The boy and the depths
1 Capítulo 1
Doubi é um garoto um tanto quanto entediado com a sua vida marinha. Órfão, agora tenta seguir sua vida nas profundezas dos oceanos, onde a paz lhe toma conta. Cardumes, tubarões e ostras desde então tornaram se sua família. A maior parte de seu tempo é dedicando-se a criar e contar histórias para seu golfinho, Cuco. Em seu decorrer, Doubi tem notado que seu “suposto lar” entregou-se à decadência da monotonia. Tudo tem suado meio melancólico e propício à pensamentos pelos quais levam-no à sua antiga vida ao lado de seus pais. Sua vó Elizabeth adorava lhe contar histórias sobre a superfície, pelo qual um dia andou acompanhada ao lado de seu vô, Dogmo. Contava-lhe que era de se emocionar com tanta beleza que aquele lugar pertencia, beleza essa que era composta por uma vegetação de um verde que não se compara à nenhuma alga ou calda de sereia. Doubi ao ouvir aquelas histórias, sentia-se como se aquilo pertencesse-o, logo pedia à sua vó para que lhe contasse mais sobre a superfície, pois assim como todo garoto da idade que tivera, era bastante curioso. Essa curiosidade ainda o acompanha e possivelmente é o que há de mantê-lo sempre em perigo. Rodeado de paisagens marinhas, peixes de todas as espécies e principalmente de seu golfinho... Doubi, sente-se sozinho. Nem mesmo os passeios aos corais e as visitas em cidades antigas, não entretêm-no mais.
— Não sei o que há com ele, ele anda muito estranho ultimamente. Dificilmente conta histórias e está na maior parte do tempo enfurnado naquele maldito submarino – pensou Cuco, seu golfinho.
Por mais que Cuco quisesse ajudar o querido amigo, ela não poderia fazer nada por ele em relação a isso, pois Doubi detesta companhia quando “triste”. Ele entende-o, mas não entende o fato de Doubi ter se levado à tristeza, pois quando juntos, ele parece estar sempre muito feliz. Ontem mesmo nos corais ele estava sorridente, contou-lhe sobre as histórias de sua mãe; Beth, e a forma como sua voz acalmava-o quando chorava. Doubi aos 6 anos de idade, perdeu seus pais em um acidente, onde duas rochas caíram sobre eles... é o que dizia sua vó. Sempre quando tocam no assunto dos pais, ele nega ou tenta mudar imediatamente de assunto como se fosse uma autodefesa. Sua imaginação é fértil, herdou do pai aventureiro, Layos. Doubi, mesmo sendo capaz de criar diversas histórias, histórias essas que conseguem convencer todos os seres dos mares... Ele se torna incapaz quando tocam no assunto sobre os pais, e sempre é levado ao ponto dessa ferida pela qual nunca cicatrizou. Layos, quando vivo, mesmo sendo um pai ausente na maior parte, sempre tentou fazer de tudo para que estivesse ao lado do filho. O trabalho nunca foi uma obrigação para ele, pois ele adorava nadar nos mares e conhecer novos reinos e raças. Era mensageiro do rei Tibéria. Tibéria comanda dois reinos; Aquorais; os nobres, e Martirez; os menosprezados e pobres. O rei há sempre de fazer ataques em Tibéria, ataques pelos quais roubam dos pobres os alimentos e as crianças para trabalharem como escravas para os nobres. Antes não nunca fora assim. Depois que Tibéria assumiu o cargo do pai, tudo se tornou um tremendo caos, onde houvera uma divisão de acordo com a classe social. Depois de pensar bastante em relação ao amigo, Cuco escuta alguns passos.
— Cuco, temos de ir — Disse Doubi com um ar de encorajamento.
— Ei, ei espera! Para onde vamos?. Disse o golfinho totalmente desnorteado da situação. – Conheço esse olhar Doubi, e já é de imaginar que o que está tramando não é nada bom. – O golfinho mostra-se surpreso.
Fale com o autor