Notas iniciais
Mais um cap!
Espero que gostem
Gostaria de agradecer a Lalah Katahira por ter recomendado a fic! Muito obrigado sua linda!
beijos

Elena finalmente tinha percebido que ela poderia ficar perto dos seus bebês, ela não iria machucá-los, não iria fazer isso. Suspirou profundamente, nunca poderia agradecer ao Damon o suficiente por isso. Se não fosse por ele, ela ainda estaria desesperada, chorando trancada em seu quarto. Não, isso não iria mais acontecer, ela realmente confiava no que ele estava dizendo a ela. Ela não iria machucá-los. Ela tinha bebido o sangue dele e tinha conseguido parar antes que ele dissesse qualquer coisa. E bem, também era verdade que quando ela estava com os filhos ela se sentia humana, não sentia o desejo por sangue.

Ela só tinha se tocado disso graças a ele. Reconheceu que ela devia muito a ele. Se estava feliz, realmente feliz, era porque estava com ele, por que eles tinham passado o último ano juntos. E bem, ela não poderia falar nada além de que Damon vinha sendo o melhor marido com que ela poderia sonhar. Ele fazia com que ela se sentisse bem, a completava em tudo, e era o único que conseguia fazer com que ela sorrisse em qualquer situação, por pior que fosse, ainda assim, ela conseguiria sorrir graças a ele.

Damon realmente havia mudado a vida dela. A garota o abraçou e o beijou intensamente, o beijo mais doce e apaixonado que poderia existir. Se poderia, de alguma forma, expressar o quanto o amava, era com aquele delicioso beijo. Damon correspondeu ao beijo na mesma intensidade. A verdade é que ele também a amava muito, ela tinha mudado tudo nele, ele não era mais o mesmo. Não conseguia nem mais fingir que não se importava, que não sentia nada. Era tão óbvio que ele amava. Talvez, ele nem fizesse mais questão de tentar disfarçar. Os dois foram juntos até o quarto dos bebês que tinham acabado de acordar.

-Oi, coisinhas fofas da mamãe. –Falou carinhosamente. Reparou que os bebês estavam vidrados nela, como se a voz dela tivesse chamado a atenção deles. Sorriu, estava encantada. Não podia expressar o quão feliz estava só de olhá-los. Olhar aquelas carinhas lindas, tão fofinhas. Não soube o que fazer, por um instante, teve medo. E se ela os machucasse?

-Eles estão te olhando com aquela carinha de “me pega no colo”. –Incentivou ao perceber a expressão hesitante da garota.

-Eu quero pegá-los, mas... -Falou entristecida. –Eu tenho medo... -Fez uma pausa. –Uma coisa é eu estar aqui do lado deles, outra coisa é eu pegá-los no colo... e se eu perder o controle? E fizer alguma coisa?

-Você não vai fazer nada, Elena. –Respondeu de forma segura.

-Como você pode ter tanta certeza?

-Porque eu te conheço, conheço o seu olhar e a forma como você está os olhando só mostra quando você os ama.

Elena sorriu, sentiu-se automaticamente mais calma. Damon era realmente perfeito, sempre fazia com que ela se sentisse bem.

-Eles são tão pequenininhos, como eu vou...?

-É só você pegar com cuidado. –Falou enquanto pegava a Clara no colo com todo o cuidado possível. Acariciou o rostinho da filha com tanto amor. –Oi, minha princesinha. –Falou para a bebezinha que o olhava atentamente. Já reconhecia a voz dele, afinal, ele teve que cuidar dos dois bebês sozinhos enquanto Elena estava tentando se acostumar com tudo que havia acontecido, com a transformação, com tudo...

-Eu vou tentar. –Pegou o Eric com tanto zelo, e cuidado, estava com tanto medo de estar fazendo algo errado. No fim conseguiu. Sorriu ao ter o filho, aquele corpinho tão pequenininho, em seus braços. –Meu filhinho, a mamãe ama tanto você... –Sussurrou. Ficou olhando completamente enfeitiçada para o bebê. O amor que ela sentia pelos filhos era diferente de qualquer outro sentimento, era mais intenso. –O Eric é tão lindo. –Observou. A verdade é que aquele era o primeiro momento em que estava realmente perto dos filhos, podendo observar cada detalhezinho eles.

-Lógico que ele é lindo, puxou ao pai. –Falou de forma convencida. –E a Clara é muito parecida com você, Elena. –Falou enquanto olhava encantado para a bebê que segurava em seus braços. E ele amava tanto, amava igualmente os dois filhos, eram as coisas mais importantes para ele, juntamente com a sua Elena.

