The Wizards Tale: Choosen
1 Tempestade
( P.D.V. de Tamora )
"Tamora!" Eu ouvi meu pai chamando do corredor.
Mas eu não dei atenção, eu estava muito ocupada caçando aliens para responder. Eu podia imaginá-lo subindo ao sótão e dizendo: "Tamora Jean Calhoun, o que eu disse a você sobre jogar estes estúpidos jogos de Trouxas?" Então minha mãe, se estivesse acordada, subindo e dizendo: "Vamos querido, não coloque-a contra eles, principalmente agora que ela vai para Hogwarts em breve."
Mas a verdade é que são eles que tem algo contra mim. Afinal, não sou uma garota normal de 11 anos, as coisas acontecem quando eu fico com raiva e outros simplesmente não conseguiam explicar. Isso é normal para uma bruxa, mas é claro que os Trouxas não sabem disso. Porque, minha família vem de uma longa linhagem de Bruxos e Bruxas de Sangue-Puro, mas o mesmo não se aplica aos vizinhos. Estudei em uma escola Trouxas até o ano passado, uma vez que no próximo eu vou para a escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
Tenho dois amigos Trouxas, Camila e Michael, mas sinceramente a maioria das crianças acham que sou estranha, até mesmo perigosa, e quem sou eu para negar?
Minha família nunca teve nada contra os Trouxas, mas meu pai não consegue entender a tecnologia deles, e ele odeia coisas que ele não consegue entender. Eu, por outro lado, amo videogames e filmes Trouxas, principalmente de ação, aventura e ficção científica. Tenho uma paixão especial por jogos de tiro, um costume extranho para uma garota. Eu realmente vou sentir falta disso em Hogwarts, mas sinceramente eu estou realmente ansiosa para ir.
Meu pai aparatou no sótão. Eu odeio quando ele faz isso. Ele não pode usar a escada como todo mundo?
"Tamora, você não me ouviu?"
"Sim papai, só mais cinco minutos! Estou no chefe final e não posso parar agora." Eu respondi, sem tirar os olhos do jogo.
"Mas temos que conversar agora." Ele disse, eu tinha certeza que ele tinha cruzado os braços e estava olhando para mim. "Você precisa decidir o que fazer com essas coisas quando for para Hogwarts."
"Fácil, deixe tudo onde está. Não é como se eu nunca fosse voltar. Ainda vou usar esse lugar durante as férias."
"E os seus amigos?"
"Eu vou dizer a eles que eu estou indo para a velha escola da mamãe, um colégio interno de volta onde meus avós moram." Revirei os olhos. Eu já tinha planejado tudo, como eu sempre fiz. Sem surpresas para mim. Além disso, ainda eram oito da manhã, normalmente ninguém acordava antes das nove, quando eu acordava, eu normalmente me sentava no sótão para jogar sem incomodar ninguém. Mas ele estava acordado e já se preocupava com minha ida como se a minha carta já tivesse chegado, e ela não tinha.
"Tudo bem." Meu pai suspirou. "Mas vamos terminar essa conversa depois do café, que será em dez minutos, melhor você terminar isso." E com isso ele desaparatou.
Em cinco minutos eu desliguei o videogame, saindo vitoriosa da batalha e realmente satisfeita comigo e com minhas habilidades.
Desci para o primeiro andar da casa e ia para a cozinha quando ouvi uma batida na porta da frente. Eu abri-a antes que meus pais notassem e encontrei Michael em pé ali.
"Ei Tammy, você precisa ver isso, rápido!" Ele chamou.
Ele tinha um grande sorriso que me fez supor algo realmente bom tinha acontecido.
"Não pode esperar pra depois do café da manhã?" Eu lancei um olhar na direção da cozinha, onde eu sabia que meus pais estavam.
"Vai ser rápido, eu prometo. Além disso, eu estou indo para a casa de minha tia, logo após o café."
Pensei em perguntar aos meus pais se eu poderia ir, mas eu tinha certeza de que meu pai não ia deixar, então eu rapidamente saí de casa, com cuidado de fechar a porta atrás de mim e correr atrás de meu amigo.
"Para onde vamos exatamente?" Eu perguntei quando chegamos ao parque.
"É uma surpresa. Não pergunte, só me siga. Nós não temos mais do que meia hora para voltar." Ele disse ainda em correndo.
