Notas iniciais
Oi gente, e ai? Como estão? Andam se cuidando? Eu demorei mais do que deveria já que estava com a história pronta desde domingo, foi mal mas eu me enrolei inteira esses dias. Esse cap foi meio parado mas era mais pra explicar o que se passava na cabecinha deles mesmo, desculpe os errinhos.

# Remus

Ás cinco horas da manhã de domingo Remus já estava acordado, na verdade, pouco havia conseguido dormir aquele tempo, a imagem do seu quase beijo com Dora não saia de sua cabeça, sabia que aquilo podia causar a sua expulsão, a expulsão da garota e a quebra de confiança que o diretor tinha nele, além disso, nem sabia mais se iria poder ajudar a menina a seguir seus sonhos já que ela provavelmente não confiaria mais nele, como poderia olhar na cara dela depois daquilo?

Ele desceu para tomar café logo que o salão abriu, sabia que estava com olheiras e com uma cara péssima, ainda assim, tentou disfarçar e fingir que estava tudo bem.

— Bom dia Aluado – falou James se sentando em seu lugar duas cadeiras para o lado.

Remus acenou com a cabeça enquanto mordia um pedaço de bolo, ele olhava frequentemente para as portas do salão prevendo a hora que iria encarar a menina de cabelos rosa. Ele estava sendo covarde estando com medo de vê-la, afinal eles nem haviam se beijado, mas isso não aconteceu porque ela parou, e não ele, e ele quem devia ser o responsável ali.

— Remus, você tá bem? Tá meio pálido? – perguntou James – e não... não chegou a hora ainda – falou apontando para o céu.

— Eu estou bem, James, apenas dormi mal – falou tranquilizando o amigo.

Nunca fora de contar seus problemas para as pessoas, sempre tentou se virar sozinho, mas no momento no qual Tonks entrou no salão rindo ao lado da melhor amiga seu estômago embrulhou.

— Na verdade, será que a gente pode conversar depois do café lá nos meus aposentos? – perguntou baixinho e olhando para o próprio prato.

— Aconteceu algo sério? – perguntou James se endireitando.

— Não, eu apenas estou confuso e preciso me acalmar, se você puder – falou enquanto se levantava e saia do salão pela porta lateral, encontrou Lily no meio do caminho e apenas trocaram bom dia, pela cara da amiga ela também não havia dormido bem.

Depois de quinze minutos que havia chego no quarto alguém bateu na porta.

— Quem é? – perguntou.

— Sou eu, James — falou a voz do outro lado.

Ele foi e abriu a porta para o amigo, depois que ele entrou eles se sentaram em um pequeno sofá que tinha lá e Remus encarou seriamente o chão.

— Uhm, Aluado, o que tá acontecendo? – perguntou com uma voz preocupada, o amigo apenas resmungou algo inaudível – Aluado, você precisa falar.

— Eu... Ah, eu não sei como falar isso, estou extremamente envergonhado... – falou enquanto se levantava e começava a andar de um lado para o outro.

— Você matou alguém? – perguntou James vendo a reação do amigo.

— Não Pontas!

— Já é um começo, agora senta aqui e fala – falou puxando o amigo para que sentasse ao seu lado.

Remus sentou, apoiou os cotovelos nos joelhos e apoiou as mãos no rosto de forma que este ficasse coberto.

—Euquasebeijeiumaaluna – falou rapidamente.

— Eu não entendi, calma Aluado, eu vou te ajudar, mas você precisa me falar.

— Eu quase beijei uma aluna – falou e prendeu a respiração.

— Pera, você? Como... como isso aconteceu? Quem? – gaguejou James.

—Eu não sei porque, nem como, eu... eu tô com medo de mais pessoas ficarem sabendo e acabar quebrando a confiança de Dumbledore.

— Remus, eu acredito que isso não vai acontecer. Quem foi ela? Isso é importante – perguntou James, milhares de coisas se passavam por sua cabeça, ele imaginou que qualquer um faria aquilo, menos Remus, algo estava estranho.

