The Young Sobrenatural

11 Ideias diferentes, propósitos iguais.


Notas iniciais
Bom pessoal, obrigado por acompanharem a fanfic até aqui e espero que gostem, comentem ou favoritem a fic que isso me motiva muito. Essa semana graças a deus não tive contra-tempo e consegui escrever.

As ruas de Fall Heart ao anoitecer se tornam perigosas, vários mistérios rondam o lugar, era a noite das aberrações que antes temidas e respeitadas agora, são caçadas até o ultimo suspiro de vida.

–Rápido por aqui! Vem filha rápido!—Uma mulher de aparentemente 35 anos, puxava sua filha pelas mãos enquanto vários homens as perseguiam armados com fuzis de assalto e outros armamentos pesados.

–Mamãe, eles estão nos cercando!—Dizia a filinha apontando para a rua abaixo que fechava o quarteirão.

Os homens estavam preparados e logo abriram fogo. Os tiros atingiam o corpo da mulher que tomou a frente para proteger sua filha e logo seus poderes sobrenaturais vieram a tona.

Um par de asas se abriu e delas podiam-se ver penas cintilando a um vermelho vivo. A harpia com precisão bateu ambas as asas a frente mandando uma saraivada de penas tão afiadas como facas, elas perfuravam o colete dos homens como se fosse manteiga.

–Rápido minha filha! Saia daqui! Voe!—Exclamou a mãe harpia enquanto o sangue lhe descia sobre seu corpo.

–Mais mamãe, minhas asas não são fortes para isso!—Exclamou ela.

–Apenas saia daqui! Irei distrai-los!—Exclamou ela enquanto mordia os lábios fazendo força para não desabar.

A menina estava derramando lagrimas porém tudo seria em vão se ela permanecesse ali, logo correu o mais longe que podia fora do alcance dos homens.

A mulher vendo que sua filha já estava completamente em segurança, dirigiu um olhar desafiador para os inimigos e com uma rasante planou sobre eles atacando cada homem aleatoriamente.

Logo longe dali, a pequena harpia corria pelos becos sujos da cidade pisando nas aguas fedidas que transbordavam no esgoto, então logo se sentou para recuperar o folego.

–Ma...ma.....mãe, por favor, volte logo.—A garota apertou firmemente o colar que prendia em seu peito fazendo algo semelhante a uma prece.

Um silencio percorreu sobre o local. Do canto mais escuro do beco um tentáculo pegajoso avançou violentamente até a garota que sem tempo de reação teve uma das pernas decapitadas. Com a surpresa do momento e o pânico percorrendo em sua mente ela começou a gritar.

–NÃAAAAOOOoooooo—Com um grito agudo e inocente da garotinha, ela clamou por socorro porém sua voz não foi alta o suficiente se sua garganta fora perfurada por outro tentáculo o que a fez vomitar sangue.

Um ser com aparência cadavérica e cartilaginosa, andou até a jovem que estava vomitando sangue aos montes e com um olhar frio abriu sua enorme mandíbula e devorou o crâneo da pequena e consequentemente o resto do seu corpo.

Não sobrou nada da pequena harpia, apenas o colar a qual ela tanto guardava que quicava no chão parando em meio a podridão do beco.

*****

George estava em um galpão escuro acompanhado com dois capangas, ele mandava seus subordinados trazerem varias ferramentas cirúrgicas, mesa após mesa passava por ele e cada cômodo que passava os instrumentos tinham uma aparência horrenda. Logo seu telefone tocou e ele atendeu.

–A quanto tempo “wire”, de todas as pessoas que imaginei, você é a única que me surpreende por me ligar nessa situação.—Dizia ele esboçando um largo sorriso.

Após alguns minutos ouvindo a conversa no celular, o Ridick fechou seu sorriso e fitou o nada com um semblante sério.

–Aproveitando meu momento de fraqueza, sabia que cedo ou tarde você apareceria. Bom, de qualquer jeito, você pra mim é só mais uma pedra no caminho. Do jeito que as coisas estão irei acabar com cada um que se meta no caminho, da próxima vez que nos falarmos, será do lado oposto do tabuleiro.—Assim desligou o telefone e o colocou no bolso.

–Bom, depois dessa conversa chata.—Enquanto dizia tais palavras, ele puxou uma alavanca que ligou alguns holofotes e eles focavam um ser que estava suspenso no ar preso a correntes nos braços e nas pernas sem camisa. Era Matt.

Matt arfava pesadamente, seus ferimentos do combate anterior não haviam cicatrizado por completo e ele estava encharcado de sangue, logo ao erguer a cabeça seus olhos amarelos topázio encontraram-se com o de Ridick.

