Notas iniciais
Heyyy! Estou postando essa Fic só por postar mesmo, nem sei o que estou fazendo aqui Espero que gostem, fui! Eu criei uma playlist pra ess Fic, está bem aqui: https://open.spotify.com/user/sa_bernardo123/playlist/5pTQMbJmzCSbEREBtUcVHr

É isso, acabou. Eu não tenho mais chance.

Hoje é o dia do casamento de Emma Swan, a mulher que, secretamente, eu amo com todo o meu coração. E eu não posso fazer nada. Meu coração me diz pra invadir aquele casamento e impedi-la de casar com aquele pirata sujo, mas a razão ainda existe, e é ela que me impede de levantar da minha cama, me arrumar e ir lá agora mesmo me declarar pra mulher que amo.

Eu quero fazer isso, mas não posso. Eu já tive inúmeras chances de me declarar, de dizer a ela como me sinto. Mas eu disse? Não, porque sou uma covarde. Se eu tivesse tido coragem talvez seria eu no lugar de Killian, talvez seria eu quem teria a honra passar o resto da vida ao lado dela, a amando e olhando profundamente naqueles olhos esmeralda que parecem desvendar toda a minha alma.

No dia em que descobri que ela estava noiva eu entrei em choque. Eu fiquei sem reação, e a única coisa que consegui fazer foi dizer que estava feliz por ela e abraçá-la. Mas eu não estava. Eu não estava feliz por ela, porque naquele momento meu coração se partiu em mil pedaços. Desde então eu venho me arrastando pela cidade, divagando a todo o momento, pensando em como seria se eu estivesse no lugar do pirata naquele momento.

Eu queria esconder meus sentimentos, queria convercer todos de que eu estava bem, e até que estava conseguindo, mas minha irmã notou facílmente.

Zelena veio falar comigo, dizendo que estava preocupada.

Eu dizia que estava tudo bem, mas ela não acreditava. Depois de um tempo eu percebi que eu não conseguia esconder nada dela, ela me conhecia bem demais.

Então eu confessei.

—Sis, eu estou preocupada. Fala logo o que aconteceu! — quando percibi que não conseguiria enganar ela, abaixei a cabeça.

—Você não vai me deixar em paz até eu te falar o que está me incomodando, não é? — ela sorriu, percebendo que eu havia cedido.

—Não. Agora desembucha!

—Tudo bem. — suspirei, me preparando para colocar em palavras tudo o que havia sentido nos últmos dias. — É a Emma. — olhei para a ruiva e vi confusão em seu olhar.

—Como assim?

—Eu acho que estou apaixonada por ela Zel... — confessei, deixando minha irmã surpresa. Ela sorriu, mas logo mudou sua expressão ao ver lágrimas se formano em meus olhos.

—Oh, sis... eu sinto muito. — ela me abraçou.

—Eu tambem sinto. — sussurrei, deixando uma lágrima solitária escorrer por meu rosto. Zelena se afastou um pouco e limpou-a.

—Não fica assim. — ela tentava me consolar, mas sem sucesso – Eu sei que doi, mas vai passar.

—Eu não teria tanta certeza disso.

—Lembra de quando eu era apaixonada pelo Rumple? — eu dei um mini sorriso ao lembra daquela época – Eu sei, isso não é um bom exemplo, mas é o único que eu tenho. — ela sorriu e continuou – Então, naquela época eu pensava que ninguém me amava e que eu estava sozinha. Mas olhe pra mim agora, eu estou bem. Eu superei isso, e agora eu não preciso dele pra ser feliz.

—Mas é diferente Zel. O Rumple era só uma paixão passajeira, você mesma sabe, ele não é o amor da sua vida.

—E você acha que a Emma é o da sua? — ele olhou no fundo dos meus olhos e eu percebi que não fazia ideia da resposta para essa pergunta.

—Eu não sei.

—Se eu fosse você eu ia falar com ela.

—NÃO! — praticamente gritei – Não posso... — abaixei meu tom de voz, voltando a olhá-la.

—Por que não?

—Ela está noiva, Zel, isso já não é suficiente?

—É, mas eu acho que esse não é o único motivo. — ela me conhece tão bem...

Suspirei. Se era pra desabafar eu tinha que contar tudo.

