The Wedding Date
7 Lunch with my fake girlfriend's family
Já faziam três dias que Finn e Rachel dividiam a cama. Finn acompanhava os movimentos dela a fim de fazer uma clara divisão sob a cama. Com travesseiros.
– Ok, assim está bom. — Rachel disse colocando as mãos na cintura. — Agora vou tomar banho, se me der licença...
– Toda. Eu vou dormir. Boa noite. — Finn disse virando-se de bruços.
– Boa noi... Ah! Eu queria falar com você sobre Jesse... — Rachel colocou uma das mechas do cabelo atrás da orelha.
– O que tem ele?
– Nada, é só que... Você sabe... Amanhã todos nós vamos almoçar juntos e e-eu estou um pouco nervosa, para falar a verdade...
– Uhum... — Finn disse quase caindo no sono.
– E talvez ele vá...
– Sim...
– Tenho medo de que ele perceba que isso tudo é uma farça, sabe?!
– Pois é...
– Você é ridículo, Hudson.
– Uhum... Hein? O que eu fiz?
– Será que você poderia prestar atenção no que eu estou falando?
– Relaxa. Vai tudo certo. Ele vai perceber que perdeu você quando ver que você está com um cara tão gato. — Finn disse em tom de brincadeira.
– Você é ridículo, sabia disso? — Rachel revirou os olhos.
– Sabia, sim. Você faz questão de frisar isso a cada cinco segundos.
– Boa noite, Hudson. — Rachel pegou suas roupas e toalha e foi em direção ao banheiro.
– Boa noite, Berry.
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Logo pela manhã, Rachel e Finn estavam de pé ajudando os senhores Berry a preparar o almoço. Finn havia se oferecido para fazer o almoço daquela tarde. Ele parecia saber muito bem o que estava fazendo, o que pareceu surpreendê-la. Ela por si, era um desastre, por isso nos finais de semana, acabava tendo que pedir por telefone comida entregue em casa. Cozinhar era algo que realmente gostaria de aprender. Já tentara, mas nunca fora muito bem sucedida.
– Ei, relaxa. — Finn percebeu o olhar distante de Rachel e sussurrou para ela quando estavam à sós na cozinha.
– Hm. Não sabia que tinha esse dom para cozinha, Hudson. — Rachel disse em tom de brincadeira tentando mudar o rumo da conversa. — Eu gostaria de saber cozinhar.
– Não muda de assunto. Vai dar tudo certo hoje. Vamos fazer dar certo. — Finn ofereceu um sorriso e colocou um de suas mãos no ombro dela.
– Você está sendo realmente sincero ou só está falando isso porque sente falta da minha voz na sua cabeça o tempo todo? — Rachel o olhou desconfiada. Finn riu e se afastou.
– Tenho que admitir que não saberia mais como viver sem seu falatório na minha cabeça.
– É melhor você checar o forno. Acho que a comida já está pronta.
– Ainda faltam alguns minutos... — Finn tirou o avental que vestia.
– Esse cheiro está me dando fome. — Leroy chegou na cozinha. — Rachel nunca nos disse sobre esse seu dom, Finn. Se o gosto estiver tão bom quanto o cheiro, acho que você deveria mudar de carreira, sinceramente. Tem certeza de que você realmente é terapeuta?
– Obrigada, Senhor Berry. — Finn riu.
– Bom — Rachel se manifestou — eu vou me aprontar antes que as pessoas cheguem.
Rachel tentava se manter calma, mas só de pensar em estar no mesmo ambiente que Jesse depois de tanto tempo, a deixava nervosa. Após o banho, arrumou-se e colocou um vestido rodado e florido que batia na altura dos joelhos. Gostava muito dele. Perfumou-se, fez um maquiagem super leve e prendeu os cabelos em um rabo de cabelo no alto.
– Brincos ok, pulseira ok, perfume ok... O que falta? Sapato, sapato. — falava sozinha. Finn bateu na porta levemente.
– Posso entrar?
– Entra. — Rachel abaixava-se perto da cama a procura de sua sandália.
– Falando sozinha, Rach?
– Não, eu só estava conferindo minha roupa. Você por acaso viu aquela minha sandália bege?
– Qual sandália?
– Ok, já percebi que não. Deixa pra lá. — levantou-se ajeitou seu vestido. — Acho que não está por aqui, devo ter deixado no andar debaixo.
– Você está... Muito bonita. Você está linda, Rachel. — Finn falou um pouco perdido nas palavras.
– Obrigada. — Rachel corou.
– É... Eu vou... Eu vou tomar banho.
– Ok, eu te espero lá embaixo.
– Tudo bem, vejo você daqui a alguns minutos. É... Rachel... Como você está se sentindo? Tudo bem? Nervosa? — Finn perguntou.
