Notas iniciais
Olá pessoal, voltamos! Primeiramente, desculpem a demora para atualizar, vamos tentar fazer o próximo rapidinho pra compensar (ênfase no "tentar", viu gente?). Segundo, depois do capítulo passado super frustrante (sim, admitimos que foi frustrante, pra gente também foi.) esperamos que esse compense e deixe vocês animadinhos. Enfim, o capítulo:

Emma não conseguiu voltar para a delegacia depois de sair da casa de Regina. Ainda era de madrugada e ela deveria terminar o turno da noite, mas não conseguiria ir para lá e encarar aquele vazio, decidiu ir para casa. Entrou no apartamento silenciosamente, tomando cuidado para não despertar alguém. Subiu as escadas para o quarto que dividia com Henry e trocou de roupa rapidamente, sem forças para tomar banho. E em seguida deitou-se ao lado de Henry.

Olhou para o menino dormindo ao seu lado por um tempo, mas por mais que tentasse não conseguia afastar Regina de sua mente. Virou-se para o outro lado, mas dessa vez não lutou para afasta-la de seus pensamentos. Pensou em como se sentia quando próxima a rainha, em como aqueles poucos momentos ao lado dela haviam sido alguns dos melhores de sua vida.

Sem perceber descobriu-se sorrindo diante dessas memórias. E então a dor do fato de que esses momentos não existiriam mais a tomou. Pensou em Regina e em como seus toques a completavam, como era boa a sensação de sentir a pele da rainha tocando a sua. E antes mesmo que pudesse prever algo, entrou em um choro silencioso e lamentou todos os acontecimentos daquele dia.

**********************

Regina estava de coração partido.

Nada mais poderia descrever sua dor. Havia descoberto o que eram todas aquelas sensações perto de Emma, sensações que apenas sentiu uma vez antes... com Daniel. Se culpava pelo que acontecia mais do que culpava Emma. Amor é fraqueza. Ela sabia disso e mesmo assim havia amado de novo, e agora esse era o resultado, um coração partido.

Acima de tudo o que mais a assombrava era a loucura da situação, sabia que não havia lógica em seus atos mas mesmo assim os fez. Por mais que tentasse negar não conseguiria mais, em poucos e simples "encontros", ela havia se apaixonado perdidamente pela xerife. E se matava interiormente por isso. Se Regina não tivesse permitido todo esse contato com Emma, não teria se apaixonado nem teria sido usada pela loira.

Começou a pensar em tudo o que Emma dizia, que jamais faria isso, que havia outro motivo. Mas qual seria? Lembrou-se de quanto tempo levou até que ela conseguisse amar novamente, e decidiu que tinha de fazer alguma coisa. Amava Emma e não ia desistir, não enquanto ainda houvesse uma pequena chance de o sentimento ser correspondido.

*********************

Emma acordou com olheiras e assustada. Henry não estava mais na cama, assim como o resto da casa estava vazia. Todos já deviam ter acordado e ido trabalhar, deixando-a dormindo. Agradeceu por isso, assim não precisou falar com David ou Mary, ainda não havia trocado uma palavra com eles desde a briga.

Tomou um banho e trocou de roupa, quando desceu as escadas encarou a cozinha sem vontade alguma de preparar o café. Pegou suas chaves e decidiu ir ao Granny's. Logo chegou ao e entrou no restaurante, sentando-se no balcão e pedindo a Ruby um café grande e um pedaço de torta, sentia-se fraca e precisava tentar comer algo.

Suspirou e encarou o balcão, precisava colocar a mente em ordem. Havia perdido Regina. Não sabia explicar o que estava acontecendo, não sabia dizer o que acontecia quando estava com Regina, mas era como se seu mundo fosse completo apenas nesses momentos.

Começou a pensar na primeira vez que haviam se tocado. Em como o calor de Regina contra seu corpo era bom, até mesmo com toda a incerteza que sentiam. Lembrou-se também de seu celular as atrapalhando e um sorriso surgiu em seu rosto, até que tomou consciência de algo mais. Desceu as mãos até os bolsos de seu casaco, tanto externos quando internos. Seguiu com elas até os bolsos de sua calça, com um ar de desespero assumindo seu rosto. Não estava com seu celular. Voltou em sua memória e percebeu que também não havia o visto em casa, sua mente se contorcia até perceber o que havia acontecido, que havia o esquecido na casa de Regina.