-Você acha? –Perguntou docemente, enquanto olhava para a bebezinha. A verdade é que ela achava os dois filhos parecidos com ele, talvez fosse por causa dos olhos incrivelmente azuis que tinham herdado do pai.

-Sim, ela tem a sua boca, seu nariz, o formato do seu rosto. –Sorriu. –É uma princesa tão linda quanto à mãe.

-Ah... -Não conseguiu falar nada, ele sempre a deixava sem palavras. –Posso pegá-la? –Pediu ansiosa, queria ter a filha nos braços também.

Eles trocaram os bebês, Elena estava segurando a Clara e Damon estava segurando o Eric. A garota ficou encantada com a filha. Ela era tão lindinha. Estava emocionada. Finalmente tinha uma família, uma família tão linda, perfeita. Não podia mensurar o quanto estava feliz. Estava embalando a filha quando essa começou a chorar e no instante seguinte, Eric estava chorando também. Os dois ficaram embalando os filhos no colo, fazendo carinho por bastante tempo até que os bebês se acalmaram, mas ainda estavam resmungando um pouquinho.

-Será que eles estão com fome? –Perguntou insegura.

-Eu acho que sim, Elena, já está perto da hora deles comerem.

–É melhor, nós fazermos a mamadeira deles. –Falou entristecida. Ainda não tinha conseguido aceitar que não poderia dar de mamar para os próprios filhos. Isso era algo tão importante na relação entre mãe e filho, mas ela não poderia ter.

-Por que você não fica aqui com eles enquanto eu faço? –Ofereceu ao perceber a expressão de tristeza dela, sabia que o fato de não poder amamentar a incomodava bastante. –Você ainda não teve a oportunidade de curtir os bebês. –Adicionou.

-É tem razão. –Sorriu. –A mamãe vai ficar junto com os fofinhos dela. –Falou em um tom infantil.

A garota ficou sentada na cama com os dois bebezinhos deitados a olhando, os olhinhos deles brilhavam de uma forma contagiante. Sorriu, acariciou o rostinho deles. Eles eram tão lindos, eram perfeitos. Reparou que eles ainda estavam resmungando, por mais que ela tentasse diverti-los. Deveriam estar mesmo com fome. Ficou aflita, não gostava de ver seus filhos com nenhum desconforto e aquilo era tudo culpa dela, se ela pudesse dar de mamar para eles, seria tudo mais simples, não teria que esperar ferver o leite, colocar na mamadeira, nada disso. Por sorte, Damon não demorou muito ao trazer as mamadeiras para os bebês, porque se tivesse, Elena teria surtado, afinal, ela estava nervosa demais vendo os filhos com fome. Cada um deu a mamadeira para um dos bebês, que ficaram calminhos na hora.

-Meus pequenininhos são as coisas mais lindas... -Elena continuava meio boba. –Vocês precisam dar um sorriso gostoso para a mamãe. –Falou. –Amor, por que eles não sorriem para mim?

-É só você continuar conversando com eles que eles vão dar aquelas risadinhas.

-Vocês gostam de conversar, é? –Perguntou em um tom infantil. Os dois já estavam vidrados nela de novo. –Cadê os bebezinhos mais lindos do mundo? –Começou a brincar com eles, fez carinho nos bebês e não demorou em que eles sorrirem, aquela risadinha gostosa de bebê. –Ah, que fofo. –Exclamou, estava ainda mais boba do que antes.

Os pais ficaram brincando com os bebezinhos até que estes já estavam começando a bocejar, afinal, recém-nascidos passam quase o dia inteiro dormindo. Embalaram os filhos no colo até que eles dormiram.

-Nossos filhos são anjinhos. –Ela falou em um tom suave.

-Eles são mesmo, puxaram isso de você. –Damon respondeu e a puxou para perto dele e ela sorriu.

-Eu te amo... -Sussurrou.

-Eu te amo muito.

O corpo deles já estava colado, os lábios tão próximos selaram-se em um beijo apaixonado, suave e extremamente romântico. As línguas entrelaçaram-se, dançando juntas em um movimento delicioso. Ela não sabia definir como se sentia, aquele momento era mais do que perfeito, ela tinha seus dois filhinhos lindos, tinha um marido maravilhoso. Aquilo era um sonho do qual ela jamais gostaria de ter que acordar.

...

Caroline tinha ido visitar Elena durante a tarde, queria ver se a amiga estava melhor, afinal, da ultima vez que tinham se falado a morena estava em uma crise emocional fortíssima. Também estava ansiosa para ver os afilhados novamente, adorava bebês, afinal, eram as coisas mais fofinhas do mundo. E a visita dela seria ótima para Elena que tinha ficado sozinha com os filhos enquanto Damon tinha saído para comprar algumas coisas que ela precisava.

