The choices
1 Lucia e Caspian
Notas iniciais
Bom eu sou muita fã desse casal e pensei:
"Por que não criar um final diferente para esse dois?"
Resultou nisso, eu espero que gostem e não é por que é One-shot que vocês não devem comentar ou recomendar! Então espero comentários viu?
Bom é isso!
Bjokas de uma filha de Ares com alguns problemas mentais.
Lembro-me de quando a conheci, uma garota pequena, nos seus 12 anos no maximo, porem com uma bravura e fé implacável. Você foi à cabeça de seus irmãos, todos lutavam por Narina, mas principalmente pela pequena irmãzinha que se emburrava por não poder ajudar. Sempre foi a com a maior fé em Aslan dentre todos nós, e com isso fez a fé de todos crescer. Desde pouca idade sempre foi uma pessoa admirável.
Nesse mesmo período conheci sua Irma, minha atração por ela era algo novo para mim, e quando foram embora senti um vazio. Vocês eram a minha família, tudo que eu tinha eram vocês, e no final foram embora. Como meu pai. Mas me mantive firme. Procurei ser o rei que meu povo necessitava e todo dia me lembrava da pequena garota que ao se despedir de mim, com um abraço caloroso, sussurrou em meu ouvido:
“Seja um bom rei! Como nós fomos um dia! Sentirei sua falta.”
Eu fui o melhor rei que pude, todo dia, ao amanhecer, eu recordava suas falas e me inspirava na pequena garota, à garotinha que mudou o rumo de uma batalha, que mesmo indiretamente batalhou ao nosso lado, a garotinha que possuía um espírito guerreiro maior que o de qualquer um de ambos os povos que se enfrentavam na época.
Algum tempo se passou e você voltou, já crescida e esbelta, superando sua Irma em beleza e simpatia, para lutar ao nosso lado novamente, porem dessa vez sem Suzana e sem Pedro, trazendo com sigo no lugar o garoto mais atrapalhado que já havia visto. Eustaquio. O garoto resmungava para cima e para baixo, que virou um dragão e brigava com Ripchip, e como sempre, lá ia você acalma-lo, tranquiliza-lo de que estava seguro e que não éramos selvagens.
Algo em você havia mudado, muito na verdade. Havia se tornado uma bela mulher, com um corpo deslumbrante e com a coragem de um leão, sempre à frente o perigo para defender quem ama, para defender até mesmo quem não conhece. A cada dia me aproximava mais de você e descobria algo novo ou o quanto progrediu em alguma coisa nesse período de tempo em que fiquei sem vê-los.
Algo novo brotava em meu peito, algo diferente do que sentia por Suzana, que agora acredito ser mais uma atração física, era algo diferente, um sentimento incomum e desconhecido por mim, algo que valia apena cativar.
Lembro-me de cada dia, de cada momento, cada detalhe, cada palavra, todo o tempo que passamos juntos estão guardados em minha memória, são meu maior tesouro.
Memórias... agora são tudo que tenho de você.
Lembro-me de quando a vi caindo em direção ao mar, perguntava-me se eram realmente vocês...
“Era um dia bonito, ensolarado, o mar estava calmo e o Peregrino da Alvorada deslizava suavemente sobre as águas, o navio balançava calma e ritmadamente. Dei as ordens aos meus homens e fui até a proa do navio, observar a o mar sem fim em que estávamos, as águas que ainda tínhamos para desbravar, uma visão de tirar o fôlego devo dizer.
Fiquei por um tempo imaginando onde estaria a minha família agora. Onde estaria Pedro e Edmundo? Lucia e minha querida Susana? Certamente vivendo suas vidas...
Percebo que a leste de meu navio uma movimentação estranha começa nas águas, corro para a amurada leste e olho com atenção, tentando falhamente achar a causa de tão estranho fenômeno. Uma luz se acende em minha cabeça, mas... não pode ser!... Será?
Bolhas de ar enormes começas a borbulhar sob tão estranho fenômeno, oque!? Fico pasmo ao perceber três silhuetas vindo a superfície. Será que Aslan ouvira minhas preces!? Não perco tempo e chamo meus homens.
