Notas iniciais
Bom pessoal ai vai o primeiro capítulo , espero que gostem . Essa ideia eu tive ao lado de duas amigas minhas , após aprendermos em uma aula de história sobre a época do velho oeste. Se você é Seddie ou até mesmo curte um novo shipper que possa aparecer nessa vida sofrível , te recomendo a ler . Espero que gostem < 3

1887- Califórnia, cidade de Pepita – Velho Oeste

O sol ardia sobre Pepita, como de costume. Reluzia sobre o povo o brilho da lasca dourada nos céus que amanhecia para aqueles em busca do tal sonho do brilho reluzir em seus bolsos : a tão procurada mina de ouro.

Um sonho que muitos queriam alcançar ou encontrar ,que poderia mudar totalmente a vida de todos ali. Porém , não foi necessário ouro reluzir para que isto acontecesse e sim a chegada de um corpete vermelho com vestígios de rendas negras.

Pois bem senhoras e senhores é aqui onde nossa história começa : Ferrovia de Pepita , 14:00 hrs.

Um embarque ou um desembarque é um dos casos de ambigüidade .Pode ser um “adeus” para algumas pessoas e um “olá” para outras . E se torna ainda mais ambíguo as possibilidades de se dizer olá : olá a amizades, ao preconceito, a novas condições de vida , ao ódio ou até mesmo um amor. É uma determinação de alto risco e era justamente este “olá” que era dado por Samantha .

Samantha Puckett.

A jovem de trajes vermelhos acabara de desembarcar do trem das 14:00 horas . Seus olhos azuis fitavam tudo a sua volta, atém mesmo o relógio no alto da plataforma, observando o modo como os ponteiros cronometravam sua chegada. Tinha os cabelos presos em uma trança jogada para o lado direito trazendo um mistério total para a sua cor : algumas vezes combinava com o sol da cidade por estar tão claro, outras se fazia castanho e realçava ainda mais sua pele como porcelana e ainda havia aquelas vezes que se fazia com tanto fervor que se fazia ruivo.

Era um mistério. Ela era um mistério, o que trazia por entre os babados e rendas de seu vestido? Samantha chamava atenção por onde andava , o vermelho se destacava tão bem por entre os trajes claros , quanto uma rosa vermelha se destacaria em um campo de margaridas.

Ela vagava pela estação, só esperando alguma informação, só aguardando para onde aqueles ventos do oeste lhe levariam . Quando a voz de um garoto lhe chamou a atenção:

—Jornal de Pepita! Tudo o que precisam saber aqui!Qualquer informação disponível é só perguntar por alguns trocados!

O garoto aparentava ter uns onze ou doze anos, havia alguns jornais em uma das mãos, enquanto com a outra acenava tentando chamar a atenção das pessoas. A jovem decidiu ir até ele , quem sabe ele pudesse a levar para seus novos objetivos?

—Boa tarde,rapazinho.

—Oh!Boa tarde, senhorita.

—Qual o seu nome?

—Eu sou Dice, Dice Corleone Shay .

—Prazer Dice . Eu sou Samantha. Samantha Puckett, bom pelo o que vi você possui informações sobre tudo ...

—Sim , a que informação lhe devo?

—Gostaria de saber se tem algum Saloon por aqui?

—Oh sim, tem o "The West Way" da Madame Nona fica logo em frente ao hotel , se quiser eu posso lhe levar lá.

— Claro por favor me leve até lá.

—Vamos então.

Pouco tempo depois lá estavam os dois chegando em frente ao "The West Way" . De dentro da janela da carruagem a jovem observava a cidade, pensava em tudo o que poderia lhe trazer: parecia um local bom, um lugar onde pudesse recomeçar seu passado mais uma vez.

— Bom ... é aqui, chegamos! _ Dice disse

Dice desceu e logo em seguida ajudou Samantha a descer . Fora uma decida bem vistosa, principalmente por alguns homens que estavam em frente ao hotel do outro lado, já estavam fazendo até mesmo fazendo comentários “satisfatórios” para si mesmos, que só aumentaram quando a viram entrar no Saloon.

