The dream of nightmare
1 Capítulo 1 - Ulla
Estava tudo ardendo. Meu corpo ardia, meus olhos ardiam, meus pés ardiam, minha família ardia. Meu planeta estava em guerra, todos queriam a cabeça da rainha Kaum. Ela era uma rainha perversa que muitas vezes condenava seu povo por coisas inrrelevantes. Se um grão de pó caísse na joia de sua coroa, todos seus servos eram mandados para o calabouço e logo seriam mandados para a morte. O povo sofreu por muito tempo, o rei não tinha coragem de enfrenta-la por medo dela mandar mata-lo logo após ele mandar prende-la. O gatilho para a guerra foi a morte da senhora Amaidesu, como era conhecida.
A rainha Kaum mandou matar a pobre senhora por ela não ter entregado a comida da rainha na hora certa, sua cabeça foi esmagada no centro da nossa cidade. Desde então o povo proclamou guerra e começaram a planejar sua revolta. Quando a lua estivesse totalmente visivel, eles atacariam e destruiriam tudo e todos que tentasse impedi-los. Meus pais sabiam mas eram contra a guerra pelo fato de que era loucura arriscar praticamente a cidade inteira só para matar a rainha mas eles sabiam que se isso não acontecesse, todos nós morreriamos pouco a pouco nas mãos da rainha.
Quando a guerra se iniciou, meus pais não sabiam se fugiam do planeta ou se ficavam e lutavam. Nossas armas eram muito letais e poderia até mesmo explodir o planeta. Meus pais então para não arriscar resolveram me mandar para o planeta terra através de uma sonda altamente fortificada. Mas em meio ao caminho ardente minha mãe morreu por não aguentar tanto calor, nossa raça tinha uma alta desvantagem sobre temperatura corporal. Meu pai com muita bravura conseguiu chegar ao local a onde estava a sonda mas havia muitos seres querendo salvar seus filhos e a si mesmos, meu pai sabia que cabia somente um ser por sonda então eu fui a unica mandada para a terra. Antes de fechar a sonda, meu pai entrega em minhas mãos a pena dourada da familia.
Foi um caminho longo até o planeta terra, eu cheguei em uma noite estrelada. Minha sonda foi comparada a uma estrela cadente que acaba de cair. Cai em uma floresta do qual contia seres estranhos e perigosos, logo que sai da sonda sou encontrada por um jovem druida que teve a vila atacada por humanos e desde então ele cuida de mim. Ele não ligava para minha aparencia ou para minhas vestes, na verdade ele me deu novas.
Com o tempo eu fui aprendendo a falar a lingua humana e logo eu aprendo a me transformar em um. Eu me transformei na primeira humana que vi, ela era uma criança com longos cabelos negros, uma pele clara como a lua, seus olhos eram azuis como o céu e brilhavam como as estrelas da noite. Eu não até hoje não sei como sorrir ou o que eles chamam de amor, não consigo se que sentir falta de meus pais.
Em um belo dia em que até os passarinhos que estavam na cidade cantavam, eu vi um grupo de crianças indo para algum lugar. Eu segui elas para ver a onde iam pois nunca vi tantos humanos juntos, elas entraram em um prédio bem grande. Tinha tantos humanos que nem dava para contar, o que era aquilo? Achei certo perguntar a meu pai mas não custava nada dar uma olhada mais de perto, já que estou em minha forma humana ninguem ligaria. Quando me aproximei do que eles chamavam de portão, uma humana adulta se aproxima de mim. Eu fiquei apavorada mas quando eu ia correr já era tarde de mais, estava cercada de humanos, eu não tinha para onde correr.
— Olá pequenina, onde estão seus pais? Você estuda aqui? — Pergunta a humana
— Ah... Que coisa é essa? — As palavras quase não saiam de minha boca mas ainda sim era audivel
— Bom... É uma escola, você não estuda? — Perguntou ela novamente
" Maldição " Pensei
— Não quero falar com você sua maldita — Digo e então começo a correr desesperada para a floresta novamente
O que era aquilo? O que é uma escola? Acho que meu pai deve saber a resposta. Corri até minha casa que ficava no interior da floresta, quando eu chego vejo meu pai curando mais uma arvore velha que estava quase podre. Ela não tinha salvação mas meu pai insistia em mante-la viva.
— Papai, o que é uma escola? — Perguntei a ele
— O que? Uma escola é onde os humanos aprendem sobre coisas — Responde ele
— Que tipo de coisas? — Pergunto
— Coisas sobre o mundo, sobre os seres, animais, plantas, fungos e coisas do tipo. Embora a maioria deles não gostem de estudar.
— Eles aprendem sobre o mundo? Posso aprender com eles né? — Perguntei
— Não, eles não gostam de seres como nós. Somos considerados monstros perante eles mas eles sim são os monstros, minha familia inteira foi morta por monstros como eles. A ultima coisa que eu quero é que você fique igual a um deles!
— Mas papai, os druidas vivem para sempre? — Pergunto já sabendo qual a resposta
— Não mas... Posso viver o suficiente para vela crescer e talvez até enterra-la, posso estar sendo cruel agora mas no futuro você entenderá
— E se você for morto por um deles? — Pergunto o vendo aflito
— Bom... — Ele se calou
— Está vendo? Eu preciso aprender a viver como um deles para sobreviver nesse mundo e talvez um dia voltar para o meu — Digo com firmeza
— Você não irá a uma escola de humanos, tudo que precisa eu poderei ensinar
— E o que você sabe sobre ser um humano? — O pergunto
Ele se calou por um curto tempo, ele serra os punhos.
— Eu não permitirei que me desafie assim! — Disse ele em um tom ameaçador
— Eu só fiz uma pergunta, o que sabe sobre ser humano? — Pergunto novamente
— Essa conversa acaba aqui. Você não irá frequentar uma escola humana! — Ele grita
— As vezes você parece um deles sabia? — Provoco
— Nunca mais diga isso! — Ele abaixa a cabeça
— Até quando acha que irá me manter segura nessa floresta? Eles irão chegar a qualquer momento e te matar, como viverei? Não sei fazer nada pois quem faz tudo é você! Fugi do meu planeta para sobreviver aqui e é isso que eu farei, queira você ou não eu irei a uma escola humana!
— Você quer tanto assim estudar em uma escola humana Ulla? — Pergunta ele
— Sim
— Tudo bem, mas depois não adianta choramingar que não quer mais ir a uma escola. Amanhã eu irei te colocar em uma, agora lave as mãos e venha comer seu café da manhã — Diz ele enquanto entrava para dentro de casa
— Sim papai... — O acompanho
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