The Young Sobrenatural
3 Uma nova família.
Notas iniciais
O tempo no hospital passou muito devagar, Matt ficava horas olhando pro teto refletindo no que houve até ali, como ele iria explicar pra sua mãe que dê repente era um cara com poderes sobrenaturais? Como iria explicar pra ela que o senhor Reed estava envolvido com aquilo? E como seria sua vida escolar dali pra frente? Muitas e outras perguntas invadiam sua mente, mais como Hannah disse, ele teria as respostas quando ela voltasse.
Com o passar do tempo o relógio acertou no ponteiro 20:40, até agora nada de Hannah aparecer mais logo a porta se abriu e Matt pôde vê a mesma.
–Meu pai já deu um jeito na papelada e anda logo, não temos muito tempo.—Afirmou ela jogando sobre Matt uma mochila com suas roupas.
–Espera, como você pegou minhas roupas?—Perguntou ele incrédulo.
–Invadi sua casa, e antes que me pergunte , desculpa quebrei seu vídeo game.—Disse ela enquanto saia da sala.
–Você o que?!—Gritou Matt vendo a porta se fechar a sua frente.
Depois de vestir suas roupas, ainda com raiva por ter perdido uma coisa muito valiosa pra ele, foi até o corredor de onde estava Hannah assim os dois seguiram rumo a fora do hospital e se deparam com uma mobilete presa a um poste por correntes.
–Segura ai.—Disse ela empurrando um capacete no peito dele o forçando a recuar.
–Esse armazém é a onde?
–Não muito longe da cidade.—Afirmou ela enquanto sentava na moto pronta pra da a descarga.
–Deixa eu avisar a minha mãe pelo menos?
–Vai por mim, é melhor ela não saber.—Disse ela olhando-o séria.
–Tá bom vai.—Ele se sentou na mobilete e ficou indeciso.
–O que esta esperando? Pega na minha cintura, eu não mordo.—Após ouvir as palavras de Hannah Matt segurou em sua cintura—. Ainda.
Com uma arrancada ela foi o mais rápido que podia tentando chegar no armazém antes que alguém descobrisse. Com o passar do tempo, contando vinte minutos desde a saída do hospital, Hannah com sua moto entrou em uma rua de terra e seguiu a mata fechada.
Após muitas trombadas na estrada de terra, ela parou a mobilete próximo a dois carros, um preto e um vermelho, dali eles desceram da moto.
–Agora vamos ter que ir andando.—Afirmou ela enquanto cobria a moto com um plástico enorme.
–Tem certeza que estamos no lugar certo?—Perguntou Matt olhando ao arredor vendo apenas arvore.
–Sim, vamos andar um pouquinho.
Eles andaram em meio a floresta densa, Matt se assustava cada vez mais com o barulho das corujas e de outros bichos que estavam perto dali.
–Por que você consegue andar tranquila por aqui?—Perguntou Matt olhando os arredores procurando saber se alguma coisa iria aparecer.
–Por que, agora nós somos as coisas mais perigosas aqui.—Respondeu ela.
–Espera nós?
–Sim, nós mesmos.
–Como assim, não entendi.
–Não é preciso você entender, apenas sinta.
De qualquer jeito, a duvida pairou no ar. Após andarem mais alguns metros, eles se depararam uma caverna coberta de folhagens.
–Esse é o armazém?—Perguntou Matt olhando para a caverna incrédulo sem qualquer resposta.
–É a entrada dele, pelo menos uma das.—Afirmou ela.
–E o que esse armazém era para ter tantas entradas?
–Era um antigo armazém da prefeitura que guardava ferro, cobre e bronze de uma das mineradoras da cidade.—Disse ela com um ar de sabe tudo—. Por baixo vinha os minérios e por fora saia ele empacotado.
–Então por que não pegamos a saída de fora?
–Meu pai é dono do armazém e eu fiz a mesma pergunta e ele disse que é para dar um sensação de abandonado sabe como é né?—Perguntou ela esboçando um sorriso.