—Você tem razão, esse não é o único motivo.

—Então qual é o verdadeiro motivo de você não querer falar com ela?

—Eu tenho medo Zel.

—Medo de ela não sentir o mesmo?

—Não, medo dela sentir o mesmo. — ela me olhou confusa – Pensa bem, todos que eu amei se foram. O Robin, o Daniel... Eu não aguenteria uma terceira perda.

—E quem disse que você a perderia?

—Ninguém, porque eu sei disso.

—Como você sabe? Ninguém pode ter certeza do futuro.

—Eu sei porque eu seria muito feliz com ela. E você sabe sis, vilões não tem finais felizes.

—Você não é uma vilã.

—Mas eu já fui, e isso não posso mudar. Eu já tinha mudado quando Robin voltou, e olha o que aconteceu com ele. — ao lembrar de Robin meus olhos marejaram – E do Daniel nem se fala. Naquela época eu nem sabia o significado de maldade!

—Mas pensa bem sis, a Emma também perde todo mundo que se envolve com ela. O Neal, o Walsh... Se vocês ficassem juntas e essa “maldição” — ela fez sinal de aspas na palavra maldição – atingisse vocês, pelo menos morreriam juntas. — ela brincou, mas eu não estava no clima para piadas.

—Sis, eu não vou falar com ela. Está decidido, você não vai me fazer mudar de ideia. — fiz uma pausa e me levantei – Só te peço para que não conte à ninguém sobre o que conversamos aqui. — viro as costas e saio do cofre, deixando minha irmã para trás.

Eu tenho medo Zel.

Aquelas palavra ecoam em minha mente, me deixando cada vez mais pensativa.

Faz exatas duas semanas que havia conversado com minha irmã sobre seus sentimentos, e eu não consigo pensar em outra coisa.

Eu estou confusa, não sei o que fazer. Uma parte de mim quer contar à Emma sobre os sentimentos de Regina, mas a outra tem medo dela ficar brava comigo. Só de lembrar da época em que eu e Regina estávamos brigadas meu coração se aperta. Nunca vou me esquecer da vez que ela disse que nunca poderia me perdoar, que me culpava pela morte do Robin. Aquele foi o dia em que mais chorei em toda a minha vida. Quem diria que quem eu mais queria destruir acabaria se tornando tão importante pra mim?

Depois de muito pensar cheguei a conclusão de que não podia deixar a Regina ser infeliz pelo resto da vida. Eu não tenho sei se isso vai funcionar, mas eu vou tentar.

Levanto da cadeira, pego minha bolsa e vou junto com Robin para o carro, rumo à casa da Swan.

Bato na porta e em menos de dois segundo Henry a abre.

—Tia Zel! O que faz aqui? — meu sobrinho pergunta.

—Oi querido, sua mãe está?

—Quem, a Emma? — eu assinto – Por que quer falar com ela?

—Coisa de adulto Henry.

—Qual é Zel? Eu já tenho dezesseis anos, esse papo de 'coisa de adulto' não funciona comigo.

—Tudo bem! É sobre a Regina. — confesso.

—O que tem a minha mãe? — ele pergunta preocupado.

—Vai me dizer onde Emma está ou não? — pergunto impaciente.

—Só se me disser o que vai falar com ela. — eu bufo, não tinha saída.

Arrasto Henry para dentro e sento com ele no sofá.

—Escuta aqui, se eu ir parar no hospital porque sua mãe me jogou uma bola de fogo a culpa é toda sua. — ele sorri e eu me preparo pra falar – Sua mãe está apaixonada pela Emma.

—O que?! — ele levanta bruscamente do sofá, parecia surpreso e, por incrível que pareça, muito feliz.

—Isso mesmo que você ouviu Henry, — me levanto – Regina está apaixonada por Emma.

—Isso é demais! — ele fala como se estivesse comemorando a vitória do seu time favorito.

—Como assim demais? — pergunto indignada. Como ele pode achar o sofrimento da Regina 'demais'?

—Você não percebe Zel? A Emma também gosta dela. — o olho ainda mais confusa.

—Então por que ela ainda está com aquele pirata sujo? — o Killian até é legal, mas passo tanto tempo com a Regina que o apelido pegou.

