The Years Went By And I Still Loving You
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Heey!
Desculpa a demora!
Esse capitulo aqui foi feito pela Ierowaay! *--*
Eu achei que ficou fantástico.
Tomara que gostem.
Acordei ansioso. Já era sábado e, como havíamos combinado, Brendon viria em casa.
Levantei-me rapidamente e arrumei a cama. Peguei o celular sobre o criado mudo para constar se não estava muito atrasado: 07h15min. Suspirei aliviado; Brendon provavelmente viria na hora do almoço, portanto ainda havia tempo suficiente.
Como de costume, realizei minhas higienes matinais e arrumei o quarto, logo procurei uma roupa quente em meu armário. Decidi pegar a mais nova delas, da qual eu nunca havia usado, pois poderia facilmente estragar se eu ficasse andando com ela por ai, sem um motivo, porém, para mim, aquele momento era um tanto quanto especial e eu não poderia me vestir como se ainda estivesse usando pijamas. Abri a janela e notei que o clima estava tão frio quanto ontem, o que era de se esperar, afinal, estávamos em dezembro, porém aquele clima tornava aquela época agradável e, sinceramente, não sei se o Natal tem a mesma “magia” sem a neve presente.
Acordei de meus devaneios e deixei a janela aberta, porém com a veneziana; Não queria ficar doente em pleno final de ano. Fui até o banheiro e sequei os cabelos com a toalha, pendurando a mesma no suporte em seguida. Decidi ver se não havia nada faltando e, para minha felicidade, estava tudo como havia planejado. Peguei meu celular e coloquei no bolso da calça, em seguida sai do quarto, fechei a porta de madeira e desci as escadas.
Não havia ninguém na sala, o único som presente era o da TV ligada em um volume baixo, porém logo ouvi algo vindo da cozinha. Caminhei até lá e vi que minha mãe guardava alguns condimentos no armário, distraída.
– Bom Dia, Mãe. – disse calmamente, entrando na cozinha.
– Ai Ryan, Que susto, Filho! — disse, dando um pequeno pulo para trás.
Ri de leve, balançando a cabeça negativamente.
– Desculpe. – Sentei-me em um dos bancos em volta da mesa e peguei um dos copos de café que minha mãe sempre trazia e algumas torradas.
– Não foi nada, só estava organizando algumas coisas na cabeça. – disse voltando a guardar as coisas e sorriu de lado. – Hum, vejo que alguém acordou de bom humor... Você gosta mesmo desse garoto.
Engasguei com o café e provavelmente minhas bochechas estariam vermelhas no momento. É claro que gosto dele, porém eu não queria que soubessem disso, não agora.
– Ér... claro, até porque somos amigos desde crianças, e depois de tanto tempo sem nos vermos isso é o máximo que eu possa fazer. – menti.
– Não é nesse sentido que eu disse sobre o “gostar”, meu amor... – ela riu de leve e eu, novamente, engasguei, porém continuava vermelho. – mas enfim, ele se mudou faz tempo?
– Acho que não, talvez ele tenha se mudado no começo da semana, ou até mesmo no dia que nos encontramos.
– Ah sim, entendo. – disse calmamente. — Vamos esperar na sala enquanto isso. – ela disse, pegando um dos copos que havia trazido. Concordei com a cabeça e me levantei, também pegando meu copo e caminhando até a sala.
...
Passamos algumas horas na sala. Algum tempo depois minha mãe fora preparar o almoço e eu continuei ali e aproveitei para ler algum livro da estante e, por sorte, o primeiro que achei não era tão grande, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, um dos menores da saga.
Li boa parte do livro com facilidade, afinal já havia lido várias outras vezes, até que a campainha tocou. Meu coração já batia acelerado e eu não sabia uma forma de não demonstrar tal nervosismo. Respirei fundo e me olhei novamente no reflexo da TV e ajeitando meu cabelo pela milésima vez. Andei até a porta e abri, não conseguindo conter o sorriso ao que o vi. Brendon sorriu e me abraçou, o que me deixou um pouco estático, mas possibilitado de corresponder.
– Oi Ry! – disse simpático. – Espero não ter vindo muito cedo, não sabia que horas deveria vir, então deduzi que provavelmente você teria me chamado na hora do almoço. Tomara que minha
dedução não esteja errada. – disse rindo de leve, o que me fez rir também; Sua risada era, de certa forma, contagiante. Balancei a cabeça negativamente e dei passagem para ele entrar em casa, logo fechei a porta.
