The dance of life
55 She is alone
Notas iniciais
Emma desceu as escadas acompanhando os paramédicos até a porta, Robin ainda estava ali parado.
RH: Então como ela está?
E: Ela está bem, ela está acordada, eles deram a ela um calmante, ela teve uma crise de pânico ou algo assim...
RH: Você está bem?
E: Não, eu não estou bem! Mas eu vou ficar. Obrigada pelo que você me contou, vou ficar de olho!
RH: Disponha. Acho melhor eu ir agora.
E: Claro! – abriu a porta para ele.
Um carro parou em frente a mansão, Lily desceu se despedindo de alguém.
L: Ei Pai! – beijou a face do homem – Emma! – sorriu
RH: Onde você estava?
L: Na casa de uma amiga, a mãe dela que me trouxe. Está tudo bem por aqui?
E: Sim!
L: Pai eu queria falar com você!
RH: Nós vamos, mas não agora, eu preciso ir, mas combinamos lanchar amanhã, ok?
L: Ok! Vou entrar! Tchau pai! – se despediu do homem entrando.
Emma viu Robin se afastar e também entrou, se dirigindo para o quarto para checar em que estado estava a sua esposa. Ao entrar se deparou com a cena da morena com os dois filhos na cama com ela assistindo alguma coisa na Tv.
E: Ei amor, como está se sentindo?
R: Melhor – sorriu fraco.
E: OK, eu vou terminar de ver alguns papeis da empresa se precisar me chama!
R: Pode deixar! Não demore muito!
E: Não vou!
Emma desceu rapidamente se trancando no escritório, precisava pensar no que tinha acabado de acontecer, de repente Robin estava do lado dela, que diabos? Não sabia se acreditar em tal discurso, então serviu um copo de whisky tirou um maço de cigarro da gaveta da escrivaninha, olhou para tal coisa, fazia muito tempo que ela não acendia um, respirou fundo levando um cigarro aos lábios, acendendo-o a seguir.
Aproveitando aquela sensação que a muito não sentia, se jogou na sua cadeira e se deixou levar pelos seus pensamentos...
[...]
RH: Então... eu falei com elas...
C: E?
RH: Bom, Regina teve uma crise, desmaiou e tudo a outra teve que chamar a ambulância, maior circo.
C: Então elas acreditaram em você?
RH: É claro que elas acreditaram, eu estava dizendo a verdade, agora me diga, o que você pretende fazer?
C: Oh meu caro Robin...
RH: Olha, não mexa com os meus filhos!
C: Relaxa...
RH: Estou falando sério Cora!
C: Eu sei, e eu também estou falando sério! Regina é minha galinha dos ovos de ouro!
RH: O que você vai fazer? Porque avisá-las? Eu não entendo!
C: Porque eu quero que a loira saiba que vai apenas depender dela...
RH: O que?
C: A segurança da Regina... Agora chega, eu preciso voltar para a casa do meu filho e fingir que está tudo bem...
RH: Você é um monstro!
C: Eu sei! – sorriu saindo da sala do homem.
[...]
Emma voltou para o quarto algumas horas depois, Lily e Henry tinham pegado no sono na cama do casal, Regina estava quase quando a ouviu a porta abrir.
R: Você demorou!
E: Desculpe... – sentou no seu lado da cama devagar para não acordar Lily.
R: Vem aqui! – puxou de leve a camisa da loira juntando os seus lábios em um beijo terno – O que é...
E: O que?
R: Você estava fumando? – riu não acreditando – Eu não sabia que...
E: Desculpe sobre isso, vou escovar os dentes – fez menção de levantar, mas Regina pegou o seu braço – Que foi?
R: Eu que pergunto... o que... – encarou os olhos verdes – aconteceu?
E: Nada, apenas senti vontade de fumar, só isso!
R: Você não fuma!
E: Eu costumava! Mas, por favor, não diga para a minha mãe!
R: Vou chamar as crianças – soltou o braço da loira
E: Está bem, eles podem ficar aí...
R: Onde você vai dormir?
E: Quarto é o que não falta! – entrou no banheiro
[...]
Emma estava em um dos quartos de hospedes deitada falando no face time com David.
E: Eu deveria acreditar nele?
D: Acha que não deveria?
E: Eu não sei David! Por isso estou te perguntando! A resposta não deveria ser outra pergunta!
D: Você pode se acalmar!
E: Não, eu não posso! – nesse momento a porta abriu lentamente, Emma olhou vendo Regina entrar – Tenho que ir David, a gente se fala amanhã!
D: OK, beijo!
