The great change

22 - Estou perdidamente e incondicionalmente apaixonado por você!


Notas iniciais
Hi Girls, tudo bem? Tive um tempinho e resolvi postar um capitulo para vocês. Nesse capitulo eu mereço pelo menos um 5 comentários! To brincando amores... Se tiver um ficarei feliz.. *-* Obrigado pela paciência de todos e uma ótima leitura!

Entrei no meu apartamento e vi o Arthur sentado no sofá dormindo, ele estava tão acomodado que nem ao acordei, peguei uma manta do meu quarto e o cobri, desliguei a televisão e fui para o meu quarto me deitar.

No dia seguinte, me arrumei, passei maquiagem, e coloquei meu uniforme. Parei em frente ao espelho e disse : — É hora de mudar, chega de pensar no Bernardo, se a vida te deu a chance de conhecer outra pessoa, então não seja boba. O Bernardo nunca vai ser seu. – nesse momento desceu uma lágrima sobre o meu rosto. – acostume-se com a realidade. Apenas pense!

Cheguei na cozinha e para minha surpresa o Arthur estava sentado e a Nathalie também, isso só pode ser um paradoxo. Me sentei e enchi a vasilha de flocos e comi, depois escovei os dentes, passei um batom.

– Filha,quer que eu te leve a escola?

– Não, vou de carona.

– Com quem?

– Minha amiga me pega, a Carter.

– Tudo bem, então nos vemos mais tarde. Precisamos conversar.

– Ok.

Desci correndo antes que o Bernardo me visse, mas para minha má sorte ele estava sentado me esperando na recepção. Ele me olhou e abriu um sorriso tão grande que não tive como não ficar feliz, e sabe aquele plano bobo de tentar ignora ló? Esquece! Depois de ver aquele sorriso perfeito, e sentir aquele abraço carinhoso fica difícil evitar o que sinto por ele.

– Bom dia minha linda. — sorriu.

– Bom dia. – Me abraçou forte.

– Esta melhor hoje?

– Sim.

– Vamos tomar um café antes de ir a escola?

–Claro, estou precisando. — Entramos no carro e ele seguiu em direção ao shopping. Estranho, será que vamos ao café do Nick? Entramos justamente onde minhas suspeitas se concretizaram. Sentamos na mesa da frente e pedimos o de sempre. Olhei tudo em volta em não vi o Nick, isso é ótimo porque se ele me visse temia que o pior acontecesse. Porque afinal estou com o Sr Confusão.

– Cecília? – NÃO, NÃO, NÃO. – me virei e o vi

– Oi Nick.

– É.. Já pediram alguma coisa?

– Já sim. Obrigado! – falou Bernardo num tom ríspido.

– Que bom te ver logo de manhã.

– Digo o mesmo. – ficamos nos olhando, e o Bernardo interrompe.

– Obrigado, já pode ir. – ele estava ficando bravo.

– Pode ficar Nick.

– Não, ele já pode ir. Não vê que esta nos atrapalhando?

– Ele não esta atrapalhando nada Bernardo, porque não tem nada para atrapalhar aqui.

– Se você não sair terei que chamar o seu superior. – começamos a rir e ele nos olhava ainda mais bravo.

– Sr. Por favor pode chamar o seu gerente? – disse a um garçom que passava perto. O garçom ficou nos olhando, como quem diz, e ai?

– Prazer, sou Nicolas Bornatto, dono da cafeteria. – estendeu a mão. O Bernardo ficou paralisado, mas foi por apenas alguns instantes.

– Tudo bem então, obrigado Cecília pelo seu apoio. – disse bravo. Ele se levantou e foi embora. – No momento fiquei o olhando ir embora, não queria o ver bravo, mas foi hilária a cena.

– Seu amigo ficou bravo.

– Tudo bem, ele só estava de mal humor.

– Eu acho que ele gosta de você. Porque ele estava me olhando como se fosse me matar.

– Que nada.

– Também não tem como não gostar de você. – senti um vermelhão subindo as minhas bochechas. Apenas sorri.

– Vou ter que ir a escola Nick.

– Desculpa pelo incômodo.

– Tu bem, depois eu falo com ele. Até mais.

Chegando a escola já estava preparada para ouvir uns desaforos do Bernardo, mas não aconteceu o que eu esperava. Ele estava sentado ao lado da Laís, e tinha vários meninos ao redor deles. Entrei na sala e me sentei, logo depois a Carter chegou e se sentou ao meu lado.

– Me conta tudo, quero saber de tudo.

– De que?

– Ah já vi, você esta mal?

– Mais ou menos.

