Notas iniciais
Yo minna.
Repostando o capítulo bobo, pequeno, simples e chato. Não sei quando vou escrever o próximo, portando até um dia.
Boa Leitura.

Ficamos em silêncio por um tempo, nos encarando em meio à escuridão da grande e empoeirada casa, após deixarmos as malas que havíamos pego no chão.

– Então...? – Perguntei querendo dar um “passo inicial”

– Bem, minha mãe disse que no armário da cozinha havia alguns produtos e coisas para limpar aqui, caso precisasse...

– Então é melhor já começarmos. – Frank disse ainda tampando o nariz, mas não agüentou muito e espirrara; Gerard o olhou de soslaio, um pouco preocupado.

– Bem... Por onde começamos? – Ray questionou com uma expressão confusa e hilária. Frank o olhou sério, com a mesma expressão de tédio.

– Está falando sério? – Perguntou o baixinho, um pouco incrédulo e Gerard riu baixo balançando negativamente a cabeça enquanto ainda segurava a mão do menor. Ray afirmou com a cabeça e o menor levou a mão livre até a testa, em sinal de reprovação. Gerard rira novamente e eu também, por mais que tivesse a mesma dúvida que Ray. – Se você soubesse usar sua inteligência, não estaria perguntando. – Disse e logo puxou Gerard pelo braço até as escadas e nós os seguimos

– Mas, por onde começa? – Questionei e o hobbit parou de subir os degraus, se virando para mim ainda mais incrédulo; Gerard riu novamente.

– Só pode ser brincadeira... – fechou os olhos e suspirou, balançando negativamente a cabeça. – Vocês nunca devem ter arrumado uma casa ou algo assim, não? — Voltou a subir os degraus e fiz uma careta.

– Uh, me desculpe, Branca de Neve! Se quiser chamar seus bichinhos para ajudar, fique a vontade! – Falei e Brendon segurou o riso ao meu lado, assim como Mikey, ao contrário de Ray, que começou a rir e Gerard, que por mais que tenha rido um pouco baixo, foi possível escutar. Frank parou novamente e respirou fundo.

– Pelo menos não sou um animal. – Sorriu sínico para mim ao que se virou e voltou a caminhar. – Agora, se não se importa, eu quero terminar isso logo...

– Na verdade, quem mais parece com a Branca de Neve é o Gerard. – Mikey disse indiferente, ajeitando os óculos. O Way mais velho lançou um olhar assassino ao mais novo e depois a nós, que rimos. Continuamos a subir as escadas e por fim, chegamos ao segundo andar. Era um corredor comprido, e largo; Nas paredes havia três portas na que se ligava à escada e a frente, havia quatro, o que deveriam ser os quartos. No fim do corredor, era possível se ver uma porta alta de vidro, escondida entre uma cortina; provavelmente ali era a varanda. O corredor estava extremamente escuro, até que Brendon ligou as luzes amarelas e não muito fortes dali, o que facilitou bastante. Estava bem empoeirado e dava-se para ver algumas teias de aranha entre uma parede e outra. Mau sinal...

– Ah, credo! – Frank disse. Já estava começando a estranhar o fato do pequeno não ter tido reação com aranhas, afinal, é sua maior fobia. – Droga! A pior parte disso são essas coisas! – Falou frustrado, mas parece que não ia desistir de arrumar a casa. Estou impressionado... Problemas respiratórios, aracnofobia e ainda assim irá ajudar! Gerard balançou a cabeça negativamente, sorrindo de leve e puxou o baixinho da mesma forma, o abraçando e sendo retribuído. – Bem, vamos logo com isso. Fiquem aqui, vocês dois. – disse apontando para Mikey e Ray e nós quatro trocamos um olhar rápido, com um sorriso malicioso quase impossível de se ver. Descemos a escada e Brendon nos guiou até a cozinha em silêncio, acendendo as luzes no caminho; Gerard ainda abraçava o menor, como se quisesse o proteger. Que bonitinho.

A cozinha também era grande. Os armários brancos pareciam ser da melhor qualidade; A mesa de centro de madeira era larga e com belos desenhos talhados sobre a mesma; Havia um balcão ‘separando-a’, entre outros variados detalhes. No balcão, havia duas caixas não muito grandes, vazias. Aproveitamo-las para guardar os produtos e coisas que íamos usar. Pegamos panos, vassouras e tudo que achamos que seria necessário. Subimos na intenção de pegar Mikey e Ray “diferente do que estavam” e tudo o que vimos foram os dois exatamente iguais. Gerard os fitou com tédio.

– Vocês são muito sem graça... – disse e os dois o olharam confusos. Eu, Frank e Brendon apenas rimos baixo. Respirou fundo olhou envolta. – Bem, cada dupla fica com dois cômodos para limpar. Aproveitem e escolham o qual ficarão. Boa Sorte. – disse e puxou Frank pelo braço até o ultimo cômodo.

– Estão com pressa, huh? – falei maliciosamente, não perdendo a oportunidade de provocar os dois. Isso é extremamente divertido! Continuaram a caminhar e Gerard mostrou-me o dedo. – Nossa, já ficou nervosa!