"The West Way" era um saloon que estava sofrendo reformas mas ainda possuía seu brilho em si . Ao adentrar no local junto a Dice, a jovem pode ver o ambiente de cadeiras e o palco que poderia se tornar seu novo aconchego. Havia algumas garotas no bar , estavam almoçando e bebendo ao lado do garçom e havia uma senhora sentada em uma mesa separada com muitas jóias expostas, analisando uma por uma.

—Boa tarde Madame Nona, boa tarde pessoal!

—Boa Tarde Dice! Pois bem, tem alguma coisa para mim hoje?

— Ah sim tenho sim, espere ai _ O garoto disse pegando de dentro de sua bolsa algumas cartas e as conferia_ Madame Nona ...Madame Nona... Madame Nona ... Prontinho são só essas .

— Ah obrigada_ Ela disse apertando as bochechas do garoto.

— Madame Nona... Essa é Samantha, ela acabou de chegar e pediu para que eu a trouxesse aqui , acho que ela quer conversar com a senhora.

—Oh sim , prazer querida eu sou a Madame Nona Cheatman, sou dona desse saloon.

—Muito prazer Madame Nona.

—Pois bem querida,sente-se _ Ela disse indicando a mesa ao lado para que ela sentasse ao seu lado _ Então ... o que lhe trouxe aqui?

— Bom Madame Nona... eu sou nova na cidade e estou em busca de uma nova vida e preciso me manter de algum modo então, decidi vir até aqui procurar saber se não me aceitaria em seu saloon.

— E você já trabalhou em algum saloon? Já teve alguma experiência ?

— A sim,claro _ Samantha pegou um papel de dentro do seu casaco e o estendeu sobre a mesa.Era um cartaz do saloon onde trabalhava em Albuquerque : "O Claire Vollun."

—Ó você trabalhou no Claire Vollun...

No momento em que Dona Nona acabou de pronunciar a tal frase, uma das garotas do bar, Demetria, cuspiu toda a bebida na cara do pobre garçom Gommer, sem querer, provocando o riso em todas as garotas enquanto se desculpava.

—Ai me desculpe Gommer não foi minha intenção! Desculpe ! Perdão! Madame Nona desculpe me intrometer, mas acho que seria uma ótima ideia você contratar Samantha _ Demetria se pronunciava se aproximando das duas .

—É mesmo? E porque diz isso Demetria?

Ela pirragueou antes de prosseguir.

— Bom porque ... a senhora não se lembra que antes de vir para cá há algum tempo atrás eu já trabalhei nesse tal saloon e ..._ Demetria pausou por um minuto , se aproximando do ouvido de Dona Nona e passando a falar bem mais baixo na tentativa de um sussurro _ ... você não se lembra o que eu te disse sobre o tal “ pedacinho de céu?”.

— O QUE? ESTÁ ME DIZENDO QUE ELA É O PEDACINHO DE CÉU?! NÃO! _ Madame Nona não havia gritado , havia berrado o bastante para que o Saloon todo pudesse ouvir e voltar sua atenção para ela .O que fez Demetria ficar ainda mais vermelha com o tal constrangimento:

—MADAME NONA!

—Oh meu Deus me desculpe! Perdão Samantha ...eu não queria...

—...Tudo bem_ Ela dizia rindo com o fato de Nona pegar em sua mão para se desculpar.

—...Mas então você ...é ela?

Ela. Uma mulher que se apresentava no Claire Vollun que se tornou um mistério. Uma lenda. Todos os homens que eram arrastados para seus aposentos não se lembravam de nada sobre a tal noite no dia seguinte, porém sentiam um prazer indeterminável: uma sensação como se tivessem dormido nas nuvens mais macias, sido amantes das estrelas e haviam se deitado com um anjo , cujo pecado não era recordado pela inocência dos olhos azuis. Todos não podiam que acreditar que “Ela” estava bem a sua frente. “Ela” era Samantha.

—Sim, sou eu.

