The great change

25 A chuva pode ser sua pior inimiga, ou não...


Notas iniciais
Oie meus amores, estava com tantas saudades de vocês... Nossa to mega feliz por estar postando mais um capitulo... Minha mãe ainda esta no hospital, mas esta melhorando, obrigada pelo apoio, vocês são demais! Vou tentar, mas não posso prometer nada a vocês que vou postar mais essa semana, porque to meio atucanada de coisas para fazer... Obrigado por tudo amores, vocês são os melhores leitores do mundo! S2 Quero comentários!

Chegamos no ginásio onde o jogo estava por começar. Fiquei na arquibancada torcendo pelo time da nossa escola. Reconheci algumas pessoas, inclusive o Chris estava la.

– Oi Cecília.

– Oi Chris.

– Veio ver o jogo?

– Sim.

– E desde quando você gosta de jogo? – me olhou confuso.

– Eu vim por causa de um convite.

– Ok, entendi. Soube que você e o Bernardo estão juntos.

– Não estamos não. Isso é fofoca da escola.

– E aquela história da Laís?

– Tudo mentira, foi ela quem traiu o Bhê, ele pegou em flagrante.

– Coitado dele.

– Pois é.

– Mas parece que ele esta mais feliz assim.

–Digamos que ele se libertou. – sorri.

O jogo começou e a escola saiu na frente, recebi várias dedicações ao longo do Jogo. O Bhê era um ótimo jogador e pelo jeito nossa escola estava saindo na frente. Faltavam 5 minutos para terminar o jogo quando a torcida toda começou a gritar o nome do Bernardo, ele se sentiu famoso nesse momento. Pude ver a alegria da torcida quando viu a cesta, e por fim nossa escola ganha de lavada. Comemoramos muito, gritamos, cantamos, pulamos. Depois que o jogo terminou esperei alguns minutos para poder falar com o Bhê, já que agora ele estava famoso, cheio de técnicos e pessoas em volta dele. O pior de tudo era ver as meninas atiradas falando com ele. Me intrometi no meio de alguns meninos e consegui chegar perto dele.

– Será que a sua fã número 1 consegue um autógrafo seu? – cochichei no ouvido dele. Ele prontamente se virou.

– Não só um autógrafo, para você eu me dou de presente. – sorri meio sem graça.

– Dispenso. – brinquei.

– Tudo bem, se não me quer tem quem queira. – o peguei pelo braço. – Agora é a parte que a mocinha beija o mocinho.

– Só se for nos filmes. – pisquei.

– Isso não é desculpa. – sorriu.

– Pode ir, não preciso do seu beijo.

– Mas você o quer! – ele chegou mais perto, até que nossos olhos ficaram próximos demais. Pude ver novamente de perto aqueles olhos verdes lindos que me encantam. Estávamos alguns centímetros de distância um do outro até que o treinador cutucou o Bernardo e nos interrompeu, graças a Deus, não queria o beijar novamente por impulso, não sei o que me da quando estamos tão perto, acho somos atraídos uns pelo outro.

Esperei o Bernardo no ginásio, não sabia nem que cara olharia para ele, depois do nosso incidente. Depois de uns 30 minutos ele aparece todo arrumado e sorridente, quando ele chegou mais perto senti o cheiro do perfume.

– Oi. — falou tímido.

– Oi. Esta chovendo forte. – disse olhando para fora.

– Vamos esperar a chuva passar para pegar a estrada.

– Tudo bem. Vamos comer alguma coisa? Estou morta de fome. – tentei disfarçar falando de outro assunto.

– Vamos sim, tem uma lanchonete por aqui perto.

Compramos um guarda chuva, e atravessamos a rua. O lugar era simples, mas era bonito. A chuva invés de piorar só aumentava cada vez mais, meu medo era ter que ficar trancada no meio do caminho.

Pedimos o lanche e comemos em silêncio. Era estranho estar assim perto dele, sem se falar. Saímos da lanchonete mais a chuva não havia cessado, e o pior só aumentava. Ficamos parados no ginásio por uma hora e nada da chuva parar.

– Acho que vamos ter que ficar por aqui mesmo, eu não posso pegar a estrada com uma chuva dessas.

– Não! – gritei.

– Porque não? – me olhou confuso.

– Por que... O Arthur vai me matar quando chegar em casa.

– Ele nem te vê direito Cecília, para de paranoia.

– Mas se ele descobrir?

– Dá-se um jeito. O que você acha pior, ir para estrada e morrer, ou esperar a chuva passar e apenas discutir com o Arthur?

– Ta tudo bem. Mas onde vamos ficar? Esta ficando frio aqui e nem trouxe um casaco quente.- Ele tirou o casaco dele e me cobriu. Que coisa mais fofa, ele é tão protetor! Xonei!

– Não, não precisa. – disse o devolvendo.

