The great change

13 Amigo novo, e o ciúme


Notas iniciais
Mais um capitulo pra vocês amores... Comentem... E leitoras fantasmas, apareçam eu não mordo.. :)

No dia seguinte, acordei com o meu despertador tocando uma música suave, por incrível que pareça não estava brava, mas quando lembrei da vergonha que iria passar, me enfureci. Dei um pulo da cama, coloquei o uniforme, tomei café as pressas e corri para pegar o ônibus. Cheguei à parada e o Bernardo estava sentado comendo uma barra de cereal. O ignorei completamente. Chegando à escola, ninguém me olhava, tirando os meninos tarados da sala ao lado. Sentei-me perto da Laís e fiquei a olhando esperando que perguntasse algo.

– O que foi Ceci?

– Nada não. Tudo bem com você?

– Tudo. — Assenti com a cabeça.

–Esta estranha, alguém te fez algo? Ou é só mau humor?

– Tudo junto. – sorri.

A aula de educação física seria no primeiro período. Entrei no vestuário me vesti e por incrível que pareça me acho gorda nesses uniformes. Sai do vestuário meio desconfortável. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e fui para o meio da quadra. Mas para a minha infelicidade vi a Barbara vindo em minha direção.

– Se você pensa que eu esqueci daquilo que me disse esta muito mal enganada. Você esta na minha lista negra.

– Estou com medo de você agora, loira do banheiro.

– Então comece a ter ameba. – me empurrou.

– Veremos. – a fuzilei com os olhos.

Depois daquele “ameaçador” assunto foi a quadra e fizemos alongamento, corremos. O professor deixou a aula livre, eu como não sou fã de Ed. Física, peguei um livro e fui me sentar na quadra. Mas, como sempre tem um para te interromper..

– Olá. – disse um loiro de olhos azuis.

– Oi. –sorri.

– Me chamo Willian, tudo bem?

– Meu nome é Cecília, prazer. – disse estendendo a mão.

– Sabe Cecília, tem um amigo meu que quer conhecer você. Posso chamá-lo aqui?

– Já vou avisando, se ele quer ficar comigo que nem venha, não estou interessada. – respondi seca.

– Ele ficou curioso quando soube que você é brasileira. Posso chama-lo?

– Sim.

Depois de alguns minutos o certo menino chegou, ele não parecia ser popular, e nem pegador, ou jogador de um time de futebol. Era um garoto moreno, alto, magro, olhos mel e cabelo arrepiado. Bonito em minha opinião!Quieto pensamentos! Ele se aproximou de mim e se apresentou.

– Oi Cecília, tudo bem? Me chamo Chris. – me cumprimentou com um beijo.

– Olá Chris. Tudo bem sim.

– Nossa você lê ficção científica? – disse olhando para meu livro.

– Sim. Gosto muito de ler.

– Que conhesidência eu também gosto, mas prefiro anime. Sabe como é NE, tenho que manter minha imagem de homem. –rimos.

– E o que te trás a falar comigo?

– Ah sim, meu pai é funcionário da empresa de seu pai. E ele me falou que você estuda aqui. Então fiquei curiosa para te conhecer. Seu pai fala muito de você.

– Que legal. Então vamos nos ver muito. Festas da empresa, ano novo, natal, comemoração de aniversário.

– Sabe eu detesto ir nessas festas. – desabafou.

– Eu também, são tão formais. Sempre piano, vestido longo, terno, lagosta.

– Poderiam ser mais criativos não é?

– Com certeza.

A aula passou bem rápido, o tempo passou que nem percebi. Conversei muito com o Chris, ele parece ser gente boa, e bonito!Porque você não me deixa em paz? Xo pensamentos! Percebi também que o Bernardo não tirava os olhos de mim, ele me olhava e quando eu o olhava desviava o olhar. Pude perceber que ele estava andando com os meninos do time de futebol. Que não são boa companhia.

Me despedi do Chris , peguei meu livro e fui me trocar nos vestuário. Logo em seguida a Laís me puxou pelo braço e começou o interrogatório.

– CECÍLIA, quem era aquele menino que estava com você?

– Era um filho de um funcionário do meu pai, ele é bem legal.

– E beeeem gato.

– Para Laís, você vê maldade em tudo, credo! – exclamei.

– Sou realista meu bem. – disse atirando um beijinho.

Bernardo

Não conseguia desviar o olhar da minha loirinha, ela estava tão linda com aquele uniforme escolar. Mas, quando desviei o olhar por alguns minutos ela estava acompanhada de um menino estranho, era do 2° ano. Podia sentir a ira percorrer pelo meu corpo, estava prestes a fazer uma besteira até que me toquei que ela não me queria. Como ela pode querer ficar com um cara que nem ele? Estranho, mal arrumado. Mas, se ela não me quer tem quem queira, e eu sei que a amiguinha dela, a Laís tem uma queda por mim. Vou testar a Cecília, vamos ver quem ganha nesse jogo.

