Notas iniciais
DESCULPA, EU SEI QUE DEMOREI, perdoa que eu estava sem idéias... Sem mais delongas, ao capítulo

Estava parada por tempo suficiente para sua impaciência começar a crescer. Silena estava a horas, que pareciam dias, naquela posição desconfortável, imóvel, torcendo para não ser notada. Um dos discípulos da Bruxa seguia a garota a uns dias e esta tentava despistá-lo, quando finalmente saiu da visão do discípulo, se escondeu e agora esperava o mesmo desistir de procurá-la.

Faltava somente alguns quilômetros até o local do Cristal e não podia voltar agora. “Seis dias caminhando com poucas ou nenhuma parada e esse desgraçado me acha quando estou quase chegando!” pensou irritada.

Já dava para ver o castelo à distância e se não fosse pelo discípulo da Bruxa já estaria na metade do caminho até lá. E foi com essa última conclusão que o homem que a procurava virou de costas e foi embora. Esperou alguns minutos para ter certeza e depois saiu de seu esconderijo improvisado.

Caminhando lentamente, Silena percebe que tal caminho não estava no mapa. Voltando para onde veio, se encontrou perdida, percebendo a armadilha, exclamou:

–Um labirinto? SÉRIO ISSO? — perguntou irritada — Odeio labirintos…

Pegou o mapa para ver se encontrava a saída, mas não encontrou nenhuma indicação da existência do labirinto.

–Ótimo! Estou perdida em um labirinto que aparentemente não existe!

Quanto mais caminhava, mais perdida ficava e seu nível de irritação só crescia. A única coisa que conseguia pensar era o quanto isso iria adiar sua missão, e já havia concluído que não conseguiria achar o Cristal no tempo programado.

Odiava quando as coisas saíam do seu controle e principalmente quando chegava atrasada em algum lugar. Pensando sobre isso, avistou um ser luminoso vindo em sua direção. Era um brilho esverdeado que, à medida que se aproximava, tomava uma forma mais definida. Semelhante a um filhote de gato, seus pelos eram negros e seus olhos azuis. O brilho verde vinha de um pingente na coleira do animal, que se aproximava tentando chamar a atenção da garota.

Silena se ajoelhou em frente ao “gato”, quando o mesmo parou em sua frente, e estendeu a mão para acariciar o bicho. Seus olhos azuis vibrantes pareciam absorver tudo ao seu redor, mas independente para onde olhava, seus olhos sempre se voltavam à garota em sua frente.

Com um movimento brusco, o gato se levanta e anda alguns metros à sua frente e depois para, como se quisesse que Silena o seguisse. Entendendo o recado, a garota vai atrás meio receosa, com medo do animal ser simpatizante com a Bruxa. Após alguns minutos caminhando, Silena já havia concluído que se o gato realmente quisesse ela fora do caminho, ela já teria morrido.

Em um curto espaço de tempo, se viram fora do labirinto. Quando olhou novamente, ele já havia sumido. Querendo agradecer pela ajuda mesmo não sendo pessoalmente, falou em voz alta:

–Obrigada, quem quer que você seja. Obrigada por me ajudar.

Colocando o castelo em seu campo de visão, voltou a caminhar. O Sol já estava em cima de sua cabeça a algum tempo quando finalmente chegou no castelo. Ele parecia estar lá a muito tempo e suas paredes estavam quase desabando, a grande porta de madeira estava completamente despedaçada.

Entrando por onde um dia havia uma majestosa porta, Silena se encontra em um ambiente escuro, mas não o suficiente para que não possa ver, úmido e abafado.

Armaduras prateadas estavam aglomeradas próximo a uma parede, em volta de uma tocha. A princípio achou suspeito, mas quando iria se aproximar, algo se moveu na escuridão, desviando sua atenção.

Intrigada, foi averiguar o que havia se movido, mas foi interrompida pelo barulho de armaduras caindo. Ao olhar novamente, viu algumas das armaduras caídas e as outras não estavam mais ao redor da tocha, e sim, em posição de combate.