—Porque ela tem medo de se declarar pra minha mãe, porque...

—Já sei, — o interrompo – porque todo mundo que ela ama morre. — ele me olhou confuso.

—Como sabe?

—Regina tem o mesmo motivo. — ele me olha e sorri.

—Sabe o que isso significa Zel?

—Não... O que?

—Significa que eu vou ter uma família completa!

—O que? — pergunto confusa e ele me abraça.

—Obrigado tia. — eu retribuo o abraço e logo em seguida o vejo correr para a porta. Pelo visto os meus planos de falar sozinha com Emma foram por água abaixo.

Estou no quarto junto com minha mãe, que penteia meus cabelos e termina de fazer a maquiagem.

Eu estou confusa.

Era para eu estar radiante, afinal é o dia do meu casamento, mas só o que eu consigo fazer é pensar, pensar nela.

Desde que eu cheguei em Storybrook eu percebi que ela era diferente. Ela era única, e por algum motivo me deixou completamente hipnotizada. Eu me apaixonei por ela, mas tive medo de lhe contar.

Primeiro porque ela me odiava, e depois porque nossa amizade era tão linda que eu não suportaa a ideia de perde-la.

Eu até tinha fé de que ela pudesse gostar de mim, mas quando o Robin apareceu toda a minha esperança se esvaiu. Por isso, eu segui em frente, por isso, estou com Killian.

Quando o Robin morreu eu fiquei mal por ela, mas muito feliz por mim. Agora eu tinha uma chance. O problema é que eu demorei muito, e quando o Killian me pediu em casamento eu vi que ele estava perdidamente apaixonado por mim. Eu não queria machucá-lo, então aceitei. Afinal, que tipo de monstro eu seria se partisse seu coração só por causa de uma possibilidade de ficar com Regina?

O Killian é uma boa pessoa, e tenho certeza que será um bom marido. Mesmo não o amando eu o quero feliz. Já que eu nunca terei a pessoa que amo, porque não dar a ele a pessoa que ele ama?

Sou tirada de meus devaneios com a porta se abrindo bruscamente. Era Henry.

—Que susto, Henry! — coloco a mão no peito.

—Preciso falar com você. — minha mãe o olha curiosa – A sós. — ele acrescenta e ela bufa, saindo do quarto.

Logo após ela sair Zelena entra.

—Zelena? O que faz aqui? — pergunto.

—Oi pra você também, Salvadora. — ela sorri debochado e depois continua – O assunto me envolve. — ela senta em um sofá perto da janela e eu e Henry a acompanhamos.

—O que vocês tem pra me dizer? — pergunto.

—É sobre a minha mãe. — Henry fala rapidamente, como se eu pudesse explodir a qualquer momento.

—O que tem a Regina? — pergunto rapidamente.

—Ela está mal. — Henry continua.

—Como assim? — levanto bruscamente – O que houve? Ela passou mal? Como ela está? — ando pelo quarto desesperada procurando a minha bolsa. Eu estou prestes a sair e ir ver como ela está, quando Henry me impede.

—Mãe espere! Ela está bem, pelo menos fisicamente. — me tranquilizo e volto a sentar.

—Henry, me conta essa história direito! — eu já estou ficando impaciente.

—Tudo bem! — ele fala – Vou direto ao ponto: minha mãe gosta de você. — me espanto.

—Como assim Henry?! Você só pode estar brincado! Isso não se faz garoto. — eu não consigo acreditar em tamanha possibilidade.

—Não é uma brincadeira! Você sabe que eu nunca brincaria com isso! — olho pra Zelena.

—Isso é verdade, Zelena? — ela assenti.

—Cada palavra.

—Ai meu Deus. E o que eu faço?

—Emma, você realmente ama a minha irmã? — Zel pergunta.

—Com todo o meu coração. — olho em seus olhos, provando à ruiva que eu era totalmente sincera em minha resposta.

—Então porque você não começa abandonando aquele pirata?

—Eu não posso.

—Por que não? — ela pergunta.

—Porque eu não posso partir o coração dele.

—Então você vai ficar com ele mesmo sabendo que o seu amor verdadeiro está lá fora sofrendo por você?! — Henry se levanta. Ele está irado, e com razão – Eu esperava mais de você, mãe. — ele sai e eu fico perplexa. Ele havia mesmo ficado magoado comigo? Será que eu estava tomando a decisão errada?