– Fique com ele pra você, afinal só venci por sua causa. – sorriu. – Podemos alugar um quarto de hotel. – o cerrei com os olhos. — Cada um aluga um. Não me deixa terminar de explicar.

– Se for assim, tudo bem.

Entramos no carro e andávamos bem devagar até chegar perto de um hotel. Chegamos na recepção e uma moça linda nos atendeu.

– Boa noite! Desejam um quarto.

– Dois. – o olhei sério.

– Solteiro, ou casal?

– Solteiro.

– Vou olhar aqui no sistema, só um segundo.

Depois de alguns minutos...

– Desculpa lhes informar, mas só temos quarto de casal no momento. Por causa do jogo os quartos de solteiro estão cheios.

– Então pode ser dois de casal?

– Claro que sim. Acompanhem-me. — A moça nos mostrou os quartos e fomos cada um para o seu.

Deitei na cama, e fiquei olhando para o teto sem entender o porque das coisas. Era tão obvio que eu me sentia totalmente envolvida pelo Bhê, mas também pelo Nick. Estava tão confusa. No meio da noite acordo meio assustada, vou ao banheiro, percebo que algo tocou meus pés, quando olho para o chão vejo um rato, gigantesco e imundo. Gritei e corri para a cama. Sem pensar duas vezes abro a porta do meu quarto e corro para o quarto do Bernardo. Bati umas duas vezes, mas ele não me atendeu, tentei mexer na porta e ela se abriu. Entrei silenciosamente e o cutuquei.

– Bhê, acorda, me ajuda.

– Bhê, acorda.. –o sacudi, até que ele me acordou.

– Cecília? O que você esta fazendo aqui? – disse se levantando. Ele não percebeu, mas estava sem camisa, não tive como não reparar. Vendo meu constrangimento, ele se cobriu.

– Desculpa, eu não esperava te ver aqui.

– Tudo bem, me ajuda a matar um bicho nojento?

– Que bicho loirinha? São três da manhã, e você não dormiu? – disse olhando no celular.

– Eu fui ao banheiro e vi um rato, grande e feioso. Mata ele pra mim?

– Tudo bem vamos ver esse bicho. –Entramos no banheiro e não vimos nada. Não pensei em duas vezes antes de pedir a ele se eu pudesse dormir ao lado dele, claro que colocaria travesseiros no meio.

– Bhê, isso é meio constrangedor para mim, mas eu posso te pedir uma coisa? – disse olhando para baixo.

– Pode sim.

– Posso deitar ao seu lado, não quero dormir nesse quarto cheio de ratos. – ele abriu um sorriso.

– Claro que pode. Não se preocupe, a gente coloca uns travesseiros no meio de nós dois.

– Obrigado Bhê.- o beijei na bochecha.

Entramos no quarto dele e colocamos uns travesseiros no meio. Me virei de lado, mas não parava de pensar nele. O sono parecia que tinha sumido, me virei novamente ficando de frente a frente. Ele parecia estar tão tranquilo e sereno dormindo. Passei a mão no rosto dele de leve, e acariciei os seus cabelos . Acho que ele estava tão cansado que não percebeu.

No dia seguinte abri os olhos e me deparei com uma cena tão perfeita. Queria poder congelar aquele momento para sempre. – me levantei bem devagar para não acorda-lo, mas foi inútil.

– Bom dia. – disse se espreguiçando.

– Bom dia. – sorri sem graça.

– Vamos tomar um café antes de ir embora?

– Claro.

Fechamos a conta na recepção e fomos a uma cafeteria. A caminho para casa não nos falamos direito, parecia que havia um princípio entre nós. Depois do nosso quase beijo de ontem alguma coisa mudou.

– Você esta estranha. Aconteceu alguma coisa? – disse me olhando.

– Não sei.

– Como assim?

– Estou confusa. – ele parou o carro perto de um lugar bem tranquilo.

Saímos do carro e ficamos parados um de frente para o outro.

– Quero que você seja sincera comigo. Pode me contar tudo, sei que pode me doer, mas se tem algo me fale. Se eu te magoei, ou se você esta confusa em relação os seu sentimentos, quero que me fale. – ele me olhou bem no fundo dos meus olhos.

– Não sei o que estou sentindo. Tudo esta tão nublado. Primeiro veio você gostando de mim, depois a Laís contra mim, e depois...

– Depois?

– O Nick. – ele apenas abaixou a cabeça.

– Você esta gostando do Nick?

– Eu não sei. – me virei e fiquei de costas para ele. – ontem a noite eu fui na festa de aniversario da sobrinha dele e acabamos nos beijando. – doeu falar aquilo para ele, porque sei que vai ficar magoado.

– Então..- disse com um tom de choro.

– Não, nós não temos nada. – me virei novamente e vi ele limpando o rosto.

– Cecília, eu quero te perguntar uma coisa.

– Pode falar Bhê.

