Notas iniciais
Oi gente, então, queremos esclarecer umas coisas que chegaram a nós via reviews (viu como é bom comentar???? Nos mostra o que devemos esclarecer), que é: Gente, a Regina JÁ SABE que foi a Mary que amaldiçoou o coração da Cora. A fic começa depois do fim do episódio 2.16, tudo o que aconteceu até lá está, de certa maneira, presente na história. A única diferença é que aqui ela reage de maneira diferente do que da série. Ela tem raiva da Mary? Tem! Mas ao mesmo tempo não tem toda essa sede de vingança e é um pouco mais pacífica, rs.
Enfim, como prometido, a continuação. =D

Emma beijava Regina com muita urgência, como se tentasse descontar toda a frustração de uma vez só naquele beijo. Prendeu a rainha entre seus braços, seus lábios devoravam os de Regina desesperadamente.

Regina afastou-a em busca de ar e, ofegante, falou — Nossa... — mais um suspiro- Emma, o que houve?

Emma não respondeu e beijou-a novamente, segurava os cabelos da outra e com a mão em sua cintura, puxava o corpo dela contra o seu. A morena passou os beijos para o pescoço de Emma, deixando algumas marcas e se direcionou a orelha da mesma, colando seus lábios disse:

- Vamos subir.

Emma ficou arrepiada, deu-lhe mais um beijo e se deixou ser guiada pela mulher até o final das escadas, onde a agarrou novamente. Puxou Regina pelo braço e a colou contra seu corpo, seguindo, aos beijos, até o quarto da rainha. Empurrou Regina na cama e de frente para ela, começou a tirar o seu casaco, em seguida sua blusa e calça. Estava apenas com suas roupas íntimas, Regina contemplava a imagem daquela mulher na sua frente. Emma despiu Regina de seu vestido rapidamente e se colocou entre as pernas da outra, colando seus sexos.

Deu-lhe um beijo lento e doce. Passou seus beijos para o pescoço e foi descendo até chegar aos seios da outra, beijava e dava leves mordiscadas no mamilo fazendo Regina gemer mais alto. Colocou sua mão direita no sexo da rainha, ganhando mais um alto gemido como resposta.

- Gosta disso? — tinha um sorriso malicio nos lábios, ver que estava causando prazer em Regina era o paraíso para Emma. A rainha a encarou com os olhos repletos de luxúria.

- Faça e responderei. — respondeu com uma voz rouca.

A loira se sentiu provocada, então com o seu polegar começou a massagear o clitóris, a morena gemia. Vendo o prazer da rainha, Emma colocou 2 dedos em movimento de vaivém na vagina da outra. Podia ver Regina sucumbindo ao prazer em sua frente, diminuiu a velocidade de suas estocadas, e Regina se mostrou desapontada, encarando-a.

- Então..? — perguntou Emma novamente. Enquanto voltava para o rápido ritmo anterior.

- Gosto, é claro que gosto. — respondeu entre os gemidos. Regina começou a mexer seu quadril acompanhando os movimentos de Emma, que passou sua perna por cima da perna da outra encostando seu sexo na coxa e rebolando nela no mesmo ritmo. Ambas gemiam, perdidas em meio a imensidão de prazer. Os movimentos ficaram mais rápidos, elas se beijavam intensamente e, juntas, alcançaram o ápice, com a xerife desabando, exausta.

Deitou-se ao lado de Regina, ambas estavam caídas ofegantes sobre a cama, seus corpos levemente suados. Após respirar profundamente algumas vezes, Regina se recompôs e virou o rosto, encarando Emma. A loira ainda estava ofegante, com os olhos fechados e o corpo mole.

Um sorriso se formou no rosto da rainha, estendeu sua mão e tirou uma mecha de cabelo que cobria o rosto da xerife. Emma também sorriu e beijou a mão de Regina, que passava perto de seu rosto. Essa puxou Emma para perto de si, a prendendo entre seus braços, depositando vários beijos carinhosos em seu pescoço. A xerife estremeceu sob as carícias da outra, a pele quente de Regina colada a sua a fazia se sentir como se seu corpo queimasse por onde Regina encostava.

