The chosen one

9 Capitulo 9 - Winter: Aspen or Maxon?!


Notas iniciais
Hey, Tentei fazer um capitulo maior para dar isso de presente de Natal pra vocês, mas é isso que temos pra hoje. Feliz Natal :} Boa leitura!

–Como assim?– Podia sentir a indignação no tom de voz de Maxon.

–Você não percebeu? Está claro que ela se tornou um símbolo para os rebeldes. Simplesmente uma afronta ao reino

– E você sinceramente acha que manda-la embora vai impedir os ataques?

Os dois continuavam a discutir, ignorando totalmente a minha presença no local. Até que Maxon colocou um ponto final.

– O único que pode mandar uma selecionada para casa sou eu. E eu digo que America permanece!

O rei deteve-se por um momento, apenas observou intrigado. Acho que esperava que ele retira-se as palavras ditas, mas Maxon não o fez.

– Passe em meu escritório assim que terminar aqui Maxon.

Eu sabia o que aquilo significava. Maxon sofreria pelas palavras ditas; por me proteger... Me pergunto quanto mais posso faze-lo sofrer.

O rei saiu do abrigo e pouco depois Maxon me tomou pela mão e saímos também.

O caminho até meu quarto foi quieto. O clima pesou depois da discussão. Não conseguia tirar do meu pensamento as coisas pelas quais fazia Maxon passar. O quanto seria mais fácil se simplesmente fizesse o que o rei deseja: voltar pra Carolina.

O silencio era tão cortante que podia sentir o peso do estrondo do meu salto sobre o piso. Fizemos uma breve pausa na enfermaria para pegar um kit.

Chegando a porta do meu quarto, já estava entrando quando vejo que Maxon não estava me acompanhando mais. Olhei para traz e lá estava ele.

–Entra, precisamos tratar disso logo.

–Não agora. – Sua voz fraquejou. – Primeiro irei ao escritório. É melhor fazer tudo isso de uma vez.

Antes que o detivesse, ele depositou um leve beijo em minha testa e saiu apressadamente. Adentrei no quarto novamente, lutando para não chorar. Coloquei o kit, que até então estava sendo sufocado pelas minhas mãos, no criado mudo.

Minha visão já estava turva de sono, quando vejo um vulto abrindo a porta. Sabia que era o Maxon. Logo sentei na cama e pedi que senta-se.

– Desculpe a hora. Isso demorou mais que o previsto.– A dor estampada em sua voz fez com que meu coração encolhe-se.

– Tudo bem... prometo que tentarei fazer o melhor.

Maxon tirou sua camisa e se sentou de costas para mim. Sua carne estava dilacerada, havia mais sangue do que em todas as outras vezes juntas.

Comecei a limpar os ferimentos, primeiro pelo maior que cortava seu ombro até sua cintura. A medida que ia passando pelos outros, ele se segurava para não gritar. Estava quase no final, quando parei por um instante. Meu corpo estremeceu, meus olhos não aguentaram mais, lagrimas escorreram. Torrentes fortes pelo meu rosto.

–Por q... Por que?– Indaguei.– Porque você continua fazendo isso? Mesmo depois de tudo...

Maxon virou seu corpo, de modo que seu olhar profundo penetrasse meus olhos, alcançando minha alma. Sua mão afagava meu rosto, limpando meu choro.

– Você não vê não é mesmo?! Faria isso mil vezes, por você.

Não podia entender o amor de Maxon por mim. Nunca fui boa em expressar meus sentimentos... Mas, eu o amava. Mesmo nunca tendo o dito com todas as palavras. Eu o amava. Eu sabia disso; e sinto que ele também.

Logo que terminei seus curativos, Maxon se despediu e se foi.

Fui ao banheiro, limpei meu rosto e troquei minha roupa. Fiz isso só, já que não vejo as minhas criadas desde mais cedo. O ataque rebelde de agora pouco deve ter deixado Lucy perturbada. Espero que estejam bem.

Cansada, deitei-me no colchão macio e adormeci.

O dia amanheceu mais frio do que nunca, ao ponto que o aquecedor do palácio foi ativado.

Sempre preferi o frio ao calor. O inverno tem sua beleza. Roupas mais bonitas — até para nós, cinco -, a primavera próxima, a neve, o abraço aquecido de alguém que você gosta.

Toquei o botão para chamar as minhas criadas, precisava vê-las. Me certificar de que estão todas bem. O desespero tomou conta de mim quando, Anne e Mary irrompem a porta e a fecham logo em seguida. Nada de Lucy.

–A onde está a Lucy?

As duas se entreolharam

–Oh não...- Meu olhos marejaram – Os rebeldes, eles a levaram?

– Calma senhorita. O que aconteceu foi que a Lucy torceu o pé enquanto corríamos para o abrigo, ela está na enfermaria.

O alivio tomou conta do meu corpo, permitindo que o relaxa-se. Me trocaram e desci para o café. Teríamos que esta no salão das mulheres logo mais e queria ser pontual. Fiquei de visitar a Lucy assim que fosse liberada.

