Notas iniciais
Oi gente *-* Essa é nossa primeira fic interativa, espero que gostem! Não esqueçam de mandar suas fichas, elas são essenciais para o próximo capítulo! Beijos e boa leitura. Lembrando que fichas só por aqui: http://www.tfaforms.com/313469

Levantei da cama assim que o despertador tocou. Não tinha coseguido dormir um minuto sequer, mas mesmo assim o cansaço não me atingiu. Meu corpo estava cheio de energia, minha mente trabalhando a mil! Finalmente, é hoje.

Cambaleei para a janela e abri as cortinas. A luz invadiu meu quarto, junto com o frescor da manhã. Respirei fundo e fui em direção ao banheiro. Olhei para o espelho e vi meu reflexo magro e sem cor. Meu cabelo vermelho fazia contraste e realçava o verde dos meus olhos... Até que era um conjunto bonito. O único problema é que faz contraste demais, fazendo-me aparentar muito mais branca.

Entrei no chuveiro e deixei a água gelada escorrer pelo meu corpo. Fiquei um bom tempo apenas relaxando. Eu precisava de um pouco disso... Após alguns minutos eu saio do banho para colocar uma roupa fresca e confortável.

Ouvi meu pai me chamar, mas ele poderia esperar um pouco. Sentei perto da janela e por um tempo apenas... Apreciei isto. Eu queria me lembrar de tudo no tempo que ficar fora. Respirei fundo para guardar o cheiro deste lugar, nossa, até parece que nunca irei voltar.

“É só uma pesquisa.” Repeti para mim várias vezes. “Nada pode dar errado.”

Desci as escadas e vi meu pai, com um sorriso triste no rosto. Ele tentava fingir que estava tudo bem, mas eu sei que não estava. Eu sou tudo que lhe restou... Abracei-o e sorri.

—Relaxa papai. Vai dar tudo certo.

—Não quero te perder. –Sussurrou contendo as lágrimas.

—E não vai.

—Sua mãe me disse a mesma coisa. –Ele soltou-me de seus braços. –Não posso perder as duas. Não do mesmo jeito. Não de forma alguma...

—Eu te amo. Juro que vou voltar. –Balancei a cabeça. –Vou voltar para provar que foi uma falha no sistema ou algo do tipo. Vou voltar sabendo o que aconteceu com a mamãe.

—Só me prometa que vai voltar. –Falou triste, como se não acreditasse em mim.

—Eu prometo!

~~#~~

O trajeto para a NASA foi silencioso. Meu pai segurou minha mão todo o percurso. O modo que fez... A força que segurava... Era como se nunca fosse segurar de novo. E eu sabia que tinha essa chance. Mas não podia deixar transparecer.

Este sempre foi meu sonho. Era um sonho que compartilhava com minha mãe. Ela dizia que os melhores cientistas eram enviados para fazer pesquisas em Júpiter. Mesmo eu sendo nova, me convidaram. E isto é uma honra para mim.

Lembro-me vagamente quando a chamaram. Eu tinha cerca de oito anos e ela ficou muito feliz. Acontece que nunca voltou. A pesquisa, a nave, os colegas dela... Nada voltou.

Dizem que ocorrem imprevistos. Dizem que talvez ela volte, mesmo depois de dez anos. Pois é, dizem...

Mas era algo que sempre foi tão importante para ela... Era algo que... Minha mãe morreu por isso. Não vou deixar que a morte dela seja em vão.

Começou a tocar uma música na rádio, e acho que foi um dos motivos para algumas lágrimas rolarem do rosto de papai.

You tucked me in

Turn out the light

Kept me safe and sound

At night

Little girls depend on things like that

Brushed my teeth and combed my hair

Had to drive me everywhere

You were always there

When I looked back

Chegamos ao local e eu desci do carro. Não sei se estava feliz ou triste por estar lá. Mas não importa, prometi que ia voltar, e era exatamente isso que vou fazer. Papai me abraçou no caminho até a entrada. Tinha uma espécie de recepção aqui fora, só que tinham dois guardas me encarando.

A mulher atrás do balcão improvisado estava com um coque mal feito e uma maquiagem leve. A única parte que estava legalzinha nela. Eu abri a boca para falar, mas ela se pronunciou antes.

—Betânia, em que posso ajudá-la? –Sibilou de uma maneira engraçada.

—Meu nome é... Katherine.

—Parabéns. –Falou ironicamente antipática. Não gostei dela.

—Minha filha esta na lista dos escolhidos. –Meu pai deu um passo a frente, tentando me proteger.

—Katherine... Engenheira molecular? –Eu assenti. –Não me falaram que é tão nova.

—Esta no meu formulário. –Dei de ombros. –Se soubesse ler talvez soubesse.

Dificilmente eu agia assim. Mas acho que serviu como um tapa na cara daquela mulher. Estávamos quase entrando, quando o segurança puxou meu pai.

—A partir de agora, não permitimos acompanhantes por medida de segurança. –Falou com uma voz grave.

—Mas ela só é uma garotinha... –Os olhos do meu pai encheram de lágrimas. Os meus também, mas eu tinha que ser forte.

—Tudo bem papai. Eu assumo daqui. –O abracei com força. –Eu te amo.

—Também te amo filha. –Sussurrou.

—Estarei de volta em breve. Quando menos esperar já estarei aqui.

Soltei nossas mãos e caminhei para a entrada. Pisquei meus olhos para conter uma lágrima. Não virei de costas para acenar, pois sei que iria acabar desistindo. Eu sabia que ele queria ver meu rosto pela ultima vez em um bom tempo. Sei que era o que prometi que faria, mas não consegui. Só continuei andando.

Bem, o que eu espero daqui para frente? Não faço a mínima ideia. Talvez esse seja meu futuro, talvez não. Mas de uma coisa eu tenho certeza: Meu nome é Katherine, e este é o inicio da minha aventura.

Notas finais
O que acharam? Deixe a opinião nos comentários e lembrem-se de mandar suas fichas! OBS: sei que temos poucas vagas disponíveis, mas iremos abrir mais em breve.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.