The Wife of the Mansion's Monster

1 Capítulo 1 - Um Acordo Mágico


Notas iniciais
Depois de um ano arquivado, resolvi postar essa história por diversão. Comecei escrevendo sem compromisso e acabei fazendo uma parte inteira, que é o que estarei postando daqui em diante. Queria fazer uma história estilo light novel, de fácil leitura e relativamente curta, com umas ilustrações em alguns capítulos e esse é o resultado :3 Agora, me desculpem se houver uns erros de ortografia aqui e ali, não tenho beta e fiz o que pude. Originalmente, tinha escrito essa história toda em inglês pra praticar meu vocabulário e deu certo. não quis deixar ela esquecida e aqui estamos. Boa leitura!

Era uma bela manhã quando Pietra deixou a casa de seu tio e foi para a floresta para coletar frutos, cogumelos e qualquer coisa comestível. Além disso, era a coisa favorita dela em dias tão maravilhosos. Já em um caminho dentro da floresta, algumas criaturas cumprimentaram a moça enquanto ela caminhava.

Passando a fronteira da chamada “floresta humana” era território fae, onde a magia florescia do chão e atraía seres mágicos. Era perigoso para as pessoas normais, mas Pietra não era normal. Como ela ia lá com tanta frequência, era fácil ter conhecidos por perto. Infelizmente, essas criaturas eram 90% duendes, aladas ou não. Embora florescendo com mana, não era suficiente para sustentar o estilo de vida de criaturas maiores, como elfos, centauros e fadas. Era uma pena, afinal, ela podia trabalhar com aqueles por dinheiro, uma oportunidade que lhe faltava em sua aldeia.

— Eai, humana! — disse um duende, que se aproximou calmamente. — Ouvi dizer que você ficou doente de novo, cê tá bem?

A atitude relaxada ainda deixou escapar um pouco de preocupação no tom. A mulher parou e se ajoelhou, um sorriso suave em seu rosto.

— Eu estou, obrigada. Eu queria perguntar se alguém se machucou. O tio disse que os caçadores estavam por aqui ontem.

— Acho que cê devia tá mais preocupada com esses caras aí.

Ele sorri maliciosamente. A senhorita ri, um pouco perturbada, mas abana a cabeça e muda de assunto após a confirmação de que tudo estava bem.

— Aqui. — Ela lhe entregou um biscoito que acabara de tirar de sua cesta. — Não há muitos desta vez, me desculpe.

— Nah, é generoso o suficiente oferecer.

Uma voz parecia crescer cada vez mais alto, aproximando-se com alta velocidade. O duende que estava falando com a mulher parecia irritado, rolando seus olhos, murmurando um “legal”, com um tom de desprezo em sua voz.

— Tô indo agora. Bom ver você bem, Pietra.

— O mesmo para você.

Ele desapareceu nos arbustos e bosques e logo ela é encontrada por sua melhor amiga, uma duende alada chamada Margot, que ao ver Pietra, voa diretamente até ela. A moça se levantou, andando pelo caminho, na direção oposta que a criança veio.

— Pieeeetra! — Ela diz em um tom de voz muito animado.

— Bom dia. — Uma resposta educada é dita.

Margot tenta descansar por cima da cesta, mas Pietra afasta o objeto, em pânico.

— Desculpe, é que há ferro frio dentro…

— Oh, oh, está bem. Então, de qualquer forma… — Ela se senta nos braços de Pietra. — Sabe, tem chovido bastante esses dias, você está colhendo cogumelos?

— Sim, acredito que não vamos encontrar muitos, mas a estação dos mirtilos acabou de começar.

— Ah, verdade!

Margot parecia realmente animada, cantarolando e geralmente se movendo bastante.

— Você parece realmente feliz, são os mirtilos?

— Assim, parcialmente, mas já que você perguntou… Eu queria lhe pedir um favor!

Pietra é surpreendida, pois Margot nunca lhe pediu nada antes, mas riu um pouco.

— É a primeira vez que eu vejo alguém feliz em pedir um favor.

Margot fica envergonhada, mas pergunta se ela vai ouvi-la, e claro, Pietra concorda.

♫ ♪ ♫

Dentro da mansão, em uma sala à luz de velas com um piano, Margot está tendo uma discussão bastante exaltada com alguém, ou, pelo menos, ela quem está se irritando sozinha, porque a outra pessoa toca o piano graciosamente.

— Isso é simplesmente ingênuo, e você já é bastante. Humanos são criaturas horríveis, Margot.

