The chosen one
21 Capitulo 21 - I hope you forgive me.
Notas iniciais
Depois que o guarda me deixou no quarto, maior parte do que fiz se resumiu a chorar. Quando cheguei, Anne, Lucy e Mary estavam aqui. Não esperei para que me cercassem para me consolar e as dispensei o que as deixou mais preocupadas ainda. Apenas não podia lidar com aquilo no momento. Elas voltaram, eventualmente, trazendo meu almoço e lanches, tentando me animar a qualquer custo.
Olhei a comida intocada, que parecia zombar de mim. Afundei-me mais na cama, secando meu rosto no travesseiro fofo. Minha porta abriu e Anne surgiu, como na noite anterior. Ela ajoelhou-se ao lado da cama e olhou seriamente para mim.
– Senhorita America, eu não sei o que aconteceu. Sei que você esta triste e magoada, ou até mesmo com raiva. Mas você é forte. É uma das pessoas mais fortes que eu conheço. Não posso simplesmente sair daqui e pensar em todo momento na senhorita chorando. Por isso é que você tem que se levantar. Você vai dar um jeito nisso. Você sempre dá. – Disse de forma doce – Agora venha, vou preparar um banho para senhorita.
Olhei firmemente para Anne. Aquela garota estava ali, dizendo que era a pessoas mais fortes que ela conhece. Sem saber que para mim, ela é a pessoa. Ela acreditava em mim de tantas maneiras. E isso me deu força para tentar novamente. Levantei, disposta a tentar não chorar. Não até ter feito algo para consertar isso.
***
Depois do banho, Anne me deixou só novamente. Usando um vestido confortável, amarelo claro, me coloquei a pensar em algum plano. Peguei alguns papeis que usava para fazer cartas para casa e sentei na cama, pensativa. Tinha que explicar tudo para o Maxon, de uma forma, ou de outra.
“Maxon,
Não sei por onde devo começar. Como se transmite para uma carta todos os sentimentos? Eu não sei...mas tentei...várias vezes... Então vou apenas contar tudo.
Sim, Aspen Leger é o garoto que te falei no primeiro dia.
O Aspen esteve presente em todos os piores momentos da minha vida. Ele e eu temos uma historia. Isso não é algo que eu posso apenas apagar. Quando ele veio falar comigo, tudo que havíamos passado veio a tona em minha mente. Ele me disse o quanto estava arrependido e como tentou impedir que eu chegasse aqui. Confessou que ainda me amava. e que queria uma nova chance.
Eu estava magoada, sim. Mas eu sentia falta dele. Então aceitei isso. Eu nunca achei que ia amar alguém que não fosse Aspen. E nos 'encontramos' algumas vezes aqui. Convenci a mim mesma que não tinha problema fazer isso. Afinal você estava saindo com varias garotas ao mesmo tempo.
Entretanto o tempo foi passando, e a cada dia descobria algo novo sobre você. A forma como você demonstrava e me tratava; O jeito de me surpreender; Como eu passei a gostar muito de falar com você. E ansiava para que você mexe-se na orelha. T
Eu fiquei um longo tempo em duvida com meus sentimentos. Houve momentos que pensei que era melhor desistir, era melhor ficar com Aspen. Outros eu queria desesperadamente lutar por você. Meu coração estava dividido.
Então teve aquela apresentação no Jornal. E a noticia que eu iria embora. Aquilo me quebrou. Pela primeira vez eu não queria ir embora do castelo. Eu queria ficar. Queria ficar e lutar por você. Pela primeira vez, eu vi o quanto você era importante para mim. Eu tentei tanto decidir entre vocês. Não havia se quer notado, que meu coração já havia escolhido.
Cada vez que te via, queria dizer tudo. E eu certamente iria te contar. Mas nunca parecia ser o momento certo. E quanto mais tempo passava, mais eu tinha medo de te perder. Eu não queria que você descobri-se por outro alguém ou da forma que descobriu.
O que você viu na noite anterior não era mais um dos nossos “encontros”. Você chegou quando eu estava dizendo para Aspen que queria você.