– Bom, um pouco. Mas vai dar tudo certo. — disse sorrindo repetindo a palavras que Finn dissera a ela mais cedo.
– Isso. — Finn sorriu. — Vou indo, então.
– Finn... Obrigada, de verdade. — E então se retirou.
Ao descer as escadas a procura de seus sapatos, encontrou Hiram que terminando de arrumar a mesa.
– Hey papai. — Rachel depositou um beijo na bochecha de seu pai.
– Hey filha. Você está linda. — sorriu. — Só está faltando os sapatos, não é?
– Sim. — sorriu. — Eu estava procurando por eles.
– Estão embaixo das escadas. — guiou Rachel até lá. — Você os deixou por aqui ontem, depois que voltou de seu passeio com Quinn.
– Obrigada, papai. E aí, Quinn e Puck já chegaram? — perguntou apoiando suas mãos na mesa. Assim que terminou de perguntar, ouviram o barulho da campainha soando.
– Opa! — Hiram riu — Deve ser eles. — depositou um beijo na bochecha de Rachel e foi atender a porta.
– Oi papai. — Ouviu a voz de Quinn soando.
– Olá sogrão! — sorriu com o jeito de Puck.
Ao entrar na sala Quinn logo jogou os braços ao redor do pescoço da irmã mais velha e a abraçou apertado. Rachel sorriu e retribuiu o gesto.
– Oi Rach!
– Oi Quinn! — beijou a bochecha da irmã.
– Oi Puck! — deu-lhe um abraço e sorriu.
Rachel percebeu a presença de Finn atrás dela e sorriu virando-se para ele.
– Hm, você está muito bonito. — falou sincera.
– Você está linda. — beijou-lhe a bochecha. Rachel sorriu levemente com o gesto.
– Hey Quinn, hey Puck! — comprimentou-os.
– Espero que estejam com fome. Hoje o almoço fora por conta de Finn. — Se o gosto estiver tão bom quanto o cheiro, Finn terá que conciliar a carreira de terapeuta com a de cozinheiro. — Leroy se manifestou em tom de brincadeira se juntando a eles na sala. Todos ouviram a campainha novamente.
– Deve ser a tia Sue. Vou atender. — Rachel disse e caminhou em direção à porta, não esperava que fosse dar de cara com aquela pessoa. Não agora. Jesse costumava se atrasar em muitos dos seus compromissos. Parece que por alguns segundos havia esquecido-se dele e agora que ele estava bem a sua frente não sabia como agir. Ao perceber a falta de reação de Rachel, ele se manifestou.
– Olá Rach. — sorriu tenso.
– O-Olá... Jesse. E-Entre. — abriu a porta dando passagem a ele. Com a presença de Jesse, os senhores Berry tentavam agir naturalmente. Com o passar dos minutos os familiares foram chegando e a casa fora ficando cheia. Finn conversava com um dos tios de Rachel e ouvira diversos elogios da família por sua comida e conselhos de que ele deveria fazer um curso de culinária.
– Qual é a sua idade, filho? – perguntou Burt, tio de Rachel.
Finn mantinha uma conversa agradável com ele sobre os negócios de sua família e sobre a vontade do pai de que assumisse tudo. Porém, é claro, maquiou a parte de que seu pai era insatisfeito com seu trabalho, afinal todos ali pensavam que Finn era terapeuta.
– Tenho vinte e cinco anos, senhor.
– E você e Rachel se conheceram há muito tempo?
– Não, apenas há alguns meses. Tínhamos amigos em comum e acabou acontecendo...
– Vocês formam um belo casal, de verdade. Você parece ser um bom garoto, espero que não magoe Rachel. Agora, se me der licença, eu vou procurar minha esposa. Muito bom te conhecer, filho. – deu tapinha nas costas de Finn.
– Prazer em conhecê-lo, senhor. Vou procurar por Rachel. Obrigada pela conversa. – apertou as mãos do homem e seguiu em direção a varanda da casa à procura dela.
Rachel estava sentada com um olhar distante, tão perdida em seus pensamentos que mal percebeu a presença de Finn sentado ao seu lado.
– Hey.
– Oh! Hey.
– Você está meio distante... Está tudo bem?
– Sim, é só que... Nada. – forçou um sorriso. – Vamos entrar. – levantou-se.
– Bom, sei que você pode não ser muito aberta em relação aos seus problemas ou não... confiar muito em mim, mas quero que saiba que estou aqui se precisar, você não precisa me contar nada, só é estranho te ver assim, desligada e triste. Gosto mais da outra Rachel.
– Que outra Rachel, Hudson? – revirou os olhos sorrindo levemente.
– Essa aí. – sorriu se levantando. – A que me chama de Hudson e gosta de implicar comigo. Vamos lá, Berry. Vamos comer essa sobremesa porque aposto que está divina. – fez uma voz afetada. Rachel riu e o acompanhou para dentro da casa.
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