Notas iniciais
Voltamos galera. Pra compensar as intrigas causadas pelo Andrew, um pouco mais da ''reconciliação'' das duas no capítulo de hoje, HAHAHHA. Espero que gostem, surpresinha no final.

~~relevem erros porque não teve revisão, sorry~~

Emma encarava a flor que Regina a deu, de longe. Estava deitada na cama com Regina, mas a delicada rosa sobre o balcão estava em seu campo de visão. A rainha estava deitada ao seu lado, em um sono delicado e tranquilo. Era incrível como Regina conseguia ser a mais linda das mulheres até mesmo dormindo. Emma acariciava seus macios cabelos em um movimento quase automático, hipnotizada por ela.

Olhou novamente para a flor e pensou sobre isso. A cada dia que se passava mais apaixonada Emma se sentia. Queria poder gritar para o mundo todo o quanto amava a prefeita. Queria poder levar-lhe flores todos os dias, enche-la de presentes e carinhos.

Mas não podia.

Há uma semana achara que estava fazendo certo progresso em convencer Regina sobre isso. Estavam tomando café da manhã na casa da prefeita, depois de terem passado a noite juntas. Regina fazia alguns sanduiches quando Emma chegou e abraçou-a por trás, roubando-lhe beijos e algumas risadas. Emma questionou se ela não gostaria que fosse sempre assim, acordarem e tomarem café juntas, com Henry.

Regina apenas olhou-a com os olhos brilhando e disse que um dia seria assim, em seguida virou-se e continuou seu trabalho na cozinha. Emma sabia que a prefeita estava, antes de tudo, com medo. Podia ver como isso a assustava.

Como o amor a assustava.

Mas agora tudo fora por água a baixo, de novo. Com o tal de Andrew na cidade, além de Greg e Tamara, ela não se renderia. Estava determinada a descobrir tudo sobre aquelas pessoas, e Emma sabia que nada parava uma Regina determinada. Emma não sabia quanto tempo levaria até se livrar dessa gente. Podiam ficar ali por meses. Já faziam quase quatro meses que Greg estava ali.

Sentiu Regina mexendo-se sobre seus braços e olhou para o lado, vendo uma prefeita sonolenta e recém acordada.

– Bom dia. – disse Regina, com a voz rouca enquanto se espreguiçava.

– Bom dia. – respondeu Emma, beijando Regina rapidamente. – O que você quer para café da manhã?

– Qualquer coisa. – disse Regina, enquanto Emma se levantava. A rainha olhou para ela e não pôde deixar de pensar em como ela era linda. E no quanto a amava.

Levantou-se também e olhou ao redor. Não tinha ideia de onde estavam suas roupas. Viu o armário ao seu lado e foi até la, com a intenção de pegar alguma camiseta de Emma. Regina sabia que ela tinha várias. Abriu o armário, mas não foram camisetas que achou. Franziu o cenho, imaginando Emma vestindo aquelas coisas. Esticou a mão e tirou de lá um casaco de lã, com bordados e trabalhados em tons de roxo.

– Emma.. – chamou ela, com um tom divertido. – Que roupas são ess... – Regina interrompeu sua fala de repente. Reconhecia aquele casaco. Virou-se para Emma com olhos assustados, mas ao mesmo tempo divertidos. – Essas são as roupas de Mary. Isso não... – olhou mais uma vez para o armário e em seguida para a cama. Emma soltou-lhe um sorriso e foi em direção a cozinha. – Emma!

– O que? – perguntou a xerife, enquanto ligava a cafeteira.

– Sério? A cama da sua mãe?

– Qual o problema? – Regina lançou lhe um olhar incrédulo e Emma riu diante da situação. Encolheu os ombros e completou – Era a mais perto.

Regina suspirou e encarou Emma. Só conseguia pensar em como ela era única. Como ela era sua. Viu que não adiantaria nada lutar, então apenas entrou na brincadeira. Aproximou-se de Emma e pegou-a pelos ombros, puxando-a para perto.