– Vai procurar o que fazer, Ross. – disse com divertimento na voz e ouvi a risada baixa de Frank. Brendon também havia rido. – Ah, e só para avisar, comecem pelos fundos, certo, Gênios? – disse irônico. Apenas demos de ombros e notei que Brendon me fitava. Corei e sorri tímido, mexendo a cabeça levemente para o lado, como se o chamasse. Fomos até o fundo, levando nossas coisas e atrás vieram Mikey e Ray. Eu e Brendon abrimos a porta e entramos no cômodo frente ao de Frank e Gerard, onde a porta estava aberta – pois se caso fosse ao contrário, seria mais um motivo para tirar sarro dos dois. O cômodo era razoavelmente espaçoso, porém não possuía camas. Apenas um armário alto e largo, um grande tapete enrolado ao lado da parede e algumas prateleiras, o que dava a entender que ali era como um “depósito” de coisas sem muita utilidade. Pelo fato de não haver quase nada lá dentro, fomos rápido com aquilo e em pouco tempo o cômodo já estava limpo. Estendemos o tapete e por fim saímos do quarto, deixando a janela aberta para entrar um pouco de ar. Gerard e Frank já haviam limpado o cômodo, portando aproveitei para saber se ali também seria um quarto, e a resposta fora sim. Havia um armário, uma cama de casal, uma escrivaninha, e uma televisão. Dentro do quarto havia um banheiro e a janela era uma espécie de pequena varanda. Era bem bonito e o quarto estava extremamente limpo. Passamos para o outro cômodo, ao lado do que limpamos e notamos que ali era um quarto. Era como o outro, porém com duas camas de solteiro. Demoramos um pouco mais para limpa-lo, porém um dos motivos da demora era o fato de Brendon sempre querer aprontar uma e me fazer rir – algo que não precisava muito para.

Ajeitávamos alguns detalhes no quarto, distraidamente, até que Brendon, de repente, começou a me fazer cócegas. Comecei a rir, mas ainda assim corei fortemente, pois ele praticamente me abraçava e, neste pequeno tempo, enrolamos nossos pés e caímos um sobre o outro encima da cama, Brendon abaixo de mim. Ainda ambos riamos, com a respiração ofegante, porém senti minhas bochechas estalarem ao que, aos poucos, nos acalmávamos. Estávamos extremamente próximos e nossos olhos pareciam se afundar uns nos outros. Notei que Brendon olhava para minha boca levemente entreaberta e assim eu fazia com ele, e aos poucos, ele se aproximava lentamente. Não hesitei, apenas continuei estático, até que ouvi alguns passos pelo corredor. Pisquei algumas vezes e rapidamente me levantei, sentindo-me enrubescer. Ajeitei minha roupa e cocei a nuca num gesto sem graça. Estendi a mão para Brendon se levantar e o mesmo sorriu de uma forma adorável, retribui.

– É... acho que aqui já está pronto... – disse mudando de assunto e concordei. Peguei as coisas que usamos e, acompanhado de Brendon, saí do quarto. Vi que Mikey e Ray ainda não haviam terminado o segundo cômodo – sendo que o anterior era depois do de Gerard e Frank. Fomos até a porta e vimos que o quarto era como o nosso e que não faltava muito para arrumar. O andar parecia ter apenas nós quatro.

– Aonde estão Frank e Gerard? – Questionei.

– Já estão arrumando lá em baixo, provavelmente quase acabando. – Disse Mikey. Arregalei os olhos; Como são rápidos!

– E vocês ainda aqui... Tsc, que coisa. – Brendon disse em tom reprovador, por mais que estivesse brincando.

– Vocês dois podiam trabalhar no circo, não acham? – Perguntou Mikey, sorrindo irônico.

– Nossa, ia ser bem divertido ter vocês dois como colegas de trabalho, por mais que estejam em um nível muito mais avançado! – Falou com falsamente impressionado e eu ri alto. Ray segurava o riso e jogou algo em nossa direção, mas puxei Brendon antes, que riu. Olhamos rapidamente os outros cômodos, notando que dois deles eram um escritório e uma sala de jogos. Descemos as escadas, vendo que o andar de baixo já se encontrava perfeitamente limpo. Andamos até a cozinha a procura dos dois pombinhos e ao que isso finalmente aconteceu, queria dar meia volta, para não atrapalhá-los. Frank apoiava as costas na pia e Gerard o abraçava a cintura, o baixinho seu pescoço. Não sabia se estavam apenas com as testas juntas ou algo a mais, apenas que havia chegado em uma hora errada. Puxei Brendon pelo braço e o mesmo riu, vindo junto, mas logo fomos interrompidos.

– Hey, estraga-prazeres! – Gerard nos chamou da cozinha e voltamos até lá. Continuavam abraçados. – Já sabem em que cômodo irão ficar?

– Sim. – Respondeu Brendon e Frank fez uma expressão maliciosa, mas que apenas eu consegui ver. Lancei-lhe um olhar apreensivo.

– Não se preocupem, pelo o que vi, as paredes bloqueiam bem os sons. – Falei, sorrindo de forma sínica e Brendon riu.

– Ótimo! – Gerard disse indiferente, puxando Frank pelo braço e o mesmo corou. – Agora ajudem a guardar as coisas.

Fomos até o carro e tiramos o resto das bagagens que ali dentro estavam. Levamos as da sala ao que subimos e as deixamos no quarto de seus respectivos donos. Fomos rápido, pois não tiramos as roupas das malas, apenas a colocamos dentro do guarda-roupa. O resto deixamos sobre as escrivaninhas, prateleiras e cômodas. Mikey e Ray arrumaram os vídeo-games na sala – onde também havia instrumentos entre outros aparelhos — e guardamos os poucos condimentos que tínhamos nos armários e na geladeira. Frank e Gerard iriam até o mercado comprar o que necessitavam enquanto ajeitávamos o que restara; não demorou muito para os dois voltarem cheios de sacolas.

Exaustos, guardamos as coisas e tomamos um banho. Por fim, pedimos uma pizza e depois de muito trabalho, finalmente fomos dormir...

Se é que isso era possível no meu caso, afinal, não era qualquer um que dormia ao meu lado.