Se aproximando novamente das armaduras e sem tirar os olhos delas, pegou a tocha acesa e seguiu para a escadaria que levava para o segundo de muitos andares daquele castelo. Ao chegar na metade das escada, ouve novamente o barulho de armaduras caindo, e, ao olhar para trás, viu quatro das armaduras na base da escada, ainda em posição de combate. Sem tirar os olhos das armaduras, terminou de subir as escadas, mas ao chegar ao topo, esbarrou em outra armadura. Ao encarar a armadura ao seu lado por um tempo e quase chegar à conclusão que aquela era inanimada, ela se move abruptamente, fazendo Silena se assustar, sair correndo e deixar a tocha cair.

Após correr por três salões e dois corredores, entrou em uma sala. Não era muito grande, mas era grande o suficiente para caber um mini arsenal. Espadas, maças, machados, lanças, facas, facões, arcos, flechas, escudos e cotas de malha aos montes poderiam ser encontrados ali, entre outras armas que Silena não saberia nomear. Quando terminou de observar cada detalhe, riu baixo e pensou: “Se Heitor estivesse aqui ele com certeza saberia o nome de todas essas armas…”

Ao ouvir batidas fortes na porta e vê-la sendo destruída por um machado, pegou a única arma naquele lugar que sabia manejar: uma espada. Se posicionando para combate, teve a chance de ver a espada que carregava. Tinha um cabo dourado e inscrições na lâmina em uma língua estrangeira, o guarda-mão tinha um Cristal verde encravado no centro. Percebendo que aquele era o objeto que viera buscar, em um ato desesperado, ia guardar a espada e pegar outra, mas, mesmo antes de terminar o raciocínio, a porta foi destruída.

Se conformando da situação, não que tivesse outra escolha, se defendeu do golpe desferido pela armadura com a Espada. Sem dar a Silena a oportunidade de contra-atacar, desferiu outro golpe contra a garota com o machado, que se defendeu com a mesma rapidez. Mas novamente, a armadura atacou e Silena se defendeu. Ao perceber o que seu inimigo estava tentando fazer, a garota atacou pela primeira vez a armadura, que não foi ágil o suficiente para se defender, fazendo a lâmina atravessar o peitoral e a armadura cair despedaçada no chão. Girando a Espada em sua mão, sorriu e concluiu:

–Parece que suas juntas não tinham óleo o suficiente, não é mesmo Homem de Lata?

E então o silêncio toma conta, mas não o silêncio de quando todos em um lugar param de falar, o tipo de silêncio que fica quando nada nunca faz barulho e você só percebe isso quando você para analisar o ambiente calmamente, e mesmo sabendo que você pode falar na altura que quiser, sente a necessidade de sussurrar e fazer menos barulho possível. E é nesse tipo de silêncio, onde nada faz barulho, que Silena se sentia desconfortável e ameaçada.

Antes de sair do quarto procurou uma bainha para guardar a Espada, e quando guardou, saiu do quarto com a maior cautela possível, procurou pelas outras armaduras, e quando achou, estavam no mesmo estado em que havia deixado a outra, exceto pelo corte no peitoral, que não era presente nessas. Passou cuidadosamente entre as armaduras que não haviam sido desmontadas e saiu do castelo enquanto pegava o mapa procurando pelas instruções de como voltar para a Sede, a primeira coisa que percebeu foi que o Sol já estava se pondo.

Dois passos mal foram dados e uma pessoa esbarra nela.

–Por favor, por favor, por favor, me ajude, eles estão atrás de mim e eu não sei o que fazer! — disse a pessoa, desesperada

–Espera aí, mais devagar, quem está atrás de você?

–Eles! — diz o garoto apontando para o horizonte

Seguindo a direção que o garoto havia direcionado, Silena viu três pessoas encapuzadas andando à frente de uma tempestade de areia. Analisando o máximo que conseguia, viu que não era só areia, eram raios e chuva, ao notar tal detalhe, percebeu, com horror de quem se tratava.

–A Trindade Elementar...

Notas finais
É só isso, se quiser, comente, isso me deixa bem feliz... Beijos de caramelo *3* ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.