The Wedding
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Eu sei que escrevi demais, mas prometo que logo vai ficar mais interessante :)
Elena já estava acordada há horas, mas não queria se levantar da cama, não se sentia bem. Era como se ela não quisesse enfrentar o dia que vinha pela frente, não queria se preocupar com nenhum preparativo de casamento, não queria conversar com ninguém sobre isso, não queria ver Stefan. Ela não queria fazer nada, queria apenas ficar jogada em sua cama, sentindo sua própria infelicidade.
A verdade é que as imagens de seu sonho continuavam em sua mente, ela não tinha dormido desde então, ficara só deitada, nem rolando de um lado para o outro, tentando achar um jeito de dormir. Ela sabia que não teria conseguido dormir mais, porque a sensação horrível de solidão estava lá, a preenchia por inteira, só que a preenchia de um vazio interminável, um vazio desesperador. E ao mesmo tempo, o sonho a deixara ainda pior, era seu subconsciente fazendo aquilo com ela. Por que fazia isso? Por que ela simplesmente não podia esquecer? Ia ser tão mais fácil.
Só que ela se lembrava de cada pedaço de seu sonho, de cada sensação que tivera, era tão real, era como se ela realmente se identificasse com tudo aquilo. Lembrava de todo o esforço, se lembrava da dor física, do desespero, da tristeza, mas se lembrava de principalmente da sensação de alegria, de como se sentiu bem quando ela encontrara Damon em seu sonho. Como se ele fosse tudo que ela precisasse, como se fosse exatamente o que faltava para ela. E quando as imagens se desfizeram e ela não o tinha mais, o horror, a tristeza que a invadira era tão forte, tão verdadeira, que só de se lembrar já doía.
E o que era ainda mais assustador, se é que se pode classificar dessa forma, era que o sonho era quase idêntico a como ela se sentia de verdade, era como se fosse uma verdadeira manifestação de seus sentimentos. Ela queria fugir de tudo, fugir de seu casamento, de seus amigos, de todos os questionamentos.
Só que não era tão simples assim, ela encontrava obstáculos em si mesma, nos outros, na situação, como fora em seu sonho; seus próprios sapatos, o vestido, o solo que machucava seus pés. Só que ela nunca conseguia chegar de fato, ela estava presa à mesma situação. No final, era assim que ela estava, tão aflita, tão triste. Parecia que conforme os dias iam se arrastando, a tristeza se intensificava, como se ela se tornasse uma depressão.
A garota não tinha vontade de fazer nada, apenas ficar na cama chorando, remoendo sua própria dor. Pelo menos, ficar ali tinha a livrado de alguns compromissos pela manhã, tinha a livrado de atender os milhares de telefonemas de Caroline, tinha a livrado de ver Stefan, que já tinha saído e perceber mais um pouquinho que já não o amava como antes, talvez já não o amasse mais.
Elena ficou na cama, se agarrou num travesseiro, como se aquilo fosse capaz de diminuir sua dor, tentou se contorcer, se encolher, mas nada mais adiantava. Pouco a pouco, a sensação de vazio aumentava, aumentava a deixando pior, tornando a solidão, desespero, medo. A garota quis morrer, a forma como ela se sentia, era ruim demais.
Elena ficou, ali, deitada, jogada, deixou que as lágrimas que vinha contendo vertessem de seus olhos. Era um choro que não cessava mais, ela chorava cada vez mais, se sentia cada vez pior, tão triste, tão frágil. E os pensamentos vinham cada vez mais fortes em sua mente, ela já não conseguia mais parar de pensar em Damon, queria estar com ele, ela o amava, afinal.
Elena continuou daquela forma, chorando, os pensamentos focados nele, algo que ela já não podia evitar. E isso fazia com que ela se sentisse ainda pior, porque a falta dele era muito grande fazia muito mal a ela.
Foi então, que a garota se tocou. Ele estava lá, ela poderia ficar perto dele, pelo menos. Não poderia dizer que o amava, porque era errado. Ela não podia se envolver com ele, jamais poderia. Mas ainda assim, poderia ficar próxima, faria bem a ela, porque a forma como ela se sentia, tão vazia, tão incompleta, seria algo que ela não conseguiria sustentar por muito tempo. Embora ela precisasse sustentar, porque quando ela se casasse com Stefan, ela não poderia estar como ela estava agora, não podia fazer isso com ele, afinal, a escolha tinha sido dela.