Respirou fundo e pensou. Ela precisava de seu celular, teria de ir busca-lo. Lembrou-se de como foi tratada por Regina há algumas horas, e seu coração se entristeceu. Suspirou diante do pedaço de torta quase intocado, não poderia adiar, quanto antes fosse busca-lo mais rápido acabaria com isso de uma vez. Acabaria com tudo de uma vez. Pagou Ruby pela comida e se levantou. Estava indo em direção à saída quando Neal entrou no restaurante, abrindo um enorme sorriso ao vê-la.

-Emma, oi!

- Oh, olá, Neal — forçou um sorriso — Tudo bem?

- Sim, ótimo. Eu queria falar com você, posso buscar Henry na escola hoje? Eu queria sair, fazer alguma coisa com ele.

- Claro, ele vai adorar. Estou feliz que vocês estejam se dando bem.

- Sim, ele é ótimo. Um ótimo garoto. — as palavras de Neal transmitiam alegria e sinceridade, porém não foi esse o efeito que causou sobre Emma.

- Ele é... Regina fez um bom trabalho. — disse com certa mágoa. — Bem, eu tenho que ir. Nos vemos mais tarde.

- Emma, espere! está tudo bem? Você está estranha.

-Sim, não é nada. Eu tenho mesmo que ir. — disse enquanto se desvencilhava de Neal e saia para a manha gélida que cobria a cidade.

**************************************

Regina não conseguiu dormir nem um minuto durante a noite. Levantou-se pela manha e foi até o banheiro, olhando-se no espelho. Seu rosto estava abatido, mas ela não esperava outra coisa. Viu o reflexo de seu pescoço, cheio de marcas roxas deixadas por Emma. Suspirou e em seguida desceu as escadas, indo até a cozinha. Sentou-se com uma xícara de chá na sua frente, sentia-se fraca, mas não conseguia comer nada.

Encarou o lugar onde Emma tinha se sentado quando tomaram café juntas, à sua frente. Lembrou-se dos sorrisos tortos que a xerife dava, e de como havia forçado para fazê-la conversar sobre o acontecido. Novas lágrimas começaram a escorrer por sua face, Regina levou a mão ao rosto tentando limpa-las, mas isso só serviu para lembrá-la de como Emma também havia limpado suas lágrimas, doce e gentilmente.

Levantou-se e seguiu até a sala, deixando-se cair sobre o sofá. Sofá em que outrora havia estado com Emma. Por mais que tentasse não conseguia parar de pensar nela. Lamentava-se e culpava-se pelo o que fez, conseguiu perder a xerife logo depois que a ganhou. Se assustou com o barulho a campainha ressoando pela casa, levantou-se rapidamente e secou suas lágrimas por impulso, porém sabia que isso não disfarçaria o fato de que ela estava chorando.

Foi até o hall de entrada, mas quando chegou lá já estava decidida a não falar com ninguém, não neste estado. Seja quem fosse, iria embora sem ser atendido. Virou-se para as escadas mas a campainha tocou novamente, e uma imensa curiosidade acendeu-se dentro de Regina. Ver quem era não seria tão ruim, seria?

Andou até a porta e espiou pelo olho mágico. O choque dominou seu corpo ao ver quem estava do outro lado da porta. Sem hesitar abriu-a.

- Emma...? — Disse tristemente. — O que está fazendo aqui?

O coração de Emma doeu ao ver Regina à sua frente. Seus olhos estavam inchados e vermelhos, fundos e com enormes olheiras. O nariz também levemente avermelhado e seu rosto não possuía a cor e a vivacidade que sempre transmitia. Podia ver que ela estava sofrendo. Podia ver que a rainha provavelmente havia chorado a noite toda, no lugar de dormir. Mas ainda assim se manteve imparcial diante Regina.

- Eu esqueci meu celular. — foi tudo o que disse.

Regina abriu um leve sorriso, já havia odiado muito aquele celular, por ter as atrapalhado, mas nunca o amou tanto quanto agora, trouxe Emma à ela. Deu um passo para trás e deixou que Emma entrasse, sem falar nada. A xerife, também mergulhada em silencio, subiu as escadas e foi em direção ao quarto de Regina, que a seguiu. Ao entrar no quarto todas as lembranças da noite interior invadiram a loira, encarou a cama onde tinha estado com Regina por um tempo e começou a procurar o celular, não tinha a mínima ideia de onde ele havia ficado.

- Emma. — chamou Regina, que estava parada à porta, vestindo apenas uma camisola. Mesmo contra sua vontade, Emma não pôde resistir e olhou para as curvas de Regina com desejo. — Sobre ontem...

