The Years Went By And I Still Loving You
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Não tenho muito a dizer, apenas que o começo até a parte "Ele estava tentando me ajudar!" foi da EvellynUrie e o resto foi meu, mas dá pra perceber pela diferença na escrita. Não desmerecendo a escrita da minha Okaasan, obviamente, afinal cada um tem seu jeito de escrever.
Bem, espero que gostem e me desculpem pela maneira que eu digo de Frerard sendo o Ryan, acontece que é meu shiper preferido e eu escrevo Frerard, então...
Mas ok, espero que gostem. ^-^ Boa Leitura
Ouvi baterem na porta do meu quarto, na mesma hora me levantei para abrir. Era Pete. Estava sorridente parado na minha frente, eu estranhei ele ter vindo a minha casa, afinal, eu quase nunca o via fora da escola.
— Oi Ry, desculpa te acordar. – Falou meio sem jeito corando de leve, eu fiz um gesto para que ele entrasse.
— Não precisa se preocupar. – Sorri tentando parecer o melhor possível, o que era um pouco impossível, pois eu estava muito chateado. – O que te trás aqui?
— Bem, eu encontrei sua mãe na rua e ela me disse que você não estava bem. – Ele disse parecendo bem preocupado comigo. – O que fizeram para você?
— Não foi nada, só um desentendimento com o Brendon. – Falei tentando justificar, afinal, Pete não tinha nada a ver com isso.
— Eu sabia que ele não era uma boa pessoa. – Disse ficando com uma expressão carregada de ódio. – Por que você anda com ele?
— Eu não sei. – Dei um longo suspiro e fiquei pensativo. – Vou falar a verdade... É que... Eu o amo mais que tudo nesse mundo. E não tenho coragem de falar.
— Ah sim... Entendi. – Pete ficou cabisbaixo. Eu sabia que ele não iria gostar, eu sei que ele tem uma queda por mim, mas eu não posso fazer nada. – Eu vim aqui só para ver se você tava bem. Então tchau.
— Tchau. – Disse com uma aceno, ele caminhou até a porta. – Hey, Pete!
— Sim? – Pete se virou para trás e me deu atenção.
— Obrigada por vir, você é um bom amigo. – Caminhei até ele e o abracei.
— Não foi na... – Pete foi interrompido por alguém que havia entrado na casa.
— OI Ryan... A gente pode conversar? – Era Brendon que mantinha uma expressão bem séria. – Á sós?
— Eu já estava indo embora. – Pete disse se afastando de mim e indo embora. — Tchau Ryan.
— Tchau.
Entrei no meu quarto e fui seguido por Brendon que se sentou ao meu lado na cama. Eu não sabia por que ele estava lá, ele logo respirou fundo e começou a falar.
— O que ele tava fazendo aqui? – Brendon perguntou, pareceu não gostar muito da presença de Pete na minha casa.
— Ele é meu amigo. Veio ver se eu estava bem. – Falei sorrindo mesmo que o jeito de Brendon ter falado comigo não tenha sido muito agradável. – Mais alguma coisa?
— Ryan, o que aconteceu ontem com você?
— Relaxa Brendon, não foi nada. – Menti.
— Então por que você estava chorando ontem?
— SE você se importasse não teria feito isso e...
— Então eu fiz alguma coisa... O que eu fiz? – Perguntou já alterando a voz.
Ouvimos a campainha tocar e eu fui atender. Era Frank, estranhei Gerard não estar junto, mesmo assim o deixei entrar.
— Oi Frank! – Falei sorrindo. – O Brendon ta lá no meu quarto.
— Ah desculpa, eu to interrompendo? – Frank disse um pouco assustado.
— De jeito nenhum, vamos subir. – Disse indo para o meu quarto sendo seguido por Frank, porém Brendon já parecia ter perdido a paciência.
— Ryan, eu desisto de tentar te entender ou te deixar feliz! Eu só faço merda! – Brendon desceu rapidamente, eu tentei segui-lo, mas ele já havia saído da casa.