Elena se levantou da cama, uma dificuldade tão grande para fazer qualquer coisa, porque ela já não conseguia mais lidar com a dor, parecia que ela estava deprimida mesmo. Só que toda aquela sensação horrível ia passando à medida que ela dizia a si mesma que o veria e que estaria com ele nem que fosse um pouco.
Ainda poderia vê-lo, conversar e abraçá-lo. Bem, se ele desse alguma atenção a ela, o que ela não tinha ideia se iria acontecer, pois ele a vinha tratando com imensa indiferença. A garota teve vontade de chorar só com esse pensamento. Esperava que ele não a ignorasse, ela não iria conseguir se ele fizesse isso. E sentia-se ainda pior querer que ele amasse, só para saber que o amor dele estava lá, quando ela não revelava que também correspondia. No fim, ela era uma pessoa horrível, ela tinha certeza.
Ela foi até o banheiro, tomou um demorado banho quente, precisava relaxar, precisava, nem que fosse por um instante apenas, não pensar em nada. Mas estava ficando cada vez mais difícil, ela não conseguia mais afastar os pensamentos de sua mente. Ficava se remoendo o tempo inteiro, pensando em todas as coisas que fizera e que a colocaram naquela situação e só concluía que a culpa era dela mesma, o que só contribuía para que se sentisse ainda pior.
Mesmo se sentindo tão mal, ela tivera o cuidado e a vaidade suficiente para se arrumar. Seu coração já acelerava só com a ideia de que poderia vê-lo, como se ela se preparasse para isso. A garota se demorou um pouco, escolhendo uma roupa bonita, queria estar linda, chamar a atenção. Ao mesmo tempo em que pensava em estar linda, se reprovava por tal atitude, ela não poderia fazer isso, ela iria se casar, não poderia se comportar daquela forma, não que ela fosse tentar qualquer coisa além, mas ainda assim.
Elena escolheu um vestido azul de alcinhas, que caía mais ou menos na altura de seus joelhos, não era justinho, mas ainda assim, revelava as curvas de seu corpo feminino. Passou uma maquiagem leve, uma sombra azul clarinha, rímel, lápis preto e um gloss rosa claro. Calçou, também, um par de sandálias de salto altíssimo. Elena se olhou no espelhou, suspirou profundamente, se sentia ridícula. Nem sabia por que estava fazendo tudo aquilo, porque seria para nada mesmo, porque no final do dia, ela estaria do mesmo jeito, ou melhor, se sentiria ainda pior. E ela não poderia culpar a ninguém mais que não a si mesma.
...
Elena caminhou o que ela considerou ser quilômetros, até chegar à sala. Qualquer coisa, qualquer distância por menor que fosse, a deixava extremamente cansada, porque ela se sentia tão desanimada. Nada fazia com que ela se sentisse bem, ela estava ficando num estado em que viver sua própria vida já estava se tornando um sacrifício incrível.
Ela se arrastou, caminhou mais alguns passos e foi aí que ela o viu. Damon estava jogado no sofá da sala, em uma de suas mãos, segurava um copo de Whisky, ele já deveria estar a horas ali, bebendo. Elena não sabia por que, mas ela não pode evitar o sorriso de felicidade que se desenhou em seus lábios.
Na verdade, ela sabia muito bem a explicação, estava feliz em vê-lo, ela precisava disso. Elena pode perceber a mesma reação do dia anterior a tomar de assalto novamente, o coração que acelerava, a respiração que seguia seu ritmo, todos os músculos de seu corpo pulsando para que ela corresse e se jogasse nos braços dele, a sensação boa que só tinha perto dele...