– Não, você está certo. Acordei um pouco assustado, pensando que havia me atrasado, mas logo imaginei que você viria por volta do meio dia. – sorri e caminhei até a escada. – Vamos subir?
Brendon parecia um pouco perdido nos pensamentos, mas logo acordou destes, sorrindo.
– Aqui não mudou muito, pelo o que eu vejo. Sabe, vir aqui me faz lembrar de quando éramos menores. – disse sorrindo.
– E isso é bom?
– Bom? Isso é incrível, Ryan! – disse sorrindo ainda mais e eu retribui. – Vamos, claro. Onde está sua mãe?
– Ah, ela está...
– BRENDON! – minha mãe apareceu de repente, e correu até Brendon lhe abraçando. Ele riu de leve, afinal, já tinha se acostumado com o temperamento dela. – Quanto tempo, Querido! Como você está crescido!
– Olá, Tia Cindy. – sorriu simpático. – Realmente, já faz um bom tempo desde que me mudei. Como está?
– Bem, Querido, e você, sua mãe? Faz tempo que se mudaram?
– Estamos bem, Obrigado. Não, nos mudamos no dia em que eu me encontrei com o Ry, não estamos morando muito longe.
– Ah sim... bem, vou parar de atrapalhar vocês dois, qualquer coisa é só chamar. – sorriu e se virou de volta para a cozinha.
Puxei Brendon pela mão e subimos as escadas, logo entramos no meu quarto.
– Bem, acho que não mudou muito. – disse, parando frente à porta. Brendon não falava nada e piscava, suas bochechas estavam um pouco coradas, mas acho que era coisa da minha cabeça. Só notei que ainda segurava sua mão alguns minutos depois e a soltei, sentindo as bochechas queimarem. Brendon riu envergonhado e abaixou um pouco a cabeça.
– Por que soltou? – disse baixo, provavelmente para si mesmo, mas me possibilitando escutar. Arregalei os olhos e senti as bochechas ainda mais quentes.
– D-Disse alguma coisa?
– Não, nada... É que... Ah, esquece. – disse, levantando a cabeça. – É, não mudou muito. Exceto pelos bonecos que derrubávamos das prateleiras. – riu de leve.
– Agora eles estão naquele baú. – disse, apontando para um baú que ficava na parede ao nosso lado.
– Você ainda guarda?
– Claro, não jogaria fora nem que implorassem. São parte da minha infância. – disse, sorrindo de leve. – Spencer também fez isso com os dele.
– É bom saber que não sou o único que pensa assim! Spencer! Como ele está?
– Ele está bem. – andei até minha cama e sentei sobre a mesma, Brendon veio atrás. – Ele ficou feliz em saber que você voltou.
– Realmente, foi a melhor coisa eu ter voltado. Rever os meus amigos de infância e ainda melhores amigos, voltar para a escola onde eu os conheci... – suspirou e sorriu, assim como eu, mas logo uma pergunta me veio á mente.
– Você não teve outros amigos desde que se mudou?
– Claro que tive, tanto que eles vieram comigo, mas vocês eu conheço desde que entrei na escola.
– Ah sim...
– Mas eu não era popular, afinal, eu nunca fui. Esses garotos eram do grupo excluído da escola, e todos achavam eles estranhos e diziam que não eram bom exemplo, mas eu não falava com ninguém, então decidi conversar com um deles. – disse calmamente. – O fato deles não terem boa fama era por causa das roupas e pelo fato de... bem... serem de um tipo “diferente” de meninos... – notei que Brendon se enrolava com as palavras e ri, já entendi o que ele queria dizer.
– pelo fato de serem gays?
– Sim... – ele corou um pouco.
– Não se preocupe, Brendon, eu não tenho nada contra gays. – claro, Ross, porque VOCÊ FAZ parte desse “diferente”. – Mas eles são legais?
– Muito! Dois deles são irmão, o mais velho canta e desenha super bem, o mais novo toca baixo, o namorado do mais velho toca guitarra e o melhor amigo do mais novo também. Eles são muito simpáticos e talvez o casal te assuste um pouco, afinal, eles só usam roupas escuras e são um pouco psicopatas. – Rimos.
– Todos têm a mesma idade?
– Os irmãos tem 3 anos de diferença e o melhor amigo do mais novo é um ano mais velho que ele.
– O casal então é da mesma sala que a sua?
