The World Among Other Senses
1 Capítulo 1 - O Início
Notas iniciais
Era uma manhã de sabádo, pra mim de descanso. Mas minha mãe adora me por uma rotina.
-Mahhyi! -Assim como todos me chamavam, mais meu nome é Mayara.
Todos me achavam muito preguiçosa, então derão esse nome, se lê como "Marrie".
-Ai... Que foi mãe?
-Como o que foi? São 6 horas da manhã, todos vamos tomar café, você vai viajar amanhã, precisamos preparar todas suas coisas.
-Ta tão cedo!
-Por isso levanta Mahhyi, levanta.
-Tá, tá bom, já vai...
-Agora!
Falou gritando comigo. Então me levantei logo, irritada.
-Pronto, está feliz?
Ela saiu me olhando com raiva também, acho que esperava que eu me vestisse. Então fui pentiar os cabelos mais rebeldes do mundo, e depois fui me vestir. Peguei meu celular e meus fones, pra não ter que ouvir os outros. Botei o que eu sempre gostava de ovuir quando estava com raiva.Um rock.
Estavamos todos sentados à mesa tomando um café da manhã perfeito: Frutas, café, suco, pão e biscoitos; Eu adorava Cafés da manhã daquele tipo. Mamãe fazia as vezes.
-Está bom, May?
-Tá sim pai. O senhor vai viajar pra onde mesmo?
Ele mudou a cara de animado para preocupado. Eu parei de olhar ele e voltei a comer.
-Vou para o Brazil, filha.
Eu parei de comer. Deu uma vontade enorme de chorar, pois eu odeiava o brazil. Pra mim lá era um lugar horrivel, aliais foi lá aonde minha irmã deficiente tinha acabado de morrer, então assim papai e mamãe me prometeram nunca mais voltar para lá. Eu me levantei e sai correndo para o quarto, já chorando bem alto, e bati a porta com força e me agarrei no travesseiro.
Depois de uns 5 minutos de chorar, joguei aquele travesseiro longe.
Eu estava morrendo de raiva. Eu tinha visto minha irmã morrendo, ela tinha 15 anos, andava de cadeiras de roda, e vi os "amigos" dela a matando.
Ouvi alguém bater na porta. Começaram a me chamar com o barulho que eu tinha feito após quebrar o espelho. Eu não respondi. Fiquei deitada na cama. Aquela violência era demais para a minha cabeça, eu tinha apenas 8 anos. Eu não sabia nada sobre aquilo. Eu me senti perdida, pensei que era mais uma brincadeira.
Minha irmã adorava brincar comigo. Fazia brincadeiras assustadoras, e outras legais. Eu sempre escutava os amigos dela cochichando na minha frente, falando mal dela, por ela ser deficiente, e eu nunca falei nada daquilo. Ia pesar para o meu lado, além de magoar e machucar muito o coração da Miley.
Na hora que eu resolvi sair, eram 10 horas da manhã, não aguentava mais a sede, a fome. Precisava sair.
-Filha, está mal comigo?
Falou papai quando passei por ele. Eu passei direto, nem olhei pra ele. Fui em direção a cozinha.
-Filha, está tudo bem? Você está mal com o seu pai?
-Não.
-Fale com ele, ele quer te pedir perdão.
-Eu não sou surda, ele pode pedir.
-Ele quer que você responda. Amanhã você vai viajar e nem vai poder te pedir perdão, imagina isso?
-Sim.
-Vai lá.
Eu peguei uma maçã e começei a comê-la. Fui até a sala e parei em frente ao papai. Ele olhou pra mim e chegou mais perto.
-Me perdoe por eu a aquele lugar?
-Não posso empedir não é pai?
Ele olhou pra baixo pensativo. Eu virei os olhos, e não resisti e fui abraçá-lo.
-Claro que te perdoou pai! Já tô com saudade.
-Você vai passar só alguns anos lá?
-Bem, eu não sei se vou voltar.
-Vai ficar tudo bem não é?
-É.
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