— Puta que pariu! Eu só faço merda, só falo merda! Ele estava tentando me ajudar! – Corri para o quarto onde Frank estava sentado na mesa do PC e me joguei de bruços na cama, já liberando as, ultimamente, tão conhecidas lágrimas. – Ele nunca vai me perdoar Frank!
- Ry, calma... – Ouvi os passos de Frank em minha direção, o mesmo se sentou na beirada cama e começou a acariciar meus cabelos. Eu não achava aquilo entranho, por mais que Frank namorasse Gerard; Ele tinha um jeito carinhoso de tratar os outros, era a forma que ele se demonstrava amigável.
- Como eu posso ficar calmo, Frank? – Disse entre soluços, levantando o rosto manchado. Minha voz saia. – Eu só estrago as coisa. Ele estava querendo me ajudar, mas eu simplesmente fui egoísta e só liguei para a minha dor, só me importei comigo e mais uma vez menti dizendo que nada aconteceu, mais uma vez eu fui fraco e covarde, não fui forte o suficiente para dizer a verdade.
- Shii... – sussurrou, segurando em meu queixo. – Não precisa dizer mais nada, Ry. Apenas, por favor, pare de chorar, okay? – sorriu triste. Assenti com a cabeça e me sentei na cama, limpando as lágrimas com as costas das mãos, mas não adiantou muito, eu não conseguia controlar meus sentimentos em certos casos. Suspirei e pus-me a chorar novamente, tampando o rosto com as mãos. Senti os braços de Frank me envolver em um abraço reconfortante.
- Calma... Vai ficar tudo bem. – dizia calmamente. – Vai dar tudo certo, Ry.
Fiquei alguns minutos daquela forma, ainda chorando nos braços de Frank. Logo perdi o resto de energia que tinha e minha visão se tornou turva. Acabei apagando
...
Acordei com a vista embaçada e um pouco confuso. Tentei me sentar na cama, porém ainda estava fraco e meu braço acabou não agüentando o peso sobre eles, fazendo com que eu caísse novamente na cama. Minha cabeça doía, assim como os meus olhos que estavam inchados. Notei que as janelas do meu quarto, anteriormente abertas, já estavam fechadas, que encima de mim havia um cobertor e que minha cabeça repousava sobre meu travesseiro. Me perguntei se teria sido minha mãe ou Frank, mas logo recebi a resposta ao que o pequeno entrou no quarto silenciosamente com uma bandeja; na mesma uma tigela que liberava uma fumaça, portanto teria algo quente ali, e um dois copos de água, porém no outro a quantidade era menor e sua cor era amarelada. Frank não havia notado que eu já havia acordado, mas virou o rosto para garantir, só então notando que eu lhe observava. Sorriu e deixou a bandeja em minha escrivaninha, logo andando até mim.
- Hey Ry! – disse baixo e calmamente, se aproximando. Retribui o sorriso que antes de dormir eu não teria conseguido nunca exibir, por mais simples que fosse. A propósito, quanto tempo eu dormi?
- Oi Frankie. Quanto tempo eu dormi?
- Você dormiu pouco, acho que uma hora e meia, por aí. Mas, então, está um pouco melhor?
- Sim. Obrigado, se não fosse você eu nem sei qual seria meu estado nesse momento...
- Não iria dar uma de Gerard, né? – arqueou uma das sobrancelhas enquanto eu lhe fitava confuso, não havia entendido muito bem. Ele riu de leve e suspirou. – Eu quis dizer que não ia dar uma de suicida... O Gee teve muito disso...
- Ah sim... Não! Claro que não! – olhei um pouco abismado, afinal, eu era um pouco maluco, mas não ao ponto de tentar se matar. Nada contra quem já tentou fazer isso, claro. Frank riu de leve, levantando-se e pegando a bandeja. – A propósito, onde está ele? Vocês não brigaram, não é?
