Notas iniciais
Nenhum comentário? Fiquei triste, mas não desanimei! Aproveitem o capítulo meus caramelos ♥ (editei porque achei que poderia ficar melhor)

Tales odiava viajar sozinho. Havia combinado com os outros de deixar Oculorum, o “guia” que os Criadores haviam enviado, com Cássio, já que era o mais novo do grupo, sabia que era melhor para Cássio que Oculorum estivesse com ele. Tales pensava que valia mais a pena se sentir sozinho e ter certeza de que seu considerado irmão mais novo não estava sozinho era mais importante do seu próprio conforto.

Estava cansado, quase não dormia e, quando não estava caminhando, passava a maior parte do tempo gravando o mapa que haviam entregado a ele. Já havia pego seu Cristal, que estava cravado em um colar que guardava em seu pescoço, e agora seguia para a flor do deserto, combinara com Cássio de se encontrarem lá. Apesar do grande abismo entre suas idade, desde o primeiro dia que se viram, viraram grandes amigos. Óbvio que todos os seis integrantes eram quase como família, mas era notável, mesmo de longe, que Cássio e Tales eram mais próximos, mas isso não significava que o relacionamento dos garotos com os outros não era forte, eles só preferiam a companhia um do outro.

“O cansaço não pode vencer…” Tales repetia para si mesmo, estava a cinco dias no deserto e, pelos seus cálculos, faltava menos de um dia até a flor, e aquele dia parecia não acabar. Ainda estava anoitecendo quando começou a esfriar. Ajeitando seu cachecol para proteger a si mesmo e esconder o colar com o Cristal, percebeu como o laranja do céu se misturava com o amarelo-bege da areia do deserto, o que fazia ambos parecerem uma coisa só é como também em todos os dias em que estivera no deserto, aquele seria o primeiro sem ter que se preocupar com tempestade de areia. Desde do amarelo se tornar laranja, o laranja se tornar meio rosado, finalmente o azul-escuro da noite apareceu refletindo suas cores na areia amarela brilhante que se transformava em um cinza azulado, mas isso só até a Lua aparecer, fazendo cada grão de areia brilhar como pedras preciosas.

Seguindo seu próprio ritmo, mas ainda assim acelerado, navegou por seus pensamentos e caminhou e caminhou, se cansou e continuou caminhando. Continuou caminhando e em todas aquelas horas andando, a única vez que parou foi parar recolher o presente de Silena, uma pulseira, a pedido da garota, que havia caído na areia, mas logo depois voltou a caminhar.

A Lua estava cheia e seu forte brilho iluminava seu caminho. Depois de algum tempo, as estrelas começaram a aparecer. A paisagem não mudava a cinco dias, então o que realmente o alegrava eram as estrelas piscando cada vez em mais abundâncias no céu noturno. Sempre que elas apareciam, Tales se sentia tão bem que não se importava mais com o quão cansado estava. Olhava para o céu e identificava as constelações que seus pais o haviam ensinado e que os Criadores haviam mostrado seus significados. Conseguia identificar Corvus, Draco e a constelação que os Criadores disseram que era sua representante no céu,Sextante. Cada um dos Guardiões possuía sua própria constelação, que simboliza o que eles representam para as pessoas ao redor. Poucos seres humanos possuem sua própria constelação, sendo bastante comum não ter uma, mas os que têm são especiais, destinados a grandes feitos.

E foi assim que Tales passou sua noite, vendo as estrelas.

...

Mesmo antes do Sol sonhar em aparecer, as estrelas já haviam ido embora. Já eram quase seis horas da manhã, muito tempo depois da última estrela sumir, quando avistou Cássio sentado, dormindo ao lado da flor, com Oculorum, sempre atento, ao seu lado. Assim que o avistou, Oculorum acordou o menino, que, meio confuso, agora levantava. Se situando, Cássio viu Tales se aproximando, tendo consciência de que sua presença havia sido reconhecida, os dois correram em direção um ao outro, Oculorum se divertia com a cena, mas não saiu de perto da flor. Quando se encontraram, sem nem perder tempo, se abraçaram como irmãos que não se viam à séculos e voltaram à flor rindo e contando o que haviam passado nesses últimos dias.

Cássio havia descansado de madrugada, mas tudo o que Tales fez foi caminhar. Por isso, meio sem jeito, pediu para Cássio:

— Podemos ficar aqui por mais um tempo? Preciso repor minhas forças...

— Claro! — respondeu — Seria desconsideração da minha parte dizer não!

E assim ficaram, deitados de costas para a areia morna daquela manhã, cada um de um lado da flor. Enquanto Oculorum, compadecendo-se dos considerados irmãos, vigiou com seu único, porém potente, olho os perigos que poderiam chegar, os perigos vindos da Bruxa.

E assim adormeceram, Tales, o mais velho, com a mão em volta do colar em seu pescoço e Cássio, o mais novo, abraçado ao enorme cajado. Aquela foi a primeira vez em muito tempo em que dormiram bem, e ambos esperavam que não fosse a última..

Notas finais
Obrigada por ter lido até aqui! Não sou movida a comentários, mas faz bem para o meu ego se eu receber algum kkkkkk (mesmo que for só um "continua" ou um "oi') Novamente, obrigada por ler, Kissus de uma Bliss *3* ♥ ♥ para os meus caramelos