Beijou-a intensamente. Apaixonadamente. Afastou-se para Emma e olhou-a com um sorriso, em partes safado, no rosto.

– Isso quer dizer que já foram a mesa e a cama. – mordeu os lábios e aproximou-se de Emma novamente. Beijou sua bochecha até chegar na orelha, sussurrando. – Falta o sofá.

Emma soltou uma gargalhada e beijou Regina novamente. A rainha guiou-a até o sofá, deitou Emma no móvel e em seguida pôs-se sobre ela. Sentou-se sobre seu quadril e começou a beijar o abdome nu da xerife, subindo sensualmente. Passou as mãos pelos braços de Emma e ergueu-os, prendendo-os acima de sua cabeça. Emma fitou-a nos olhos e os viu repletos de luxúria. Desceu seu olhar pelo corpo nu da rainha, sentindo-se mais excitada a cada segundo.

Regina viu a expressão de Emma e tratou de responde-la. Curvou-se sobre Emma e passou a beijar cada parte de seu corpo, do abdome aos ombros. Plantava beijos na base do pescoço da xerife, com uma de suas mãos massageou lentamente seu seio direito. Podia escutar os gemidos abafados de Emma. Passou a concentrar os seus beijos no peito da xerife, até chegar no outro seio. Contornava seu mamilo com a língua, e sugava em seguida, causando arrepios na xerife.

Emma gemia mais alto, aos poucos se entregando ao prazer. Regina se inclinou até a orelha da outra. Emma conseguia sentir a respiração da morena contra sua pele, Regina então mordeu sua orelha carinhosamente e em seguida sussurrou:

– Você gosta disso, não gosta? – deslizou seu joelho por entre as pernas de Emma, pressionando seu centro já úmido. – É isso que você quer? – provocou ela, recebendo um gemido de Emma em aprovação.

Regina desceu pelo corpo da xerife e começou a beijar o lado interno de sua coxa, lentamente, até chegar ao seu sexo. Pressionou sua língua contra o clitóris dela, provocando-a.

– Regina... — sussurrou Emma, em meio a outros gemidos, era a aprovação que a prefeita precisava.

Começou a fazer movimentos circulares enquanto penetrava a vagina com dois dedos, ainda mantendo seus movimentos lentos. Aumentou um pouco a velocidade e, antes que Emma chegasse ao seu ápice, Regina ficou novamente sobre ela encaixando sua coxa no sexo da loira e a dela no seu.

Elas movimentavam seus quadris em sintonia, a xerife arranhava as costas da morena, que gostava disso. O som de seus beijos, dos seus corpos se tocando, a respiração ofegante de ambas, tudo contribuía para aumentar a excitação de ambas. Os movimentos que começaram lentos agora já estavam mais rápidos, e os leves gemidos agora eram mais altos.

Uns instantes depois Regina pode sentir o corpo de Emma tremendo, e a xerife se entregava ao orgasmo, sendo logo acompanhada pela rainha. Quando acabou Regina deixou-se cair ao lado de Emma, deitando sobre seu peito, abraçando-a. Podia sentir o peito de Emma subindo e descendo, em uma respiração ofegante, assim como a sua.

Com o tempo a respiração e o batimento cardíaco acalmaram-se, e elas permaneceram juntas. Regina virou sua cabeça para cima, com o rosto à centímetros do de Emma. A xerife também a olhou e um sorriso apossou-se de seus lábios. Regina inclinou-se para mais perto e beijou-a, capturando seus lábios delicada e docemente.

– Eu te amo... – sussurrou para Emma, quando quebrou o beijo. Sentia-se repentinamente cansada e recuou, apoiando-se novamente sobre o peito de Emma.

– Também te amo. – disse a xerife, afagando os cabelos da prefeita. Não levou muito tempo para a Regina pegar no sono.

Emma levantou-se, deitando a prefeita sobre uma almofada. Alcançou uma manta e cobriu-a delicadamente, em seguida indo em direção ao banheiro. Entrou no cômodo e foi em direção a banheira, abriu as torneiras e deixou que a água morna a preencher. Pegou uma toalha e seu robe, colocando-os ao lado.