Sentir Emma envolvida em seus braços trouxe de volta a Regina uma sensação que ela não sentia a tempo, anos, talvez décadas. Todo seu interior clamava por Emma. O que sentia quando próxima a Emma era impossível de ser sentido quando próxima a qualquer outro. Regina lembrava-se muito bem quando fora a última vez que se sentiu assim, quando foi tocada assim, quando tocou assim...

Foi arrastada para fora de seus pensamentos quando focalizou o rosto de Emma novamente, a xerife tinha os olhos mirados no vazio da parede, uma expressão séria no rosto e respirava pausadamente. Regina pode facilmente decifrar atráves de seu semblante que algo a incomodava.

- Emma.. — a loira ergueu os olhos para o rosto de Regina, que a encarava intrigada. — Aconteceu alguma coisa?

- Não.. nada. — Emma não queria nem podia contar a Regina sobre a briga com seus pais, não considerando o assunto e motivo da briga.

- Eu sei que tem alguma coisa te incomodando. — sussurrou Regina próxima ao ouvido de Emma, logo em seguida mordeu levemente sua orelha. — Diga-me o que é.

- Não, Regina. — Emma virou-se o rosto, afastando-se de Regina, que ficou indignada. Ergueu-se sobre seus cotovelos, e observou Emma enquanto ela se sentava na cama.

- Emma, eu entendo que... você pode ter... algumas perguntas, sobre isso. Eu também tenho, e... não me importaria se você... — começou Regina, tentando descobrir o que estava acontecendo.

- O que? Não. Não tem nada a ver com isso. — Emma se pôs de pé e começou vestir suas roupas.

- Tem a ver com o que então? — Regina não conseguia entender a reação de Emma, por que ela tinha sempre que ir embora? E por que estava agindo assim, até mesmo para Emma Swan isso era evasivo de mais.

- Eu já disse que nada, Regina! — o tom grosseiro em sua voz feriu Regina internamente, e o modo como Emma recolhia suas coisa que estavam espalhadas o mais rápido possível, para poder ir embora, também.

- Emma, eu sei que algo aconteceu! Me diz o que te aflige, talvez eu possa ajudar. — o olhar de Regina era suplicante, e Emma se culpou, pois sabia que foi ela quem o colocou em seu rosto. Suspirou e aproximou-se de Regina — que estava ajoelhada na cama, ainda completamente nua — e plantou um leve beijo em seus lábios.

- Eu queria poder te contar... — Emma disse sinceramente.

- Então conte. — Regina se pôs de pé, de frente a Emma, com um leve sorriso.

- Melhor deixar pra lá. — o rosto da prefeita estava confuso, não entendia o problema. — Não posso contar. Não para você.

O rosto confuso de Regina logo tomou uma expressão de compreensão, em seguida de indignação e logo depois para mágoa. Tão rápido quanto essa mudança a rainha se afastou de Emma, virou-se de costas e vestiu um robe que pendia sobre a poltrona ao lado da cama. Ainda de costas para Emma, disse :

- Certo, eu entendi. Você não pode se abrir para a Rainha Má, pode? Imagine só o que ela faria com uma informação tão valiosa quanto algo que possa atrapalhar a salvadora. — disse em uma tentativa de tom irônico, mas que não passou de uma voz magoada.

- Não, não! Regina, não é isso. — Emma se controlava para não entrar em desespero. Regina havia entendido tudo errado, Emma jamais a veria como uma Rainha Má, não depois de tudo. Tentando poupar Regina da dor de falar sobre sua mãe e o que havia acontecido acabou machucando-a ainda mais.

- O que você está fazendo aqui, de verdade? — por mais que Regina lutasse contra ou tentasse esconder, Emma viu uma lágrima solitária escorrendo pelo rosto de Regina, e pôde imaginar como a rainha se sentia por dentro.

- Regina, não... isso é ridículo, não é o motivo de eu não...

- Então qual o motivo? Qual é? — Emma aproximou-se tocando o braço de Regina, que o afastou imediatamente, ainda sem encarar Emma.

- Por favor, não pense isso...