- Preparem-se!- grito e jogo-me na água, seguindo até a primeira das silhuetas. A pessoa parece decidir se nadava para longe do navio ou em direção ao mesmo. Eu agarro, a quem percebo ser agora uma mulher, e a viro para mim. Sendo surpreendido pela linda mulher a minha frente.
- Ca... Ca...Caspian – disse Lucia, com os lindos olhos brilhando- Caspian!- ela me abraça e nós quase afundamos, rimos juntos com a situação- Edmundo! É o Caspian!
Edmundo, que a pouco nadava para longe de meu navio e dos meus homens que tentavam socorrê-lo, para e nos encara, parece demorar um pouco a processar, mas logo abre um grande sorriso.
Percebo que ainda agarro Lucia e a situação é um pouco desconfortável. Começo a nadar até o Peregrino e Lucia me ajuda da maneira que pode, sendo que ainda estou segurando-a, dificultando e diminuindo sua capacidade de nadar. Logo chegamos ao navio e somos puxados para o convés. Não pude deixar de notar o quão bonita estava, apesar das roupas molhadas e grudadas ao corpo, corpo agora de uma linda mulher. Lucia havia crescido e se tornado uma mulher desejável. Algo começou a borbulhar em mim.”
O tempo foi passando e você foi me conquistando ainda mais, com seu jeito de rainha, com sua simpatia e sua bravura. Rainha Lucia, a destemida.
Você parecia não notar-me, sempre procurei ficar próximo de você caso precisasse de ajuda, sempre procurava ser útil, sempre esperava que me visse de forma diferente, não como um irmão mais velho. Você olhava para mim como olhava para Pedro, com admiração e respeito, mas infelizmente como um irmão.
Devo dizer que desejava a hora em que ficasse em perigo, para que eu pudesse resgata-la, como se você fosse uma rainha indefesa, oque com toda certeza não era, pois frágeis não conseguem governar Nárnia, e para minha tristeza e alivio você sempre se livrava das encrencas e perigos sozinha, com um espírito corajoso e destemido.
Já fazia algum tempo que haviam chegado a Nárnia, eu queria me abrir para a linda mulher a quem me apaixonei tão rapidamente, mas sempre que a oportunidade surgia, eu não tinha coragem de falar tudo que sentia.
Lembro-me do desespero em que fiquei ao saber que estava para ser vendida no mercado de escravos, não posso descrever o meu estado ao imaginar minha doce Lucia sendo vendida para um homem qualquer, sendo obrigada a trabalhar duramente ou pior. Tentava ao maximo manter minhas feições normais em decorrência de Edmundo estar a metros de mim, minha única esperança era saber que se não aparecêssemos à aurora, meus homens nos procurariam.
Vê-la sã e salva foi como tirar uma flecha de meu coração, não via a hora de leva-la para o Peregrino e tira-la daquelas malditas ilhas. Depois disso, sempre tinha meus olhos em Lucia, com a esperança que me olha-se com tanto amor quanto eu olhava-a.
Em uma de suas noites a bordo do Peregrino, logo após descobrirmos que a filha de nosso convidado havia embarcado clandestinamente, eu a encontrei fora de sua cabine, mais precisamente a proa do Navio, olhando para o nada e sussurrando coisas desconexas. Aproximei-me de ti com a esperança de compreender oque pronunciava.
“- Por que?...Por que eu tenho que ser assim?... Tão inútil? Tão errada e egoísta?- queria dizer a ela que não era nada disso, mas me mantive quieto ao perceber que ainda estava para falar mais – Eu não devia ter... ter me... apaixonado! Você é uma boba Lucia! Uma grande estúpida!- algo, que agora entendo por ciúmes, cresceu em mim e eu não via a hora de descobrir quem era o infeliz- ... É a sua Irma que ele ama e não a você – ela falou em voz chorosa e compreendi que se referia a mim, eu era o infeliz, nesse caso o felizardo, queria dizer a ela que estava enganada, mas novamente permaneci calado- Sou realmente uma tola!... Queria ser menos idiota! Não compreendo o porquê de ser sempre eu a vir para cá! Sempre eu a comunicar-me com Aslan! Não sou tudo oque querem que eu seja! Eu sou uma inútil!... Rainha Lucia, a inútil – falou em voz irônica e um aperto tomou conta do meu coração- Haaaa! Como seria ótimo se eu não tivesse voltado! Não teria bagunçado tanto a minha cabeça! Eu não teria atrapalhado tanto! Eu não teria me magoado tanto...