Finalmente entrou e deitou-se, ficando quase completamente sob a água, apenas com a cabeça para fora. O banho era calmo e relaxante, tudo que precisava. Fechou os olhos e começou a pensar no seu estranho relacionamento com Regina, só deu conta da presença da mesma quando ela juntou-se a Emma na banheira.

Havia chegado e ido até Emma silenciosamente, entrou na banheira e sentou-se à sua frente, fazendo uma careta.

– Como você consegue tomar banho com essa água fria?

– Está ótima. E quente. – Olhou para Regina com um leve sorriso nos lábios e deslizou sua perna até ela, passando-a entre as de Regina. – Já está com saudades?

Regina riu e olhou para Emma perigosamente. — Eu apenas não terminei ainda, Emma.

Aproximou-se e beijou a xerife, levou suas mãos até as coxas de Emma e as separou, sentando sobre seus joelhos, entre elas. Puxou a trava da banheira, fazendo a água escoar, colando seus corpos molhados. Emma não se manifestou, apenas a beijava. Estava entregue.

Regina começou a provocar o seu clitóris com o polegar, e deslizou um dedo para dentro da xerife. Emma arfou e gemeu baixinho, e então Regina acrescentou mais um dedo a brincadeira. Estocava-a lentamente, ao mesmo tempo que beijava e mordia toda a extensão de seu pescoço e ombro. A xerife segurava os curtos cabelos castanhos da prefeita, mordia o seu lábio e movimentava o seu quadril em sincronia com a mão de Regina.

Emma falou novamente o nome da prefeita ao alcançar o orgasmo.

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– Xerife, posso lhe pagar um café? – perguntou Regina. Estavam no Granny’s, esforçando-se ao máximo para fingir que nada acontecia. – Um pedaço de torta, talvez? – completou, apontando para o doce que ela mesma comia.

– Eu adoraria, mas não poderei te acompanhar. Tenho que voltar para a delegacia. – virou-se para Ruby e pediu um simples café para viagem. Depois sentou-se na mesa ao lado, com Regina. – Mas eu ia amar comer essa torta, desde que você venha de brinde.

Regina riu timidamente e continuou tomando seu café. Logo depois ergueu os olhos e viu que Andrew vinha em sua direção. Olhou para Emma e respirou fundo. Seja o que Deus quiser, pensou.

– Regina, oi! – disse ele, quando se aproximava. A sorte do momento foi que Emma estava de costas para ele, pois sua expressão se fechou na hora que escutou sua voz. Quando voltou a falar sua voz era fria e áspera.

– Então, senhora prefeita, Mary me ligou e disse que a volta do acampamento vai atrasar um pouco. – Não era de todo mentira, Mary tinha ligado para Emma aquela manhã, quando as duas ainda estavam no apartamento. – Eles vão chegar mais tarde e Henry pode passar a noite comigo, vai ser melhor do que leva-lo adormecido à sua casa. Pode pega-lo na escola amanhã?

– Claro. Obrigada, senhorita Swan. – respondeu ela. Emma levantou-se, pegando seu café e saindo do estabelecimento. Mas não antes de lançar a Andrew um olhar cortante e um leve sorriso, mais cínico do que sarcástico. Quando a porta fechou atrás de si foi batida com força.

– Ela é sempre assim? – perguntou Andrew, após Emma sair.

– Acho que só quando está acordada. – respondeu Regina, fazendo ambos rirem. – Emma é uma mulher durona. Perfeita para xerife.

– Eu acredito. Com esse jeito ela conseguiria controlar uma penitenciária inteira sozinha. – disse ele, e Regina sorriu diante da afirmação.

– Sente-se, — disse – me faça companhia. Não terei muito disso hoje, aparentemente.

– Sozinha? – Regina confirmou com a cabeça. Greg pareceu pensar por um momento antes de finamente dizer – Por que não jantamos juntos? Você é a única pessoa dessa cidade que eu conheço. Não podemos contar a garçonete.