– O que aconteceu?

– Longa história.

– Pode começar.

Contei a ela a história toda, desde os momentos bons com o Nick e os maus momentos com o Bhê. A Carter é a melhor amiga que uma pessoa pode ter, tirando as loucuras de vez em quando, ela é parecida comigo. A aula passou rápida e o intervalo logo começou. Para não ser inconveniente fui conversar com a Laís. Depois seguimos em direção a cantina. O Bernardo nem se quer me olhava, ele estava realmente muito bravo comigo.

Não entendo o porquê do ciúme dele, sendo que eu não sou nada dele e se ele gosta tanto de mim porque não me pediu em namoro? Estou cansada desse menino brincar com os meus sentimentos, não quero ser uma menina iludida que pensa que o amor verdadeiro existe, porque eu sei que ele não existe. Contos de fadas são fantasia e se fossem reais eu não queria estar em um.

– Cecília, o que você acha da gente sair sábado? – disse Laís.

– Não posso, tenho compromisso.

– E desde quando você tem compromisso?

– Desde que a gente promete algo.

– Não estou te entendendo.

– Mais pra frente você vai entender.

– Misteriosa! – ironizou.

– Nem tanto.

As horas pareciam não passar dentro daquela sala, ressaltando que a minha angustia aumentava mais por saber que o Bernardo estava chateado comigo, nem sequer me dirigiu a palavra ou um olhar. Não que eu esteja me importando, até porque estou nem ligando para ele. MENTIRA! Você quer não ligara para ele, mas não consegue! Fique quieta consciência não te permiti falar comigo nesse momento.

O sinal finalmente soou e pude correr para tentar falar com o Bernardo. Escorei-me na porta do carro, e fiquei o esperando. Logo em seguida ele vem caminhando sozinho, por sinal ele demorou cerca de 30 minutos. Ele me olhou como se eu tivesse o maltratado.

– Sai da minha frente, preciso ir embora.

– Bhê fala comigo, porque você estava bravo?

– Sai agora Cecília!- gritou.

– Ei eu estou falando com você, seu grosso!

– Estou te pedindo educadamente, por favor.

– Que educação essa a sua. – ironizei.

– O que você quer?

– Quero conversar com você.

– Mas eu não quero. Então saia da minha frente.

– É assim então? Se eu sair daqui agora nunca mais dirijo a palavra a você. – sai da frente do carro.

– Ei. — ele me puxou pelo braço. – Pode falar.

– Não quero ficar brigado com você.

– Então porque me humilhou na frente do seu amiguinho?

– Eu não te humilhei você que ficou todo bravo, não precisava fazer todo aquele escândalo por causa dele.

– Eu detesto quando os caras chegam em você, chega até me dar um arrepio. – falou alterado fazendo sinais com as mãos. – e você da mole para esses caras que nem te conhecem. – No momento fiquei estática, não sabia o que falar e nem pensar, a única coisa que tinha certeza era que ele realmente gostava de mim. Tirei a minha prova real, e o resultado foi positivo. Quando ele se tocou que estava prestes a se declarar, abriu a porta do carro e arrancou.

– Bernardo. – gritei, mas não adiantou.

Não posso acreditar que por pouco ele se declara para mim, e se um dia isso acontecer? O que eu vou fazer? Não quero ser uma amiga fura olho, quero apenas ser feliz. Será que é tão difícil assim? O problema é que não consigo esquecer esse idiota e ainda por cima ele fala isso pra mim? Será que ele não tem consciência que ele namora a minha amiga e fica me paquerando? Chega disso, já estou decidida vou tentar gostar do Nick, ele é um cara legal, pelo menos parece ser. Não posso ficar me machucando, quero só buscar ser feliz.

Terça, quarta, quinta e sexta...

A semana passou rápido e finalmente era sexta feira, o dia tão esperado por todos, para mim era mais um dia comum. Depois do ocorrido com o Bernardo nós não nos falávamos muito, apenas trocávamos palavras de vez em quando. A escola permanecia a mesma coisa, sem graça e sem novidades.

A única coisa que me alegrava era estar mais amiga de Nick, todos os dias á tarde nós víamos antes dele ir a faculdade, de vez em quando ele passava em frente a minha escola e conversávamos. Claro que virou fofoca, e a escola toda sabia que eu estava saindo com um cara mais velho do que eu e que ainda por cima fazia faculdade. Não que eu esteja ficando com ele, até porque não nos beijamos e nenhum de nos está desesperado por um namorado. Estamos nos conhecendo, aprendendo a viver a vida sem pressa, sem ter a necessidade de sair se agarrando por todos os cantos, até porque antes de ser namorados, temos que ser melhores amigos. E falando em melhores amigos, sinto saudades do Bhê, ultimamente ele parece tão triste, me passa a impressão de que algo não está bem, não quero o ver triste.

