The Wrong

27 ASSUNTO: One Thing


Notas iniciais
Segunda-feira, 5 de março de 2012.
Olá gente boniiiita!
Mil perdões por ter demorados DUAS SEMANAS para postar, depois do Carnaval fiquei com virose e logo depois o PC foi pro técnico e ele levou a CPU, só trouxe hoje.
Enfim, tá aí um felizinho, espero que curtam.
Boa leitura.
Ah, a música é do 1D (http://www.youtube.com/watch?v=Y1xs_xPb46M&ob=av2e)

No mesmo dia, digo, na madrugada, enquanto eu tinha um belo sonho com o Jared Leto, alguma criatura sem-noção resolve me ligar. Olhei no relógio. 4hs15min.

– Alô?

– Vic, é a Emy.

– Quem em sã consciência liga para um ser inocente às quatro e quinze da manhã?

– Só se você for o ser inocente, porque eu não sou.

– É, eu estava falando de mim. Por que você não é inocente?

– Então, é por isso que eu te liguei...

– Fale logo, Emily, amanhã tem aula e eu preciso dormir no mínimo nove horas por noite!

– Ah, vá tomar banho.

– Continue, por favor!

– Está bem, está bem... Você está de TPM?

– Eu vou estar é com muita raiva de você se essa ligação não terminar em um minuto!

– OK, Srta. Nervosinha. Eu... Vic, eu estou grávida.

O telefone simplesmente resolveu cair. Peguei-o rápido e voltei a falar com ela.

– O que foi isso?

– O telefone caiu. R-repita, por favor.

– Eu estou grávida.

– Oh, mas que... Emily, o que foi que você fez?

Ela já estava chorando ao telefone, desesperada.

– Eu não sei, Vic, eu não sei!

– Ora, eu sei. Você e mais alguém foram para a cama e...

– VICTORIA!

– Desculpe. Mas você... tão novinha, tão bonitinha, tão certinha!... Ou nem tanto assim.

– E o que é que eu vou fazer agora, Victoria? Como é que eu vou esconder uma gravidez?!

– Você não vai.

– Ah, e você quer que eu conte para os meus pais que eu engravidei? Eles irião surtar!

– Tem outro jeito?

– Na verdade tem...

– Não... Não me diga que você pensou em...

– Não, claro que não. Minha prima que disse que se eu não quisesse a criança...

– Mas que ridícula!

– Ei, ela que me ajudou!

– Sim, me conte como descobriu.

– Eu e minha prima Hannah estávamos conversando sobre o dia do jogo e tal...

– VOCÊ CONTOU A ELA?

– Não, apenas as partes entre mim e James.

– Ah, OK.

– Então contei que nós...

– Sabia! Emy, voces não se protegeram?

– Eu não tinha e... aconteceu!

– Sua besta! Se você simplesmente chutar alguém na Ponte do Brooklyn, ela cair no rio e morrer, você vai simplesmente dizer para a polícia: aconteceu?

– Nossa, que dramática.

– E não é para ter drama? Você está carregando um FILHO dentro de si, e não uma fruta qualquer.

– EU SEI!!! Posso continuar?

– Desde que você não grite.

– Desculpe... Continuando, então no meio do relato ela perguntou se eu estava em minha época fértil. Peguei um papel, fiz as contas e... bateu certinho. Corremos para a farmácia mais próxima, comprei seis ou sete testes, e um ou dois deram vermelho. Todas as outras fitinhas resolveram ficar azuis e me encrencaram.

– Hum... Se ferrou.

– Obrigada por me lembrar!

– Eu não estou nem aí, você foi uma babaca.

– E em vez de me ajudar, vai me criticar?

– Sim. Vou criticar você e aquela sua prima inútil que mandou você abortar.

– Shh, fala baixo!

– EU QUERO MAIS É QUE O MUNDO INTEIRO ESCUTE! E BOA NOITE!

Desliguei o telefone e voltei a dormir. Poxa, estava de madrugada!


Acordei de manhã e fui para a escola. Naturalmente, Emy estava e eu lhe dei um tapa no ombro por ter sido tão idiota. Edward não estava, ainda bem, mas mais cedo ou mais tarde ele iria me ligar...

Mais cedo. Logo que eu saí da escola, ele me ligou (eu sempre deixo o celular ligado e não me importo com que os outroa dizem, e se acontecer alguma coisa urgente?) pedindo para eu ir à sua casa. Resolvi acabar com aquilo de uma vez e avisei a Emily que conversaria com Edward. Ela me olhou esperançosa e suspirou.

– Pense bem antes de tomar qualquer decisão. Ele te ama muito.

Fiquei arrepiada. E o pior é que eu — lá dentro — acreditei nisso!

– Como você sabe?

Ela abriu um leve sorriso.

– Estão nos olhos dele.

Fui para a casa dele, pensando nisso a todo momento. Sempre que eu ando, é hora de refletir. Se ele me ama, por que não me contou da aposta antes? Seria muito mais fácil para os dois, eu acho.

Cheguei e toquei a campainha. Logo uma senhora abriu a porta, com um lenço um pouco transparente cobrindo sua cabeça. Me assustei e quase caí para trás. Na verdade era uma menina, que deveria ser um pouco mais nova que eu. Só que não era uma simples menina. Ela tinha cabelos BRANCOS. e não eram alguns, eram TODOS. Além disso, usava um vestido trapézio e pantufas totalmente confortáveis — só que pretos, o que acentuava mais ainda a minha atenção para seus cabelos brilhantes e longos.