– Tenho certeza que Ruby seria melhor companhia. – pensou em Emma por um momento, e apenas torceu para que tudo aquilo que havia dito para ela tivesse causado alguma mudança nos pensamentos da xerife. – Mas sim, adoraria jantar com você.

– Ótimo. Aqui, às oito. – Andrew levantou-se – Mas agora tenho que ir, Greg está esperando por mim. – Aproximou-se de Regina e por um momento pareceu que ia tocar em seu rosto, mas logo recuou. – Até mais tarde. – Disse antes de sair para uma fina chuva que cobria a cidade.

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– Você só pode estar brincando comigo! – Não adiantava o quanto Regina tentava, Emma ficava cada vez mais brava. – Você conversar com ele? Ok, eu posso me esforçar e aguentar isso. Mas um encontro, Regina, sério? – elas estavam na delegacia, por isso Emma não gritava. Mas Regina podia ver a ira refletida em seus olhos.

– Não é um encontro! – disse a rainha, de novo. Já havia perdido a conta de quantas vezes o fizera. – Vamos jantar, só isso. Eu vou tentar conversar, descobrir porque ele e Greg não vão embora de uma vez! Tamara está aqui pelo Neal, mas Greg? Whale o liberou faz meses e ele não foi embora, e agora Andrew vem aqui? Isso não é normal. Eu quero, eu tenho que descobrir o que está acontecendo. Não é como se eu fosse o levar pra minha cama no fim da noite, Emma. Esse lugar é só pra você. – completou com um sorriso, na esperança de aliviar os nervos da xerife.

– Não flerte comigo! – Regina viu claramente que não funcionou. – Para você, pode até não ser um encontro, mas e para ele? Acha mesmo que ele não vai pensar que está em um encontro? Não vou admitir isso, Regina. Você é minha, minha namorada. E se ele tentar te beijar, ou sabe-se lá o que mais?

– Eu recuo. Simples assim. – Emma podia ser teimosa, mas Regina também sabia como o fazer. Cruzou os braços e as pernas, em uma maneira séria, e encarou Emma nos olhos. – Você acha mesmo que eu deixaria ele fazer algo? Eu sei os limites, Emma. Mas se você acha mesmo que eu faria qualquer coisa que não investigar o que está acontecendo... você não me conhece. – suspirou pesadamente, a última coisa que queria era brigar com Emma. De novo. – Pensei que você acreditasse que eu sou melhor que isso.

Emma suspirou. Respirou fundo e tentou acalmar-se, quando falou sua voz era branda. – Me desculpe, eu... Eu sei que você não faria nada, Regina, é só que... Eu não tenho como saber o que ele faria.

– Por isso você tem que confiar em mim. – Regina levantou-se e aproximou-se da xerife, que estava sentada sobre sua mesa. Chegou até ela e ficou entre suas pernas, com os braços em volta de seu pescoço. – Eu te amo.

– Também te amo. – trocaram um rápido beijo. Emma olhou seria pra Regina. – Está bem. Eu estou sendo ridícula. E saiba que eu vou estar no Granny’s também, para ficar de olho em vocês.

– Eu sinceramente não sei se acho fofo ou fico ofendida pela falta de confiança. – Respondeu Regina, com um sincero sorriso. – Tente sorrir um pouco. Andrew acha você a pessoa mais mal humorada da cidade, fria e grossa.

– Meus sorrisos, rainha, são reservados pra você e Henry. E é bom ele ter essa impressão de mim, é essa pessoa que ele vai encarar se mexer com você ou meu filho. – Regina riu diante do que Emma disse, ergueu as sobrancelhas em forma de dúvida. – O que?

– Entre eu com minha mágica e você com força de vontade, quem você acha que é mais forte? – perguntou.

– Minha arma. – respondeu Emma, ambas riam quando Regina a beijou novamente.

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Qual o problema desse cara?, pensou Emma, enquanto observava Andrew e Regina de uma mesa que ficava no canto do restaurante.