Ele me levou ao bosque próximo. Nós normalmente encontramos lá algumas vezes, mas ele começou a andar um pouco longe demais, nunca tinhamos ido tão profundo nele.
"Vamos Michael, para onde estamos indo?" Eu insisti.
"Eu vim aqui ontem e decidi explorar o bosque um pouco mais quando eu encontrei isso. Tentei mostrar a Camila ontem, mas ela não pode vir e você estava fora, mas eu realmente quero que você veja, porque eu não vou voltar antes de você ir para a escola."
Eu não sabia o que ele estava falando, mas eu não fiz mais perguntas.
Eu ainda não tinha certeza sobre segui-lo, eu nunca fui uma menina que gostava de surpresas, ele devia saber disso, mas, por outro lado, ele era meu amigo, então, com ele não era perigoso, mas nem eu sabia o que poderia estar escondido naquela floresta. Uma coisa eu sabia: Meus pais tinham medo do que quer que fosse.
"Michael, eu sinto que não deveriamos estar aqui." Eu disse a ele novamente.
"Você não tem medo da floresta, tem, Tammy?"
"Não." Eu protestei. "Mas é que os meus pais me dizem sempre que eu saio de casa. 'Fique longe da floresta'."
"Os meus pais também, mas isso nunca nos impediu de nos reúnirmos aqui." Ele protestou, eu revirei os olhos.
"Sim, mas apenas na fronteira." Eu disse a ele, mas continuei a segui-lo, porque eu queria desfrutar de mais tempo possível com meus amigos antes de ir para Hogwarts, em segundo lugar, eu não queria ir para casa agora.
E, finalmente chegamos à borda de um lago.
"E onde está essa coisa?" Eu cruzei meus braços impaciente.
Ele apontou-me uma fonte de luz, não muito longe, no meio do lago, onde hávia um brilho negro da água.
"Então é por isso que você me comprou aqui?" Perguntei suspeito. Só então me lembrei que ele não sabia nadar. " Você queria que eu pegue, certo?"
"Bem..." Ele desviou o olhar imediatamente nervoso, eu sabia que ele não gostava de falar sobre seu medo de nadar, principalmente perto de mim, a menina que ele considerava a mais corajosa que ele já conhecera. "Talvez possa ser algo valioso e... Bem, desculpe não te disse antes, eu apenas pensei que você não consideraria isso um motivo suficiente para vir." Ele riu nervoso.
"Oh, tudo bem." Eu suspirei. "Espero que seja algo importante, eu odeio perder meu tempo."
Tirei a jaqueta e botas. Eu não estava realmente pronta para nadar e, sinceramente não queria fazer isso mas, a julgar pelo brilho, quem sabe poderia ser algo valioso ou importante. Talvez algo misterioso ou mágico e poderoso.
Mergulhei. Para minha sorte o lago era raso. Hávia um colar no fundo, corrente de ouro com um pingente preto, brilhante, em forma de nuvem, com um raio dourado saindo da ponta. Enquanto eu o segurava, o pingente brilhava forte e eu senti uma onda de agitação ao meu redor.
Eu rapidamente impulsionei-me para sair do lago.
Michael ainda estava lá, olhando chocado para cima. Eu olhei também, nuvens negras de chuva rapidamente enchiam o céu.
"Devemos sair daqui." Eu disse, correndo para fora da água. Mas não tivemos tempo para sair antes da chuva cair. Eu não podia acreditar o quão sortuda eu era quando um raio caiu perto de nós, Michael correu para mim assustado.
"Sim Tammy, vamos sair daqui." Ele disse, agarrando o meu braço apertado.
"Pare de bancar o gatinho assustado, Michael." Empurrei-o de leve. "É só uma tempestade."
Mas, como eu disse antes, eu tenho uma sorte horrível, quando começamos a andar, outro raio caiu dessa vez em uma árvore, ateando fogo nela. A árvore caiu, fogo bloqueando nosso caminho de volta para casa.
"O que vamos fazer agora?" Michael perguntou desesperado.
Agarrei-o pelo braço e empurrei-o para o outro lado, correndo o mais rápido que pude, ele mal conseguindo me acompanhar. Tudo que eu queria era encontrar outra maneira de sair dessa floresta.
Não muito longe eu lembrei que tinha esquecido a miha jaqueta e botas e tive que correr de volta para buscar, então eu notei, apesar da chuva, que estava agora um pouco de calma do que quando começara, o fogo ia crescendo em nossa direção.
