Notas iniciais
Oi gente, queria muito agradecer a: — Julia Florencio — Miguel35 (favoritou) Desculpa a demora para postar o novo capitulo,mas minhas aulas tem sido bem puxadas. Enfim, aproveitem :)

— Lucy!! – correu até mim e me abraçou. – Meu deus como você ta?

— Ah só tive uns problemas maiores do que eu julgava no meu tornozelo...

— Nossa deve ser grave mesmo, você ta com cara de quem não dormiu nada.

Fiz de tudo pra não corar e agir do jeito mais normal possível. Pela cara dela pude ver que consegui convencer.

— Pois é, foi difícil dormir.

— Mas então, quando que você vai poder ir pra escola de novo?

— Acredito que amanhã já.

— Nossa ainda bem porque aquela escola sem você é um saco. Bom falando nisso, eu tenho que ir andando senão vou chegar atrasada. – Beijou minha bochecha e saiu correndo do mesmo jeito que entrou. Minha mãe aproveitou a deixa e começou a se despedir de mim também.

— Bem filha, eu tenho que ir a uma conferência agora, mas la pela noite você já deve receber alta.- Com isso ela se despediu de mim e saiu.

Depois disso, só entraram umas enfermeiras no meu quarto para checar meu pé até que o mesmo médico que me atendeu antes apareceu no meu quarto lá pelas 6h da tarde para falar que eu já podia ir embora. Dei graças a deus mentalmente e minha mãe veio me buscar.

~’’~

Acordei com meu despertador as 6h da manhã. Levantei e peguei minha muleta, já que agora eu só podia andar com aquilo por causa do meu tornozelo. Me arrumei bem rápido, prendi meu cabelo porque eu tava com preguiça de ajeitá-lo e esperei meu pai tomar o café dele. Ele iria me levar hoje porque eu não podia andar até a escola.

Chegamos na escola, meu pai se despediu de mim e eu entrei pelos portões. Assim que eu pisei na entrada da escola, Cat simplesmente brotou na minha frente e quase me fez cair.

— LUCY!!!! – Me abraçou bem forte. – Você veio mesmo!

Não pude deixar de rir da animação dela. Cat me acompanhou até o meu armário falando de como foram seus dias na escola enquanto eu não tava aqui, quando o sinal bateu.

— Ok Lucy, tenho que ir para minha aula de história. — Revirou os olhos. Ela odiava história. – Te vejo no intervalo.

Segui para minha primeira aula que era de química e sentei na carteira que sempre sentava, na última fileira, última carteira. Era mais fácil prestar atenção na aula assim. O professor entrou na sala e quase imediatamente começou a passar conteúdo na lousa, peguei meu caderno para copiar e quando olho pra frente de novo, vejo um menino que eu nunca tinha visto antes na porta de entrada da sala. Ruivo de olhos verdes e cabelo bagunçado.

— Sr. Bloodworth, a aula já começou.

— Desculpa professor, fiquei perdido nos corredores. – Sua voz era suave e um pouco rouca, deixou transparecer um pouco de ansiedade, mas apesar disso, sua postura era confiante.

— Pois bem, por favor, sente-se na carteira vazia ao lado da Srta. Blackwood. – Arregalei um pouco os olhos surpresa enquanto o professor apontava para a cadeira ao meu lado.

O garoto ruivo andou até a carteira com uma destreza que me fez inveja-lo. Eu sempre andava tropeçando nos meus próprios pés ou em qualquer outra coisa. Abaixei meus olhos de volta para o caderno porque notei que se ele me visse o encarando, ia ser uma bela de uma péssima primeira impressão.

A aula passou sem que trocássemos uma sequer palavra e o sinal finalmente bateu. Levantei-me pegando meu caderno, meus livros e minha muleta o mais rápido que pude, queria sair logo dali e eu até teria conseguido, se uma garota metida que ficou olhando o aluno novo a aula inteira não tivesse esbarrado em mim “sem querer” e derrubando minhas coisas no chão, incluindo eu mesma. Imediatamente senti uma pontada muito forte no meu tornozelo e tive vontade de gritar. Claro que se fosse qualquer outra pessoa um pouco menos desastrada que eu e que não tivesse com o tornozelo torcido, talvez conseguisse ter se mantido em pé e só derrubado os livros (porque a menina esbarrou “tão sem querer”, que com a força do impacto eu podia jurar que ela veio correndo) mas não, era eu com meu tornozelo inútil. Fui direto pro chão. A garota nem sequer parou para pedir desculpas nem nada, só continuou andando e saiu da sala.

— Ah meu Deus você ta bem? – Ele deve ter notado a cara de dor que eu fiz, era só o que me faltava.

— S-sim... – Percebi que meus olhos também estavam marejados, aquilo realmente doeu muito.

O garoto ruivo fez uma cara que eu percebi na hora que eu não convenci nem um pouco, então se abaixou e recolheu minhas coisas espalhadas pelo chão.

— Consegue se levantar? – Perguntou sem olhar pra mim, ainda juntando tudo.

— Acho que sim... – Então ele finalmente levantou os olhos incrivelmente verdes dele para mim e me fitou. Ele me passava uma sensação muito boa de serenidade e de algo como... Segurança.

— Acho que você mente extremamente mal. – Deu um sorriso de lado simplesmente lindo, seus dentes eram todos alinhados e perfeitos. Pena que eu estava morrendo de dor e quase não consegui prestar atenção. Tentei retribuir o sorriso mas eu sei que saiu mais como uma careta de dor.

Sem falar mais nada, ele colocou meus livros e meu caderno em uma mesa próxima, apoiou minha muleta na mesma e para minha total surpresa me levantou no colo e começou a andar comigo como se eu não pesasse mais que uma pena, ele devia ser bem forte porque também estava andando bem rápido me carregando. Chegamos a enfermaria e a enfermeira olhou para nós com um leve sobressalto, mas logo se recompôs e falou algo como “ me siga” e nos levou para uma pequena maca, onde ele delicadamente me deixou. A enfermeira deixou o local rapidamente para pegar seu material.

— Nos vemos mais tarde então, me avise quando você já tiver saído daí. – Deu outro sorriso lindo e se virou para ir embora. – A proposito, meu nome é Dale. Dale Bloodworth.

Assim que ele saiu da sala a enfermeira voltou.

Notas finais
E aí, gostaram? Comentem pra eu poder saber :)