Terminando o café, fui com a Elise para o salão das mulheres. Silvia já estava lá. Quando todas chegaram e cumprimentaram Silvia, ela começou a aula do dia. Teríamos aula de dança, o que acabou sendo muito engraçado por minha parte. Tentei fugir, mas acho que até aprendi uns passos.

Silvia anunciou o fim da aula, mas pediu que ficássemos mais um pouco, pois tinha um trabalho para nós. Saiu por um momento e voltou com alguns papeis.

–Senhoritas, algumas de vocês não devem saber, por ter perdido a noção do tempo aqui, mas amanhã é Natal.

A surpresa que surgiu em todas nós demonstrou que ninguém tinha dado conta disso. Já era Natal?!

– Enfim, esse ano não iríamos comemorar, por tantos ataques rebeldes e stress sobre vocês e outros motivos. Mas hoje a rainha me procurou, perguntando se não haveria como comemorar ainda. Nem que seja algo pequeno. Porque esse sempre foi o feriado da família real. Eles nunca deixaram de comemorar; sendo assim é algo muito especial.

–Então teremos festa? – Animação na voz de Elise me fez sorrir

– Sim, senhorita Elise – Silvia começou a distribuir os papeis que estavam com ela– E vocês a organizarão. America cuide da decoração, Celeste iluminação e fotos, Elise e Kriss o cardápio do Jantar.

Todas olhamos avidamente para nossos respectivos papeis. Apesar de querer ficar responsável pela musica, decoração não me parecia tão ruim assim.

Deixei o salão apressadamente para o meu quarto. Tenho pouco tempo para organizar tudo isso. Além de ser especial para a família real, o Natal sempre foi uma das minhas coisas favoritas; e quero que esse seja especial.

Deixei os papeis no meu quarto e sai. Lembrei que ainda não tinha visto a Lucy. Dirigi-me rapidamente a enfermaria. Lucy estava encostada em sua maca, desenhando algo.

– Bom dia, Lucy! Como está o pé?

–O doutor indicou que levasse mais um tempo de descanso, mas que ele ficaram logo bem. Tentarei voltar assim que possível senhorita!

–Tudo bem, Lucy! Leve o tempo que precisar– Dei um leve sorriso, para ela ver que falava serio. –Está desenhando?

– Oh, sim. É seu vestido de amanha; ouvir dizer que terá uma comemoração de Natal. Amo isso. Eles deixam nós participarmos. Mas você não pode ver ainda, ok?!

Assenti com a cabeça.

Me despedi de Lucy e já estava indo embora, quando vi um rosto familiar. Aspen estava em uma das macas.

–O que aconteceu, Aspen? Você esta bem? – Me sentei ao lado dele

–Meri, você enlouqueceu? Se alguém te ver aqui?

Levantei e puxei a cortina que tinha em volta da maca. Assim ninguém veria nada.

–Pronto! Agora me conte o porquê você esta aqui.

É– meio confuso. Só lembro de esta correndo atrás dos rebeldes e depois acordar aqui. O médico disse que me acertaram algo na cabeça e apesar de já me sentir bem, ele pediu que ficasse em observação.

–Entendo...– Não sabia mais o que falar. Até que lembrei de amanha. – Sabe que dia é amanha?

–Ouvir dizer que é Natal

–Exatamente.

Aspen sorriu levemente e segurou minha mão.

–Natal sempre me faz pensar em você. Lembra do ultimo Natal?

–Tem como esquecer? Aquela casa de arvore não conseguia afastar o frio. Mas não tivemos problemas com isso, já que seus braços eram bem aquecidos. Aquela noite na casa de arvore salvou aquele Natal.

Sorrimos, bobos. Aspen olhou-me nos olhos por um momento e me puxou para um abraço.

Deixei-me vagar pelas lembranças. Lembrando de que um dia Aspen já foi meu porto seguro.

Os meus devaneios não duraram muito, não podia ficar mais por ali. Se alguém nos ouvisse estaria tudo acabado.

–Tenho que ir. Se cuida.

Fui direto para meu quarto, tinha muito a ser organizado. A tarde Anne, Mary e até Lucy apareceram por lá. Lucy teve o apoio das garotas para ser levada, já que ainda era difícil andar. Elas me ajudaram a criar vários temas para a decoração. Até que lembrei de May. Nesse momento sabia qual tema deveria usar.

Como tudo planejado, fui para a sacada do meu quarto. O vento gélido soprava sob mim, um leve aroma de frutas vermelhas. Tudo no Natal me lembrava Aspen. Deixei meus pensamentos fluírem. Imaginando como seria se não estivesse aqui na seleção. Como seria um futuro ao lado de Aspen.

Aquela sacada me fazia lembrar Maxon. O aroma das flores. Nosso primeiro beijo. E o nosso segundo primeiro beijo. E me apeguei a essa lembrança.

Notas finais
Sei que ta meio fraquinho, mas acho que da pra viver. rsrs Sei la, alguém quer me dar uma recomendação de presente de Natal?! kkk Acho que faria meu dia melhor... Estou louca pra chicotear o rei pra ele ver o que é bom pra tosse u-u Até mais sweets