-Oi, Lena. –Caroline falou em seu tom costumeiro, ela era estava sempre tão animada.

-Oi, Carr. –Cumprimentou-a com um beijinho na bochecha.

-Como estão os meus afilhadinhos fofos?

-Eles estão bem. –Respondeu. –Eles passam o dia inteiro dormindo.

-É por que eles ainda são muito pequenininhos.

-Eu fico com vontade de ficar brincando e os apertando o dia inteiro, Carr!

-Olha que mãe mais boba essa. –Brincou.

-Sou mesmo! Meus filhotinhos são as coisas mais lindas que eu já vi.

-Eles são lindos mesmo, eu queria ter filhos assim, mas eu não posso, não é? –Falou, quase frustrada, afinal, vampiros não podem ter filhos. –Você tem tanta sorte, Lena.

-Eu tenho uma família perfeita. –Concordou. –Mas eu sou uma vampira, não é? Eu sou a peça estranha da família.

-Eu pensei que você já estivesse lindando melhor com isso...

-Eu estou. –Falou seguramente. –O Damon tem me ajudado muito com isso, eu realmente me sinto melhor.

-Então, qual o problema? –Caroline perguntou confusa.

-O problema é que ele é humano, os bebês são humanos e eu sou uma vampira. –Falou em um tom fraco, afetado. –Como eu vou explicar para os meus filhos que a mãe deles é uma vampira?

-Acho que isso vai ser algo natural para eles. –Caroline considerou. –Eles vão ter convivido a vida inteira com você, vão achar normal, não vão ter medo de você, se é isso que te preocupa.

-Mas vai ser estranho, Carr, eles não vão poder contar para os amigos o que eu sou... –Continuou, seu tom era cada vez mais triste. –E eu nunca vou envelhecer! Eu deveria envelhecer vendo meus filhos crescerem, quando eles começarem a namorar, casarem, ter seus próprios filhos...

-Ai, calma! Eles são tão pequenos ainda, falta muito para eles começarem a pensar em namorar! Muito tempo mesmo! –Tentou acalmá-la.

-O Damon também vai envelhecer, ele pode não me querer mais... -Considerou. –Ele pode querer outra garota, uma garota humana com quem ele possa ter uma família de verdade.

-Eu não acho que ele se preocupe com esse tipo de coisa. –Caroline ponderou. –E ele já tem uma família, já tem filhos, e ele vai largar vocês? Isso não me parece muito lógico.

-Eu não sei, Carr. –Falou sinceramente. –Mil coisas ficam passando pela minha mente, eu não sei o que pode acontecer e eu fico imaginando o futuro, eu não quero terminar sozinha, vivendo eternamente.

-Você já considerou que você pode transformá-los? Bem, você não pode transformar seus filhos agora, você teria que esperar, mas você poderia transformar o Damon.

-Eu já pensei nisso também. –Respondeu. –Só que eu nem sei se isso daria certo. Eu nem sei se alguém pode virar vampiro duas vezes... -Fez uma pausa. –Eu quero dizer, eu não sei se o feitiço que a Ever fez para torná-lo humano pode ser revertido. –Suspirou. –E além do mais, o Damon era vampiro, virou humano por minha causa e agora vai se transformar novamente, por minha causa. Isso não parece certo.

-Você já conversou com ele sobre isso?

-Não... eu tenho medo de falar sobre isso, não sei qual será a reação dele. –Admitiu.

-Elena, vocês são casados, vocês deveriam conversar sobre tudo, principalmente sobre isso...

-Eu vou falar... eu só estou dando um tempo. –Falou em um tom inseguro. –Um tempo até que eu consiga estar um pouco mais estável emocionalmente, eu ainda não consigo conter minhas emoções muito bem... –Fez uma pausa. –E eu ainda não sei muito bem como começar o assunto...

-É, vocês ainda tem muito tempo para discutir isso, mas você não deveria ficar adiando...

-É que eu não queria que tivesse que ser dessa forma, eu não queria ser uma vampira...

-Eu sei, Lena, mas não tem mais jeito agora...

-Talvez, tenha. –Uma ideia surgiu em sua mente. –Eu posso procurar a Ever, eu posso tentar voltar a ser humana. Se ela fez com que ele seja humano, talvez, ela possa fazer o mesmo comigo.

-Isso não é uma boa ideia, não mesmo. –Balançou a cabeça negativamente. –Você não deveria procurá-la novamente, ela não é confiável. –Aconselhou. –E eu duvido que o Damon deixe você fazer isso.

-Eu não vou contar a ele, Carr.

-Elena, isso não vai dar certo, eu estou sentindo.

Notas finais
=*