The Wizards Tale: Choosen
2 Visões
Capítulo 2: Visões
( P.O.V. de Felix )
Eu não tinha ideia do que me acordou tão cedo naquela manhã em particular. Não que eu estivesse acostumado a acordar tarde, mas ainda eram seis da manhã, um pouco cedo de mais. Mas aquele sonho...
Não me lembrava da maior parte, mas havia uma tempestade, um castelo e uma menina... Uma menina bonita.
Esse pensamento em particular me fez sorrir mas logo tirei isso da minha mente e me levantei. Eu realmente precisava do café da manhã agora.
A mente um pouco clara depois de um copo de leite morno — Eu poderia esperar pelas panquecas da minha mãe, em vez tomar um verdadeiro café da manhã tão cedo — eu fui para a sala e liguei a televisão. Tecnologia Trouxa... Algumas coisas eram realmente inúteis, porque podíamos fazer a mesma coisa com a magia e economizar espaço, dinheiro e tempo em, mas coisas como TV, videogames e computadores eram realmente úteis. TV e jogos apenas por diversão, mas os computadores poderiam realmente tornar as coisas como comunicação e pesquisa um pouco mais rápidas.
Não que eu realmente preferisse computadores a livros, eu tinha uma paixão por livros, mas quando você precisar de alguma informação urgente e você não sabe exatamente onde procurar, é mais fácil digitar no computador do que olhar em cada livro de uma biblioteca, certo? E se você precisa urgente de falar com alguém, esperar por corujas irem e voltarem é um pouco lento. Não que esta última parte me ajude muito, não é como um menino de onze anos de idade ter algo tão urgente para falar com os outros, menos ainda bruxos terem computadores.
Por este lado, considero-me muito sortudo. Alguns bruxos dizem que o mundo é separado em dois grandes grupos, bruxos e os trouxas, e os dois são criados para serem separados. Não é assim que as coisas funcionam em casa. Você vê, eu não sou um bruxo puro sangue. Bem, meu pai vem de uma família puro sangue. Eles não gostam de mim, mesmo eu não tendo nada contra eles. Mas eu acho que é tudo sobre a mamãe. Eles são aquele tipo de bruxos que eu disse a você, que acham que o mundo dos bruxos e dos trouxas têm que ser separados, mas minha mãe, diferente do meu pai, não qualquer sangue mágico na família. Isso quer dizer que eu sou meio à meio. Um legado dos dois mundos, e é por isso que eu acho que tenho sorte. Eu só queria que mais pessoas pensassem mais como eu.
Mas estou feliz com a minha vida. Uma família maravilhosa, bons amigos, nada do que reclamar.
A única coisa ruim sobre TVs é que às vezes não têm nada de bom para assistir, e agora era um daqueles momentos. Eu desliguei e fui para a nossa pequena biblioteca. Olhando ao redor, eu achei o livro que eu estava lendo ontem, Eragon, um livro que eu recebi da minha melhor amiga, Selenia, no meu último aniversário, mas eu não terminara de ler ainda, porque eu estava terminando alguns outros livros que estava lendo.
Era um livro trouxa, é claro, mas fera interessante a maneira como eles retratavam a magia lá. E sobre os dragões... Eu sempre os achara criaturas fascinantes.
E assim surgiu algo à minha mente. No meu sonho, quando a menina entrou naquela sala, havia uma estátua de um dragão no corredor, e eu tinha certeza de que a estátua movera a cabeça em direção à porta e os olhos dela brilhavam em vermelho quando a porta se fechou.
Por que eu tinha que me lembrando daquilo? Tudo o que eu mais queria era esquecer que aquilo tinha acontecido antes dos meus pais acordarem. Era só um sonho, e eu queria que aquela fosse a última vez que isso iria acontecer.
As próximas três horas foram gastas na leitura, nada mais aconteceu. Na hora do café da manhã eu já tinha esquecido tudo sobre o meu sonho. Foi bom, porque eu não tinha certeza de que meus pais diriam sobre isso. Mamãe certamente ficaria preocupada, mas era o que o que o meu pai diria que me preocupava. Eu tinha uma ideia do que poderia ser, certamente não era bom.
Após café da manhã eu saí para me juntar aos meus amigos. Eu lhes disse que provavelmente iria para uma nova escola longe e estávamos tentando aproveitar o máximo de tempo juntos que podíamos.