Damon percebeu a presença da garota, mas fingiu que não a tinha visto. Ele apenas levou o copo de Whisky até a boca, bebendo todo seu conteúdo de uma única vez. Tratá-la daquela forma, como ele passou a tratar a Katherine depois de um tempo, não fazia com que ele se sentisse melhor. Ao contrário, fazia muito mal a ele, pois ele a amava tanto, como ele amava Elena Gilbert. Ele só fazia isso para não se envolver mais com ela, para não insistir, para não força-la a algo que ela não queria que acontecesse, ou seja, não tinha outro jeito a não ser isso. E ele era muito bom nisso, em fingir que não sentia nada, mesmo quando sentia. Sentia até demais, para dizer a verdade, sentia todo seu corpo reagir a ela, queria tê-la para si, era como se algo dentro dele se acendesse, era como se ele estivesse realmente vivo.
Elena percebeu a reação dele, ou melhor, a falta de reação, e sentiu um aperto terrível em seu peito. A garota baixou o olhar, entristecida, como se ela se colocasse numa posição inferior. Teve vontade de chorar, mas conseguiu segurar as lágrimas, não sabia nem como tinha feito isso, mas conseguiu. Parecia que ele não a amava mais e isso fazia tão mal a ela, muito mal mesmo, mas ela não poderia culpá-lo, ela mesma tinha feito isso, então, ela podia culpar a si mesma.
Elena caminhou até o sofá, parando quase de frente para ele. Ela o olhou demoradamente, suspirou como se buscasse forças para puxar um assunto sequer. – Damon... — Ela chamou num tom tão fraco, tão baixo, ao mesmo tempo que a pele de seu rosto enrubesceu. Ela abriu um sorriso sem graça, tentava ganhar um pouco da empatia dele, nunca tinha se sentido tão mal e tão bem ao mesmo tempo.
Chegava até a ser engraçada a forma como ela se sentia. Sentia-se mal por estar sendo tão ignorada, não estava acostumada a ser tratada assim por ele. Ele poderia tratar todo mundo assim, mas com ela não costumava ser assim, mas agora era e isso fez com que Elena se encolhesse. Por outro lado, se sentia bem, porque precisava vê-lo, porque sentia tanta falta dele que mesmo com ele tratando-a daquele jeito, ela ainda preferia isso do que a ausência dele.
–Oi, Elena. – Ele respondeu no mesmo tom seco, sem demonstrar nenhuma outra expressão que não fosse frieza. Ele percebeu o quanto aquilo a estava afetando e se sentiu terrivelmente mal por isso. Tinha vontade de se levantar e abraçá-la bem forte, dizer para ela que a amava, mesmo sabendo que isso não faria a menor diferença para ela. Só que não fez isso, permaneceu com a mesma postura, a mesma indiferença, mas era muito difícil se manter assim, ainda mais quando a olhava, quanto via o olhar entristecido dela e sua expressão frágil. Ele ficou mexendo no copo, balançando-o, se distraindo com o gelo que estava ali dentro.
Elena se sentiu ainda pior, vendo como ele parecia não dar a mínima para ela. A garota o ficou olhando, quase sem reação, não sabia o que dizer. Sentia-se péssima, se sentia ridícula por estar ali, parada diante dele sem dizer nenhuma palavra, enquanto ele parecia nem perceber que ela estava lá.
Ela quis correr para o quarto e chorar, chorar mais do que já tinha chorado a manhã inteira. Sentiu todo seu corpo se consumir com uma aflição, uma tristeza tão grande. Sentiu-se vazia de novo, ainda mais do que antes. Damon percebeu a expressão dela, percebeu quando ela se encolheu ainda mais. Não podia fazer isso com ela, não podia mesmo. Por isso, Damon abriu um meio sorriso para ela, enquanto olhava diretamente nos olhos dela, precisou se conter, pois queria acariciar aquele rosto de pele tão macia, dizer que ela não precisava ficar triste, não perto dele. Ele nunca a deixaria triste.
Elena abriu um sorriso tão grande, tão feliz quando viu o sorriso fraco que ele lhe tinha dado. Só aquele sorrisinho já tinha bastado para ela. Ela teve vontade de se jogar nos braços dele e ficar ali para sempre, mas não o fez. Ela sentiu todo seu corpo, todo o seu ser a empurrando para isso, como se implorasse, gritasse para ela se entregar ao amor que sentia, mas ela precisava se controlar, não podia fazer isso, não era certo. A garota podia sentir as batidas descompassadas de seu coração, a felicidade que a invadia. Seus olhos brilhavam quando ela o olhava, não conseguia parar de sorrir. –Eu posso sentar aí do seu lado? – Ela perguntou envergonhada.