– Olá, sou Fergie, a prima de Edward. Você deve ser a Victoria.

– Como sabe?

– Eddie fala muito de você.

Que clichê. Entrei e esperamos ele no sofá. Ela não parava de mexer nos cabelos, o que me assustava mais ainda.

– Vejo que já se apresentaram. — Disse uma voz conhecida atrás de mim. Me virei e ele veio em minha direção, dando-me um beijo na bochecha, porém eu desviei.

– A gente precisa conversar.

– Vish... — A menina proferiu, saindo do cômodo. — Boa sorte, primo!

– Que... fora do comum.

– O quê? Ela? — Se sentou ao meu lado. — Ah, sim... Ela tem uma doença muito rara.

– Qual? Velhice precoce?

Ele me olhou sério.

– Não. Síndrome Carvajal. É muito rara, só que ela tem um a mais. Ela é filha da minha tia, certo?

– Certo.

– O avô dela por parte de pai morreu de Cardiomiopatia Dilatada, porque estava na fila do transplante de coração, mas era muito grande, então não conseguiu esperar e morreu. Este pegou de seu pai e este por sua vez, do álcool.

– Que horror. Então quer dizer que ela...

–... Tem grande chance de ter também.

– Credo.

– Eu sei... Sobre o que queria falar?

Respirei fundo.

– Vou ser bem direta porque é assim que eu gosto. Tudo bem explicado. Eu já sei de tudo, Edward.

– Tudo o quê?

– Sobre a aposta. Entre você e o tal Oliver, o novo reserva. Vai negar isso?

Meus olhos já se enchiam de lágrimas, mas ele não parecia impressionado. Ele limpou-as com o polegar e eu não me importei, desde que ele tivesse uma boa desculpa.

– Eu vou te contar tudo e vou ser bem direto, porque é assim que você gosta.

O meio-sorriso dele quase me sufocou.

– Victoria, desde que Emily ainda estava na escola, há mais de um ano, eu já te observava. Eu sempre fui aquele cara que se aproveitava da boa vontade, ou da vagabundice, como quiser, de todas as meninas. Desde líderes de torcida, até as NERDS. — Ele me olhou, e tive certeza que pensava a mesma coisa que eu. Julien. — Enfim, eu já te observava e de repente percebi que você passou a sentar sozinha, e nunca mais vi aquela outra menina que sentava com você. Já neste ano, Oliver viu que eu procurava a ficha de alguém no armário da diretora, e me puxou para ver de quem era. Ele conseguiu arrancar a ficha de minhas mãos e viu que se tratava de você. Me ameaçou de contar para todo mundo se eu não concordasse que fingiríamos fazer uma aposta e ele ganharia. Assim, ele seria o centro das atenções.

Você deve saber como eu estava nesse momento.

– Eu só queria dizer que... Eu ouvi tudo o que você disse aquele dia no hospital, antes de eu acordar completamente.

Arregalei os olhos. Puts, eu tinha me entregado.

– Eu ouvi tudo. Que você sabia da suposta aposta, que estava muito brava e que... — Ele abaixou a cabeça, mas pude ver que seu rosto estava corado. -... Me amava.

Abracei-o com todas as forças que ainda me restavam, e as lágrimas marcaram sua camiseta Polo.

– Ed, me perdoe, eu...

– Shh... — tapou minha boca. — Não precisa falar nada, você não sabia.

– Nossa, quando eu encontrar aquela Julien, ela vai ver.

– Olha, não faça nenhuma besteira.

– E eu lá sou mulher de fazer besteira.

– Você não é mulher, é menina. Ainda tem dezesseis anos — Ele pareceu ficar preocupado. — Ah, espera aí, eu já volto.

Esperei e ele voltou com uma caixa enorme nas mãos. Ela tinha buracos, mas eu não imaginava que seria...

– Um gato! — Disparei, abraçando o bichano de carinha achatada — do jeito que eu amo, que tinha vindo na caixa, já com uma coleira vermelha lindíssima.

De repente, toquei no gato e senti algo gelado em seu pescoço. Peguei a coleira e vi que em volta havia... um... Solitário. E ERA DA TIFFANY & CO.!

Quase tive um colapso, mas Edward me segurou e pôs o anel no meu dedo.

– Não precisaaaaaava!

– Eu sei que é bem idiota, mas nós estamos namorando, não estamos?

– Isso é um pedido?

– Não, é pra eu contar pra minha mãe mesmo — brincou. Dei-lhe outro abraço, fiquei de bom-humor do nada.

– Sim, nós estamos namorando! Oh, eu não acredito que disse isso...

Fiquei conversando mais um pouco com ele, quando minha mãe me ligou pedindo para eu ir para casa porque ela e meu pai tinham uma supernovidade. Dei um beijo no meu NAMORADO e fiquei admirando o anel do meu NAMORADO no meio do caminho — ele queria me levar de carro, mas imagina só, do jeito que ele estava, é um fofo mesmo, eu sei.

Notas finais
Eu sei, fofo né!
Beijos,
- Rafa.