The best in the worst way
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Voltando um pouco a realidade!
PRAZER mundo Real!
Me chamo Váleri, e..
Sim. Ele era a única pessoa que eu tinha, porém isso é passado. Agora, o que posso falar? Que só me resta meus velhos e antigos livros, que por sinal já foram lidos. Pode ser que seja um novo começo, mas nessas férias as coisas começaram a melhorar, eu realmente sinto isso. Ian é uma pessoa diferente e a cima de tudo o que mais me chama a atenção nele é a sinceridade...imagina se alguém descobre esses pensamentos, nem eu me perdoaria, mas enfim.. ele é o tipo de pessoa diferente, não entendo o que me fez sentir isso sem motivos, simplesmente aconteceu. Hoje conheci uma espécie de “novo mundo” como se diria no planeta terra, uma aventura total, só quem passa, conhece. Nessas viagens vou conhecendo e admirando ainda mais o jeito sincero de Ian de falar, de sentir e de viver.
Será que estou prestes a viver um amor platônico? No sentido de amor impossível? ... Pois ao decorrer dos séculos tal termo “platonicus” foi usado pela primeira vez pelo filósofo neoplatônico florentino Marsilio Ficino no século XV, com um sinônimo de amor socrático. Isso quer dizer que as duas expressões dizem respeito a um amor focado na beleza do caráter e na inteligência de uma pessoa, e não no seu aspecto físico.. enfim.. no meu caso seria de realmente “ não correspondido” ?!
Deixando toda essa “baboseira” de lado, me peguei pensando sobre como seria fácil acreditar na humanidade se ela fosse completamente boa, não faria sentindo, seria o mesmo que ter esperança em algo que basicamente está previsto. A verdade é: o que está entre acreditar e ter esperança é a possibilidade de nada da certo, por mais que seja decepcionante. Por isso que uma das formas que as pessoas utilizam para se proteger, é se fechar e desacreditar. Isso é uma das coisas que mais temo ser, alguém amargurado e decepcionado com tudo e com todos. Bom.. hoje foi um dia normal como qualquer outro dia da semana, na aula de português tive a triste felicidade de me esbarrar com Ryan, apesar da nossa amizade vir da infância ou melhor dizendo quase amizade, pois viemos nos tornar realmente amigos na adolescência. Por triste ironia do destinos aquela tão verdadeira e única amizade, com o tempo, foi a única culpada do nosso afastamento, pelo qual, foi difícil para ambas as partes desvencilhar-se.
Um ano atrás...
Estava no pátio organizando uns trabalhos, quando de repente Ryan aparece e vem diretamente em minha direção, Indagando imediatamente: quanto tempo!
Retruquei avidamente: aqui estamos num espaço de mundo, onde talvez nunca houvéssemos nos conhecido!
Ryan: eu não queria isso, mas aconteceu.
Indaguei novamente: É talvez tenha que ser assim. Rapidamente me afastando em direção a sala de aula.
O problema é que nem todos estão destinados a terem um final feliz.Talvez, por alguma decisão que mudou o percurso do destino final: A felicidade. No entando, a realidade é:todos lutam constantemente por isso.” De fato não há qualquer chance: estamos todos presos a uma destino singular” -Charles Bukowski.Nesses anos, Bukowski passou a ser um dos meus autores favoritos, não por me fazer desistir, mas me conformar com o que poderá ser uma realidade.
Temos que nos conformar com o nosso destino, mas talvez o que seja mais difícil no meu caso é saber que o que eu achava que poderia ser meu destino um dia, esta bem aqui todos os dias,
na minha sala. Só de pensar no fato de estarmos tão perto fisicamente, porém tão longe. E Tão SEMPRE na minha memória, não muda o fato de querer esquecê-lo..
-Váleri???
— Oi?
— Você conseguiu entregar aquele trabalho de Matemática?
—Tive um pouco de dificuldade, mas consegui sim. Obrigada. Beatriz era uma das poucas amigas que eu tinha feito amizade ainda no fundamental e que, desde então, ainda fazia parte da minha vida. As fases ruins iam e voltavam e nossa amizade permanecia, o tempo nos afastou uma época, mas, nos aproximou como de costume. O fundamental não tivera sido uma fase muito boa mais foi uma das fases que mais marcou nossa adolescência e tem sido até hoje. Essas experiências repercutem até os dias atuais.
Cheguei da aula e fui direto para o quarto tirar um cochilo, depois de passar a noite quebrando a cabeça com o trabalho, finalmente, havia chegado à hora de dormir. Quando, para variar, o telefone toca.
— Alô?
—Váleri? Sou eu, Ryan.
— Pode falar!
— É que.. eu liguei pra dizer que estou com saudade. Preciso conversar. Especificamente com alguém que me entenda, Você.
