The ghost is trapped in his past!
6 Christopher é louco- parte 2
Notas iniciais
O jovem mais alto começa a suar. Gabriele fica com os olhos arregalados pedindo para eles pararem mas, eles continuam se batendo até o último chamado de Gabriele:
—Christopher, Marcio parem com isso agora! –ela exclama. Ela está se sentindo culpada pelo fato deles brigarem.
Christopher acerta um murro no jovem fazendo-o afasta
—Marcio...-Christopher não havia suado, ele continuou normal e com aquela expressão vazia—Esse é teu nome.
Marcio acha estranho ele está falando daquele jeito porém, ignora. Eles se encararam por um tempo, e então Marcio começa a suar frio, ele olha nos olhos de Christopher e percebe que há brilho. Olhos vazios, assim como a expressão de Christopher, como alguém não podia ter brilho nos olhos?
—S-sim, até parece que não se lembra de mim.
—Eu não lembro. –o olhar vazio de Christopher estava muito intimidador para Marcio e Gabriele. Depois de dizer isso Christopher começa subir as escadas numa velocidade baixa como se estivesse com sono— Boa noite. — completa Christopher.
—Ela já deve ter chegado. –disse Marcos.
—Marcos você está muito sério...-comentou Daniele. Ela sabia que aquilo era um assunto sério, mas, ela nunca viu Marcos daquele jeito.
Marcos sorri. Ele abre um caderno de anotações e começa a ler o diário e anotar alguns pontos dele. Lucio se levanta e começa ajudar Marcos. Seus amigos até tinham esquecido de que ele estava lá.
—Também vou ajudar. –disse Nicole enquanto se aproximava.
Depois de um tempo eles decidiram:
–Vermelho: Não entendemos.
–Amarelo: Acontecimentos/previsões.
—Ele previu bastante coisa. –comentou Daniele surpresa ao ver as anotações.
—Nós também não entendemos muita coisa. –Marcos começa a folhear as anotações— Teve um dia que ele disse que quando morremos não existimos mais... só que um ao depois ele disse que estava enganado sobre a outra anotação.
—Como assim?
—Ele disse que caso morresse ele sumiria. Mas depois disse que estava errado.
Daniele, Nicole e Lucio ficam um pouco confusos, mas, logo entendem.
—Ele...está enganado? –Nicole fica pensativa tentando entender o que passa na cabeça de Christopher.
Lucio aponta para uma anotação circulada de Amarelo que falava sobre a morte da mãe de um aluno que ocorrera 2 anos.
—A mãe do aluno morreu a dois anos...e não 3. –comentou Lucio.
—Só há três anotações de 2000. Por quê? –pergunta Nicole. Ela queria saber mais sobre isso, pois, sempre quis investigar algo e aquilo era bem sobrenatural.
Marcos abre a primeira página, que estava em branco, logo foi passando até totalizar 10.
—Ele só escreveu sobre 3 dias.
Todos ficam pensativos querendo entender o porquê daquilo, talvez seja algo importante ou talvez fosse alguma coisa boba.
—Ele também colocou várias frases pensativas... e pedidos de socorro.
—Como assim? –pergunta Nicole.
Marcos mostra os dias que estavam escrito coisas como: “socorro” “quero sair daqui” o que mais chamou atenção era: “me ajude”. Nicole percebe que não se pede ajuda a um diário, o que aquilo queria dizer afinal?
—Bem, ele não está pedindo ajuda pro diário...caso seja isso que estão pensando. -Parece que o Marcos havia pensado em quase tudo, um menino esperto como ele...só podia ser o Marcos—está pedindo ajuda ao leitor... mas sobre o quê?
—Talvez se ajudarmos ele... vamos conseguir entender por que ele disse aquilo depois que a Andressa morreu! –exclamou Nicole. Ela estava empolgada, disposta para ajudar Christopher à todo custo.
Essa noite quente e barulhenta na cidade de São Paulo não deixa ninguém calmo.
Julia estava bem próxima de casa, era só andar uma rua até a esquina e virar à esquerda. O calor fazia Julia suar muito, ela não devia ter ido correndo. Estava tarde pra noite, foi escurecendo de uma maneira tão rápida que era impossível perceber que já estava tão escuro. Julia sem hesitar corre até o portão de casa, cumprimenta uns meninos que estavam jogando futebol na esquina, usando sandálias para marcar o limite do gol. Ao chegar abre a bolsa procurando as chaves e quando encontra abre o portão.
—Gabi! Cheguei!
—Julia? –aquela voz, era impossível esquecer aquela doce voz de Gabriele, tinha tanta voz chata por aí e a dela era tão doce—Você demorou...
—Meu bebê! –Julia corre e abraça Gabriele com força—é tão bom te ver de novo!
—Você ainda me chama assim....?
Julia para de abraçar ela, e vai ver Marcio se aproxima e abraça, ele tinha ficado bem mais musculoso do que ele era antes e estava alto.
—Marcio como é bom te... –quando fica cara a cara com Marcio vê aquela cara roxa e inchado— O que houve com o seu rosto?!
—Meio que eu tive uma discussãozinha com seu irmão –respondeu Marcio enquanto passava a mão em seu rosto inchado.
—C-como assim...?
—Não é nada.
Julia ficou insistindo por um tempo, afim de saber por que eles brigaram, mas Marcio continuou a dizer que não era nada. Julia desisti e então vai ser banhar, porém antes, vai ver Christopher em seu quarto.
—Toc, toc...Irmãozinho? –disse um tom baixo. O escuro do quarto de Christopher era de assustar, a luz que vinha do corredor iluminava apenas uma parte da cama de Christopher. Por causa da iluminação era possível ver as sombras que os imóveis faziam, dava um efeito de solidão. Aquelas sombra estavam engolindo as cores que o quarto de Christopher.
—Irmãozinho... você não me escutou?
—Está ficando tarde, melhor a gente voltar para nossas casa. –disse Danielle.
Todos concordam e decidem voltar pra casa.
“ 00/00/00
Dear Hunter,
Não sei que dia é hoje.
Fiquei pensando em assistir ao filme sozinho. Nicole não deve estar bem pelo que aconteceu aquele dia.
Será que eu fui muito mau falando aquilo? Não... nem um pouco mau... Já sabe quem será o próximo?”
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