Notas iniciais
Bom, esta ai mais um capítulo da nossa fic!
Este esta seguindo a mesma linha dramática do primeiro, mas com mais diálogos. Espero que gostem, escrevemos com carinho!
Aaah! Muito obrigada pelos reviews! Nós definitivamente amamos *---* vocês são uns amores !

Emma estava nervosa, suando frio. A preocupação dominava todo seu corpo, sentia um nó subindo em sua garganta. Batia a porta de Regina com mais força do que o realmente necessário para acordar alguém durante a noite. Esperou alguns segundos que pareceram uma eternidade, olhou pelo vitral ao lado da porta, nenhum sinal de Regina. Bateu novamente, dessa vez também chamando pelo nome de Regina. Nada. Nenhuma luz se acendeu, nenhum som se propagou naquela imensidão de silencio. Dessa vez Emma não pensou duas vezes antes de chutar a porta com força suficiente para arrombá-la. Precisava entrar, precisava saber o que estava acontecendo, precisava saber se Regina estava bem.

A porta se abriu com um forte estrondo cortando o silencio penetrante. Emma entrou em disparada, tudo o que queria saber era o que estava acontecendo. Subiu as escadas correndo, verificando todos os cômodos. Entrou no quarto de Regina e viu apenas a cama desarrumada e vazia, a janela estava aberta e o vento cortante entrava no quarto, deixando todo o cômodo com um ar terrivelmente gélido. Voltou ao corredor e abriu todas as portas e procurou por todos os quartos, se demorou um pouco ao antigo quarto de Henry, de repente tomou consciência de que nunca havia estado ali, olhou ao redor e viu uma foto de Henry com Regina, e automaticamente se perguntou como era a relação dos dois antes que ela entrasse na história. Em meio segundo ela se lembrou porque estava ali e a preocupação voltou a sua mente, não encontrou Regina em nenhum lugar no andar superior da casa e volta as escadas quando percebe algo no andar de baixo. Desceu as escadas correndo e correu em direção a aquela sombra no chão, que ficava no escritório da antiga rainha. Regina estava inconsciente no chão do escritório, havia sangue no lugar onde estava. Seus braços e pernas estavam ensopados daquele liquido vermelho. Emma estava congelada, pregada no lugar em que se encontrava. O pior passou por sua cabeça, de repente ela se lembrava de todos os tipos de assassinatos brutais que já tinha visto em algum programa de TV.

Retomou o fôlego, lutando para se manter firme. Se aproximou de Regina lentamente, com um grande pesar, com um grande medo do que encontraria ali. Se abaixou ao lado do seu corpo de maneira muito mais devagar do que o normal, tocou nela de maneira carinhosa, levou sua a mão ao pescoço da morena. Soltou a respiração que não sabia que estava prendendo quando viu que ela tinha pulsação. A sensação alívio tomou seu corpo, coisa que não durou sequer um segundo, e ela já estava se corroendo de preocupação novamente.

– Regina... Regina... — sussurrou ela, tentando despertar a outra. Mas nada. Nenhum sinal de vida. Emma engoliu em seco e tentou novamente — Regina, Regina acorde! — ela disse mais forte dessa vez.

Sua tentativa foi novamente frustrada e ela olhou ao redor, tentando entender o que havia acontecido. Havia cacos de vidro ao redor de seu corpo desacordado, provavelmente de uma taça ou copo quebrado. Mas porque Regina estava daquele jeito? Seus joelhos ainda sangravam e toda a extensão do antebraço estava seriamente cortada, pedaços de vidros estavam cravados em sua pele macia. Seus olhos estavam inchados, o que indicava muito, muito, choro. Algumas lágrimas ainda estavam úmidas em suas bochechas. Emma se recordou dos acontecimentos da tarde anterior, Regina deveria estar devastada também internamente.

A preocupação tomou conta de todos os seus pensamentos — novamente — e ela começou em uma tentativa desesperada de despertar a prefeita.

– Regina, por favor, por favor, acorde. — eles já estavam tocando nela com mais firmeza, mas ainda de maneira cuidadosa, como se a outra fosse estivesse tão frágil que um simples toque de maneira errada pudesse machucá-la, e Emma não queria feri-a ainda mais. Em seu interior desejava que fosse apenas um pesadelo, que ela acordasse e tudo acabasse.

Ela olhou para o rosto inconsciente da Regina e não conseguia pensar em mais nada. Passou os braços sob o corpo de Regina trazendo ela para seu colo. Começou a sacudir novamente Regina, tentando fazê-la acordar. — Por favor, Regina! Vamos acorde! — ela sussurrava. Regina estava viva, ela sabia disso. Emma fechou os olhos e pensou em sair dali e chamar uma ambulância, quando sentiu um leve toque em sua mão.

Regina estava se mexendo e ainda estava inconsciente, mas podia sentir algo, alguém a tocando de maneira desesperada, alguém sussurrando seu nome. Sentiu braços ao redor de seu corpo, e buscou conforto naquele abraço desconhecido. Sequer sabia onde estava. Finalmente reconheceu a voz que tanto chamava por seu nome, era de Emma. A loira parecia estar preocupada, possuía um tom grave em sua voz, mas o simples fato de estar chamando tanto pelo nome de Regina tornava isso uma sensação boa. — Emma... — ela sussurrou sem ainda despertar completamente, e um sorriso se formou em seu rosto, expelindo paz e tranquilidade para aquele rosto arranhado e sujo de sangue. De repente Regina se lembrou porque estava ali, o que estava acontecendo. Lembrou-se do que aconteceu na noite anterior e a consciência voltou a sua mente. Abriu os olhos e continuou com o leve sorriso nos lábios. Encarou os olhos verdes que estavam sobre ela, que de preocupação passaram para alívio rapidamente.