De todos os meus amigos, dois deles eram especiais, Turbo e Selenia. Éramos quase como irmãos. Bem, os dois eram realmente irmãos, mas eles me faziam sentir parte do grupo. Eram trouxas, mas eles sabiam sobre a minha relação com o mundo mágico.
Foi Selenia quem descobriu, ela nunca me disse como ou por quê. E, de fato, este foi o único segredo que ela tinha escondido de mim desde que tínhamos cinco, quando me mudei para cá e nos conhecemos.
Turbo, por outro lado, era um pouco mais reservado. Exceto quando o assunto era uma corrida. Ele simplesmente amava isso. Ele e Sonic, outro dos meus amigos, eram como rivais, sempre tentando saber quem era mais rápido.
Mas o verdadeiro rival de Turbo era Vanellope, uma menina do orfanato da cidade. Os três viviam competindo uns contra os outros.
A pior parte era quando eles começavam a discutir e queriam minha opinião sobre o assunto. Na verdade eu não era um grande fã de corridas, e eu não queria dar razão a um deles, com medo de que os outros ficassem com raiva de mim. Sorte que eu podia contar com Selenia para acalmá-los e salva-me dessas situações.
Naquele dia em particular eles não estavam em casa. Quando eu perguntei, a mãe deles disse que os dois tinham ido para o jardim zoológico.
Eu encontrei-os próximo à jaula dos leões, onde eu sabia que era o lugar favorito da Sely.
Sally tinha olhos verdes e, cabelo castanho claro, luz pele bronzeada tempo, ela era alto, magro e estava sempre sorrindo.
Implantação no terreno em frente para ela era seu irmão. Ele tinha cabelo curto, da mesma cor que a sua irmã, e olhos dourados. Ele não era tão alto como ela, para que todos normalmente confundido ele como seu irmão mais novo.
Ele não gostava que, principalmente considerando que ela não agiu como ela é mais velha do que cinco anos de idade, a maior parte do tempo, pelo menos, mas ela é mais inteligente para sua idade, e tem um espírito brincalhão.
Diferente de Turbo, Selenia tem uma grande amizade com Sonic e Vanellope. O trio eram rebeldes com apenas um objetivo, se divertir. Você tinha que ter cuidado quando eles estavam tramando algo, você pode ser a próxima vítima.
"Ei, Felix!" Selenia me viu e acenou alegremente. Se bem que ela estava sempre sorrindo.
"Oi Sely! Turbo! O que vocês estão fazendo aqui tão cedo?"
"Nada." Turbo murmurou. "Oi para você também, Felix."
"Então, você leu o livro?" Selenia perguntou, pulando ao meu lado com um sorriso grande, infantil.
"Estou lendo." Eu disse a ela. "Mas quem termina um livro em três horas?" Eu perguntei rindo.
"Sely termina." Turbo também riu.
"Bem, Sely é uma máquina, não é humana!" Outra voz riu, e todos nos viramos para ver Sonic em pé ao lado de Turbo.
Notei as bochechas de Selenia ficarem um pouco vermelhas quando ela olhou para ele, escondendo um pouco atrás de mim, o que era meio impossível já que ela era mais alta do que eu.
"O que há de errado com a Sunshine?" Sonic riu.
Eu não podia ver, mas sabia que Selenia tinha ficado ainda mais vermelha quando ele disse isso. Fora Turbo quem lhe dera esse apelido, e ela simplesmente detestava quando Sonic a chamava assim.
Mas, na verdade ela só agia assim quando Vanellope não estava por perto. Se bem que ele também só a chamava de Sunshine quando a amiga não estava.
"O que foi Sonic?" Perguntou Turbo.
"Nada com você, Turbo. É com a Sunshine que eu vim falar."
A rivalidade entre os dois era grande, mas eles diziam tudo sob sorrisos, eles eram bons amigos também.
"Nós estamos indo agora?" Sely perguntou. Seu comportamento mudou de repente e ela correu feliz ao lado de seu amigo.
"Bem, eu acho que sim." Ele sorriu de volta.
"E quanto a Vanellope?"
"Um pouco doente hoje, ao menos foi o que ela me disse, mas não me pareceu muito doente."
"Bem, então vamos lá!" Ela exclamou animada.
"Espere um pouco. Onde vocês dois estão indo?" Turbo perguntou, levantando-se e pondo-se entre os dois.
"Oh, apenas uma pequena aventura." Selenia disse.
"Nós vamos dar uma olhada no velho museu." Sonic respondeu em tom de desafio à Turbo.