— Foi a Dora, quer dizer, a senhorita Tonks – falou finalmente tirando as mãos do rosto e olhando para o amigo completamente corado.

— Caralho, a priminha do Sirius? Desculpe por isso, eu me descontrolei.

— Ela é prima do Sirius? – a situação ficava ainda pior agora, ele lembrava de Sirius falando brevemente que tinha uma prima de segundo grau que ia estudar em Hogwarts mas que eles tinham perdido o contato.

— É, mas relaxa que não tem nada a ver, ela nem deve saber que nós somos amigos. Ela é uma boa aluna e uma boa menina, não vai contar pra alguém que não confia e ela não parece ter muitos amigos, Rem.

— Mas e se....

— Você pode falar com ela na sua próxima aula, pedir desculpas e falar que foi um acidente, que não vai mais acontecer.

— Eu já pedi desculpa e ela disse que tava tudo bem, mas eu queria ajudar ela ainda e não sei se...- falou Remus antes de ser cortado.

— Ajudar?

— É, ela pediu ajuda para estudar DCAT porque falou que quer ser uma auror e precisava recompensar a nota ruim que tirou no NOM´s agora.

— Fala pra ela que você ainda gostaria de ajuda-la, se ela quiser mesmo seguir essa carreira ela vai aceitar.

— Mas ela pode achar que eu sou um pervertido sei lá — disse passando as mãos pelo rosto.

— Como foi que aconteceu? – perguntou James colocando a mão no ombro do amigo.

Remus contou tudo, que haviam ficado conversando já que ambos estavam meio sozinhos, que voltaram andando por conta da hora, do tombo e do quase beijo.

— Olha Rem, foi um acidente, deu pra ver, apenas surgiu um clima, não se culpa dessa forma por isso, você não é um pervertido, para de pensar nisso, só... só evita deixar isso acontecer novamente – falou James tranquilizando o amigo.

— Eu... Obrigado Pontas, eu precisava conversar, estava ficando louco porque não parava de pensar nisso – disse abraçando o moreno de cabelos bagunçados.

— Sempre que precisar, e fica bem.

# Lily

Já era sábado novamente, o primeiro jogo de quadribol do ano, Lufa-lufa contra Sonserina, Lily nunca foi de ligar muito para quadribol, assistia vez ou outra alguma partida na escola, mas agora como professora ela via a maioria. E lá estava, ao lado de Remus e dos outros professores esperando os alunos entrarem em campo.

Isso não demorou para acontecer, eles se encontraram junto com o Potter no meio, que disse em voz alta graças ao feitiço lançado para que o jogo fosse limpo e sem violência, logo o pomo de ouro foi solto e todos subiram nas vassouras para logo em seguida disputarem a goles.

Um dos alunos da Corvinal fazia a narração do jogo, a qual ela pouco ouvia, estava concentrada em ver o desempenho dos alunos, até que quadribol não era chato, mas vez ou outro parecia que James Potter entrava em seu campo de visão. Sempre segurando bem firme a vassoura e bagunçando os cabelos as vezes, quando que ela percebia no que estava reparando, ela rapidamente desviava o olhar para o outro lado.

Quando ela fez isso pela terceira vez ouviu uma risadinha de Remus e olhou para ele com uma cara séria.

— O que, Remus?

— Está difícil se concentrar no Jogo, Lily? – perguntou rindo mais um pouco.

— Não sei do que você está falando, eu estou prestando muitíssima atenção – falou sentindo as bochechas corarem um pouco.

— Claro, então pode me falar quantos pontos está o jogo? Eu me perdi – quando ela se inclinou para tentar ver o placar na frente do aluno corvino e falhou na missão Remus riu novamente enquanto ela corava completamente dessa vez – parece que o juiz está sendo uma visão melhor que o jogo então Lilian Evans?

— Cala a boca, Rem – falou olhando para a frente e focando em não olhar mais para o Potter.

Já estava cheia dele, todos os dias o aturava em todas as refeições sendo extremamente simpático com ela, agora tinham as rondas, que não eram ruins e isso era um problema, e o pior de tudo isso é que frequentemente se pegava olhando para ele e pensando sobre ele. Ela definitivamente estava estranha, algo estava afetando seu cérebro.