- Não, não brigamos. – ele riu. – Gerard iria levar alguns trabalhos para o professor de Artes e talvez fosse demorar um pouco até voltar. – ele deu de ombros e eu concordei com a cabeça, entendendo o porquê de Gerard não estar junto. – Mas então, sua cabeça está doendo?
- Como sabe?!
- Já passei por isso... – riu de leve. Estendeu-me o copo com o liquido amarelado e eu olhei confuso. – Tome, o gosto é um pouco ruim, mas se você beber de uma vez é melhor.
Olhei o liquido mais uma vez e não questionei, logo bebi rápido aquele remédio... HORRIVEL!
- Ah, Credo! – Fiz uma careta e Frank riu, me estendendo o copo de água. Bebi um pouco da água dali, porém com pressa.
- Bem, eu não conheço sua casa e não iria ficar mexendo nos armários, então peguei a primeira sopa de caneca que achei.
- Sem problemas, Frankie. – sorri e ele retribuiu. – Obrigado.
Tomei o conteúdo da tigela e por mais que fosse simples, estava muito bom. Frank colocou a bandeja de volta na escrivaninha e sentou na cama, me fitando sério. Como eu já estava me sentindo um pouco melhor desde que acordei, consegui me sentar.
- Agora estamos falando sério, Ryan. – Frank, por mais que você tente ficar sério, esse seu jeitinho infantil e meigo não vai sumir tão rápido. – O que aconteceu aquele dia e o que está acontecendo? – suspirei. As memórias logo voltaram a minha mente. – Eu sei que é ruim conversar disso agora, mas se você continuar guardando isso você só vai ficar pior.
Respirei fundo. Eu confiava em Frank e ele tinha razão; Se eu continuasse a esconder o que realmente estava acontecendo, tudo ficaria pior. Contar para Frank me ajudaria, tenho certeza, por mais doloridas as memórias.
- Bem... Acho que você já sabe do que eu realmente sinto por ele, não? – ele assentiu com a cabeça. – Então... Naquele dia, em que a tal de Sarah apareceu, eu senti como se uma parte de mim estivesse sendo destruída, como se estivessem jogando meu coração em um incinerador, como se todos os meus sonhos não fossem nunca mais se realizar. Eu me senti morto. Sem vida. Senti-me com ódio, me senti com raiva, com dor. Tudo por causa do maldito ciúmes.
- Então quer dizer que você está com ciúmes daquela... Criatura? – Ele me perguntou com uma feição confusa e ao mesmo tempo incrédula. Balancei positivamente a cabeça e ele riu de lado, balançando a dele negativamente.
- Brendon não gosta daquela patricinha, acontece que alguns anos depois que ele se mudou Sarah acabou infernizando sua vida até ele namorar com ela, e assim foi.
- Então por que ele não termina com ela?
- Ele já terminou com ela! Só que ela foi burra a ponto de não entender e achar que era só mais uma das briguinhas entre eles.
- Mas ela é boa pessoa? — Em outras línguas “Ela trata o Brendon bem?”
- Piadinhas para depois, Ross. – Ele revirou ou olhos, com um sorriso de canto no rosto que dizia nitidamente “Você só pode estar brincando” – Ela só pensa nela. Acha que o mundo gira em volta dela. Trata todos como lixo, até mesmo as suas colegas, mais conhecidas como rivais. Ela pedia para os garotos do time de futebol bater em mim e no Gee, e os do time de basquete em Mikey e Ray quando Brendon não estivesse por perto. Aquela garota é o demônio... Rosa. – Ele finalizou fazendo uma careta e eu ri, mas logo fiquei sério.
- Então, Brendon não gosta da Sarah... – e eu chorando, achando que ele havia traído nossa amizade e, na minha mente, nosso amor. Isso soou infantil, mas eu não posso simplesmente mentir frente a algo tão sério. Frank assentiu com a cabeça, me abraçando pelo ombro.
