The ghost is trapped in his past!
2 Uma nova aluna.
Notas iniciais
—Hoje o dia foi demorado!-disse Marcos espreguiçando-se.
—Foi mesmo. — afirmou Danielle.
Julia permanecia calada, tentava, mas, não conseguia esquecer o que aconteceu mais cedo.
Danielle vê a amiga desanimada e tenta anima-la um pouco:
—Ei vamos na lanchonete do Sr.Jota? Fiquei sabendo que vai ter show ao vivo lá.
Marcos e Julia afirmaram e foram conversando e fazendo algumas piadas.
“12/09/2001
Dear Hunter,
Desisto! Maria passou dos limites, ela realmente tocou meu coração!
Sinto-me estranho, não sei como explicar, sinto meu peito perfurado, mas, me sinto vivo. “
Quando Julia chega em casa ela joga a mochila no sofá e vai ver seu irmão. Ao subir as escadas de madeira ela fecha a mão e toca na porta várias vezes, mas, não houve resposta.
—Irmãozinho, está ai?
Ela abre a porta lentamente, a porta rangia baixo, Julia olha para a cama e vê Christopher dormindo, então ela abre um sorriso ao ver que o irmão estava bem.
—Boa noite, irmãozinho. -disse Julia enquanto fechava a porta.
Uma lágrima escorria dos olhos de Christopher mas, sua irmã não tinha visto ele chorar.
No dia seguinte, Christopher se levanta e vai normalmente para a escola.
Marcos, Julia e Danielle foram juntos novamente, como sempre vão.
Dessa vez Christopher entrou na escola, subiu a escadaria e chegou até a ultima sala do ultimo andar: 8°anoA/B. Que agonia entrar na mesma sala novamente, mas, Christopher não tinha escolha, entrou e se sentou na carteira perto da porta. A professora de português apresenta uma nova aluna: Nicole, uma menina baixa por volta de 1,56 metros de altura, cabelos longos e escuros. Ela parecia ser muito inteligente mas, isso não interessava para Christopher.
A aula foi longa, até a hora do recreio, Christopher se sentou sozinho em um canto qualquer do refeitório, comendo um sanduiche e tomando suco. Nicole vê Christopher sozinho, e estranha ele. Ela percebe que algumas pessoas das outras salas foram conversar com ele.
—Boa tarde, irmãozinho. -disse Julia com um sorriso.
—Olá. — respondeu Christopher normalmente, ele não lembrava de ter discutido com a irmã dele.
Julia acha estanho por um tempo, é como se Christopher não estivesse se importando com o aconteceu no ultimo dia. Mas ela logo abre um sorriso.
Marcos tenta arrumar assunto:
—Ei, alguém lembra da Maria Dias? A família dela se mudou faz um tempo, alguém sabe o motivo?
Christopher fica quieto e de cabeça baixa.
—Marcos! – brigou Julia.
Marcos não sabia do ocorrido, então preferiu se calar. Christopher se levanta e se afasta do grupo.
Nicole o segue sem ser percebida por ele, ela estava tremula como se ele fosse um monstro ou algo parecido.
“ 04/05/2003
Dear Hunter,
Os humanos são monstros, certo?
Se a resposta for sim saiba que eu sou o pior deles, faço as pessoas se sentirem mal e futuramente elas se sentiram horríveis. Saberão que sou apenas mais uma mentira, criada por um humano.
Hunter, te agradeço por tudo, mas tenho que ir agora.”
Christopher se senta em um canto do pátio perto da arquibancada, joga seu lanche no lixo, fecha os olhos e deita-se no chão. Nicole vê ele dormindo ao longe.
—O que esse menino pensa que está fazendo? Ele está deitado no chão que nem um animal.- Ela se aproxima meio tremula – Por que estou tremendo? Ele é só mais um idiota.
Ao se aproximar toca no rosto do garoto, que já estava dormindo, e ela sente como seu rosto era frio e úmido por causa das lágrimas. Ela fica meio desconfiada e para de tremer, quando isso acontece, ela se afasta e corre para o refeitório falar com os colegas de Christopher.
Ao chegar no refeitório ela vai até Marcos e as meninas.
—Ei, vocês três.- Nicole falava enquanto reduzia sua velocidade.
O grupo de amigos olham para Nicole com um olhar confuso. Então Nicole continua:
—Tenho uma coisa pra falar com vocês, é sobre o garoto da minha sala chamado Christopher.
Os três ficam surpresos por verem que uma menina conhece Christopher. O grupo se reúne longe dos outros alunos.
—Então o que é?- disse Danielle como estivesse impaciente.
—Não vai dizer que achou ele bonito.- exclamou Julia.
Nicole tampa a boca da garota e faz aqueles chiados como se estivesse dizendo para ela ficar quieta.
—Vocês já tocaram nele?
Os três estranham a pergunta, e então começam a achar engraçado. Ninguém responde nada.
—Eu pergunto novamente: Vocês já tocaram nele?
Depois de pegar um ar Marcos responde:
—Não, nenhum de nós teve contado físico com ele. Só teve algumas vezes mas eram: chutes, socos, e alguns apertos de mão...
—Eu estou querendo dizer no rosto.
Marcos se cala e responde um tom alto.
—Por que diabos eu tocaria no rosto dele?
Nicole tampa a boca do garoto:
—Cale-se.
Julia sem entender o motivo da pergunta, estranha um pouco põe a mão n queixo como se estivesse pensando em algo.
—Mas pra que você nos perguntou isso?
—Ele é frio, e molhado.
Danielle ainda não entendia o motivo daquilo, então perguntou:
— O que tem? Ele chora muito é normal isso.
Nicole tira a mão da boca de Marcos, abaixa a cabeça:
—Pergunto pela terceira vez...
—Não!- Os três responderam em tom de voz alto como se estivesse dando bronca nela.
— Ele é frio, muito frio.- disse Nicole indo embora.- é como se não tivesse calor humano. Então, até mais tarde!
Os três ficaram encarando a menina até ela voltar para o pátio.
—Como assim? – o grupo falou junto como se fosse um coral.
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“11/09/2000
Dear Hunter,
Aprendi que não devemos temer a morte, pois estamos vivos, não há morte. E quando morremos...
Não existimos mais.”
“11/09/2001
Dear Hunter,
Lembra a um no atrás? Nesse mesmo dia, nessa mesma hora.
Eu estava enganado.
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