–Claro que pode Elena. – Damon respondeu percebendo cada resposta involuntária do corpo dela, como ela denunciava o quanto se sentia bem do lado dele, o quanto precisava dele. Ele acabou sendo contagiado por ela, não conseguia manter uma postura fria muito tempo, não perto dela. Conseguiria se fosse qualquer outra garota, mas ela não era, ela era Elena Gilbert, exatamente a garota a quem ele jamais conseguiria resistir.
Ele pode sentir seu próprio corpo reagir a ela, ele não era o mesmo perto dela, nunca seria. Queria puxá-la para si, a cobrir de beijos, a manter envolvida em seus braços para que ela não fugisse dele, mas se conteve. O vampiro apenas levou uma das mãos até o lugar ao lado do dele, batendo no assento, como se a chamasse. – Senta aqui. – Ele abriu um sorriso irresistível.
Elena quase perdeu o ar ao vê-lo sorrir, ao mesmo tempo quis chorar, mas não era um choro de tristeza, na verdade era um choro diferente. Queria chorar porque sentira tanta falta do sorriso dele, sentia tanta falta dele. Depois que ele tinha ido embora de Mystic Falls, os dias dela nunca foram os mesmos. Faltava alguma coisa, primeiro ela não soube dizer o que era depois achou que não podia sentir falta dele, até descobrir que era exatamente ele quem estava faltando. E agora que ele estava lá ela já não conseguia imaginar que ele iria embora de novo. Ele não podia ir, ela não queria que ele fosse.
Elena obecedeu, se sentando exatamente aonde ele tinha indicado. Colocou-se bem perto dele, quase colocando seu corpo ao dele, precisava daquela proximidade, mesmo que não devesse estar tão perto. Sentiu uma agitação tomar conta de seu corpo quando finalmente ela estava tão perto dele, ela o queria tanto.
Para cada dose de agitação, ela podia sentir uma dose igual de calma, sua alma estava bem agora, não estava mais partida. Era como se ela estivesse curada da dor que sentia. Ela o fitou quase se perdendo na imensidão azul que eram os olhos de Damon. Ele era tão lindo, ela pensou. Ela sorriu quando disse. –Eu senti muitas saudades de você. – Ela admitiu.
Damon ficou surpreso com a atitude de Elena, não imaginara que ela ia realmente se sentar tão perto dele e admitir que sentia falta dele. A proximidade deles era até incomoda, porque fazia com que ele quisesse diminuí-la ainda mais, trazendo-a para mais perto, a tomando para si. Ele a adorava, ou melhor, a amava. Não pode deixar de perceber o quanto as palavras dela faziam bem para ele, e como faziam.
Podia perceber que ela sentia alguma coisa e que não admitir estava acabando com ela, desejou naquele momento fazê-la dizer que ela o amava, era só isso que faltava para que ele a fizesse dele de uma vez por todas, não iria desistir dela, afinal. –Eu também senti sua falta. – Ele finalmente admitiu, levando seu braço até ela, a trazendo para mais perto, a abraçando.
Elena sabia que deveria resistir, mas não o fizera. Ela apenas deixou que ele a abraçasse, se deixou aninhar no peitoral dele. Precisava tanto disso, mesmo sabendo que era errado, que não devia. Ela não podia ficar alimentando o sentimento dela por ele, não podia, isso só faria com que ela ficasse pior. Ainda pior quando encontrasse Stefan, quando se deitasse com ele, quando se casasse com ele. A garota fechou os olhos, queria apenas estar com ele e esquecer-se de tudo.
Podia sentir seu coração relaxar, era como se ela tivesse encontrado o lugar onde ela se sentia bem, onde ela se sentia feliz, tão amada, tão segura. Ela apenas sentiu o corpo dele contra o dela, o seu calor. Não queria mais nada, apenas isso. Agradeceu por ainda ter isso, por ainda ter o amor dele. Ela estava tão frágil, sentindo tanta necessidade de estar com ele, que se ele a tivesse beijado naquele momento talvez ela não tivesse resistido, tivesse deixado. Só que Damon jamais faria isso, ele percebia o quanto ela estava vulnerável, jamais se aproveitaria dela, a respeitava o suficiente para não fazer isso, respeitava também o irmão.
