The Wrong
18 ASSUNTO: I Feel Like Dying
Notas iniciais
Boooooooooooa tarde (já são 12:32), eu sei que não costumo postar nos finais de semana, mas acho que segunda-feira vou me dedicar somente a Trampled, então deixei um aqui rapidinho para vocês não sentirem falta, haha.
A música é do Lil Wayne, tá? Aqui está (www.youtube.com/watch?v=gFMo2-92UUA)
Boa leitura.
Acordei ainda exausta e meu quarto parecia limpo, e a roupa de cama não estava tão bagunçada. Sentei na cama e esfreguei os olhos. Sim, era verdade. Estava mais limpo e a roupa de cama estava bem colocada. Olhei para o lado e Edward não estava mais lá. Que estranho... Tentei lembrar o que ele tinha dito na noite anterior.
"– Boa noite, Ed.
– Só mais uma coisa.
– Huh?
– Se você acordar e eu não estiver mais aqui, não estranhe...
– Hm.
– Está me ouvindo?
– Humhum. — Afirmei.
– Ótimo. Boa noite."
Ah, sim. Provavelmente por causa dos meus pais. Levantei e me espreguicei. Olhei no relógio de parede. 06hs12min da sexta-feira. Ainda dava tempo de ir à escola e ver o que Edward ia fazer com a maluquete da Julien e com o mongo do Daniel. Ou será que ele já tinha feito na quinta-feira? É, porque eu não o vi de manhã.
Lavei o rosto para me livrar dos pensamentos e escolhi uma roupa simples (http://3.bp.blogspot.com/-4PQsGV2Csbk/TbDkxKWEfhI/AAAAAAAABkE/dFkr5xMSV3A/s1600/mickey.jpg). Me vesti, desci silenciosamente e meus pais ainda estavam dormindo, a sala e a cozinha estavam vazias. Peguei uma barrinha, comi, subi para escovar os dentes e arrumar a mochila e fui para a escola.
Chegando, passei pelos portões e sentei em um banco esperando o sinal bater. Alguns me olhavam assustados, mas a maioria nem notou a minha presença. Estava desenhando no ar quando ouvi uma voz conhecida.
- Vic! — Emy gritou, se jogando ao meu lado.
- Oi Emy. — Cumprimentei-a desanimada.
- Que cara é essa?
- Estou com sono.
- Hum. Por que veio hoje? Achei que só viria segunda-feira.
- Verdade, mas eu quis vir.
- Por quê?
- Sei lá, Emily! — Respondi já sem paciência.
- Nossa, que grosseria. O que você fez ontem?
Olhei assustada para ela quando as lembranças vieram à minha mente. Não sei se estava pronta para contar a alguém que tinha perdido a virgindade, por mais que esse alguém fosse Emy, minha melhor amiga desde sempre.
- Eu e Edward fomos ao Pastis.
- E... rolou alguma coisa?
- Não. A gente ficou, mas só. — Respondi sem expressão. Acho que eu fui convincente em minha mentira, porque ela não falou mais nada e ficamos em silêncio até o sinal bater.
Geografia, química, geografia... Finalmente, o tão esperado intervalo! Corri até a cantina e comprei um pão de queijo e um suco de maçã, não estava com tanta fome. Estava me dirigindo a mesa de Edward, que me olhava indiscretamente, quando senti alguém puxar meu braço para trás. Julien. Edward olhou-me preocupado, mas eu pisquei tranquila.
- O que foi, desmiolada? — Perguntei.
- Como é que você fugiu? — Sussurrou.
- Não te interessa, agora me larga, tá? Ah, e da próxima vez que for fazer alguma coisa comigo, faça direito. — Sorri falso e me preparava para sair, mas ela me puxou de volta.
- Não tão depressa. Foi o Edward, não foi?
- Me larga, sua louca!
- Foi. Pois saiba que tudo isso não passa de uma aposta.
Não demorou muito e comecei a suar frio e a gaguejar.
- C-como é? — De repente me interessei pelo assunto. Eu temia que aquilo fosse verdade.
