The Wind And Thunder Final Battle
1 Introduction
Notas iniciais
Bom cap
Chovia muito forte. Fazia horas que aquela tempestade assolava a cidade, o que dificultava a jornada das diversas pessoas que tentavam escapar da chuva. Entre aquele mar de guarda chuvas e o intenso barulho das buzinas dos carros, devido ao imenso trânsito, um homem caminhava apressadamente em meio à multidão.
Usava um sobretudo preto, sapatos de um marrom escuro e uma fedora preta. Carregava uma mala, que apesar de ser como uma outra qualquer, o que continha era de um valor inestimável. Olhou em seu relógio, vendo que faltava pouco para a reunião, apertou o passo, passando em frente ao restaurante chinês, que era considerado o melhor da cidade, e quando estava cruzando a rua, o avistou novamente. Quando o sinal fechou, atravessou-o rapidamente, se misturando à multidão, assim dificultando para seu perseguidor.
Virou na rua da loja de roupas, e virou novamente ao avistar a loja de brinquedos. Quando estava esperando a sinaleira abrir, seu telefone tocou.
- Você sabe muito bem que não adianta prolongarmos esse pega-pega, não?
Avistou-o no outro lado com seu típico casaco azul.
- Bem, qual o problema de se divertir um pouco de vez em quando?
- Sempre copiando as frases dos outros, velhote. Não era você que se gabava com o excesso de criatividade?
- Parece que alguém está meio tenso diante desse velhote, hein?
Sorriu divertidamente quando viu a expressão irritada no jovem do outro lado da rua.
- Não se cansas de brincar com fogo velhote?
- Fogo? Achei que você tinha medo dele por viver brincando com água.
- Por quê diabos eu teria medo daquele esquentadinho? Não se engane, as coisas mudaram muito desde que decidisse brincar de casinha.
Assim que o sinal abriu para os pedestres, ele começou a andar calmamente para o mais velho que estava em choque com o que ouvira.
- O que você fez?
Perguntou, enquanto sentia seu corpo ser inundado. Logo a falta de ar se fez presente.
- Nada demais. Mas acho que você não precisa saber disso em seus últimos momentos. Aliás, deixe que eu cuido da sua mala. Até a próxima vida, pai.
Começou a se afastar, e quando o corpo, já sem vida, caiu no chão, um caos começou, e diversas pessoas corriam aterrorizadas. Quando já estava bem longe, viu viaturas da polícia e da ambulância seguindo direto para o local do ocorrido.
Riu, lembrando da cara do mais velho, quando ouviu aquilo. Pagaria muito para ver aquilo novamente, mas agora não tinha volta. Entrou em um beco, cuidando para não esbarrar em nada, virou para a esquerda, chegando nos depósitos do cais.
Chegando no quinto depósito, uma construção com uns 10 metros de altura, com a tinta branca já descascada, e o teto vermelho já desgastado. Entrando nele, ligou o disjuntor, e quando virava-se ouviu uma voz conhecida.
- Está atrasado.
- Não é minha culpa se ele gostava de fazer seus joguinhos.
Disse meio irritado, enquanto encarava a mulher na sua frente. Tinha cabelos castanhos compridos que batiam um pouco abaixo de seus ombros, 1,68 de altura, olhos marrom chocolates, uma pele tão branca quanto a neve e um corpo que levaria qualquer homem a loucura.
- Bem, não podemos fazer nada quanto a sua inutilidade.
- Olha como fala comigo queridinha! Sabes que posso fazer com que se arrependa das suas palavras quando quiser!
-Então por quê não o faz?
Encarou-o, desafiando-o a tentar.
- Enfim, chega de perder tempo, ele não gosta de atrasos.
Saiu andando, deixando o outro furioso com a insinuação. Jurava que ainda faria-a pagar por isso. Pegou a mala no chão e começou a caminhar junto com ela.
