Notas iniciais
Desculpem-me se tiver erros ou algo assim... Eu fiz o final da fic mais sonolenta do que drogado Espero que gostem n_n

Allan Shore tentava inutilmente acertar sua gravata nova. A gravata mais difícil de colocar no país! Pensou ele na décima quinta tentativa frustrada. A gravata fora dada por Jerry como presente de Natal, mas ele não tinha intenção de usá-la de maneira alguma até que Denny o fez prometer para Jerry que a usaria naquela noite de Natal. Mas era quase impossível fazer com que a gravata ficasse direita e Allan já estava se irritando com aquilo. Depois de alguns minutos ele desistiu e jogou a gravata encima do sofá da sala de estar da casa de Danny Crane. O que ele fazia ali? Esperava o dono da casa para que fossem juntos a festa de natal que o escritório de advocacia Crane Poole & Schmidt estava promovendo essa noite em um ‘badalado’ salão e festas.

Allan olhou para o relógio da sala e seus olhos quase pularam para fora quando viram que estavam mais do que atrasados para as festividades. Onde está Denny? Pensou ao se levantar e caminhar pela sala em círculos. Tinha vontade de beber, mas tentava repeli-la enquanto seu amigo não chegava. Ele gostava de se encher de bebidas alcoólicas quando estava com Denny, pois assim poderia conversar e beber, beber e conversar e etc... Após dar a vigésima volta pela sala ele já estava exausto de esperar, mas também não tinha coragem de subir para o andar acima e dar de cara com Denny nu no banheiro ou no quarto. Isso até que seria divertido... Pensou Allan rindo dos próprios pensamentos pervertidos. O advogado foi andando até chegar ao pé da escada.

- Quanto tempo o Papai Noel vai demorar para chegar?! – Gritou Allan.

- Pará de brincadeira! – A voz vinha de dentro do quarto. – Só falta colocar os sapatos!

- Então eu posso subir ai? – Allan já estava no quinto degrau da escada quando perguntou isso. Um sorriso cínico se formou em seus lábios.

- Não! – Denny berrou lá de cima e Allan desceu um degrau. – Tá... Não falta só o sapato... Falta a blusa também.

- Eu sabia... – Murmurou para si mesmo enquanto subia as escadas de dois em dois e se colocava em frente a porta do quarto de Denny que abotoava a camisa de forma apressada e desajeitada. – Faltam as meias também! – Denny se assustou ao ouvir a voz de Allan tão perto.

- Droga! Eu não mandei você não subir? – Ele fechou a cara e viu o outro abrir ainda mais o sorriso cínico. – Você não tem respeito pelos outros?

- Nós somos amigos... Eu conheço tudo de você! – Allan se sentou na beirada da cama de Denny e pegou uma cueca que estava jogada no chão. Uma cueca azul de bolinhas brancas. Hilário. – Bem, nem tudo... – Ele balançou a cueca de lá para cá segurando por uma pontinha.

- Vamos embora... – Crane pegou a cueca e jogou-a dentro do armário sem nem ao menos dobrar. Ele se virou para Allan e apontou o dedo para a garganta dele. – Alias, onde está a gravata que Jerry lhe deu?

- Eu não consegui colocar ela... – Allan balançava a cabeça de forma negativa como se fosse uma criança.

- Eu prometi para Jerry que você a colocaria esta noite e eu não vou descumprir com a minha palavra... Nem que ela vá na sua cabeça. – Denny já estava quase saindo do quarto quando Allan se levantou e o seguiu. Crane desligou a luz do quarto e desceu para o primeiro andar. Allan o seguia fielmente como um cachorrinho. – Onde está a gravata ?

- Ali... – Allan apontou para o sofá em que jogara a gravata e viu o amigo pegá-la vir em sua direção e rapidamente ajeitar ela perfeitamente. Ele ficou de boca aberta olhando de Denny para a gravata e da gravata para Denny. – Como você conseguiu?!

- Não foi difícil... – O toque estridente do telefone calou quase que imediatamente a explicação de Crane de como ajeitar uma gravata. Ele foi até o telefone que ficava do lado oposto de onde estava e apertou o botão do viva voz. A voz de Shirley Schimidt inundou a sala.

- Crane? Onde está você?!

- Estou aqui, Shirley! – A voz de Denny saiu mais animada do que ele queria.

- Estamos... – Contestou Allan que tinha ficado ao lado de Denny.

- Allan? – A voz de Shirley saiu mais preocupada do que confusa.

- Nós vamos juntos a festa... – Explicou-se Denny.

- Tudo bem... – Shirley falou com alguém que estava ao seu lado, provavelmente Carl, e depois continuou. – Temos um pequeno problema aqui e a festa vai demorar a começar... São 18:35 agora, não?

- É... Qual é o problema, Shirley? – Denny se aproximou do telefone como se ele fosse a própria Shirley.

- Apenas acabou a luz no salão de festas... Vocês podem vir quando for 20:00... Está bem?

- O.K! – Exclamou Allan animado. Denny olhou para o amigo, incrédulo de ele estar tão ‘feliz’. Alias , o fato de ele estar feliz por não precisar ir correndo para a festa de natal era um mistério até para si mesmo.

- Está bem, Shirley... Até mais. – Denny desligou o telefone e voltou a olhar para Allan. – Por que você falou aquilo? Poderia a ter magoado!

- Saiu sem querer! – Allan se esbanjou no sofá e ficou olhando para Denny que ia se dirigindo até a cozinha. – E a Shirley não vai ficar magoada só por causa disso!

- O que vamos fazer agora? – Perguntou Denny da porta da cozinha.

Allan não respondeu. Ao invés disso ficou pensando em como eles dois poderiam passar essa hora e meia. Beber, fumar e conversar? Eles faziam isso todo santo dia! Aquele era um dia especial, não era? Ele precisava de uma coisa nova. Depois de pensar um pouco ele se levantou e foi até o aparelho de som que ficava bem no canto da enorme sala de estar. Pegou um CD com musicas para valsa e colocou para tocar. Denny que estava pegando os charutos na prateleira da cozinha foi atraído pela musica até a sala onde Allan dançava sozinho em um espaço vazio perto da escada. Estranho.

- O que está querendo fazer? Me seduzir? – Denny foi em direção a Allan que parecia estar se divertindo ao dançar sozinho pelo pequeno espaço.

- Não... — Allan parou de dançar e ficou olhando para Denny que estava bem na frente dele. – Você ainda se lembra como dança valsa?

- Claro!

- Então finja que eu sou Shirley... – O sorriso de Allan era cínico e cômico ao mesmo tempo.

- Prefiro pensar que você é uma atriz de filme pornô... – Denny já estava na posição certa para dançar junto com Allan.

- Isso não daria certo... – Allan ergueu uma das sobrancelhas e continuou. – Eu prefiro ser a Shirley. Você não tentaria agarrá-la e mesmo se tentasse ela lhe daria um tapa!

Denny apenas sorriu e começou a dançar com o amigo embalado pela musica lenta. Allan alem de dançar também cantarolava a musica e sorria como alguém que tinha acabado de encontrar a namorada de infância que não via a anos. Allan percebeu que poderia ficar ali a noite toda e que não precisava da festa para celebrar o natal.

Aquilo era especial. O Natal. A noite. A musica. A dança. Seu amigo. Era tudo maravilhoso para Allan.

Aquele era um dia maravilhoso. Aquela era uma noite maravilhosa.

Notas finais
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Minha primeira fanfic *--*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!