Fui até a classe da Laís que estava sozinha, me sentei ao lado dela e joguei um charme. Ela aceitou sair comigo de primeira. Mas resolvemos manter em secreto. Assim que vi a Cecília me sentei na classe de trás. Ela estava incrivelmente cheirosa, e linda. Não sei o que dá em mim quando a vejo. Será que estou gamado na dela? Não, eu sou pegador, e vou continuar assim.

Cecília

Entrei na sala de aula e percebi que a Laís estava sorridente demais para uma aula de matemática. Resolvi então questioná-la para saber onde há tanta felicidade.

– O que deu em você Laís? Esta tão alegre para uma aula de matemática.

– A vida resolveu sorrir para mim, gata! – piscou.

Não entendi a resposta dela, mas parecia ser algo bom, espero que não seja relacionado a festas. Porque não estou a fim de ir mais em nenhuma. Foi legal, mas não é a minha paria.

O tempo passou rápido e logo o sinal soou para a saída. Como de costume foi esperra o ônibus no ponto, fiquei sentada esperando, logo em seguida um carro preto para em frente a parada, ao longo o vidro vai baixando e vi que era o Arthur, fiquei aliviada, pelo menos não é nenhum maníaco psicopata tentando me matar.

– Oi filha.

– Oi Arthur.

– Decidi te buscar hoje, vou almoçar em casa. A Natahlie quer arrumar não sei o que na decoração da sala, e me chamou para dar a minha opinião. – fez careta.

– Mulheres.. – sori.

O Arthur parecia feliz, estava tão bem humorado, quem sabe ele me deixa fazer uma tatuagem. Não isso seria demais para ele.

– Que tal fazer a carteira minha filha?

– Não tenho maior idade Arthur.

– Aqui você tem. – disse sorrindo.

– É verdade, então eu quero. – disse empolgada.

– Vou pedir a minha secretaria cuidar disso. — pegou o celular.

– Obrigado Arthur. – o abracei.

Esta tão feliz que resolvi ligar para minha mãe. O Celular tocou duas vezes mas ela não atendeu. Logo depois ela me ligou.

Ligação

– Oi mãe, tudo bem?

– Oi Minha filha, tudo bem. Como você esta?

– Eu estou bem mãe. Tenho novidades.

– Conta minha filha.

– O Arthur me deixou fazer a carteira de motorista.

– Que ótimo meu amor, fico feliz por você.

– Eu também estou mãe.

– Filha quero te contar algo.

– Não me diz que arrumou um marido.

– Não filha, não é isso.

– É o que então? – suspirei. Que alivio.

–Eu fui a um encontro na igreja. Eu gostei muito, e queria poder compartilhar isso com você.

– Mãe, você esta virando crente?

– Não filha, apenas fui a um encontro.

– Sei. –desconfiei.

– Mas você tem algo contra Deus Cecília?

– Não. Apenas não gosto das coisas que a religião exige.

– Mas o lugar onde eu estou indo, não é assim.

– Então me diga como é?

– Primeiro antes de você entrar na igreja, os obreiros ficam na porta para te cumprimentar. Logo depois conversamos com algumas pessoas, e sentamos nas cadeiras. Depois de uns minutos o grupo de louvor começa a cantar., os louvores são lindos filha.

– E?

– E logo depois vem a palavra de Deus, que é por meio a bíblia.

– Estranho, você lêem a bíblia?

– Sim. Diferente não é?

– Sim.

– Quero que você venha aqui comigo meu amor.

– Um dia eu vou mãe. – menti.

– Que bom amor! Fico feliz em compartilhar isso com você. Estou me sentindo bem melhor agora. Faz algumas semanas que não bebo. Nessa igreja conheci uma menina que você iria gostar, o nome dela é Julia. Parece com você meu amor

– É? Quero conhecer ela então.

– Quando você vir aqui te apresento á todos. Mas mudando de assunto, já fez amigos por ai?

–Sim mãe, você tem que conhecê-los. A Laís é um doce. E o Davi é um amor.

– Huuumm... O Davi é um amor. -Ela falou em um tom sarcástico.

– Para mãe! Ele é só meu amigo.

– Sei. – desconfiou.

– Mas você iria gostar deles.

– Se eles forem pessoas boas, vou gostar deles.

– E são pessoas boas.

– Que bom amor. Fico feliz em ver que esta gostando desse lugar.

Cecília: Mas mãe você já achou a casa.

– Sim querida, eu liguei para a corretora e ela disse que daqui a umas semanas eu poderei me mudar. O lugar é lindo, tem varias casas, e inclusive eu soube que tem dois irmãos da igreja que moram neste condomínio.

