Oh que coisa mais fofa, me calei e continuei a olhar em volta do quarto.
– Porque me trouxe aqui?
– Porque eu tenho uma surpresa, vem comigo? – ele me levou até uma porta e me fez subir uma escada, quando olhei vi uma visão mais que perfeita.
– Gostou?- ele me olhou e sorriu.
– Claro que sim, essa visão é linda. Como você não me falou nada? — me sentei em um banquinho.
– Estava esperando a hora certa para te trazer aqui. – ele se sentou ao meu lado e escorou a cabeça no meu ombro.
– Esse é um dos meus lugares favoritos.
– E qual o outro? – ele levantou a cabeça e me olhou nos olhos.
– O seu coração.
Nesse momento eu quis puxa-lo para um abraço e em seguida beija-lo para sentir novamente aqueles lábios quentes perto de mim, mas não foi o que fiz. Apenas o olhei e sorri.
– Quero te dar um presente.
– Sua companhia já é um presente.
– Eu sei, eu sei. – disse todo convencido. – Quero te dar um presente, na verdade você quase descobriu.
– Foi aquilo que eu achei no carro não é?
– Isso mesmo. – ele tirou uma caixinha preta do bolso e me deu. – Pra você espero que goste. – Abri a caixinha e olhei para ele.
– Obrigado Bhê, é lindo. – o abracei forte.
– Sabe esse colar é pra você sempre lembrar de mim, porque quando você chegou eu tentei desvendar você e quanto mais eu encaixava as peças, mais eu me via traído. Até que chegou um momento que eu vi que faltava uma peça, mas não conseguia acha-la e foi nesse instante que me toquei que a única peça que poderia se encaixar em você, seria eu. – ele se aproximou de mim, mas eu não recuei.
Não tinha mais forças para me afastar daqueles lindos olhos que me olhavam com ternura. Ele acariciou meu rosto e chegou mais perto, até que seus lábios quentes tocaram os meus. Sentir aquele beijo foi como aguardar uma chuva em plena estação seca. Enquanto nos beijávamos passaram-se cenas em minha mente, desde o primeiro momento que nos conhecemos e de como ele vem mudando. Quando o ar se fez ausente entre nós nos separamos. Ele me olhou e sorriu. Nesse momento eu corei pois era como se eu soubesse o que ele estava pensando.
– Posso dizer uma coisa?
– Pode sim.
–Acho que vou soltar uns fogos de artifício. Será que é natal e eu não sei? –ironizou.
– Para de ser bobo Bhê.
– Sabe por quê? Eu ganhei o melhor presente de todos da minha vida. – ele me abraçou.
– Se eu soubesse que te beijar me faria tão feliz eu teria feito isso antes. – sussurrei no ouvido dele.
– Você também não beija tão mal, loirinha.
– O que? Tão mal? – entrei na brincadeira.
– No primeiro dia que te beijei você estava assustada, não conseguiu curtir o beijo.
– De certo era porque eu não esperava.
– Pode ate ser. – ele colocou a mão no queixo e pensou.
– E hoje, como eu me sai?
– Acho que vai ter que ter replay para te responder essa pergunta. – ele me puxou para mais perto e me beijou novamente.
Atrevido não é?
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