Eu corri para alcançar Michael e arrastei-o aqui para dentro da floresta. Com sorte seria apenas um pequeno bosque e chegaríamos ao outro lado em breve, mas, infelizmente, eu não tenho sorte.
Não podíamos ver mais o fogo, mas eu ainda estava preocupada. Foi quando Michael tropeçou e caiu no chão, eu corri de volta para ajudá-lo.
"Vamos Michael, precisamos sair daqui!" Eu chamei, tentando ajudá-lo a se por em pé.
"Eu não posso!" Ele protestou, descansando contra uma árvore. "Acho que eu quebrei meu tornozelo."
Eu me ajoelhei para olhar, ele gemeu de dor mas eu não me importei.
"Não, não tá quebrado, mas parece que você está realmente machucado. Mas precisamos continuar andando, estamos quase lá." A última parte era uma mentira, eu não sabia se estávamos perto ou longe de um lugar seguro, mas assim que eu me virei, como mágica, e eu não tinha dúvida de que provavelmente era, vi a luz de uma tocha. "Tem luz ali na frente, aguente um pouco mais . "
Eu passei um braço em volta dele para ajudá-lo por todo o caminho para a luz.
Eu não sabia o que era aquele lugar, mas era a nossa única esperança. Talvez alguém que ali pudesse ajudar Michael.
Era um castelo, de pedras negras, simples, mas grande, aparentemente abandonado. Eu estava um pouco com medo, mas que menina de 11 anos não estaria? Mesmo eu, com toda a minha bravura, estava com medo, mas eu estava mais preocupada com meu amigo.
Eu empurrei as grandes portas e nós entramos. O castelo estava coberto de poeira e teias de aranha em todos os lugares, as grandes cortinas vermelhas, cobrindo as janelas, tudo o resto, como os móveis e decorações, estavam quebrados, mas apesar de tudo isso as tochas estavam acesas, o que me causou um arrepio frio na espinha. Eu sabia que Michael estava mais assustado do que eu, mas ele não disse uma palavra, apenas olhou ao redor em pânico.
"Tammy, vamos nos sair daqui!" Ele finalmente falou.
"É o único lugar seguro por aqui. Vamos esperar até você se sentir melhor e a tempestade já passar." Eu respondi, levando-o té uma das poucas coisas que não estavam quebradas, um velho sofá preto.
"Vamos lá, esse lugar parece o castelo do Conde Drácula, daqueles filmes." Ele disse. "É assustador."
"É apenas velho, não tem nada do que ter medo." Assegurei-lhe.
Michael suspirou.
"Tudo bem, então dê um daqueles livros."
Olhei para onde ele estava apontando, no outro lado da sala estava uma estante cheia de livros.
"Que livro?"
"Qualquer coisa, eu não me importo." Ele deu de ombros.
Revirei os olhos. Como poderia alguém não saber o que queria? Mas sorte que eu conhecia Michael o suficiente para saber um pouco o que ele gostava ou não.
Mas, na estante a maior parte do livros eram livros de feitiços, do tipo que eu nunca vira antes, e isso não é uma coisa pequena, considerando que a biblioteca secreta sob a minha casa tinha todos os tipos de livros, o que a mãe dizia ser muito útil já que eu não teria para comprar a maioria dos meus livros de Hogwarts e eu provavelmente iria para a escola sabendo muitas coisas.
Mas alguns desses livros pareciam cheios de magia negra, vários dos livros eram ainda feitos à mão... Isso realmente parecia com a biblioteca do mal, de algum bruxo das trevas louco.
Tentando pensar em alguma desculpa para Michael, eu finalmente encontrei algo que parecia fora do lugar no meio dos outros livros,Lendas Moderna do Mundo Mágico. Parecia um livro de contos de fadas para as crianças.
Dei de ombros, teria que ser o suficiente, eu não estava vendo nada além de livros de feitiços. Tirei o livro da estante, mas assim que o fiz, a porta bateu, e mesmo estando longe eu ouvi o inconfundível som de que estavamos trancados.
Amaldiçoei-me por ser tão estúpida. Eu sabia que estávamos trancados agora. Eu, que sempre tinha sido uma menina cuidadosa com essas coisas, tinha caído no armadilha mais antiga do mundo. Sorte que estavamos apenas trancados, normalmente aquilo ativaria, ou uma passagem secreta, provavelmente levando a mais armadilhas, ou uma armadilha mortal, antes que eu pudesse notar.