— Mas você também é teimoso, então acho que só não quer acreditar.

— Estou afirmando o que é a realidade, seria bom você ouvir a razão, em vez de acreditar em livros de ficção.

— É tão impossível acreditar em, tipo, pelo menos um único que seja bom, mesmo que você diga que a maioria é ruim?

Ele suspira e para de tocar piano.

— Mesmo que houvesse um, eles acabariam tão ruins quanto os outros ao longo do tempo.

— Então… E se os pegássemos quando jovens?

— Crianças trocadas? Eu dificilmente os chamaria de humanos nesse ponto.

— Eles só mudam para fae se você trouxer para o país fae…

— Claro. — ele diz em um tom de desdém.

Margot fica frustrada. Ele começou a tocar piano novamente e a duende tenta incomodá-lo mais, pois ela se sentiu perto de convencê-lo. Ela pula da tampa do piano de cauda e pousa nas notas entre as mãos dele, começando a dizer outro “E se?”, mas ele a interrompe, irritado.

— Para, Margot! — Ele notou seu tom áspero e se repetiu com mais calma. — Por favor pare. Não, sério, é fantasia.

Margot olha para ele com os olhos arregalados, ficando mais irritada. A criança bufa e vira para seus pés, pensando o que dizer em seguida, mas seus pensamentos são interrompidos.

— Você sabe o que vão fazer com você? — Ela olha para ele novamente, enquanto ele continua falando. — Arrancar suas pequenas asas com ferro frio, sem lâmina. Vão dar o resto você para os falcões ou algo assim.

Margot segura as asas horrorizada com o que ele disse, mas ele ri um pouco.

— Heh… “Então, e se”… E se você tentasse parar de se matar? Porque é isso que vai acontecer se você tentar fazer amizade com um humano. — Ele bate com o dedo na cabeça dela.

É quando o copo transborda. Margot dá um tapa no dedo dele e o olha com raiva, dentes e punhos cerrados.

— Ah, “e se”! Se eu lhe trouxer um bom humano…

Ele a interrompe com um comentário sarcástico.

— Boa sorte começando por aí.

Ele cai de queixo, mas logo se recupera com um sorriso muito presunçoso no rosto, talvez presunçoso demais.

— Humpf! Eu vou te trazer um! — O monstro fica impressionado com a certeza dela. — Então vamos fazer um acordo. Quando eu lhe trouxer um bom humano, você tem que admitir que nem todos os humanos são ruins!

O monstro sorri ao sentir que era um negócio fácil de ganhar.

— À vontade. Também tenho minhas condições…

♫ ♪ ♫

— Então… Você fez um acordo. — Segurando o fae em suas mãos, Pietra estava com raiva, isso era certo, enquanto ela olhava para a duende como uma mãe faria uma careta decepcionante para os erros idiotas de seu filho.

— Eu… Eu fiz… Desculpe. — Ela evitou contato visual, mas podia ainda sentir o olhar da moça como agulhas em sua pele.

— Meu deus, Margot… — Ela soltou a fada, se acalmou para baixo e fez a pergunta que ela realmente não queria. — O que tem à perder?

E a duende choramingou e se mexeu porque ela também não queria responder. A situação não estava melhor, pois Pietra continuou olhando-a e para a criança honesta, embora fosse melhor ficar em silêncio do que mentir, ainda evitava o contato visual. Margot sabia que não seria capaz de guardar as palavras para si mesma se olhasse Pietra nos olhos.

A mulher suspirou alto e pressionou a têmpora com a ponta dos dedos enquanto pelo menos entendia que as apostas eram consideravelmente altas.

— Estou começando a considerar…

Margot choramingou e aceitou a derrota, finalmente dizendo o que estava acontecendo.

— Eu… não poderei mais ver você… Nem qualquer outro humano, na verdade… Talvez nem mesmo fae, considerando com quem estou lidando…

Pietra não disse nada, não sabia o que dizer. Triste com as consequências, mas frustrada ao mesmo tempo também. Margot tomou o silêncio como um não a princípio e abaixou a cabeça, mas viu Pietra se virar com um olhar determinado no rosto.

— Chame seu amigo. Vamos provar que ele está errado.

Ilustração Capítulo 1

Notas finais
Com isso, queria deixar anotado que quero postar os capítulos semanalmente, todo domingo, às 18:00. Então... Até domingo que vem! ps: queria colocar a imagem sem ser o link, mas não consegui ;-; uma pena...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.