– Regina... — Emma estava sorrindo também. Alívio tomou conta de seu corpo, o aperto que sentia no peito afrouxou. Mas a felicidade logo sumiu do seu rosto. Regina não estava mais sorrindo, e sim com uma expressão seria no rosto. Havia tomado conta da posição que estava, do que estava acontecendo.

– Srta. Swan... — ela começou, mas antes mesmo que a frase estivesse terminada Emma já estava saindo de perto de Regina, pôs-se de pé rapidamente, e certo constrangimento se formou em seu rosto.

Regina não foi tão rápida, ainda estava fraca, se demorou no lugar em que estava. Com um grande pesar sentou-se no chão, olhando em volta. Havia uma enorme mancha de sangue em volta dela, assim como nas calças da Xerife, provavelmente do lugar em que ela se ajoelhara no chão. Olhou para seus braços e pernas, e sentiu uma pontada de dor em cada corte que os cobria. Se esforçou para levantar, e quando finalmente conseguiu fazê-lo com seus braços e pernas doloridos, encarou Emma que estava a sua frente, ela estava constrangida, assim como Regina.

Ambas se encararam com um olhar de solidariedade, até que Regina se sentiu obrigada em vestir sua máscara de rainha, novamente. Apenas ela sabia a dor que lhe era causada cada vez que assumia essa frieza, cada vez que colocava essa máscara para se proteger, para disfarçar sua dor e seu sofrimento. Suspirou e lançou a Emma o olhar mais frio que conseguia reproduzir.

– Regina, eu... — começou Emma, mas Regina não deu chance de deixa-la terminar, a última coisa que queria era ouvir explicações, estava exausta.

– A senhorita invadiu minha casa? — perguntou rispidamente.

Emma ficou de boca aberta, não conseguia entender. Em um momento Regina estava sussurrando seu nome e em seguida havia tomado novamente a posição de Rainha Má – É... Eu... Sim. Ou melhor, não. Eu sou a xerife, esse é meu trabalho. Ligaram fazendo uma queixa, e depois de bater e não ter resposta eu tive que entrar.

– Ligaram? — o olhar de Regina agora é indignação pura, porque alguém nessa cidade se preocuparia com ela?

– Sim, pediram para eu verificar o que estava acontecendo. Na verdade queriam que eu viesse aqui e atirasse em você, mas eu não considerei essa parte — ao som dessas palavras um sorriso sarcástico escapou da boca da morena, agora sim fazia sentido.

– É claro que queriam. Bem, se você se importa, já viu que está tudo bem, gostaria que se retirasse agora.

– Não! Regina, não. Eu não vou sair daqui sem explicações e eu preciso levá-la ao hospital. Esta ferida!

– Honestamente, Srta. Swan acho que você não entendeu. Eu estou ótima, e você não tem motivos ou desculpas para ficar na minha casa a essa hora... — começou Regina em um tom que indicava que sua lista não chegaria ao fim tão cedo, Emma estava muito impaciente e preocupada para esperar até que a outra se calasse.

– Olha, você pode falar o que quiser, mas eu não vou sair daqui sem explicações e ter a certeza absoluta de que você está bem, isso se eu não a levar a um hospital. — Emma tentou imitar o tom de voz autoritário que Regina usava contra ela, mas sua tentativa foi mais do que falha, serviu apenas para deixar a outra ainda mais irritada.

Regina suspirou para controlar sua raiva, não podia deixar esses sentimentos a levarem, não para Emma. Se ela a machucasse, perderia o filho para sempre. Dirigiu para Emma um olhar cansado, essa tentou novamente quebrar as barreiras de proteção que a rainha erguia diante de si.

– Regina, eu só quero te ajudar. Você sabe que precisa disso, porque não permite que eu te ajude?

– Eu.. — um soluço saiu atravessado junto com sua palavra, mas ela não poderia arriscar se abrir desse jeito para sua maior inimiga, portanto retomou a postura e o tom de voz antes de continuar — Eu exijo que se retire — retrucou, pronunciando pausadamente, dessa vez sem deixar espaço para qualquer outro sentimento em suas palavras, mas sem capacidade para olhar nos olhos de Emma. Sentia um aperto em seu coração. Queria agradecer a Emma por estar ali, queria mostrar que se sentia grata, que ainda possuía emoções em seu interior. Sabia que esses pensamentos não tinham nenhum tipo de lógica. Mas seu coração gritava por carinho, e era Emma que estava até a pouco sobre ela, desesperada para que acordasse. Regina estava confusa, e como sempre, quando sentia qualquer sentimento que não compreendesse, se escondia atrás da máscara da rainha, mesmo com toda a dor que isso causasse.

Emma olhou para ela com certo desprezo no rosto. Como Regina conseguia ser assim? Por fim todos estavam certos, ela nunca mudaria. O coração de Emma doía, mas ela se rendeu. Apenas assentiu com a cabeça e saiu porta afora, deixando para trás uma Regina machucada. Vendo a situação Regina quis correr atrás de Emma, mas tudo o que fez foi sentar-se ao pé da escada e recomeçar a chorar.

Notas finais
E ai ? Gostaram ? Reviews ? Lembrando que os reviews com as críticas e os elogios são importantes para nós, pois é nossa primeira fic e queremos saber o que vocês estão achando para podermos evoluir. A opinião de vocês é de extrema importância! Obrigada por lerem mais um capítulo e preparem seus coraçõezinhos para o próximo, acho que vocês vão gostar muito ;)