- Tens o costume de falar sozinha?- não me segurei e a interrompi, algo em mim se partia ao ouvir que era isso que pensava de si mesma. Ela se vira para mim assustada e eu sorrio.
- O quanto ouviu?- ela semisserra os olhos desconfiada- O quanto você ouviu!?
- O suficiente para garantir-lhe que esta enganada – eu sorrio sugestivamente- a respeito de absolutamente tudo!
- Oque quer dizer com isso?- indaga surpresa e confusa.
Em resposta me aproximo de Lucia e enlaço sua cintura, fazendo seu corpo colidir com o meu. Ela arregala os olhos, mas antes que possa dizer qualquer coisa, eu a beijo. De inicio ela fica dura, não corresponde aos meus lábios, mas para minha felicidade, logo suas mãos vão até meus cabelos, entrelaçando seus dedos aos meus fios, e seus lábios correspondem aos meus com ternura e paixão. Beija-la foi diferente de beijar Susana, com Sú, eu me senti feliz, mas com Lucia, senti borboletas no estomago, meu coração batia tão aceleradamente que achei que ia explodir em milhões de fogos coloridos. Nesse momento percebi que havia encontrado minha rainha.
- Lucia...- disse entre o beijo.
- Sim...
- Fica comigo?- indaguei e ela se afastou.
- Como assim Caspian?- ela parecia confusa.
- Eu sinto algo por você, algo diferente e ... bom! Não me lembro de quando isso começou. Não sei explicar oque sinto. Minha única certeza é você. Sou correspondido? Fale a verdade para mim! Você também sente o mesmo? Sente o mesmo por mim?- suas bochechas ficam rosadas e Lucia fica claramente envergonhada, mas concorda com um aceno de cabeça – Sim!?
- Sim! Eu sinto...- a interrompo com um beijo urgente e necessário, nossas línguas travam uma batalha maravilhosa e eu a prenso contra a amurada. Ela arfa e beija-me com mais vontade e desejo, não deixo por menos. Sinto-me tão feliz, que se morresse agora, não me importaria!
- Eu te amo!- falei convicto e a beijei ainda mais profundamente, ela se retesou e eu a agarrei com mais força, colocando-a sentada na amurada, fazendo-a enlaçar suas pernas em mim.- Seja minha rainha!?-Beijei-a por um longo tempo, nos afastávamos apenas para tomar fôlego e logo voltávamos a trocar caricias e longos beijos.
- Caspian... – ela chama-me chorosa e me afasto, surpreendo-me com as lagrimas que brotavam de seus lindo olhos.
- Oque minha rainha? Por que chora?- suas bochechas coram ainda mais com a forma pela qual a chamei.
- Não podemos! Não podemos nos envolver assim! Eu sou de outro mundo e você é um narniano! Esta... errado...
- Errado porque Lucia? Por que não podemos nos apaixonar?- indaguei ressentido.
- Caspian... eu voltarei para meu mundo em breve! E como ficara tudo isso? Como ficaria... nós?- eu iria responder, mas ela me impede- Pense bem! Não quero me magoar, muito menos magoa-lo! Seria sua rainha com todo o prazer do mundo, mas por mais que queira que exista...isso- ela fala, apontado-me e logo em seguida para si mesma, abaixando a cabeça em seguida- Não daria certo! Eu quero! Mas... não podemos!
- Então vamos aproveitar o agora! Oque me diz minha rainha?- levanto seu rosto puxando seu queixo com delicadeza.
- Caspian...- ela não sabia oque me responder, então respondi por ela. A beijei de forma tão intensa que suas pernas, que havia caído pelos lados de meu corpo, voltaram a se enlaçar em minha cintura. Ficamos assim por tanto tempo, trocando beijos memoráveis e deliciosas caricias, que não nos importávamos com mais nada.”