Quando percebo que Zelena ainda está no quarto a olho com os olhos cheios de lágrimas.

—O que eu faço Zel? — pergunto com a voz embargada.

—Primeiro limpe essas lágrimas e aguente firme. — ela limpou uma lágrima que escorreu por meu rosto e começou a retocar minha maquiagem – Eu realmente quero que você siga seu coração e fique com minha irmã, mas a decisão é sua, faça o que achar melhor.

—Tudo bem. — ela acaba de retocar a maquaigem – Obrigada. — a abraço e ela retribui.

—De nada. Agora vá, seu noivo está te esperando. — eu vou até a porta, mas paro quando uma pergunta surge em minha mente.

—Zel. — ela me olha.

—Sim?

—A Regina vem? — não termino a pergunta, mas ela entende que se trata de meu casamento.

—Imagino que não, seria muito pra ela. — meu coração se aperta ao pensar em Regina sofrendo por minha causa, mas eu precisava seguir em frente. Além de Killian, haviam também meus pais, que nunca aceitariam se eu namorasse uma mulher.

—O.k., obrigada. — ela assente e eu saio.

Quando chego ao salão meu pai sorri e entrelaça meu braço no dele, me guiando até o altar.

Chego no altar Killian beija minha mão e me lança um olhar apaixonado. Eu me sinto mal.

Olho em volta e percebo como está tudo lindo. Estão todos aqui. Minha mãe, Henry, Regina... Ao ver Regina eu travo.

Ela está aqui.

A olho e ela sorri pra mim.

Eu me surpreendo. Sei que é muito difícil pra ela estar aqui, deve doer muito. Mas aqui está ela, me apoiando de longe.

Ao olhar em seus olhos percebo que o que Henry me disse é verdade.

Ela está com os olhos marejados, apertando a mão de Henry como se buscasse conforto naquele simples jesto. Eu vejo a dor em seus olhos, e isso me machuca muito.

Não, eu não posso fazer isso.

Eu a amo demais para faze-la sofrer por uma coisa que fiz por pena.

Eu não posso continuar com isso.

—Emma Swan, você aceita Killian Jones como seu marido, para amá-lo e respeitá-lo, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que a morte os separe? — sou tirada me meus devaneios por Archie, que com suas palavras conseguir me deixar totalmente paralisada. Olho para Regina e a mesma abaixa a cabeça, como se fosse doloroso demais para ela ver isso. Mesmo de longe, consigo ver uma lágrima solitária escorrer por seu rosto. Como eu não falo nada, Archie continua – Emma?

—Eu... — eu não posso continuar com isso, não dá – Eu não posso. — todos ficam espantados, e vejo Regina levantar a cabeça confusa. — Eu sinto muito, mas não posso continuar com isso.

—Por que não? — Killian pergunta – Você não me ama?

—Não. — respondo sincera. Olho nos olhos de Regina – Eu amo outra pessoa. — Regina sorri e todos seguem meu olhar, a encarando.

Eu desco do altar e caminho até ela, que se levanta assim que me ve chegar perto.

Eu reúno toda a coragem do meu ser e seguro suas mãos.

—Rigina Mills, eu te amo. Te amei desde o dia em que nos conhecemos e, cá entre nós, acho que nunca deixarei de te amar. — antes que pudesse falar mais alguma coisa ela me beija, me fazendo explodir de felicidade. Todos batem palmas, como se estivessem acabado de ouvir o discurso mais inspirador que o mundo já viu.

Quando o ar se faz nescessário ela interrompe o beijo, passando agora a olhar no fundo de meus olhos.

—Emma Swan, eu te amo com toda a minha alma. Te amei desde o dia que nos conhecemos, e eu tenho certeza de que sempre vou te amar.

—Eu sei. — eu sorriu e ela me olha confusa – Zelena me contou. — Zelena me olha com um olhar mortal e depois minha amada faz o mesmo com a ruiva, mas logo volta seu olhar para mim novamente.

—Deixa, em casa eu pego ela. — ela me beija novamente, selando não apenas nossos lábios, mas também o início de nossa mágica e surpreendente história de amor.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!