- Por isso você não precisa ficar mais se preocupando com isso.
Suspirei e concordei com a cabeça. Por mais que agora eu soubesse que Brendon não gosta da Sarah, eu ainda não me sinto tão seguro em relação a isso, não me sinto pronto para voltar a agir normalmente. Por mais que eu queira tentar, é como se eu não conseguisse compreender que ainda tenho chances de melhorar as coisas, de realizar meus sonhos.
O celular de Frank tocou. Provavelmente seria Gerard, afinal, já estava ficando tarde da noite.
- Alô? Ah, Oi amor! Eu estou na casa do Ry. Ah, tudo bem então, estarei esperando. Beijo, Eu também te amo. – Frank dizia sorrindo e eu não contive meu sorriso ao ver aquela cena. Aqueles dois eram simplesmente perfeitos um para o outro. Desligou o celular e suspirou.
- Tudo bem pra você se o Gee já estiver vindo me buscar? Porque se você achar melhor, eu posso ficar e...
- Não, Frankie. Obrigado, já estou me sentindo bem melhor, graças a você. – sorri e ele retribuiu. Ficamos mais alguns minutos e logo Gerard chegou.
- Bem, eu já vou indo. – se levantou, assim como eu e me deu um abraço, eu retribui. – Qualquer coisa é só ligar para um de nós dois, certo? – assenti com a cabeça e caminhei com ele até o andar de baixo, já aproveitando e levando a bandeja; corri até a cozinha e deixei-a lá, logo voltei para a porta e abri, vendo que Gerard estava em sua moto. Dei de ombros ao lembrar que ainda não tínhamos idade suficiente para dirigir, afinal, ainda faríamos 16 anos, mas os garotos de Jersey, agora meus melhores amigos, eram punks e nem sequer ligavam para regras. Frank andou até o maior e lhe deu um beijo de leve ao que o outro tirou o capacete. Subiu na garupa e sorriu para mim, de um jeito estranho.
- E você ainda vai falar com ele, querendo ou não, Senhor George Ryan Ross III! – ele riu e eu arregalei os olhos. Gerard riu e colocou o capacete de volta. Ambos acenaram para mim e retribuí, em seguida foram embora e eu voltei a entrar em casa, certificando de trancar a porta para não ter mais uma “visita inesperada” (lê-se Brendon Boyd Urie).
Subi para o meu quarto e decidi tomar um banho, ainda com a frase que Frank dissera antes de ir embora “Você ainda vai falar com ele”. É claro que eu queria falar com o Brendon, conversar com ele, pedir desculpa, ouvir a voz dele, ouvir o som de suas risadas, lhe abraçar ou apenas ficar perto dele. O problema? Eu ainda não tenho coragem. Eu tenho medo. Medo de machucar seus sentimentos, medo de ME machucar. Medo de perder o que eu mais amo, medo de terminar com uma amizade que durou tantos anos. Eu queria tê-lo ali comigo, mas tem vezes que o medo falar mais alto, em que a coragem deseja desaparecer, que a dor se torna presente e no fim de tudo isso surge o arrependimento.
Por outro lado, existe aquela parte dentro de você que diz para acreditar em si mesmo, para não desistir e para enfrentar o medo, a dor e alcançar a vitória, alcançar seus sonhos. Aquela parte que faz você respirar fundo e botar o pé no chão, dizendo para si mesmo “siga em frente, seja forte e não desista”. Que faz você lutar e acreditar na vitória. Como soldados perante as guerras, Como Gamers perante os chefões em um jogo. Seguir até o final e não ter medo do próximo, de arriscar, de tentar ser feliz.
É, eu vou tentar falar com ele! Por mais difícil que seja.
Notas finais
Enfim, o Frank começa a ser melhor amigo do Ry a partir daqui (e o Spencer também é melhor amigo)
Espero que tenham gostado e até um possível próximo post ^-^
Ja Nee
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