À distância, eu vi como meu amigo estava com medo. Eu sabia que ele não havia corrido para mim, porque ele ainda estava machucado de mais para se levantar sem ajuda. Eu poderia tentar abrir a porta usando uma gázua, como nos filmes Trouxa, mas provavelmente a porta tinha um feitiço contra esse tipo de coisa também.
Ou talvez não. Magias eram geralmente para impedir Bruxos de entrar. Para os trouxas havia normalmente outros tipos de feitiços, que não deviam ter sido lançados já que Michael havia entrado, mas o ponto era que, normalmente Bruxos não conheciam nenhum tipo de macete dos Trouxas, por isso era um desperdício desnecessário de tempo para fazer isso.
Mas primeiro eu devia encontrar algo para tentar abrir a porta. Mas como fazê-lo se eu não poderia deixar Michael sozinho naquela sala?
Aproximei-me dele com o livro.
"Ei Mike, aqui, para você relaxar um pouco. Tinha uma armadilha nessa estante, estamos presos aqui, mas eu vou encontrar algo para abrir a porta." Eu disse a ele.
"E você ainda quer que eu relaxe?" Ele perguntou um pouco alterado.
"Bem, vai ser pior se você ficar preocupado. Volto logo. Se você se sentir melhor, não toque em mais nada, talvez tenha outros armadilhas na sala."
"Mas não deve ter nas outras salas também? Você vai ficar bem?"
"Eu não sei. Estou com medo também. Eu estaria mentindo se eu dissesse que não."
" Mas você é tão corajosa e ... "
"Mas eu tenho apenas onze anos. Eu não tenho tantos medos como as crianças normais, mas ainda tenho meus medos." Eu sorri confortante para ele.
Sim, eu era mais corajosa do que qualquer menina ou outra criança da minha idade. Minha família já teve muitos problemas com o meu pai sendo um Auror e tudo o mais, e já tinhamos nos mudado tantas vezes e eu tinha aprendido a não confiar ou temer as coisas. Mas algumas coisas eram assustadoras até mesmo para mim.
Eu não queria falar sobre isso com ele. Eu não queria nem mesmo pensar nisso. Enxuguei uma lágrima Fui até a escada à minha esquerda, em frente da porta de saída. Pouco mais acima a escada tomava dois caminhos diferentes, um à esquerda e outro à direita. Eu escolhi o caminho da direita, sem pensar duas vezes, qualquer direção me levaria a algum lugar desconhecido e provavelmente perigoso.
Eu tenho que admitir, fiquei profundamente assustada. Sussurrando uma música qualquer, olhei uma última vez para o meu amigo lá embaixo e comecei a subir.
Foi uma curta caminhada para chegar a um longo corredor, com várias portas em ambos os lados. Decidi começar a partir do fim, e assim voltar para o começo, então eu corri para a última porta do outro lado do corredor, uma porta de metal escuro, com a marca de uma estrela vermelha de oito pontas. A maçaneta era preta em forma de diamante.
As pessoas normais teriam ignorado e dado meia volta, mas eu tentei a porta, para minha surpresa, estava aberta.
Quando entrei, as tochas ao redor da sala se acenderam sozinhas mas eu simplesmente ignorei esse detalhe, era apenas um feitiço de sensor simples. Mas é claro que eu me lembrei que tinha que ser lançado por um bruxo poderoso para durar tanto tempo, assumindo que o castelo estava abandonado há muitos anos.
A sala era redonda, com uma mesa no centro e oito cadeiras em volta. No fundo da sala tinha uma mesa com um caldeirão e vários instrumentos pra preparo de poções. Fiquei curiosa e assustada ao mesmo tempo, mas eu fiquei firme e me aproximei do fundo da sala.
As poções pareciam feitas recentemente, mas como poderia ser se tudo estava coberto de poeira?
Meu maior medo era ativar outra armadilha, uma que pudesse me matar, mas o que mais eu poderia fazer? Um kit de Poção era um bom lugar para encontrar algumas ferramentas que eu aprendi que poderia usar para abrir uma porta. Ou talvez eu deveria tentar lembrar como criar uma poção explosiva, que iria funcionar bem, mas poderia levar Michael a fazer perguntas que eu não poderia responder, então eu escolhi as ferramentas.