Posso dizer hoje que, por mais que eu já tenha gostado muito de sua Irma, ninguém se compara a Lucia, seus beijos angelicais, suas feições perfeitas, seu jeito simples porem digno de uma rainha como era... ela me conquistou de todas as formas possíveis, mas como tudo que é bom dura pouco, “coisas” acontecem, e nos impedem de sermos felizes.
Meu maior arrependimento é ter me sentido atraído pela filha de Ramandu, Lucia parecia ter notado, pois por mais que tentasse esconder, suas feições eram tristonhas. Aquilo me partiu o coração, mas eu não consegui evitar! Algo naquela estrela atraia a mim e aparentemente a Edmundo como imã atrai metal.
Mas no final de tudo, Lucia e Edmundo tiveram de ir embora, juntamente com Eustaquio, que agora era mais um membro em minha família, a despedida foi triste, principalmente para mim, ao ver minha rainha indo embora permanentemente.
“-Nós não vamos mais voltar, não é?- pergunta Lucia entristecida, meu coração para e meu sangue gela com a possibilidade.
- Sim criança! Você e seu irmão já absorveram tudo que podiam desse mundo, agora voltaram para o de vocês.
-Nosso mundo é Nárnia!- soluçou Lucia- Como poderemos viver sem vê-lo?
- Você há de encontra-me, querida- disse Aslan.
- Está também em nosso mundo?- perguntou Edmundo.
-Estou. Mas tenho outro nome. Têm de aprendera conhecer-me por esse nome. Foi por isso que os levei a Nárnia, para que, conhecendo-me um pouco, venham a conhecer-me melhor.
- E Eustaquio voltará lá?- indagou Lucia.
- Criança!- disse Aslan- Para que deseja saber mais? Venha, vou abrir a porta no céu.
Despeço-me de Edmundo e lhe agradeço por absolutamente tudo, por fim ele se afasta em direção a onde Aslan os aguardava. Lucia correu até mim e abraçou-me carinhosamente.
- Sinto muito... Gostaria de poder vê-lo novamente, mas parece que nosso futuro não terá possibilidade de existir- disse entre lagrimas.
- É! Parece que você estava certa minha rainha, sinto muito não tê-la dado ouvidos!- deposito um beijo em sua bochecha e ela se aproxima, beijando-me de forma casta.
- Eu sinto muito por estar certa. — ela fala chorosa e se afasta de mim, corre em direção a Aslan e Edmundo, o mesmo me olhava com as sobrancelhas arqueadas e um sorriso malicioso, apenas faço um pequeno movimento de cabeça em ultima despedida.
Minha ultima família entra no portal de Aslan e desaparecem. Aslan fita-me por um tempo e se aproxima.
- Gosta muito da garota, não é?
- Sim, gosto dela como nunca gostei de ninguém!- falo sincero, afinal não há motivos para mentir para Aslan.
- Guarde em sua cabeça criança, ela também ama-o muito. – um sorriso brota em meus lábios.- A vida é feita de escolhas minha criança.- oque Aslan quer dizer com isso? Indago mentalmente, e como se ele lesse meus pensamentos, responde- Agora pode não fazer sentido, mas futuramente, pode mudar seu destino.”
Aslan sempre teve seus enigmas, demorei algum tempo para compreender oque dizia, mas Aslan nunca diz nada que não há de ser usado depois.
P.O.V. Lucia
“ -Onde estamos?- pergunto a Edmundo, que da de ombros.Nos encontramos parados a beira de um pequeno lago, e vários como esse se espalham pelo nosso redor, juntamente com algumas arvores, em um ambiente verde, marrom e azul.
- Antes de voltarem crianças, a algo que ainda não foi resolvido- diz uma voz conhecida e ao virar-me em busca do dono da mesma, me deparo com Aslan.
- Como assim?- pergunta Edmundo, tão confuso quanto eu.
- Sua Irma tem algo mal resolvido em Nárnia, para ser mais preciso, seu coração está em Nárnia, e o dono do mesmo também. — sinto minhas bochechas corarem, sei muito bem sobre oque Aslan fala, tanto o grande leão quanto meu irmão me encaram- Agora, minha criança, a escolha é sua. Vai ficar onde seu coração esta, assim como seu amado, ou ira voltar para seu mundo, para sua família e para seus irmãos?