- Certo... você bate a minha porta no meio da noite e... o que você fez, Emma? O que aconteceu aqui? Você queria esquecer, seja lá o que aconteceu, e decidiu me procurar? Me usou para te distrair e não funcionou? Se esse não é o motivo, qual é? Diga.

Emma arquejou e abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu. Não sabia o que dizer, não conseguiu dizer algo. Realmente temia que se contasse o que realmente tinha acontecido, Regina se irritaria ainda mais e a situação poderia ficar pior. Uma risada recheada de sarcasmo escapou dos lábios da rainha.

- Não confia em mim? É isso? — a dor de Regina já havia se misturado a raiva.

- É complicado...

- Não, não é. Você queria um pouco de diversão e conseguiu. Mas acho que não sou importante o suficiente para mais do que isso, não é?

- Pare agora de falar essas besteiras! Você não sabe de nada, não pode tirar suas conclusões sem saber os meus motivos. — Emma não aguentava mais, havia se comovido enquanto Regina demonstrava mágoa, mas logo viu os rumos que a rainha estava tomando e viu que ela não merecia sua pena.

- Eu não sei porque VOCÊ não confia em mim! Você me usou, foi falsa!

- Você acha mesmo isso?! Que sou capaz de fazer essas coisas? Que eu a usaria você dessa maneira? — a voz de Emma foi morrendo em meio as palavras.

- Então me dê outro motivo! Diga a razão disso, porque eu sinceramente não vejo nenhuma outra...

- Não. Se você pensa que eu seria capaz de algo assim, não sei o que ainda estou fazendo aqui. — Emma ajuntou seu casaco, a última peça de roupa que lhe faltava, e saiu do quarto. Indo em direção as escadas, Regina foi atrás dela.

- Isso, vá em frente! Fuja! Fuja como você sempre faz, porque não é madura o suficiente para encarar os problemas. Você não passa de uma criança, Swan. — Regina gritava, ainda do andar de cima, para Emma que ia em direção a porta.

- E quem é você para falar sobre isso? Você lançou uma maldição, destruiu a vida de todos e fugiu para outro mundo só para não admitir o fato de que perdeu! -Emma disse tudo o que temia dizer, ignorou a própria raiva — que crescia imensamente dentro de si -quando viu novamente a expressão de mágoa e remorso ocuparem o rosto de Regina — Regina, desculpa, eu não quis...

- Saia já daqui. — foi tudo o que Regina disse, interrompendo Emma, com uma voz fria, porém dolorida.

Emma ignorou seus sentimentos — que gritavam a ela que se desculpasse com Regina, por tudo — e deixou que a raiva novamente voltasse a sua cabeça. Fechou os punhos ao lado do corpo e saiu da casa. Já Regina, sentiu-se quebrada. Sem Emma por perto deixou que suas lágrimas rolassem livremente.

Então era isso? Emma não nutria nenhum sentimento por ela. Regina foi usada, novamente. Voltou para o quarto lentamente, perdida em pensamentos. Pensou em tudo que tirou das pessoas, e em tudo que agora lhe era tirado. Era justo. Ela merecia isso. Deixou-se cair em sua cama, sentindo o cheiro da xerife em seus lençóis, se perdeu em mais lágrimas.

Emma saiu da casa de Regina, andava rapidamente e entrou em seu carro batendo a porta com mais força que o necessário. Respirou fundo e viu que estava completamente perdida. Brigara com Mary e David, e agora brigara também com Regina. Por mais que tentasse negar, ela se importava com a rainha, e saber que havia ferido Regina doía internamente. Mas seu orgulho lhe falou mais alto, Regina a tinha ferido também.

Acusara Emma de estar usando-a, como se Emma a enxergasse como um nada, coisa que a xerife jamais faria. Após se acalmar respirou fundo e voltou a delegacia, se arrependendo imensamente de ter ido ver Regina aquela noite.

Notas finais
Por favor, por favor, por favor.. não nos odeiem por esse final e continuem a acompanhar e comentar a história. Mandem sugestões, please. E queridas leitoras fantasmas, se apresentem!
Até a próxima!. =P