Após caminharem por uns 15 minutos, chegaram a um prédio luxuoso, que se destacava em contrates com as outras construções da cidade. Entrando, passaram pela recepção, onde foram saudados pela recepcionista. Entraram no elevador, eu era muito espaçoso e com uma música de fundo tocando. No trajeto inteiro os dois permaneciam num intenso silêncio. Chegando no 13 andar, uma coincidência por sinal, percorreram o corredor extenso, até chegarem na frente do quarto 1301. Bateram na porta, que segundos depois foi aberta bruscamente.
- Onde vocês estavam? Já não era para terem chegado?
- Bem, a culpa foi do loirinho aqui, que teve dificuldades para alcançar um velho capengento.
Olhou com desprezo para trás, deixando o outro com uma extrema vontade de esmagar a cabeça da mesma. O homem os encarava. Era corpulento e alto, o que deixava-o, de certa forma, cômico com seu rabo de cavalo, óculos de leitura e sua camisa social, que por sinal era alguns números faltando para ele.
- Não importa. Entrem logo!
Adentraram no luxuoso quarto, onde tinha uma cozinha grande, uma sala de estar com 3 sofás grandes de veludo vermelho, uma mesa de carvalho com exatos 13 lugares e uma TV de led de 50 polegadas, onde estava passando a notícia de um homem que caira morto enquanto cruzava a sinaleira no meio da multidão.
- Pensei ter dito para não fazer essas coisas no meio das pessoas.
- Me desculpe, mas eu não...
- Silêncio! Da próxima vez que fizeres tamanho escândalo, sofrerás uma morte pior do que ser preenchido por água. – Todos no recinto o encaravam assustados. Nunca tinham visto-o tão irritado. O ar na sala ficou mais agitado, e ventos fortes começaram a bater violentamente nas paredes de vidro do recinto. A figura possuía cabelos castanhos que batiam em seu pescoço, 1,78 de altura, olhos de um castanho avermelhada, que pareciam olhos de um demônio de tão vermelhos que estavam agora, porte atlético e uma expressão que botaria medo em quase qualquer pessoa.
- Não adianta brigar, mas tente não atrair tanta atenção da próxima vez, está bem? – Perguntou, enquanto seu rosto se iluminava com um sorriso acolhedor e gentil, e seus olhos, antes tão vermelhos, agora começaram a clarear parecendo avelãs.
- Enfim, agora que conseguimos o que precisávamos, podemos começar a reunir os outros. Logo, logo, os preparativos estarão prontos, então é melhor que descansem vem, pois a partir de amanhã, botaremos nosso plano em ação.
Dito isso, todos se retiraram da sala, deixando-o sozinho com seus pensamentos. Apreciava a vista que as janelas de vidro proporcionavam da cidade, que, diferente de antes, apenas caia uma leve garoa, assim fazendo os prédios refletirem as luzes da cidade, formando um show magnífico, mas que poucas pessoas estariam apreciando.
- Finalmente estaremos unidos novamente. Grande evolução, não? Um grupo de apenas 6 pessoas, que agora possui 13 membros. Como será que os outros estão? Faz muito tempo que não nos vemos. Mais importante ainda, será que você conseguiu a vida calma e sem mortes que tanto desejava? Você que era o mais forte de nós, que se recusava a obedecer quaisquer regras, trilhando o seu próprio caminho, quis levar uma vida calma? Sinceramente eu nunca vou o entender, mas queira ou não, se quiseres proteger esse mundo ridículo, vais ter que voltar para o mundo que deixa-se, não? Apesar de você nem se preocupar com esse mundo, você ainda sim vai nos parar. Mas dessa vez nós terminares isso.
Sorriu, enquanto centenas de lembranças cruzavam sua mente, lembranças, que tinha guardado muito fundo.
- Dessa vez iremos ver quem é o mais forte, o vento silencioso e calmo da morte, ou a imprevisível e destruidora tempestade de raios. Estou muito ansioso para isso, Dante...
Notas finais
Ateh pessoal,
Ps: logo, logo, eu posto o próximo capítulo, já que eu estou com ele pronto
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