Durante essa semana, também fiz minhas aulas para tirar a carteira de habilitação, faltavam apenas poucas aulas para poder ter uma e quem sabe no futuro próximo comprar um carro, assim não dependeria mais da Carter para me buscar.

Depois de uma manhã chata na escola fui para casa descansar, estava exausta de tanta matéria que tinha estudado. Fazia muito frio la fora, e adivinhem estava nevando. Coloquei o guarda chuva na recepção e peguei o elevador. Todas as vezes que fazia isso era acompanhado pelo Bhê, mas como a nossa relação de amigos estava completamente destruída, não andávamos mais juntos. A porta do elevador se abriu e o vi saindo de casa completamente frustrado, ele bateu a porta com certa agressividade e se sentou no chão, colocando as mãos na cabeça. Me aproximei dele e pude ver que ele estava muito bravo.

– Bhê, o que aconteceu? – disse me agachando.

– Não te interessa, saí de perto de mim.

– Só quero te ajudar. – encostei a mão no ombro dele.

– Eu não pedi a sua ajuda. – falou bravo.

– Sei que quando você esta mal quer afastar as pessoas da sua volta, mas eu não vou sair daqui, essa sua agressividade não me espanta. Se quiser conversar comigo, vou estar aqui. – me sentei ao lado dele.

– Não preciso conversar com ninguém, só quero que me deixe em paz. – ele pegou um maço de cigarros do bolso e tirou um começando a fumar. Peguei o cigarro da boca dele e joguei no chão, ele me olhou como se fosse me bater.

– Vai me bater agora? Porque estou te ajudando a não fazer besteiras?

– Você não sabe de nada, pensa que a vida é fácil mais não é Cecília. Você vive dentro de um casulo e não conhece o que é sofrer.

– E você conhece?

– Por acaso já passou fome, ou não teve lugar para morar? Já viu seus pais morrerem na sua frente e não poder fazer nada? Isso sim é sofrimento. Não diga que esta sofrendo porque não passou 1/3 disso que eu estou falando.

– Não venha me dar lição de moral, você não tem direito para me dizer isso.

– Não tem é capacidade de te ver assim, você esta completamente mal e ainda por cima não quer ajuda. Você é um egoísta, grosso que só afasta as pessoas de você. Não adianta buscar drogas e cigarros para a solução dos seus problemas, porque isso não vai te ajudar apenas te alivia por alguns instantes, mas depois te trará consequências terríveis. – ele ergueu a cabeça e me olhou com os olhos cheios de lágrimas. O abracei forte e ele não recusou, ficamos abraçados por um longo tempo sem nos falar.

– Obrigado por me ajudar e desculpe pela grosseria. – sussurrou.

– De nada, vou estar sempre aqui quando precisar.

– Você é incrível. – ele me abraçou mais forte.

– Quer conversar agora?

– Quero, preciso desabafar um pouco. Até te convidaria para entrar na minha casa, mas briguei com a minha mãe.

– Vamos na minha casa, é provável que meu pai não esteja em casa.

Entramos em casa e tudo estava tranquilo, meu pai não estava, nem sinal de ninguém, muito menos da nossa empregada. Coloquei minhas coisas em meu quarto, troquei de roupa.

– Você esta tão linda com esse moletom da Minie.- ironizou.

– Para eu gosto dela. Vem vamos fazer um brigadeiro, depois você me conta.

Fomos para a cozinha e fiz um brigadeiro, olhamos um filme comendo pipoca e brigadeiro, uma combinação ótima quando se está frio. Tudo parecia ter voltado ao normal, eu e o Bhê rindo, falando besteira e olhando filmes juntos. Já falei que adoro passar o tempo ao lado dele?

O filme terminou e nós dois parecíamos dois idiotas chorando, nos olhamos e caímos na risada. Apesar de o filme ser triste passava uma mensagem importante sobre o amor.

– Agora é a hora da verdade.

– Tem que ser agora mesmo?

– Você precisa encarar os problemas. Eu prometo que eu te ajudo.

– Eu já te disse que você é a melhor, das melhores pessoas do mundo? – corei.

– Para Bhê, assim você me deixa com vergonha.

– Tudo bem Senhorita tímida, eu paro.

– Então porque vocês estava triste?

– Quer uma noticia ruim ou péssima?

– É tão ruim assim?