Mordendo meu lábio inferior nervosamente, peguei uma pequena faca de mesa. Não aconteceu nada. Deixei escapar um suspiro profundamente aliviado. Não havia armadilhas, então comecei a procurar o que eu precisava.
Então uma garrafa com um líquido purpura caiu, mas eu tinha certeza de não ter tocado nela. Uma fumaça roxa, densa começou a se espalhar pela sala. Tentei fugir, mas a porta havia desaparecido.
"Pense Tammy, tem que ter outra saída." Eu disse a mim mesma, mas eu estava tendo dificuldades para pensar. Toda vez que eu forçava minha mente para trabalhar ela voltava para o fato de que eu estava presa e assim que a fumaça enchesse a sala eu certamente morreria.
Eu não tinha ideia de por que, mas eu levei a mão ao medalhão. Eu só queria não ter entrado neste castelo, eu queria não ter entrado nesta sala, eu queria não ter tocado em nada...
Era como um trovão explodindo em minha mente, eletricidade correndo pelo meu corpo, e a chuva caindo sobre mim... Eu ouvia o som dos pingos de chuva no chão...
Obriguei-me a abrir os olhos, só para descobrir que estranhamente estava chovendo dentro do quarto, e mais estranho ainda, a chuva não caía onde eu estava, as nuvens no teto formando um círculo em volta de mim. Eu estava dentro do círculo, e a chuva lá fora.
Eu lancei um olhar desconfiado para o medalhão em volta do meu pescoço, mas forcei minha mente para esquecer esse mistério e se concentrar no meu problema de prisão.
Claro! Uma ilusão. A porta devia estar no lugar onde ela sempre estivera, mas a fumaça roxa causara um bloqueio em minha mente, e, provavelmente, ativar um feitiço de ilusão. Resoluta, aproximei-me de onde a porta deveria estar, levei minha mão na direção e deu um passo para a frente.
Eu estava certa. Em vez tocar a parede sólida minha mão desapareceu através dela. Eu suspirei aliviada, mas eu estava consciente que eu tivera sorte de ter encontrado as armadilhas menos perigosas do lugar. Os feitiços mais perigosos deveriam estar guardados como salas de tesouros e coisas assim.
Corri de volta para a entrada, apenas para descobrir que Michael não estava lá. Olhei em volta para qualquer lugar que ela poderia ter ido e vi uma espécie de passagem na parede, com uma escada levando para baixo. Sem outra escolha, eu desci.
"Mike!" Eu chamei, tentando não fazer muito barulho.
"Tammy, aqui!" Ele chamou de volta, de algum lugar à minha direita.
Corri para lá e o encontrei no que parecia ser uma cripta.
"O que você está fazendo aqui?" Perguntei em um sussurro. Não era do feitio dele, Michael era muito medroso.
"Eu estava me sentindo melhor, então eu decidi dar uma olhada por aí. Acidentalmente tropecei em uma armadura e esta passagem foi aberta. Esse lugar é tão legal!"
Eu não poderia chamar aquele lugar legal depois do que acontecera lá em cima, mas a minha resposta foi apenas puxá-lo pelo braço e dizer:
"Vamos sair daqui."
"Mas, este lugar pode ser o que eu procurei por tanto tempo."
Eu o soltei.
"O quê?"
"O livro que eu descobri na floresta, um dia antes de vir para a cidade. Ele contava a história de sete discípulos de um mago poderoso. A lenda diz cada um recebeu um medalhão mágico, feito especialmente para eles. os medalhões eram símbolos de sua união, cada um com um poder e... Bem, eu não sei mais. as páginas do livro estavam rasgadas. Mas eu acho que esse castelo é onde tudo começou, e seu medalhão é um dos sete".
"Magia não existem." Eu protestei, obviamente uma mentira.
"Quem disse que não? Só porque você nunca viu, não quero dizer que não exista. Eu acredito que é real. Você devia também."
Fiquei surpresa. Como isso poderia ser possível? Um Trouxa que acredita em magia, e por coincidência tinha uma amiga bruxa e encontrara um livro mágico, pouco antes que ela chegar à cidade. Como podia tal coincidência ser possível?
Tentando manter a calma e fingir que nada aconteceu, eu revirei os olhos.
"Vamos Mike, não seja bobo. É só uma história, nada mais. Vamos sair daqui. Nossos pais devem estar preocupados."
À menção de seus pais Michael rapidamente correu de volta para cima. Eu ri e correu atrás dele.
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