Para Nona, ela poderia ser o que faltava em seu Saloon , aquilo que poderia trazer o The West Way ao seus dias de glória novamente após a reforma quando fosse renaugurado .Ela teria uma lenda em sua casa e poderia se tornar uma lenda junto com ela , por isso a madame não hesitou em pensar de novo: lhe estendeu a mão em uma ação de comprimento:

—Seja bem vinda ao Saloon The West Way!...Ah espero que nos compreenda, estamos passando por reformas, mas não paramos de trabalhar. Temos ensaiado todas as quartas, quintas e sábados , mais tarde lhe passarei o cronograma_ Madame Nona sorria como se Abraham Lincol a tivesse visitado .

—Ok. Tudo bem ... Obrigada Madame Nona.

—UM QUARTO! ALGUÉM POR FAVOR PODE LEVÁ-LA A UM QUARTO?! JADE POR FAVOR VOCÊ PODE LEVÁ-LA AO 26 POR FAVOR?

—Claro Madame Nona. Venha comigo Samantha.

Jade a conduziu até o quarto e a ajudou a ajeitar suas coisas . Elas estavam conversando, estavam se conhecendo melhor:

—Então ... desde quando você está aqui Jade?

—Desde sempre . Nasci aqui. Estou vivendo aqui e vou morrer aqui.

— Mas desde quando é uma garota do "The West Way"?

—Desde quando o meu pai traiu a minha mãe e ela o matou e depois se matou logo em seguida ...na minha frente.

—...Jade ...eu ... eu sinto muito eu não queria...

—Ah tudo bem, não é nada eu já superei_ ela disse se sentando na cama ao lado de Samantha_ ...Sou uma sobrevivente desse mundo, continuar viva é um desafio , mas é ao mesmo tempo uma vitória.

Samantha sorriu e por um minuto olhou para baixo e fechou os olhos profundamente .

—E você?O que lhe trouxe aqui?

—Ah...digamos que sou como você, uma sobrevivente que continua viva.

Jade assentiu com a cabeça. Ela notara a mudança de humor de Samantha, como se alguma lembrança a perturbasse. Por isso levantou –se da cama e mudou de assunto:

—Bom ...Vamos?

—Aonde?

—Você é nova na cidade tem muito o que apreender. Vamos eu te mostro como Pepita é.

Ela sorriu e com ajuda da mão de Jade ela se levantou da cama .Naquele momento ela se tornou sua amiga , afinal também era uma sobrevivente, ela queria lhe ensinar como era não continuar viva, mas ensinar a ser viva.

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Banco, correio , hotel. Depois de andar por todos os lugares de Pepita lá estavam as duas retornado para o The West Way. Jade havia lhe mostrado tudo e todos que ela conhecia: todos os moradores da cidade e havia lhe contado tais informações para Samantha durante o passeio.

—Uau você sabe de tudo!

—Anos de prática e convivência .

Do outro lado da rua no hotel havia alguns homens bebendo, entre eles estava: Beck ; o amante do coração de Jade. Ela parou. Ambos se encararam de longe, podem o desejo se fazia perto. Ele tomou um gole de seu Brandy e ela piscou para ele em troca. Samantha notou a tal “tensão” que se passava entre ela.

—Mas o que foi isso Jade? _ Ela sorriu maliciosamente a provocando.

—Nada._ Sua cara de quem aprontara a condenava.

—Vamos lá! Eu não sou cega.

—Tá bom... Aquele é o Beck...ele é meu...

—...Amante? _ Samantha disse a provocando.

—Olha só : só porque você é o "pedaço de céu" para os homens não significa que eu não seja o pedaço de céu de alguém ok?

—Ui nossa perdão então!...Pelo menos seu coração tem dono . Jade você não me disse quem é dono da cidade.

—É porque ele não está aqui na cidade. Ele saiu de viagem a quase duas semanas e retornaria entre hoje e amanhã. Todos sentimos falta dele, especialmente as mulheres _ Ela disse em tom de malicia piscando o olho para Samantha.