–Éeer não, não sei.—Afirmou Matt.
–Bom conversas a parte, vamos logo.—Disse ela se enfiando dentro da caverna.
–Fazer o quer..—Assim Matt a seguiu.
Eles andaram o suficiente por um túnel de terra até chegarem em uma parte mais “Industrial” onde ouviram batidas e quebradeiras e rosnados, assim eles seguiram mais para a direção do barulho e viram um homem e uma mulher trocando golpes.
–Nossa.—Afirmou Matt surpreso.
A mulher era rápida, avançou contra o homem e lhe deu um soco que o arremessou a uma barra de metal que com o impacto do corpo dele a dividiu em duas. Logo o homem não sai perdendo se jogou contra a mulher a agarrando-a e com seus braços forte a arremessou a uma grande pilha de caixas que se quebraram por completo sobrando apenas destroços.
A mulher se recuperou e se levantou dos destroços porém seu corpo estava perfurado por estacas de madeira, mais isso não impediu ela de prosseguir a luta, arrancando as estacas de fora do corpo ela sangrou continuamente mais logo os machucados começaram a se curar e ela avançou contra o homem dando um chute, que por alguma razão rasgou o rosto do homem que caiu no chão atordoado e sem conseguir se levantar.
–Dois a um pra mim, quer tentar outra?—Provocou ela o homem que estava ferido no chão.
–Desisto.—Afirmou ele estendendo a mão pedindo ajuda para a mulher o levantar e assim o fez.
Após se sentarem e relaxarem, Matt e Hannah se revelaram pra eles o que surpreendeu Matt depois que ele reconheceu o homem e a mulher.
–Enfermeira Joe? E..Enfermeiro Roy?—Perguntou Matt incrédulo.
–Hannah, o que ele faz?—Perguntou Joe com frieza que chocou Matt, era como se eles fossem desconhecidos.
–Ele é um de nós agora.—Afirmou ela enquanto ela colocava o capacete que carregava nas mãos em cima de uma das caixas.
–Epa, um de vocês eu nunca disse isso!—Exclamou ele se defendendo.
Todos olhavam para Matt em reprovação, e Hannah era aquela que mais demonstrou isso, então ela foi até ele e apertou seu pescoço o sufocando-o.
–Olhe aqui, meu pai quase me mata por que eu o transformei então se eu fosse você calava a boca e ficava quietinho, estamos entendidos?!—Gritou Hannah enquanto privava Matt do seu oxigênio.
Sem poder dizer nada por falta de ar, ele apenas fez um sinal positivo e ela o jogou contra a parede mais próxima.
–Bom, vejo que todos estão animados com a chegada do novato, mais vejo que já se conhecem então não precisamos de apresentações.—Dizia uma homem com olhos vermelhos como sangue que descia as escadas lentamente, a medida que ele descia seu rosto foi ficando mais visível revelando-se ser o senhor Reed, o pai de Hannah.
–Olá Matt, está se sentindo melhor?—Dizia ele tirando seus trajes executivos ficando apenas de regata preta que alçava seus músculos.
–Mais o que é isso aqui?—Perguntou Matt assustado—. O que são vocês!
–Somos o pesadelo da noite, aqueles que vagam sobre a lua de sangue sem temer ao perigo, somos lobisomens!—Após gritar tais palavras, tanto Joe como Roy e Hannah eles começaram a se transformar garras saiam dos seus dedos e pelos cresciam por todo seu corpo e eles começaram a rodear Matt.
Assustado ele tentou fugir, mais estava cercado por eles e do meio do circulo o senhor Reed surgio no meio dele.
–Somos sua família agora.—Disse ele calmamente onde em seguida presas surgiam em sua boca e seus olhos realçavam a vermelho vivo e ouvia-se um grande rugido que não só ecoou pelo armazém, como também por toda floresta, dali era possível se ouvir os pássaros se agitando e os animais correndo de tanto medo, a presença de uma alcateia no local representava poder.
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