Andrew era um homem atraente, Emma tinha que admitir. E Regina era a mulher mais provocadora e desejável que já conhecera. Algo lhe dizia que os dois tão juntos não era uma boa ideia. Chegara há alguns minutos e sentou-se em uma mesa mais reservada, longe o suficiente para não ser notada pelo homem, mas ao mesmo tempo com uma ótima visão dos dois.

Podia vê-los entretidos em uma agitada conversa. Regina ria direto e falava com um interesse genuíno, com seus olhos brilhando. Não estava fingindo o prazer que sentia na companhia de Andrew. Emma não se atrevia a tirar os olhos dos dois, fulminava-os com um olhar de raiva, que era direcionado diretamente para o homem. Agradecia por ficar também fora da visão do balcão, e por o restaurante estar cheio o suficiente para Ruby não reparar nela.

Depois de um tempo a garçonete se aproximou. Trocou algumas palavras com Andrew, que questionou Regina sobre algo e recebeu uma afirmação como resposta, em seguida completou seu pedido para Ruby e ela voltou para a mesa alguns minutos depois com uma garrafa de vinho e duas taças. Serviu-os e se retirou, Andrew levantou sua taça e fez um brinde para algo.

Emma não tinha ideia do que era, mas com certeza era algum elogio a Regina. A rainha abaixou os olhos e sorriu timidamente, manteve-se assim quando ergueu seu próprio copo para acompanhar o brinde. Algumas risadas mais tarde ele inclinou-se levemente sobre a mesa e pegou a mão de Regina entra a sua. A rainha desceu o olhar até suas mãos, mas não afastou o toque.

A xerife decidiu que aquilo já era demais. Regina podia estar fazendo aquilo por obrigação, mas ela não era obrigada a ficar lá assistindo. Gostaria, sim, de ficar de olho nos dois, mas estava sendo mais tortura do que imaginara.

Levantou-se e foi andando até a porta do restaurante, quando passou pela mesa que os dois ocupavam Regina estava tão concentrada que não se deu o trabalho de erguer os olhos para Emma. Andrew também estava concentrado.

Mas sua concentração ia para o decote da rainha.

Emma respirou fundo, e com as mãos fechadas em punhos apertados ao lado do corpo saiu do restaurante. A noite estava fria, regada por uma leve brisa que causava arrepios em Emma. O céu iluminava-se com milhares de estrelas e uma linda lua cheia. Mais uma noite em que Ruby terá que ficar em casa com a capa por causa desses visitantes desgraçados, pensou ela.

Desceu os degraus do restaurante rapidamente e foi em direção ao estacionamento que ficava na rua lateral. Só então lembrou que por algum motivo desconhecido ela havia ido a pé. Deu meia volta e começou a andar para o apartamento. Mary, David e Henry logo chegariam, se já não haviam o feito.

O vento soprou mais forte, e outro calafrio percorreu seu corpo. Seus cabelos, soltos, se esvoaçavam cobrindo-lhe parte do rosto. Cruzou os braços e se encolheu, tentando fugir do frio e começando a andar mais rápido, quanto antes chegasse em casa melhor. Andava de cabeça baixa, com o rosto franzido e os olhos fixos no chão, refletindo sobre tudo o que estava acontecendo.

Não percebeu a presença de ninguém até esbarrar nele. Recuou com o impacto e tropeçou em alguma pedra atrás de si, começando a ir de encontro ao chão. Sentiu as mãos – não, a mão­ – do homem em sua cintura, impedindo sua eminente queda, enquanto seu outro braço voava para longe dela, como se nele tivesse algo que a machucaria caso ficasse perto.

E de fato, machucaria.

Seus olhos se encontraram e fixaram-se uns aos outros. Lentamente ele a puxou para perto, erguendo-a e devolvendo o trabalho de ficar em pé para os pés da loira. Quando abriu a boca Emma pode ouvir aquele sotaque carregado e inconfundível, que somente um pirata no mundo possuía.

– Devagar, loira. Sentiu minha falta? – completou, com um sorriso sarcástico.

Notas finais
Killian Jones à vista, babys.