—Olha o Beck está lá do outro lado viu?

Ambas riram.

—...Mas qual é o nome dele?

—Fredward , " Freddie" Benson. Ele é sobrinho de Schnneider. É um homem bravo e valente , várias mulheres se matariam e se mataram o bastante para ter sua companhia, inclusive as do Saloon...

—Ele já ficou com alguma?

—Nenhuma. Nenhuma de nós conseguiu arrastá-los para os nossos aposentos ou ao menos ver de qual calibre é a sua pistola _ Ela pausou para que ambas pudessem rir do tal comentário_ ...até mesmo eu tentei e não obtive sucesso, mas agora tenho o Beck , mas acredite o xerife é um homem de dotes , especialmente em beleza ... cuidado para não se apaixonar Puckett.

— Não vou_ Bufou.

A conversa foi interrompida por um alvoroço. Pessoas começaram a recuar a rua e alguns gritos como “Ele Chegou! “ “Ele está de volta!” principalmente de algumas mulheres ecoaram sobre Pepita.

—...Bom então é melhor cumprir com a sua promessa porque lá vem ele.

Samantha se voltou com seu olhar para a entrada da rua. Lá estava o tal Freddie . O xerife de Pepita. Ele estava montado em seu cavalo acenando para toda a cidade . Seu sorriso, o detalhe da sua camisa entre aberta e colada ao seu peito que realçavam seus braços fortes a cativara , mas não tanto quanto seus olhos castanhos que olhavam em falso sob o seu chapéu branco.

Ela não estava apaixonada e sim,vidrada.

A chegada do xerife chamara sua atenção e de toda a cidade . Porém a do garoto Dice era questionável, ele tinha tanto trabalho para fazer, tantas cartas para entregar que não notou a sua presença e saiu correndo para o meio da rua.

O cavalo de Freddie se assustou, relinchou e voltou com tudo para trás , provocando pavor na cidade que temia o acidente a sua frente. Dice desviou e caiu no chão intacto, enquanto Freddie conseguia acalmar Harley: seu cavalo.

—Calma Harley! Isso ...Bom garoto!

—Ufa!_ Dice exclamara aliviado.

—Garoto sabia que eu podia ter te matado?

—Per-perdão xerife eu...

—Não viu que eu estava passando?

—Eu estava entregando minhas cartas xerife , eu ...

—Haaa o que se esperar de um entregador de cartas? Insolente tende respeitar as autoridades! Ou educação e respeito não lhe foram ensinados?

A cidade assistia calada a desmoralização do menino. Samantha não estava mais vidrada , sua admiração agora se transmutara em raiva. Raiva de como ele humilhava o pobre garoto e raiva de como ninguém impedia aquilo.

—Quem ele pensa que é? Ninguém vai intervir? _Sussurrou para Jade .

—E quem teria coragem de intervir? _ Ela disse bufando

Samantha ajeitou a postura. Ergueu seu queixo e disse:

—Eu vou!

— O que? Não espera! Samantha volta aqui! Ai meu Deus!_ Sua tentativa de impedi-la fora em vão. Lá estava ela : no meio da rua prostrando-se entre o xerife e Dice com as mãos na cintura.

—Com licença Xerife...

—Oh me desculpe senhorita, mas vou lhe pedir para que não se intrometa nisso ok? _ Havia confiança em suas palavras , acreditando que ela fosse parar, porém...

—E eu não vou pedir! Eu vou EXIGIR que o senhor cale essa sua maldita boca e pare de agir como uma cortesã com o sangue prestes a descer!

O impacto do silêncio : havia choque nas expressões dos cidadãos de todas as maneiras possíveis.

Ela o desafiara, o humilhara , o tornara vulnerável diante da cidade inteira. Ninguém nunca o enfrentara daquele jeito.

—Como Como é senhorita?

— O que você ouviu seu Xerife ...

Continua...

Notas finais
Gostaram? kkk Quero comentários postarem o próximo assim que puder < 3 * P.S: Vem briga feia por ai kkkk