- Edward e o novo reserva tinham feito uma aposta para ver quem conseguia ficar com mais meninas na festa da Rose. Você foi a primeira e a última de Edward, enquanto Oliver ficou com várias. Edward aumentou a aposta, mas Oliver não quis arriscar então eles acabaram por ali. Então, queridinha, não fique se achando tanto, porque você não passa de um brinquedinho para Edward.
Ela me soltou e saiu dali, me deixando sozinha e as lágrimas caíram sem cessar, e agradeci mentalmente por ser alguém invisível naquela escola. Edward estava vindo até mim, mas eu corri deixando cair a bandeja com o suco e o pão de queijo. Corri até o banheiro e chorei até a última aula.
Eu tinha dado tudo de mim, meu bem mais precioso, tinha me entregado e tudo não passava de uma aposta? A última frase de Julien não parava de passar na minha cabeça: "Então, queridinha, não fique se achando tanto, porque você não passa de um brinquedinho para Edward". Um brinquedinho. Era exatamente o que eu era. Um brinquedo que quando ele se cansasse, provavelmente ia jogar no fundo do armário.
Um pouco antes de bater o sinal para a saída, fui embora sozinha com meus pensamentos, que não paravam de fluir. E os xingamentos para Edward também. Eu nunca mais queria ter que olhar na cara daquele inútil. Aproveitador. Cachorro. Não, eu que fui uma besta de confiar em um menino que eu nem conhecia. Burra. Era o adjetivo que eu mais tinha-me dado desde que tinha conhecido-o, e era o que melhor me retratava. Uma burra. Uma jumenta. Aquela que só serve os outros. Aquela que carrega peso, sofre, mas não fala nada. Aquela que leva chicotadas, mas continua caminhando.
Cheguei em casa, bati a porta e sentei no chão. As lágrimas tinham acabado, mas a minha fúria ainda estava transparente no meu rosto. Eu queria matar Edward, mas o melhor que podia fazer era nunca mais falar com ele. Eu não iria fugir, mas não iria mais olhar para o rosto dele. Imagens da melhor noite da minha vida se passavam, não, da pior noite da minha vida.
Minha mãe desceu as escadas preocupada.
- Filha, como é que você sai assim, sem avisar?
- Mãe, não estou para conversa-mole hoje.
- Como é? Eu fiquei aqui preocupada com você, larguei tudo o que eu tinha para fazer só para ficar em casa cuidando de você e você simplesmente sai e chega assim, reclamando?
Levantei e abracei-a.
- Desculpe, mãe. Só não quero falar. Não quero falar sobre nada. Também não quero ouvir. Por favor, posso ir para o meu quarto? — Pedi chorosa.
- Pode. Mas se houver alguma coisa que eu possa fazer...
- Por favor... Só quero subir e descansar.
- Tudo bem.
Larguei a mochila ali na sala mesmo e subi para o quarto. Tirei os sapatos, deitei e me enrolei debaixo do cobertor. Fiquei martelando por que é que eu tinha que ser ingênua, boba, a ponto de confiar assim nas pessoas? Pessoas que eu conheci em uma noite. Pessoas quais eu não sabia nada de suas histórias. Só eu mesma.
Senti que iria morrer. Eu queria morrer. Não pense que é exagero, eu simplesmente queria abstrair os pensamentos. E eles não queriam sair da minha mente, talvez se eu morresse eles sumiam. Não me cortei nem nada, não fiz nada para que eu morresse, apenas passei o fim de semana em casa, na cama e não saí dali. Queria poder voltar ao tempo. Antes da festa da Rose. Queria não ter ido. Aliás, por que é que eu fui se não conhecia ninguém? Não sei. Não sabia de mais nada. Telefone tocou, mas eu não atendi. Só comia de vez em quando, muito pouco e ouvia meus pais conversarem no corredor sobre mim, e que estavam muito preocupados. Não poderia julgá-los, eu mesma estava preocupada comigo.
Notas finais
Amo voxeeeeeeeeix
Xoxos
- Rafa
Fale com o autor