"O quê?!" Eu perguntei, surpreso. "O antigo museu? Sely, é perigoso!" Eu a avisei, preocupado.
"O que é divertido na vida sem um pouco de riscos?" Ela riu.
"Mas..." Eu comecei a protestar.
"Lix, você é muito bonzinho, por que ainda anda com a gente?" Sonic me perguntou com um sorriso divertido.
Eu só balancei a cabeça. Eles eram boas pessoas, mas também eram rebeldes. Eu, por outro lado, era o tipo de garoto que Sely descreveria como"príncipe encantado," o tipo de cara que era bonito, gentil, que todo mundo adorava, que sempre estava lá para quem precisasse, não era muito corajoso, mas podia ser e bancar o herói quando alguém precisasse dele também. Palavras dela, não minhas.
É estranho quando você pensa que um grupo de cinco crianças da mesma idade cresceram juntas, no mesmo bairro (com exceção de Vanellope, que vive um pouco longe), e sendo os melhores amigos. Uma estranha coincidência.
Eu sentiria falta deles em Hogwarts. Bem, exceto de Sonic, que é um bruxo, como eu, mas os outros... Eu ia sentir muita falta deles.
Eu sabia que era errado, mas eu também não queria decepcionar os meus amigos. Com um suspiro resignado, eu fui atrás deles.
"Então, você decidiu se juntar a nós?" Sonic brincou.
"Eu só quero ter certeza de que nenhum de vocês vai fazer qualquer coisa idiota que possa me machucar, ou pior, matar alguém."
"Bem, é ruim que Turbo não pensa como você."
Isso me fez olhar para trás e ver que Turbo ainda estava de pé no mesmo lugar que ele estava minutos atrás.
"Ei Turbo!" Eu chamei.
"De jeito nenhum, Felix. Eu não vou a lugar nenhum!" Ele protestou.
"Por favor, Turbo!" Selenia pediu. "Não vai ser tão divertido sem você!"
Eu sabia que Turbo não podia resistir, não o olhar que sua irmã lhe deu.
"Tudo bem, tudo bem. Mas se algo der errado, vai ser tudo culpa do Sonic."
"Eu posso viver com isso." Sonic riu.
E assim nós estávamos novamente indo em outra aventura. Bem, não uma aventura como nos livros que Sely e eu estávamos acostumados a ler, mas ainda assim uma aventura.
Eu não era o tipo que gosta desse tipo de coisas. Eu preferia andar na linha e ler sobre essas coisas ao invés de tomar parte nelas, mas a minha consciência só me deu duas opções, ir com eles, ou voltar e dizer a alguém, e eu não iria trair meus amigos, mesmo se isso iria me meter em encrenca.
Na verdade eu estava curioso. Eu ouvira falar de artefatos mágicos escondidos no museu. Mas eu também estava com medo. Eu também ouvira de uma maldição para manter intrusos longe.
Quando entramos, todo mundo foi numa direção diferente para olhar em volta, me deixando sozinho perto da porta.
Eu disse a mim mesmo que eu não ia deixar aquele lugar quando algo chamou minha atenção. No canto mais distante da sala havia uma caixa de vidro. Nada novo nisso, mas dentro da caixa tinha uma varinha e um medalhão.
Era como o que a garota encontrada no meu sonho (por que eu tinha que lembrar disso de novo? Eu estava tão feliz esquecendo de tudo), mas o pingente era uma pedra azul, quase transparente, redonda, como uma bola de cristal, só que azul azul, no centro tinha um símbolo laranja, disforme.
Antes que eu tomasse consciência eu me encontrei abrindo a caixa e tirando o medalhão de lá. Ele brilhava em azul escuro e eu senti uma corrente elétrica que atravessa todo o meu corpo, me atordoando.
Caí de joelhos com uma forte dor de cabeça. Minha visão começou a ficar fora de foco, eu ouvi meus amigos me chamando, mas suas vozes pareciam distantes.
"Você está pronto para isso?" Eu ouvi uma voz nova perguntar. Uma voz de mulher. "Uma vez que você entrar no círculo que você não poderá voltar até que termine."
"Estamos prontos!" Um grupo de vozes disse.
A dor tinha parado, e eu podia ver de novo. Mas eu não era... Bem, eu. Eu era um adulo, coberto por uma capa preta, um capuz cobrindo minha cabeça.
Havia mais sete pessoas na sala, seis em pé ao meu lado, vestidos com as mesmas roupas. A última era, provavelmente, a mulher que estava falando. Ela estava vestida com um robe roxo escuro e uma capa negra, capuz também cobrindo a cabeça, e sentada em uma cadeira vermelha alta, como um trono.