– Que legal mãe.

– Também acho. Pelo menos não vou me sentir tão só.

– Você não está só, você tem a mim. Logo logo o ano passa e já volto pra você mamis.

–Filha daqui a pouco tenho que me arrumar, tenho um encontro para ir hoje.

– Hum.. Quem é o moço desta vez? – usei um tom sarcástico.

– Moço? Quem?

– O homem que você vai ao encontro.

– Eu vou ao encontro da igreja meu amor.

– Ah ta mãe, pensei que você tinha arrumado um Bondrasto para mim.

– Que isso filha, sabe aquele filme a espera de um milagre? Estou assim, a espera de um homem. -Começamos a rir.

– Que isso mãe, esta tão difícil?

– Esta sim filha.

– Tem homem que presta sim mãe, eles apenas estão escondidos.

– Pois é filha. Mas até lá eu espero.

– Mãe tenho que desligar. Até mais mãe. To chegando em casa, Beijos, te amo.

– Até mais meu amor, e se cuida viu minha filha? Preciso de você aqui comigo! Eu só tenho você meu amor.

– Pode deixar mãe, vou me cuidar.

– Até mais, beijos amor.

– Até mãe, beijos e bom encontro.

– Obrigado filha, eu te amo meu amor.

– Eu te amo mãe.

Desliguei o telefone, entrei dentro de casa e fui tomar um banho, estava precisando relaxar. Durante o banho pensei em varias coisas, normal né? Depois de terminar o banho coloquei meu pijama me sentei na cama e fiquei pensando no que eu faria hoje, porque tinha tema de casa, um guarda roupa para arrumar, e.... Nossa o trabalho de inglês. TO FERRADA! Depois de algumas horas terminei minha lição, e liguei para a Laís.

Ligação

– Oie Laís.

– Oi amiga,tudo bem?

– Tudo sim, e ai gostaria de dar uma volta comigo?

– Ah amiga, hoje não, estou com dor de cabeça. Mas chama o gatinho que você estava conversando, ou chama do Davi, ele esta atoa mesmo.

– O Chris não, ele não curte essas coisas. Mas será que o Davi vai?

– Se você chamar ele vai correndo.

– Para Laís, assim você me deixa com vergonha.

– Ta bem chata, vou chamar ele.

Alguns minutos depois.

– Oi Anjo, tudo bem? A Laís me disse que você quer falar comigo.

– Quero sim. Vamos dar uma volta, to com maior tédio aqui.

– Claro. Aonde?

– Pode ser na pista de patins?

– Pode sim. Te pego ai em 30 minutos, pode ser?

– Combinado. Até mais.

Desliguei o telefone, abri o closet e fui procurar uma roupa quente para andar de patins. Coloquei uma blusa de lã, um casaco preto, legging, e uma boina branca, acompanhada de uma mini bolsa. Perfeito!

Avisei ao meu pai que iria sair e fui pegar o elevador para esperar o Davi no térreo. Em seguida encontro o Bernardo, ele faz que nem me vê, então o pego pelo braço e o trago para mais longe da recepção.

– Calma gatinha, que pressa é essa toda?

– Só estou dirigindo a palavra a você porque temos um trabalho a fazer.

– É verdade. Mas, quer saber com não vou mais fazer.

– Então dane-se. Eu vou porque preciso se nota. – dei as costas.

– Ta bom gatinha. Quando e onde? – me puxou pelo braço.

– Amanhã as 15h00min, na minha casa. E nem pense em se atrasar. Ah e já vou avisando se você tentar me beijar outra vez vai acabar sendo queimado vivo.

– Ei? Calma! Não vou mais fazer isso. Prometo.

– Assim espero.

– Não quero mais te beijar, porque você beija mal.

– Não é o que os meninos dizem. — me cabei, mas ops, ele foi o primeiro garoto que eu beijei. Só falei para provocar.

– Quem disse isso? – me interrogou.

– Não interessa.

– Mal educada!

– Idiota!

– Grossa!

– Retardado!

– Linda. – ele me olhou e se aproximou.

– Se você der mais um passo, não respondo por meus atos.

– Vai parar na cadeia se me matar. – ele se aproximou mais e mais.

Quando ia o bater, o Davi apareceu. Olhei para trás e ele estava perfeitamente lindo , usando uma camisa branca, um blazer azul, que o deixavam mais velho.

– Algum problema aqui Cecília? – falou se aproximando.

– O problema é você tapado. – Falou Bernardo. -Me intrometi na frente dos dois.

– Davi, não quero brigas, por favor? Vamos?

– Claro anjo. Depois a minha conversa vai ser com você idiota. – ele me abraçou de lado e saímos.

– Esse cara tem problema com você?

– Não Davi, ele é só mais um idiota mesmo.

Notas finais
Comentem, acompanhem, favoritem...