James apitou por causa de alguma falta, que ela obviamente não viu por estar perdida em pensamentos, e seus olhos voaram para ele, ela tinha que admitir que aquela roupa caia bem nele, a roupa apertada de quadribol por baixo na capa preta marcava bem o seu corpo e....

“Mas que merda Lilian, para de pensar essas coisas, é o idiota do Potter”.

Quando ele olhou para as arquibancadas e viu que ela o olhava, ele deu uma piscadinha em sua direção e voltou a olhar o jogo, aquilo fez Lily voltar a corar um pouco e revirar os olhos ao mesmo tempo. “Sempre tão idiota.”

Era um idiota que não saia de sua cabeça, o que o tornava mais insuportavel. Ela chegou ao final de um difícil jogo, no qual a maior parte de sua concentração ia para focar em assistir apenas o jogo e não ao juiz deste, com uma certeza na mente: Ela estava carente e precisava arranjar um encontro, alguém interessante e legal, para que aquilo pudesse sair da cabeça dela, afinal, ela pensar tanto em James Potter e olhar tanto para ele só podia significar que estava muito carente e que ele era um dos caras que lhe dava atenção, mas isso iria mudar, ela ia arrumar um cara bacana e ia reverter toda essa situação.

#Sirius

— Vamos pedir a de sempre? – perguntou olhando o cardápio de pizza enquanto tomava um gole de sua cerveja.

— A gente nunca consegue pedir outra coisa, nem sei porque você se da ao trabalho de olhar – falou Marlene sentando ao seu lado e pegando a longneek de sua mão.

— Vai querer alguma bebida? Só tem cerveja aqui.

— Você sabe que eu não me importo, muito pelo contrário, se tem duas coisas que os trouxas fizeram bem foram as pizzas e as cervejas.

— Certo então, hoje é seu dia de pedir – falou jogando o panfleto para ela.

— Eu odeio pedir, não sei mexer nesse tefelone aí – falou indo em direção ao telefone que ficava em um canto da sala.

Os dois estavam passando muito tempo juntos, seus amigos mais próximos só tinham disponibilidade de fim de semana e olha lá, por um grande e boa coincidência eles acabavam trabalhando juntos, então pelo menos 3 noites por semana eles jantavam juntos, as vezes aproveitavam para ver um filme ou dar uma volta no beco diagonal mas aquilo havia virado quase uma rotina.

Era uma quinta feira e estavam na casa do Sirius já que vieram direto do trabalho, haviam decidido pedir uma pizza e ver um jogo de basquete que iria passar.

— Pronto, Six, faz uma massagenzinha? Eu fiquei o dia todo em pé ensinando primeiros socorros – perguntou Marlene enquanto sentava e colocava os pés no colo do moreno.

— Mas tu tá folgada em Loira, se convida pra vir na minha casa, manda eu fazer massagem, quer um café também? – perguntou.

— O café eu passo, mas aceito a cerveja – fala pegando a garrafa da mão dele de novo – vai Sirius, só um pouquinho – disse mexendo os dedos do pé.

— Eu vou cobrar depois viu – falou levantando uma sobrancelha enquanto começava a fazer massagem nos pés dela.

— Quanto isso vai me custar? – perguntou fechando os olhos e se encostando melhor no sofá enquanto aproveitava a massagem do moreno.

— Isso depende.

— Depende de que? – perguntou enquanto abria apenas um olho para olhar para ele.

— Do tempo que a pizza vai demorar pra chegar – falou passado uma das mãos pela canela até atingir o inicio de sua coxa.

— E por que? – perguntou enquanto se sentava um pouco mais reta.

Ele pegou as pernas dela e a puxou de forma que ela ficasse sentada bem do seu lado com as duas pernas em cima de uma das dele.

— Porque esse botão não quer mais manter sua camisa fechada – falou enquanto passava um dos dedos em um dos botões da camisa dela que ficava perto dos peitos e que estava quase estourando devido a pose casual que ela estava – e eu estou querendo realizar o desejo dele – disse passando a outra mão por uma das coxas dela.