- Eu... eu...eu...
-Lucia, eu sei que gosta de Caspian, e saiba que qualquer que seja sua escolha, eu lhe apoiarei, assim como Su e Pedro apoiariam.
- Mas Edmundo, eu nunca mais vou vê-los!
- Infelizmente, não, mas sua felicidade é mais importante- ele responde tristemente, abraço Edmundo e sussurro um “obrigado” em seu ouvido.- Não há de que. Sentirei sua falta.
-Eu também sentirei a sua – respondo e me viro para Aslan- Já tomei minha decisão, voltarei para Nárnia.
- Muito bem Lucia, mas saiba que não tem volta.
- Eu sei, e peço a ti, Edmundo, que fale a Pedro e Susana que eu os amo.
- Claro- ele responde sorrindo.
E assim, em um ultimo abraço, nos despedimos e eu adentro no portal a qual Aslan me designou.
***
Me deparo com o salão de um grande palácio, que pela decoração Telmarina e Narniana deduzo sendo o castelo do Rei Caspian. Minhas vestes também mudaram, não mais uso roupas masculinas, mas sim um grande e belo vestido branco.
Caminho até um dos criados e chamo sua atenção.
- Por favor, poderia dizer-me onde está a vossa Alteza?
- Perdão milady, mas a vossa majestade, rei Caspian, não quer receber ninguém, está enclausurado em seu quarto desde a volta do Peregrino da Alvorada.
- Pois bem, então peço que me diga onde se localiza o quarto de Caspian décimo.
- Senhorita, não tenho permissão...
- Por favor!- peço suplicante, juntando as duas mãos em forma de apelo, o homem olha para os dois lados a procura de alguém e então fita-me seriamente.
- Seu quarto se localiza na torre oeste, siga reto por aquele corredor- ele aponta a um corredora a minha esquerda- e chegara a um lance de escadas, suba-as e se encontrará em um encruzilhada, o corredor a direita a levara até um pequeno salão, na parede direita existe um grande porta, lá se localiza o quarto de vossa Alteza.
- Obrigada.
Vejo o homem sorrir e saio em disparada pelo caminho indicado, não dando atenção aos olhares espantados.
- Rainha Lucia?- viro-me e me deparo com Drinian, o capitão do Peregrino, ele abre um sorriso de canto- É ótimo vê-la novamente.
- Igualmente, mas se me permite, preciso ir...
- Ele está no quarto- ele diz cortando-me.
- Eu sei- digo sorrindo e volto a correr, até me deparar com o pequeno salão ao qual o homem mencionou, acalmo-me e estico amassados invisíveis no vestido, apenas tentando adiar oque há poucos minutos tinham tanta ansiedade em fazer, me jogar nos braços de Caspian, mas agora que estou aqui, não tenho mais a obstinação que tinha antes.
“Coragem Lucia!”escuto a voz de Pedro em minha mente e sorrio. Parece que alguém esta me assistindo de algum lugar. Lá vamos nós.
Bato na porta e escuto um “vai embora!”rabugento. Bato novamente e agora um grito indignado sai pelas frestas da porta.
- Pois bem, estou entrando!- digo e abro a porta, que por algum motivo sem importância estava destrancada, fecho-a atrás de mim e me deparo com Caspian esparramado na gigantesca cama, com a cabeça enterrada entre os muitos travesseiros e descalço.
- Já disse que não quero nada Drinian!- ele fala com a cabeça ainda escondida.
- Bom, acho que vou voltar para o meu mundo então, passar bem. – Digo e rapidamente ele retira a cabeça do amontoado de travesseiros, me olhando incrédulo.
- NÃO!- ele berra- FICA!
- Tem certeza, a alguns segundo atrás parecia decidido em me mandar embora, vou entender se você não me quiser aqui – digo tentando me manter seria, mas me divertindo com sua reação.
- Bom, eu.. é... eu... – ele limpa a garganta- Sinto muito por ter sido tão rabugento, mas já faz 3 meses Lucia, 3 meses que você se foi e eu, bem... não lidei muito bem com sua partida.