– Sim. — abaixou a cabeça.

– Ei, eu to aqui, pode me contar. – ergui a cabeça dele e peguei a sua mão.

– Depois de um treino de basquete, fui ao vestuário tomar banho e tal. Ouvi alguns meninos falarem que o John, o meu melhor amigo estava ficando com uma menina gostosa e que a tal menina tinha namorado. Quando eu cheguei perto eles trocaram de assunto e fingiram que estavam falando do treino, achei estranho, mas não me interessei muito. Não sabia que o John estava fixo com uma garota, até porque ele sempre foi o cara com as mulheres. De tarde fui a casa dele porque esqueci meu ipod na casa dele, como tenho a chave da casa dele, porque somos amigos desde sempre ele me deu a chave então entrei e fui direto ao quarto dele. Quando abri a porta me deparei com uma cena que não gostaria de ver. Vi a Laís você sabe né... – ele ficou todo envergonhado nesse momento.

– Sério? – Não acredito nisso, bem que o Davi falou. Não posso acreditar que ela seria capaz de fazer uma coisa dessas com o Bhê.

– Sim. E ela tentou explicar, mas estava muito bravo, dei um soco na cara do John e saí de la muito indignado. Passei num bar qualquer e comprei uns cigarros e umas bebidas. Parei o e tomei todas, nem sei como cheguei em casa. Minha mãe me viu daquele estado e brigou comigo, me chamou de irresponsável e disse que ela pensou que eu tinha mudado, mas que estava enganada.

– Bhê, você não deveria ter feito isso.

– Eu tentei me segurar, mas não consegui. Precisava esquecer daquilo tudo. E para completar esse pacote maravilhoso, descobri que o meu pai está doente.

– Calma, deixa o meu cérebro fazer um download. Quer dizer que a Laís te traiu na cara dura com o seu melhor amigo que na verdade não é seu amigo coisa nenhuma, e você descobriu que seu pai esta doente.

– Meu pai me ligou hoje de manhã, faz tanto tempo que não o vejo, nem me lembro direito dele, e ele me disse que esta arrependido de não ter sido um pai presente para mim, que ele quer aproveitar o pouco tempo que ele tem de vida para passar o tempo ao meu lado. Ele esta com câncer na fase terminal. – ele começou a chorar, lágrimas e lágrimas caiam do rosto dele. Eu o abracei mais forte que podia. Naquele momento palavras não bastavam, apenas queria congelar aquele momento.

– Tudo bem Bhê, vou te ajudar. – sussurrei no ouvido dele.

– Obrigado.

Palavras? Porque palavras se apenas aquele momento bastava? Às vezes as palavras não precisam ser ditas, se apenas gestos de amor e carinho falam por si próprios. Eu queria poder ajuda-lo, nem que seja só por alguns momentos, queria poder ter uma varinha mágica e mudar tudo, apenas para poder colocar um sorriso no rosto dele.

– Tudo vai passar não se preocupe. Seja forte, não desista Bhê, vou sempre estar ao seu lado.

– Obrigado, você é a melhor amiga que alguém pode ter. – disse ainda em lágrimas.

– Vamos superar juntos.

Como dizer não ao coração se a cada batida dele grita o som do seu nome? Como poder apagar sentimentos que viveram enclausurados e agora gritam por liberdade? Como dizer não, se desesperadamente ele grita por um sim? Como substituir o que eu sinto se na verdade quero sentir?

Por alguns instantes pude ver um sorriso no rosto dele, não sei o que ele estava pensando, mas aquilo me aliviou e pude sentir que ele estava mais tranquilo e que os meus conselhos não foram em vão.

– Preciso te contar uma coisa que a muito tempo esta guardado. – aquelas palavras repentinas me fizeram gelar, meu coração não batia ele saltava dentro do peito, um certo nervosismo me invadiu.

– Melhor não dizer o que pensou em falar. – me levantei e virei de costas.

– Por quê? Esta com medo da resposta?

– Só não quero que isso nos machuque.

– Isso não irá nos machucar, pelo contrário irá nos fazer feliz. — ele pegou o meu braço e me virou fazendo com que olhasse nos olhos dele.

– Eu quero te dizer que, nem sei como começar a dizer isso, não foi como eu planejei, mas tudo tem um propósito nas nossas vidas e acredito que a hora é essa. Então...- ele suspirou fundo. – eu estou perdidamente e incondicionalmente apaixonado por você. – Aquilo foi um choque, eu estava esperando mais um “eu gosto de você” , mas não foi isso que ouvi. Fiquei parada por alguns instantes tentando me voltar á realidade.