Ela mordeu o lábio inferior e olhou nos olhos dele que não estavam mais azuis claros e calmos que ele tinha, estavam um tom mais escuro, um tom que ela estava bem acostumada a ver nos olhos do seu melhor amigo.

— Não seja esse o problema – falou levando as mãos a própria camiseta e começando a tira-la.

Ele apenas mantinha os olhos fixos nas mãos dela enquanto deslizava uma de suas mãos pela sua coxa macia. Ela terminou de tirar a blusa revelando um top rendado azul que deixava o seu peito exatamente do jeito que ele era, apenas para que ele se inclinasse na direção de seu pescoço e começasse dar leves beijos.

Marlene se arrepiava cada vez que a boca de Sirius tocava seu pescoço e colo, suas mãos agora deslizavam pelo cabelo meio comprido dele e pela nuca. Sirius puxou a loira para que sentasse em seu colo com uma das pernas de cada lado do seu corpo. Não era nada fora do comum o que estavam fazendo, por vezes, esses encontros semanais por algum dia cansativo no trabalho terminava nos dois nus em algum sofá, cama, poltrona ou qualquer outro lugar.

Sirius apertou o bumbum da garota quando começaram a se beijar de uma forma envolvente enquanto ela levantava aos poucos a camiseta dele, apenas para pararem para que esta fosse tirada e os beijos recomeçaram. Dessa vez menos calmos que antes. As mãos dele deslizaram pelos seios dela, que já estavam rijos, por um tempo até que ela começasse a soltar pequenos gemidos no meio do beijo, o que o enlouquecia completamente e o fez levar as mãos ao fecho do top dela para...

Ambos pararam e Marlene encaixou o rosto no pescoço do moreno respirando rapidamente e sem fôlego, e ele fechou os olhos enquanto passava de leve as mãos pelas costas dela.

— Da próxima vez vamos pedir em um lugar que demore mais – ele falou com a voz um pouco rouca.

— Você que diz adorar esse lugar porque a entrega é rápida – falou enquanto saia do colo dele.

— Acabei de mudar de opinião – falou se levantando e indo em direção a campainha apenas para avisar que já estava descendo para pegar o pedido.

— Quer que eu vá? – perguntou a Loira rindo da situação do moreno, este colocava a camiseta e tentava puxa-la um pouco para baixo para que cobrisse o volume nas calças.

— Hahaha, muito engraçado – falou sarcasticamente indo em direção a porta – arruma as coisas aí – e saiu.

Ela pegou uma camiseta, que estava jogada do seu lado e a dobrou antes de ir na cozinha pegar os pratos e outras cervejas, nem se deu o trabalho de se vestir novamente, sabia que aquilo não terminaria ali, pelo contrário, a calça estava um pouco apertada então decidiu tira-la e ficar apenas com o conjunto que combinava, não era estranho eles se verem assim, afinal.

Sirius chegou com a pizza e sorriu ao ver Marlene sentada no sofá, com os pés em cima deste, apenas de lingerie enquanto tomava uma cerveja e via o jogo que havia começado a uns minutos.

— Assim não vai ser fácil se concentrar na pizza e no jogo, Lene, querida – falou colocando a pizza em cima da mesa onde estavam os pratos,

— A gente faz um esforço, não? – disse se levantando e indo em direção a ele e a mesa.

— Um grande esforço.

— Eu nunca disse que não seria – falou abraçando ele pela cintura e lhe dando um selinho.

Selinho esse que ele aprofundou e transformou em um beijo. Por fim a pizza ficou esquecida por um tempo, assim como as cervejas ficaram esquentando, e os pontos foram sendo marcados. Eles aproveitaram a amizade que eles tinham, a que nem eles entendiam direito mas funcionava.

Notas finais
E ai? Me falem o que acharam e eu prometo tentar trazer no dia certo, até lá se cuidem viu? Se vocês ainda não conhecem minha outra história de uma olhadinha lá. https://fanfiction.com.br/historia/788551/The_Marauders_Band/