–O..que....você...quer de...mim?—Perguntou Matt enquanto o suor lhe descia o rosto.

George ficou em silencio mediante a pergunta e logo fez um sinal para que ambos seus capangas saíssem do local, e assim foi feito. Então ele se dirigiu a mesa e apanhou dois pedaços de ferro quente ligados a uma maquina que produzia eletricidade. Logo virou se virou para Matt.

–Bom...respondendo sua pergunta, quero fazer de você meu novo bichinho de estimação, e para isso quero saber até onde você aguenta por que convenhamos do que serve um cão de caça se ele é fraco.—Então tocou ambas barras de ferro quente, uma na outra, e logo produziu uma faísca elétrica.

Matt de fato estava com medo, porém na tentativa de se manter forte ele esboçou uma risada forçada, fazendo ecoar por todo galpão sua voz.

–Qual é a graça? Por acaso não sabe que estou prestes a lhe torturar?—Perguntou George.

–E do que vai adiantar me tortura? Por acaso espera que o Jason vai vir me buscar? Eu não sou do grupinho dele.

–De fato o Jason não tem afeto nenhum por você mais, e aquela garota? Com certeza ela fara de tudo para salvar você.—Afirmou George convicto.

Ao dizer o nome dela, Matt entrou em fúria ele se forçava para destruir as correntes mais não conseguia.

–OLHA AQUI! SE FIZER ALGO COM ELA! EU ACABO COM SUA RAÇA!—Gritou Matt.

George se delimitou a dar um sorriso torto.

–Esse é o espirito! Mais, vamos adiantar logo a parte da tortura, isso já esta ficando chato.

–ESPERA? O QUE VOCÊ VAI FAZER COM...IS..AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

George encravou ambas as barras de ferro quente nos olhos de Matt, elas atravessaram seu crânio saltando uma grande descarga elétrica no corpo do jovem.

*****

Hannah estava aos nervos, ela olhava friamente para seu pai com o ódio estampado em seu rosto, ela queria de algum jeito entender, por que Jason não salvou o Matt.

–Responde! Por que não salvou o Matt?!—Exclamou ela.

Jason estava sentado em uma das mesas do armazém, ele olhava para o celular ignorando Hannah completamente, parecia que ele estava em outro mundo.

Hannah no ódio tomou a frente do seu pai e esmagou o seu celular com sua própria mão, despertando a ira de Jason.

Seu pai, perdendo o controle apertou o braço de sua filha com tamanha força aponto de ficar roxo. Seus olhos tomavam uma cor vermelho sangue enquanto fixava seu olhar ao dela.

–Temos coisas mais importantes com que nos preocupar! Eles estão nos caçando! Vários lobisomens, vampiros, metamorfos e seres antigos foram executados ontem! E tudo isso por nossa culpa! E você esta preocupada com seu namorado? Tome foco garota!—Após dizer tais palavras, Jason a empurrou a jogando no chão.

Hannah ficou surpresa, seu pai havia lhe dando uma bronca daquelas porém diferente das broncas anteriores em que ele a oprimia com seu poder de líder, ele apenas mostrou que estava preocupado.

–Nossa, como é carinhoso. Não lembro de você ser assim em nossos momentos.

Uma voz ecoou pelo local, e dela se originou um grupo de homens armados, e eles apontavam seus fuzis para Jason e os demais.

–Como descobriram esse lugar?—Exclamou Jason enquanto sua pele tomava uma tonalidade escura e seus olhos ardiam em um vermelho rubi.

–Eu contei pra eles.

Logo Caroline apareceu junto com uma mulher de aparência similar a dela, cabelos loiros e olhos negros, com um corpo sedutor coberto por vestes negras com um símbolo de espadas cruzadas em seu peito.

–Sabia que devia ter lhe matado.—Hannah logo esticou as mãos pondo fora suas garras enquanto olhava Caroline com um semblante ameaçador.

Caroline relutante, focou o a besta, mirando em Hannah.

–Também digo o mesmo, por sua culpa Matt esta sendo mantido como refém.—Disse ela séria.

As duas estavam prestes a se matar, literalmente, porém seus superiores se meteram a frente.

–O que faz aqui? Samantha Wire Ridick.—Afirmou Jason mantendo um olhar sério.

A mulher loira apenas se delimitou a dar uma risada e andou até Jason, onde passou a mão em seu peito e cochichou algo em seu ouvido.

–Dez anos, hein? Espero que ainda esteja em forma, por que nos momentos em que estava comigo, você—Logo soletrou sensualmente a palavra—. a-r-a-s-a-v-a.

Jason mesmo ao ouvir aquilo manteve a postura séria.

–O que você esta fazendo aqui? Me procurar apenas para alimentar seu desejo sexual com certeza não é.