E: Beijo, tchau! – desligou
A morena andou até a cama sentando com as pernas cruzadas.
R: Você está brava comigo?
E: Porque eu estaria brava com você?
Porque eu liguei para o Robin, ele veio até aqui, e me atrasei, você teve que ficar com ele esperando... Acho que você tem o direito de estar brava.
E: Eu não estou brava, estou preocupada!
R: Com o que? – esticou a mão pegando a de Emma
E: Com... – parou encarando os olhos castanhos da morena olhando para ela docemente, não seria uma boa preocupar a morena com os seus pensamentos preocupados com a morena – o trabalho...
R: Serio? –não acreditou
E: Sim, Elsa me mandou uma mensagem – bufou – Sabe como a Elsa é...
R: Posso dormir com você aqui? – foi se aconchegando ao lado da loira
E: Eu ainda não respondi!
R: Serio que você vai me mandar embora? – abriu o robe, revelando o seu perfeito corpo acompanhado de uma lingerie preta de renda – Ok, eu vou para a cama... – foi levantar, mas Emma a impediu com o seu corpo.
E: Você tá brincando, não é?
R: Você não me quer aqui! – tentou passar por Emma – Me deixa ir!
E: Eu não vou te deixar ir depois disso! – passou a mãos pelo abdômen da mulher.
R: Oh agora você não vai me deixar ir? – retirou a mão de Emma do seu corpo
E: Pare com isso! – falou manhosa – Claro que eu te quero aqui! – sussurrou
R: Você não presta Swan! – mordeu o seu lábio inferior antes de atacar os da loira.
[...]
Elsa cedo estava tocando a campainha da mansão, os meninos estavam tomando o café da manhã se preparando para mais um dia de escola. Henry foi até a porta abrir.
H: Oi tia Elsa!
ES: Bom dia Henry! Cadê – esticou o pescoço para ver além do menino – Emma?
H: Oh está no quarto de hospedes ainda...
ES: Obrigada Querido! – nem esperou o menino finalizar.
Elsa subiu as escadas a passos largos, abrindo duas portas antes de dar com a certa. Ao entrar viu Emma e dormindo abraçada com Regina.
ES: Emma! – chamou uma vez sem nenhum resultado – EMMA!
O casal acordou assustadas, Regina ao ver a cunhada no quarto se cobriu rápido
ES: Não se preocupe querida, você não faz o meu tipo!
E: Elsa para! O que diabos você está fazendo aqui????
ES: Eu preciso de você, vamos!
E: Não, não, não! Espera um segundo!
ES: Emma nós não temos nenhum segundo!
E: Você sabe que essa aqui é minha casa, não sabe? Quem deixou você entrar?
ES: Henry! Agora levana, vista uma roupa vamos!
E: Vou lembrar de falar com eles para não deixarem mais você entrar!
D: Elsa porque tanta demora? – o loiro apareceu na porta – Oh desculpe!
Ai meu deus – se escondeu com o lençol
E: Ok, isso é demais! – se cobriu com uma manta levantando – Fora do quarto os dois! – empurrou eles para fora, trancando o quarto com chave
ES: Falei para você me esperar no carro!
R: Emma você pode apenas ir! Já tive suficiente com seus irmãos me encontrando assim! – estava corada.
E: Você é tão adorável quando está com vergonha – foi até ela se jogando na cama tentando beijar os lábios da mulher que esquivava
R: Não!
E: Me dá um beijo!
R: Se você não for logo, eles vão chamar alguém pra derrubar essa porta apenas para tirar você daqui!
E: Você não vai me dar um beijo? – fez biquinho esperando, Regina revirou os olhos
R: Ok... – pegou o rosto da loira com uma mão levando até sua boca dando um selinho rápido
E: Só isso?
ES: EMMAAA!!!!!— bateu na porta
R: Só isso! – empurrou o corpo da loira tirando de cima do seu – Agora vá!
E: Está bem... – bufou recolhendo suas roupas do chão – Você fica me devendo um beijo decente, hein! – apontou para a morena antes de sair do quarto, Regina riu.
Depois que o silencio se fez presente, Regina levantou tranquila, tomou um banho, fez sua higiene matinal, e desceu para tomar café, a casa estava vazia, uma paz reinava ali, as crianças já tinham saído para a escola e Emma com os irmãos para o trabalho. Levou a xicara de café a boca admirando o jardim lá fora, estava lindo, muito bem cuidado.
“Ela está sozinha em casa, sim, todo mundo já saiu... Ok, pode deixar que sabemos bem o que fazer”
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