– Você nunca me disse que eu teria chances com você. Eu quero saber se eu tenho pelo menos 1% de esperança. – o abracei forte e olhei nos olhos dele.

– Você tem todas as chances do mundo. Eu te adoro muito, só que estou confusa ainda, por favor me entende. Eu me sinto confusa demais, só preciso de um tempo para pensar. – ele assentiu com a cabeça. – eu gosto do Nick, me sinto bem ao lado dele, mas também adoro você, são sentimentos parecidos, por isso me confunde – passei a mãos nos cabelos dele e em seguida nós lábios. Cheguei mais perto o dei um selinho carinhoso. Ele me abraçou ainda em lágrimas e me disse baixinho.

– Você não sabe o quanto você mexe comigo.

– E você não sabe o quanto eu queria ter a resposta para as minhas dúvidas.

Ficamos abraçados por um tempo, depois pegamos a estrada e finalmente chegamos em casa. Estava morrendo de medo do Arthur pirar comigo e contar tudo para minha mãe. Entrei em casa de fininho, mas não tinha ninguém na sala, nem na cozinha. Entrei no quarto e fui tomar um banho.

Bernardo

Passar esses dias com a Loirinha foi incrível, ela mexe comigo de uma forma que nenhuma garota mexeu. Sinto que estou parecendo um babaca apaixonado, mas isso é bom, porque eu me sinto diferente, mudado. Não sou mais aquele cara que pegava as meninas e fazia de gato e sapato, eu mudei completamente minha forma de ver as coisas. A Cecília me ajudou até no meu relacionamento com a minha mãe. Essa garota é incrível!

O difícil é me controlar perto dela, eu queria poder beija-la e dizer que ela é só minha, mas tenho que respeitar o tempo dela. Sei que no final das contas serei eu quem seguirá ao seu lado.Só estou esperando ela perceber que o cara que ela deseja sempre fui eu. Convencido, não?

Cheguei em casa e minha mãe estava sentada no sofá, tomando chá de maça, o preferido dela.

– Oi mãezinha.

– Oi Filho. — me olhou com um olhar desconfiado. — Porque não me ligou? Estava preocupada. Só mensagem de texto não basta.

– Desculpa mãe, é que estava chovendo muito.

– Tudo bem meu amor. Vai descansar. — a beijei e fui para meu quarto.

Como era domingo, tinha um zilhão de coisas para fazer, incluindo a minha lição de casa que por sinal duraria a tarde toda.

Cecília

Depois de conversar com a minha mãe, deitei no sofá e fui assistir desenhos. Minha mente estava a mil, e não conseguia tirar tudo o que aconteceu dos meus pensamentos. Olhei no meu telefone e vi que o Nick tinha mandado uma mensagem.

Cecília, desculpa por ontem, prometo que nunca mais isso irá acontecer. Apesar do que sinto por você ser mais forte do que a minha promessa.

Li a mensagem e logo respondi.

Nick, me desculpe por ontem também, não quero criar falsas esperanças para ninguém. Estou apenas confusa, preciso de tempo para pensar em tudo. Você é um homem maravilhoso e gosto muito de estar ao seu lado. Te confesso que aquele beijo mexeu comigo, tanto quanto com você, mas preciso pensar em tudo antes de te dar alguma resposta concreta.

Como é difícil dizer não as coisas do coração! Preciso chegar a uma conclusão, se não vou enlouquecer. Percebo que quando vejo o Bhê meu coração dispara isso sem falar quando ele sorri de alguma bobeira que eu faço. Perto dele eu me sinto segura, como se ninguém pudesse me atingir, eu encontro paz nos abraços dele. Toda vez eu o vejo me sinto tão feliz, é uma alegria que toma conta do meu dia. Mas, com o Nick eu sinto que nos conhecemos a tanto tempo, ele é uma ótimo amigo e sem falar que me sinto completamente atraída por ele. Depois que nos beijamos me dei conta de que realmente eu estava confusa.

O domingo passou rápido e nem vi o Bernardo. Logo a segunda feira chegou e a minha vontade era de ficar deitada na cama, mas como tinha prova de inglês não poderia faltar. Troquei de roupa, coloquei uma roupa digamos mais fofa, pois estou me sentindo mais romântica ultimamente. Tomei meu café e sai comendo uma barra de cereal.

Olhei para o corredor e não vi o Bernardo, era provável que ele não venha a escola. Durante a aula a Laís me olhava e cochichava com as meninas do fundo, as novas amiguinhas dela. Não posso acreditar que uma pessoa possa mudar tanto assim. Fiz minha prova de inglês e pelo jeito havia tirado uma boa nota.

Depois da escola, fui para casa e fiquei pensando em como a minha vida tinha dado uma reviravolta tremenda. Ao queria que tudo fosse tão difícil, só queria apenas me decidir e viver feliz. Durante meus devaneios escuto uma batida na porta.

Notas finais
Qualquer erro de ortografia me corrijam! Obrigado... Bjus