- 3 meses!?- pergunto espantada- Mas não parti nem há uma hora! – ele ri e se levanta, caminhando até mim.
- Acho que Aslan sabe oque faz – e assim ele me beija, de maneira urgente e desejosa, mas de uma forma que me sinto segura e completa – Vai ficar dessa vez certo? Vai ser minha rainha?- ele pergunta interrompendo o beijo.
- Não sei, você me quer aqui? Por que se não acho que vou ter que...
- Mas é claro que eu te quero aqui!- ele me interrompe indignado- Porem tem algo que não posso deixar para depois. Grande rainha Lucia, a destemida – ele começa olhando nos meus olhos e se ajoelhando- você aceita ser minha rainha? Aceita casar comigo?
- HÓ MEU DEUS!- eu berro espantada, e ele sorri- Eu... eu.. eu...
- Você... – a incentivando a prosseguir.
- Eu ... Eu aceito!
Ele se levanta e beija-me novamente, nos separamos apenas para tomar fôlego.
- Lucia...
- Sim.
- Eu te amo. – ele diz e eu sorrio.
- Também te amo.
E assim, em minha primeira noite com Caspian se passa, e a mesma foi seguida de muitas outras”
P.O.V. Caspian.
Lembro-me também de quando recebia uma das melhores noticias de minha vida. Alguns anos após meu casamento com Lucia, que devo dizer foi memorável.
“-Caspian?
- Sim, meu amor?
- Eu estou... é estou...
- Esta...- a incentivo como de costume.
- Eu estou com saudades de você.
- Saudades de mim? Mas estou sempre com você!- falo confuso.
- Não dessa forma, eu... eu... é... – rio ao entender ao que tipo de “saudades ela se refere”
- Sabe que não precisa ter vergonha em falar sobre isso, certo? Somos casados a quase 3 anos!
- Mas Caspian, sabe que sou meio... tímida.
- E é por sua timidez que até hoje existem coisas que não sei sobre você, mas se está com saudades, vamos acabar com ela!
E naquela noite, nos fundimos em um só, nos unimos e nos amamos durante toda a madrugada.
Acordei no outro dia com Lucia me observando, com seus lindo olhos analisando meu rosto, sua delicada mão sobre meu peito.
- Oque tanto me observa? –pergunto divertido, ela se espanta por eu estar acordado, mas me responde firmemente.
- Não posso olhar o pai de meu bebe? – a olho confuso e demoro um pouco a assimilar.
- Você está grávida!?
- Eu... é... eu... sim...
- Isso é maravilhoso! Finalmente terei um herdeiro!- a levanto da cama e rodopio com ela pelo quarto.
- Caspian! Ainda estamos nus! Me larga!
- Por que? Já não te vi nua outras vezes?
- Mas Caspian... eu tenho vergonha!
Rio e a beijo, puxando um lençol e a enrolando nele.
- Temos que avisar a todos! Temos que escolher um nome! Um padrinho! E...
- Esta mais eufórico que eu!- Lucia diz rindo.
- É meu primeiro filho oras! É de se esperar que eu esteja empolgado! Mas e ai? Qual o nome que deseja por em nosso primeiro filho?
- Ou filha! E eu gostaria de por Edmundo II, caso for um menino ou Suzana II, caso for uma menina..
- Por mim está ótimo, mas gostaria que Drinian fosse o padrinho, ele tem cuidado de mim desde a época do Peregrino da Alvorada.
- Está certo então.”
Depois disso, vieram outros 3 herdeiros para minha total felicidade, sendo eles Érika, Pedro II e Susana II. Todos os nomes escolhidos em homenagem a alguém.
Mas Lucia conseguia por si só trazer a mim a felicidade que ninguém nunca havia conseguido me dar.
“És eternamente responsável pelas coisas que cativas.”
Pequeno Príncipe.
Notas finais
Se gostaram: comentem, favoritem e recomendem (principalmente recomendem) e se não gostaram: comentem, favoritem e recomendem mesmo assim.
Bjokas
O.B.S: Pretendo fazer uma fanfic com personagem original e com o príncipe Caspian, então nos comentários falem se acompanhariam ou não a fanfic se eu fizesse, Okay?
Fale com o autor