– Sim.
– Hum, eles parecem ser legais. – sorri. Realmente, seria legal conversar com pessoas que “pensam como eu”.
– E são! – ele sorriu.
– Mas então, quer jogar vídeo game? – resolvi mudar de assunto. Andei até o lugar onde meu vídeo-game estava e sentei no chão, Brendon fez o mesmo que eu.
– Claro!
Liguei o vídeo-game e resolvi colocar Mario Kart, afinal, quando éramos menores, esse era o jogo favorito dele.
Passamos a tarde inteira jogando. Demos uma pausa e fomos comer algo, aproveitando para conversar um pouco com a minha mãe. Depois voltamos a jogar outros jogos e assistir alguma coisa na TV. Brendon, que já sabia há um bom tempo, resolveu tocar um pouco de violão e cantar uma de suas composições, o que eu achei incrível, e em seguida pediu para que eu fizesse o mesmo. Fiquei um pouco envergonhado no começo, mas depois já me sentia confortável, principalmente depois que Brendon começou a me acompanhar, tanto na voz, quando no violão.
Quando fomos ver, minha mãe já nos chamava para jantar. Incrível como o tempo passa rápido quando se menos quer que isso aconteça...
Jantamos e em seguida decidi acompanhar Brendon até sua casa.
Andávamos na rua branca pela neve, a mesma estava calma e num clima bonito. As luzes amarelas dos postes iluminavam fracamente o caminho e algumas cafeterias e bares estavam abertos. Morava na parte calma de Nevada e, pelo que vi, Brendon também. Estávamos lado a lado, em silêncio, porém era um silêncio confortável, um silêncio bom, até que Brendon suspirou e se pronunciou, fazendo com que uma fumaça branca saísse de sua boca.
– Então Ry... Sei que você e sua mãe não costumam sair no Natal e faltam só alguns dias até lá então eu estava pensando se... se vocês gostariam de passar o Natal com a gente...
– Sério!? – eu disse animado. Todo Natal, desde a morte do meu pai e da mudança de Brendon, passávamos sozinhos, apenas eu e minha mãe.
Brendon concordou com a cabeça sorrindo de leve e eu o abracei pelo ombro.
– Obrigado Brenny!
– Não foi nada, Ry.
– Seus amigos vão também?
– Sim. Vocês vão poder se conhecer! Ah, e pergunte ao Spencer se ele e a Tia Lizzy também querem ir. – ele disse animadamente e eu concordei com a cabeça. – Bem... Minha casa é aqui. – Disse apontando para uma casa bonita, mas simples. – As dos meus amigos ficam para lados diferentes, exceto a dos irmãos, que é logo ali. – disse apontando para três casas depois da sua.
– Certo, então nos vemos no Natal?
– Acho que sim, mas espero que nós nos encontremos por ai. – rimos e ele me abraçou. – Foi muito bom ter te visto de novo, Ry.
Fiquei estático, ao mesmo tempo maravilhado. Retribui o abraço e sorri, por mais que ele não pudesse ver.
– Digo o mesmo.
Afastamos-nos e sorrimos, logo ele caminhou até a porta da casa, mas me lembrei de que havia me esquecido de algo.
– Ah, Brendon! – chamei e ele olhou. – Se importa em passar seu telefone? – disse corando um pouco e ele riu, passando o número do celular e da casa. Logo entrou e fui embora com um sorriso bobo estampado nos lábios. Cheguei em casa e minha mãe estava na sala, logo ela riu.
– O que aconteceu Querido? “Alguém” te deu um beijo foi?
Arregalei os olhos e corei.
– Mãe! – disse sem graça.
– Estou brincando, Querido. Mas então, alguma novidade?
– Brendon nos convidou para passar o Natal na casa dele, junto com uns amigos de Jersey, Spencer, Tia Lizzy e Tia Grace, já que o Sr. Boyd vai ter que viajar.
– Verdade!? Que ótimo! É bom saber que não passaremos sozinhos.
– É. – suspirei. Estava cansado e precisava dormir, então decidi não demorar muito. – Mãe, a senhora se importa se eu subir? Estou cansado.
– Não, de forma alguma, Querido. – ela sorriu. – Boa Noite.
– Boa Noite, Mãe.
Subi e coloquei uma roupa quente e confortável. Notei que minha mãe já havia fechado a janela e suspirei, logo deitei na cama e já havia adormecido, com o mesmo sorriso bobo no rosto.
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