Eu sinto muito, Maxon. E compreendo seu lado também. Mas mesmo assim, espero que você possa me perdoar.
Sei que nunca disse abertamente o que realmente sinto,nunca fui exatamente boa com isso. Porém espero que você sabia Max, que eu estou apaixonada por você. E que nada do que vivemos foi uma mentira.
America”.
Uma pilha de bolas de papel se espalhava pelo chão do meu quarto quando finalmente terminei a carta. Varias tentativas frustradas de explicar em um pedaço de papel o que não conseguia falar. Reli o que escrevi inúmeras vezes, me certificando que não tinha como melhorar. Eu fui o mais sincera que podia. Maxon parecia tão duro e inflexível no final da nossa conversa no escritório. Não parecia que existe alguma chance que ele me perdoe. Mas eu não me perdoaria se ao menos não tenta-se
Coloquei a carta sobre a cômoda, pediria para alguém entregar para ele mais tarde. Levantei e fui para a varanda, procurando ter um ponto de paz ali. E a visão do jardim sempre ajudava um pouco. Tirando os guardas que estavam nas portas do palácio, não havia mais ninguém ali.
Fechei os olhos, sentindo a brisa e fingindo que tudo não passava de um enorme pesadelo.
As sirenes começaram a tocar. Já havia passado um tempo desde o ultimo ataque rebelde. As sirenes pareciam mais altas do que me lembrava. Varri o quarto, quando meus olhos pararam , receosos, encarando a carta que repousava em cima da cômoda. Devia a esconder dos rebeldes ou leva-la comigo?!
Antes que pudesse decidir ouvi batidas. Provavelmente Anne ou algum dos guardas vieram me levar para o abrigo. Abri a porta em um rápido movimento.
–Jeremy? – perguntei, confusa.
Ele deu um sorriso largo, enquanto abriu caminho para dentro do meu quarto.
– Olá, Alteza.
Meu estomago revirou. O fato de ele me chamar de alteza, me incomodava antes, mas agora, se tornou algo que não posso suportar. Agora é algo que nunca poderá acontecer realmente.
– O que você esta fazendo aqui?
– Como assim?! Nenhum “Jeremy, senti sua falta.” Ou “porque você não vem me ver mais vezes” !? – Ele falou com um sorrisinho de canto de boca.
– Não lembrava que você era tão irritante. – Ofereci, o que o fez sorrir ainda mais – Então, o que faz aqui?
– Você já notou que estamos em um ataque rebelde?
Revirei os olhos. – Quis dizer no meu quarto.
– Vim ver como estava. Sabe, você não parecia muito bem. Agora deixe-me ir e fazer meu trabalho. – disse com uma piscadela, mantendo o sorriso.
O que isso quer dizer?! Ele estava me observando?!
Seu sorriso desvaneceu quando escutou um forte estrondo vindo do lado de fora. Fiquei observando, enquanto ele foi até a base da varanda, olhando por entre as cortinas antes de se voltar para mim.
– Droga! Os sulistas estão aqui.
– Você quer dizer que o castelo esta sendo atacado pelos dois grupos?
Ele apenas assentiu com a cabeça.
– Isso já aconteceu antes?
– Não. – Vi um leve tremor em seu rosto que foi rapidamente escondido. – Não trabalhamos em conjunto. Pelo menos, não mais.
Os estrondos pareciam estar cada vez mais próximos. Sons de lutas corporais e gritos de algumas criadas eram claramente ouvidos do meu quarto. Medo invadiu meu sistema. Jeremy deve ter percebido, pois logo falou:
– Me siga, alteza.
Apesar de querer desesperadamente fugir dos rebeldes, eu desejava mais ainda uma resposta. E eu estava com um rebelde, que mal podia me acontecer?
– Eu não vou a lugar nenhum enquanto você não me explicar essa historia de alteza. – Arrisquei
Ele bufou um suspiro incrédulo, passando a mão pelo cabelo, antes de concordar. – Venha, acho que já esta na hora de você saber tudo.
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