Partindo da cadeira, no chão, fora desenhado um círculo vermelho. No centro do círculo havia uma taça fumegante.
Então eu senti uma mão no meu ombro, como me arrastando de volta, e me vi de volta ao museu. Eu estava deitado de costas e meus amigos me cercavam preocupados.
"Você está bem?" Perguntou Selenia. Ela parecia ser a pessoa que estava mais preocupada dentre os três.
"Estou bem."
"Eu pensei que você, de todo mundo, seria inteligente o suficiente para não tocar em nada." Turbo acusou.
"Não é como se eu pudesse controlar." Eu murmurei para eles não me ouvirem.
"Mas o que ele poderia tocar para cair desse jeito!" Sely protestou.
"Bem, eu acho que é a maldição. Esse lugar é muito antigo e está fechado aqui por tanto que deve ter fungos. Acho que é por isso que eles fecharam este lugar para começar."
"Devemos levá-lo ao médico?" Perguntou Selenia.
"Eles fazem um monte de perguntas e Felix é bom demais para mentir. Ninguém pode saber que estivemos aqui, lembra?" Turbo lembrou.
"Estou bem pessoal." Eu disse a eles, me levantando com alguma dificuldade. "Vamos voltar para casa."
Turbo me ajudou a ficar de pé e juntos, nós saímos.
"Talvez eu devesse cuidar disso." Sonic olhou para o medalhão que ainda estava em minha mão.
Tentei tirar ele, mas a corrente parecia atada ao redor do meu pulso. Sonic puxou-o, senti um choque de novo, e uma nova onda de tontura.
"Agora vocês estão completos." Ouvi a mulher falando novamente. "Vocês são um, os seus poderes são agora completos e seus corações são verdadeiros. Levantem-se meus cavaleiros, magos da Ordem da Fênix!"
Então, tudo ficou escuro.
Acordei com uma voz suave me chamando.
"Ty! Ty!"
Ty?!
Levantei-me e então percebi que estava no meu sonho, em meu eu adulto novamente. Ty. Era o nome dele? Mas por que eu era ele agora?
Ajoelhada diante de mim estava uma mulher jovem. Ela tinha cabelos compridos, negros, com uma mecha branca e uma amarela, trançadas na lateral, ela tinha olhos azul-gelo, pele pálida, lábios e bochechas rosados, mas o que chamou minha atenção foi o medalhão preto em forma de nuvem em volta de seu pescoço.
"Você está bem?" Ela perguntou, a preocupação evidente em sua voz, que soava estranhamente familiar.
"Tamora..." Eu murmurei. Sim, ela soava como a menina em meus sonhos, aquela com o mesmo medalhão que ela usava.
"Você está louco? Meu nome é Hellen. Você devia saber isso, estudamos juntos por quinze anos até agora."
"Hey, Mills, dê uma chance a ele." Um homem que eu não podia ver riu. "Ele bateu a cabeça com força, deve estar um pouco confuso."
"Mas nós somos sete, e nós precisamos ser. Sete são escolhidos a cada século. Se ele morrer, seremos incompletos, novamente, nossos poderes podem até nos matar. "Uma terceira voz, uma outra mulher, disse.
"Ele é o mestre dos espíritos, não pode curar a si mesmo?" Perguntou outra mulher.
"Não funciona dessa maneira." Hellen protestou. "As sombras estão vindo, nós devemos tentar fazer o ritual de unidade de novo."
"Hel, é perigoso!" Outra mulher — eu só notei quantas delas haviam lá — protestou.
"Precisamos de sete para manter o nosso reino seguro. É a nossa única chance."
E assim tudo escureceu de novo.
Quando eu acordei de novo já era de manhã. O medalhão ainda estava em meu braço, mas as marcas de quando Sonic puxara tinham simplesmente desaparecido.
Suspirei e me levantei. Eu só queria que as coisas tivessem terminado. Eu tentei novamente tirar o medalhão do meu braço e ele simplesmente se soltou com facilidade.
Fui até a janela do meu quarto e abri-a. Eu estava indo jogar o medalhão fora, mas algo me fez mudar de ideia e eu coloquei-o em volta no pescoço.
Por alguma estranha razão eu queria lembrar disso. Eu não tinha ideia do que aquilo realmente era, mas eu não ia desistir de descobrir, e o medalhão era a chave de tudo.
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