The Wrong

2 ASSUNTO: Hot n' Cold


Notas iniciais
Oi gentee, desculpa não ter postado esse finde (eu sei que não posto nos fds, mas no sábado eu tentei, no entanto por causa do tempo a net não pegava), bom, está aí, fresquinho.
Espero que gostem.
(E sobre o começo do título ser "ASSUNTO", é porque é como se ela estivesse te mandando um email sabe? Mas ela não assina AUSHASUHASU)
Até lá embaixo :)

Semanas depois do ocorrido, eu e Edward continuávamos com antes, sem se falar, porém as olhadas ficaram mais freqüentes, até que no fim de agosto tudo mudou.

No intervalo, uma garota esquisita do grupo das NERDS veio falar comigo.

- Precisamos conversar. – Disse, expressão má.

- O quê? Nem nos conhecemos!

- A-go-ra.

Ela me puxou para a biblioteca e trancou a porta.

- Ahm, desculpa, mas eu acho que você não faz o meu tipo... – confessei, amedrontada. – Sabe como é, eu prefiro os homens...

- Ah, cale a boca! – Jogou um envelope para mim. – Eu vi você e o Edward se pegando.

- O QUÊ? QUE EDWARD, MENINA? V-VOCÊ DEVE ESTAR FICANDO LOUCA!

- Claro que você ia negar... As fotos estão aí dentro do envelope.

Abri o tal envelope e me deparei com várias e várias fotos em vários e vários ângulos de vários e vários beijos meus e do Edward. Tive vontade de chorar, mas me segurei. Qual é? Chorar não faz o meu tipo.

- E o que você tem a ver com isso? – Gritei.

Ela tirou uma adaga da mochila e posicionou-a sobre o meu pulso, mexendo-a para lá e para cá como em um violino. De repente, parou. (Você deve estar se perguntando “nossa, e você não fez nada?”, agora, duvido que se uma doida pegasse uma faca do comprimento do seu rosto, puxasse o seu braço e colocasse-a sobre ele você faria alguma coisa.)

- O Edward é meu, garota. Se afaste dele. Eu sei onde você mora. Se não se afastar, eu sou capaz de colocar as fotos no mural e no jornal da escola, e pior... eu sou capaz de matar para tê-lo só para mim.

Ela, felizmente, guardou a adaga e saiu. Eu ainda fiquei ali, paralisada, pensando um pouco e saí.

Na volta para casa resolvi ligar para ele do orelhão. Ainda bem que no blog da Rose, ela tinha deixado o número de telefone de todos que foram na sua festa.

- Alô?

- O-oi, Edward. É a Victoria.

- Caraça, você me ama mesmo, né? Olha, desencana, eu estava bêbado, tá?

- Bom, não me interessa, a gente precisa se encontrar.

- Garota, eu acho que você não entendeu...

- Não. Quem não entendeu foi você. É questão de vida ou morte.

-... Quando?

- De preferência agora.

- Tá, mas aonde?

- Sei lá, algum lugar bem longe.

- Já sei. Pega o endereço.

Anotei o endereço e peguei um táxi. Chegando, achei que estava no lugar errado, mas era ali mesmo. Tudo o que eu via era um terreno baldio e no meio, um galpão abandonado. Melhor, assim é mais seguro.

Entrei no galpão e sentei em uma cadeira empoeirada no centro, virada para os fundos do terreno, com uma janela de vidraça quebrada, que entrava uma brisa fria. As imagens passavam na minha cabeça como um flashback, uma linha do tempo. Primeiro, o Edward superfofo comigo, aí a gente ficou. Uma semana depois tudo fica diferente, uma louca me ameaça e ele e frio comigo, dizendo que estava bêbado na noite mais especial da minha vida. Quando me dei conta, as lágrimas já caíam no meu rosto e eu ouvi uma voz conhecida atrás de mim.

- Oi, desculpa o atraso, eu...

Me levantei e virei para trás e ele estava plantado ali, me observando. Limpei as lágrimas o mais rápido que pude, mas ele já tinha visto.

- Você tá chorando?

- Não, eu só estava... – Percebi que mentir não adiantaria, e lá vieram as lágrimas caindo novamente. Ele simplesmente chegou perto e me abraçou, eu deixei aqueles braços fortes me envolverem, me acolherem e me acalmarem, e eles fizeram seu papel muito bem feito. Foi um ato simples, mas foi um ato nobre.

- Por favor, diz que isso não está acontecendo. – Pedi.

Ele se sentou, eu me sentei à sua frente e ele colocou uma mecha de meus cabelos atrás da orelha.

- Primeiro eu preciso saber o que está acontecendo.

Contei tudo a ele, até da adaga amedrontadora.

- Mas, Vic...

- Há pouco tempo eu era apenas uma garota.

- Eu fui um idiota, eu sei disso. Me perdoe. Prometo que nada vai acontecer contigo. Ela te machucou?

- Não, por pouco.

Ele me abraçou forte novamente e eu pude sentir seu perfume, e que perfume! Se soltou do abraço e perguntou o nome da menina.

- Eu não sei, só sei que ela é uma das NERDS e fez questão de frisar que você é dela.

- Julien...

- A santinha?

- É. Fomos uma vez à Estátua da Liberdade*. Você sabe que eu saía com todo mundo, né?

- Quem não sabe, Edward!

- Não precisa ficar com ciúmes... – Acariciou minha bochecha.

- Não estou, eu já me acostumei com o fato de que nunca vou poder ter você.

- Quem disse?

Ele chegou mais perto e encostou seus lábios quentes nos meus, frios por sua vez, eu podia sentir sua respiração forte e também quente, seu perfume exalava com a ajuda do vento, seus olhos azuis impregnavam nos meus e depois se fecharam, sua língua pediu passagem à minha e eu tive a sensação de que tinha que deixá-la ir mais fundo, mas a razão falou mais alto. Desviei o rosto e olhei – chorando um pouco – em direção à vidraça quebrada, ao fundo do terreno, ao muro depois dele e depois aonde tinha uma calçada, que pessoas passavam com agasalhos apressadas por causa do vento frio que fazia em Nova York. Ele pegou meu queixo e olhou nos meus olhos, me tirando do transe e fazendo as lágrimas caírem automaticamente.

- Ei, o que há? – Perguntou, me tirando do transe.

- Acho melhor a gente focar no perigo.

Ele bufou.

- Julien? Ela não vai fazer nada.

- Como assim? Você sabe que se mencionar o meu nome, ela vai acabar comigo, né?

- Relaxa, eu tenho minhas armas.

- Espero que funcionem.

- E vão – enxugou meu rosto com os polegares. – Vic, eu queria poder ficar com você só para mim, mas é que eu tenho uma reputação a zelar, sabe? A não ser que você vire líder de torcida.

- Ah, cale a boca! – A tristeza virou raiva. – Quando a tua reputação deixar de ser a coisa mais importante na tua vida, me avisa tá?

Estava indo embora, quando ele me puxou.

- Espera, vamos conversar.

- Não dá, você é impossível. É caso perdido.

Me soltei e fui embora, cautelosa, para ninguém me ver. Confesso, estava me borrando de medo da inteligeba louca varrida.

Em casa tomei um banho, fiquei escrevendo o meu nome com o sobrenome dele no caderno e defini minha maior característica: uma perfeita idiota.

Notas finais
*Fiz questão de negritar a parte da Estátua da Liberdade, porque em um dos capítulos futuros, terão que se lembrar disso, kkkk.
Gostaaaram? Mandem reviews com ideias, porque eu estou sem (mentira, tenho um monte muahahaha)
Beijos :*