Samantha apenas fez um longo suspiro e tomou uma expressão séria em sua face.

–Preciso de sua ajuda.—Afirmou ela.

–E para que seria?—Perguntou Jason.

–Quero que ajude a tirar meu irmão do poder. Ele esta desonrando tudo que os Ridick’s pregam, e por isso que eu quero acabar com a raça dele.

Jason deu uma boa olhada ao redor e tirou uma conclusão.

–Conhecendo você, tenho certeza que deve ter mais homens a mando seu na cidade.—Disse Jason.

–Sim, tenho em torno de 135 homens ao meu comando, são caçadores que também apoiam minha causa e são contra tudo isso.

–Com essa quantidade de homens, obvio que você poderia tomar a central dos Ridick’ s de Fall Heart, me diz qual é o problema.—Afirmou Jason enquanto cruzava os braços.

–São os Wendigos.—Afirmou ela.

Ao ouvir o nome dos seres, Jason levou a mão no queixo tentando se manter quieto.

–Quer dizer que os wendigos estão a serviço do George? Mais como?! Os wendigos são seres muito fortes!

Samantha andou de um lado para o outro pensativa enquanto preparava a resposta.

–Como ele conseguiu? Ele violou um tabu, injetou DNA desses seres no próprio corpo e no momento em que ele se tornou, meio wendigo, ele buscou controlar os monstros oferecendo nada mais nada menos que comida ou seja, carne humana, muita carne humana.

–É por isso que vários assassinatos ocorreram recentemente, e nesses casos, o corpo da vitima estava tão estraçalhado que não era reconhecível ou não sobrava nada. Agora tudo faz sentido—Afirmou Jason.

–E por que ele fez isso?—Perguntou Hannah se metendo no meio da conversa.

–Por que o seu pai, o Jason, matou a mãe da Caroline quando ela ainda era uma criança.

Hannah virou-se para o pai com um olhar sério.

–É verdade pai?

Jason não hesitou, não fez enrolação e foi direto.

–Sim, eu a matei. Tive meus motivos, que por sinal não irei falar. Mais alguma coisa?

Hannah ficou com receio.

–N..não.—Respondeu ela.

Hannah poderia falar muitas coisas, por conta do erro do seu pai o Roy morreu, por conta do erro do seu pai o Matt foi rapitado, ela queria descontar aquela raiva nele, porém apenas ficou quieta.

–Então, vai me ajudar?—Perguntou Samantha

–Irei, apenas porque nossos propósitos se entrelaçam, nada mais que isso.—Disse Jason sério.

Após dizer tais palavras, seu telefone tocou logo ele atendeu mais para sua surpresa era uma chamada em vídeo da Joy.

–Ótimo, no momento certo, Joy você esta ai?—Falou Jason com o celular próximo a boca.

–Jason....me...desculpe...os Ridick´s...arf..arf..eles me pegaram, por favor...me perdoe.—Dizia Joy pelo telefone.

Jason estava pálido, logo a fúria lhe veio em mente.

–Joy! Onde você esta?! ME FALE! AONDE?!—Gritou Jason ansioso.

Então um barulho gosmento se ouviu e com ele podia-se ouvir os gritos de Joy enquanto ruídos eram feitos.

–JOY? JOY?

O celular ainda estava na linha, mais não ouve resposta, o que era bem aterrador e logo uma voz rouca e lenta tomou o dispositivo e começou a falar.

–Reed.....O próximo......Você......será.

Então ouve-se um grande silencio. Jason inclinou a cabeça e se mantéu firme diante da situação.

–Pai o que aconteceu? A Joy esta bem?—Perguntou Hannah.

Jason se virou para a filha e em um tom solene triste e disse.

–A Joy, esta morta.

Hannah desabou em choro, mais logo as lagrimas em pranto se tornaram lagrimas de raiva, todo mundo a viu ser tomada pela ira e rapidamente ela se levantou em meio ao choro.

–Vamos caçar, eu IREI!..... ARRANCAR A CABEÇA DAQUELE RIDICK DESGRAÇADO E ENFIAR NAQUELE MALDITO RABO. SAMANTHA, QUANDO COMEÇA SEU PLANO PARA DERRUBAR O DESGRAÇADO DO SEU IRMÃO?

A mulher deu um grande sorriso e apanhou um relógio de pulso que por coincidência emitiu um barulho enorme e mostrou as horas a qual marcava 20:00.

–Agora.—Disse ela.

Notas finais
Enfim galera, esta chegando o fim do primeiro arco da fic, ou temporada como queiram chamar, e se preparem, "a cobra vai fumar". As coisas irão ficar mais agitadas a partir do próximo capitulo.