- Não se preocupe, acabou. — Emma conseguiu se controlar e olhava fixamente para os olhos de Regina. — Afinal, você não iria querer manter algo com uma criança, iria?

E rosto de Regina assumiu completo arrependimento. — Eu... me desculpe. Eu não deveria ter dito aquilo.

- Então por que disse?

- Eu estava zangada. Me desculpe. — Regina respirou fundo e continuou. — Eu sei que pode ser difícil, se acostumar com isso. Eu sou mesmo a Rainha Má.

- Eu disse que não tinha... — começou Emma.

- Deixe-me falar. Eu sou. Eu sou ela. Não há o que negar, Emma. — Regina começou a se aproximar da xerife, lentamente, conforme falava. — Me desculpe... Eu acho que estava tão assustada, e com tanto medo do que aconteceria quando você percebesse o que estava fazendo, com quem estava fazendo, que eu coloquei meu medo acima de tudo. E quando isso acontece... eu aprendi a me proteger afastando todos de mim.

Por mais que Emma lutava contra, seu olhos estavam marejados com o que Regina falava. Conseguia compreender a sensação de medo da rainha, ela mesma a sentia.

- Eu deveria ter confiado em você. — Regina estava agora de frente para Emma. — Mas eu também gostaria que você tivesse confiado em mim...

Emma interrompeu Regina com um beijo. Um beijo doce e ao mesmo tempo quente. Envolveu-a em seus braços, puxando-a para seu corpo, protegendo-a em meio ao seu aperto. Regina não recusou os toques de Emma, apenas se entregou completamente à eles. Desceu seus beijos para o pescoço da xerife, que a guiava até a cama.

Emma empurrou Regina até ela se deitar e se pôs em cima dela. Começou a beijar os braços, ombros e pescoço da rainha, descendo as alças da camisola lentamente, enquanto Regina tirava o casaco e camiseta de Emma. A xerife sentou-se sobre o quadril de Regina e encarou a mulher à sua frente, logo em seguida desceu e beijou-a intensamente.

- Mas que droga... — exclamou Regina enquanto Emma saia de cima dela. — Eu ainda vou jogar esse maldito celular na parede. — completou enquanto Emma deu um leve sorriso e se abaixou, encontrando o aparelho que tocava em baixo da cama da prefeita.

- Alô. Oh, oi... — era David quem estava ligando.

- Oi, Emma. Eu só estou ligando para... para confirmar que vou ficar na delegacia hoje, você pegou o turno da noite então... — era a primeira vez que David tentava falar com Emma depois que brigaram e esperava conseguir conversar um pouco mais com a filha, mas não era isso que a xerife queria.

- Sim. Claro. Eu apareço lá mais tarde. — foi tudo o que Emma disse antes de desligar o telefone. Sentou-se na beirada da cama de Regina e encarou o aparelho em sua mão, enquanto suspirava. Por um breve momento, o que ela havia estado com Regina, se esqueceu da briga que tivera com os pais.

- O que David queria? — perguntou Regina, ainda deitada.

- Como sabe que era David?

- Eu vi no identificador de chamadas quando você atendeu. — Emma apenas ficou quieta e suspirou de novo. Regina se apoiou nos cotovelos, analisando a xerife. Tinha algo errado, sabia que tinha. — O que aconteceu? Por que você falou com ele desse jeito?

- Nada... — sussurrou Emma, apenas deixando Regina ainda mais intrigada. A loira ainda estava sentada à beirada da cama e Regina se aproximou por trás, se pondo de joelhos às costas de Emma. Colocou as mãos em seus ombros e começou a massagea-los levemente.

- Emma... o que está acontecendo? Deixe-me ajuda-la. — disse próximo ao ouvido da xerife, sua voz realmente demonstrava preocupação.

- Por quê? — Emma perguntou, também com voz baixa.

- O que?

- Por que você quer tanto me ajudar? — Emma se virou e olhou Regina nos olhos, com os seus levemente úmidos.

- Porque eu me importo. Porque eu me preocupo por você... — Regina chegou mais perto, com o rosto a apenas alguns centímetros do de Emma, sem jamais desviar o olhar. — Porque eu te amo.

Notas finais
Então, gostaram? Até agora a história está SUPER focada nas duas, vamos começar a adicionar alguns outros personagens aos poucos. Se não, não tem história pra contar. Esperamos que tenham gostado, deixem reviews e sugestões. E quem nunca comentou, apresente-se plssssss ! A opinião de todos vocês é extremamente importante !
Enfim, até o próximo capítulo o/