— Infelizmente estou ocupada no momento, talvez outra hora. Boa Tarde.
Não estava nem um pouco preparada para ter contato novamente, a questão não é fugir da realidade, porém evitá-la ao máximo.
Fui Acordada com o barulhinho caixa de email. Olhei para o despertador 07h00. Precisava me arrumar, mas antes tinha que checar o email.
Bom dia. Não quero incomodar, mas como disse ontem preciso falar com você. Sei que estás a me evitar, porém não terás como evitar a este email. Primeiramente, gostaria de evidenciar a importância da sua amizade para mim. E apesar de tudo é como se o destino tivesse nos ligando sempre, preciso da sua amizade... me de uma chance de recomeçar..
—Ryan
Depois de ler ao email, no caminho da aula me peguei novamente pensando sobre o assunto.. Ryan nunca foi uma pessoa insistente em relação a algo que ele não se importasse. Apesar de tudo, isso que me faz querer perdoá-lo. Essa insistência toda por alguns momentos me faz acreditar que ele realmente se importa. Eu sempre procuro maneiras de culpá-lo e as vezes até tendo inventar situações para nos afastar, mas ele nunca desistiu da nossa amizade. Todo o problema é eu ter confundido as coisas. O modo como ele me trata diferente de todas as outras garotas, o fato de me respeitar, confiar os seus segredos mais íntimos a mim... Tudo isso, toda nossa história, nossa afinidade, nossas brincadeiras, a maneira de conhecer um ao outro, nossos gostos parecidos: filmes; bandas e tantas coisas que hoje em dia, você chega acreditar que nunca vai encontrar alguém tão parecido com você. Isso tudo, não da para ser evitado. Existiam vários lugares que costumávamos frequentar e por possuirmos gostos tão parecidos, eram sempre lugares que já possuíam basicamente nossa imagem estampada na imaginação. E justamente aqui, hoje, estou eu. Sentada em uma de nossas cafeterias. Que por sinal, nunca era para tomar café, fui ate lá com beatriz no intervalo lanchar. E apesar de estar evitando contato ele sabia os motivos e as causas. Portanto, tudo que sei é que: preciso evitá-lo a qualquer custo.
Rapidamente ao passador pelo corredor, me deparo com aquele olhar congelante, daqueles que faz o coração parar de bater penetrando todo átomo do seu corpo e invadindo sua alma. Como quem consegue enxergar todos os meus íntimos e obscuros segredos, nos quais nunca precisaria contar. E Em milésimos de segundos, você sabe que esse olhar tem o poder tanto de curar quanto de matar.
Ryan conheceu uma nova garota e se entregou de primeira aos sentimentos. Isso foi só o começo de todo problema. Nossa amizade mudou completamente, e de melhores amigos nos tornamos completos estranhos. Mas não acabou por ai, apesar das desavenças e problemas ainda existia uma pequena luz no interior que de uma forma ou de outra ainda nos ligava. Apesar da distância, ela ainda existia, bem no interior à espera de ser incendiada novamente. Contudo, só nós conseguíamos enxergar. Depois daquele email eu não havia tido mais contato. Isso acontecerá, mas como de costume ele nunca desistia, nem parava de insistir.
Meu celular tocou e fui direto conferir.
Mensagem de Ryan...
Está muito complicado. Não tenho certeza dos meus sentimentos por ela eu sinto muita falta de nós. Ás vezes eu tento fazer dela uma pessoa parecida contigo, como a gente não pode ta junto como antes, eu sinta muita falta e acabo tentando transformar ela em você. Nossos filmes, a forma de eu ser eu mesmo com você, a confiança. De modo geral, não consigo explicar.
Fiquei pensando se valia a pena responder e acabei cedendo.
— O engraçado é que isso me fez pensar um pouco. Sobre o quanto eu sempre dizia, que nunca trocaria nossa amizade por um namoro, é claro que algumas coisas teriam que mudar, mas amizade verdadeira é e sempre será. Diferente de um namoro que hoje é, amanha pode não ser.
Ryan: É. Mas apesar de tudo, eu sempre te defendi, até dela mesmo. Podemos estar afastados, mas o que eu sinto ainda é igual e sempre será. Algumas coisas poderão nos afastar, é normal. Mas o que vale é aquilo que sentimos e construímos.
Váleri: Mas o que vale acima de tudo, é o que escolhemos. Temos o que escolhemos ter, e se escolhemos é por que gostamos. Nossas atitudes são tomadas com base no que sentimos.
Ryan: Mas nem sempre fazemos as escolhas certas.
Eu já havia dito o que precisava e não iria mais me preocupar com isso. No entanto, existem tantas coisas a serem feitas, ao invés de se lamentar pelo que é e o que não foi. A vida é mais que isso e curta demais para lamentar-se.
Um ano atrás...
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