A garota ficaria assim com ele o tempo todo, não fazia nenhuma menção em se levantar, queria ficar com ele para sempre. Ela se sentia tão bem, o vazio tinha ido embora, se sentia completa de novo. A dor não existia mais, enquanto ela estivesse com ele, nunca mais existiria. Cada vez mais ela precisava dele, precisava dele para continuar, porque ele já era parte dela, uma parte que ela não poderia viver sem.
–Eu gosto de você. – Ela falou tão baixo, envergonhada, um sussurro. A garota levantou o rosto, esperando a resposta dele, precisava ouvir que ele sentia alguma coisa por ela. Só que ela não pode ouvir a resposta dele, aquele momento tão doce e puro foi interrompido pelo toque estridente do celular dela.
Elena relutou um pouco, não acreditando que o aparelho estava realmente tocando, mas era tão insistente que ela não tivera alternativa a não ser atender. Ela sorriu sem graça para Damon antes de pegar o telefone e responder a chamada.
...
–Alô. – Elena respondeu desanimada.
–Elena! –Caroline parecia muito mais alegre que a garota. – Nada desse desânimo, menina!
–Desculpa. – Ela respondeu, não estava nem desanimada, mas sim frustrada. Enquanto estivera com Damon, Elena tinha se esquecido de tudo, esquecido do mundo, de seu casamento... Ela respirou pausadamente. A ideia de casar fazia tão mal a ela, mas ela não podia fazer nada a respeito.
–Você vai casar, Elena! Você tem que sorrir! – Caroline incentivando, não sabia o drama pelo qual a amiga estava passando.
–Eu estou sorrindo. – Elena respondeu.
–Eu sei que não, mas como eu não estou vendo, tudo bem. – A loira riu. – Ei! Não esquece! Hoje às 16hs eu marquei para você ir experimentar os docinhos da festa, ver se você gosta.
–Ahh... –Elena suspirou agora tomada por um desânimo. – Se você gostou, Carr, tá bom para mim.
–Elena, nem pensar! – A loira repreendeu. – Eles não vão fazer os docinhos se a noiva não experimentar! É sério, você tem que ir.
–Você não vem? – A garota perguntou.
–Não! Eu não posso. Esqueceu-se de que eu estou organizando sua festa inteira. Aliás, demite aquela assessora porque ela é inútil e muito cafona!
–Eu não quero ir sozinha.... -Elena lamentou num tom quase pedinte.
–Vai com o Stefan.
–Ahhh, ele não está. – Elena agradecia demais por ele não estar, por sair antes que ela acordasse, não queria vê-lo, era difícil encará-lo, quando seu sentimento por ele parecia sumir dia após dia.
–Então vai sozinha! Eu te ligo depois para saber. – Caroline desligou o telefone antes que Elena pudesse dizer qualquer coisa.
...
Elena olhou para Damon com um olhar entristecido, não queria sair de perto dele. Não queria ver nada de casamento, não queria casar, afinal. Sentia-se obrigada, obrigada por si mesma a continuar, obrigada pela sua culpa, obrigada por achar errado se entregar aos seus verdadeiros sentimentos.
–Eu vou ter que sair, degustar os docinhos. – Ela falou sem nenhuma empolgação.
–Claro, claro. – Ele respondeu conformado. Sabia que não a teria por muito tempo. Ela iria casar e o pior, ele não podia fazer nada a respeito. Até tentaria fazer, faria se ela não fosse se casar justo com seu irmão. – Ah, Elena, eu ainda não falei... -Ele fez uma longa pausa. – Parabéns pelo casamento. – Ele evitou olhá-la, era muito difícil falar aquilo, como era difícil.
–Ah, obrigado. – Ela respondeu sentindo dor. O que ela tinha feito consigo mesma, afinal? E pior é que ela teria que até o fim agora, não podia voltar, mesmo achando que estava cometendo um erro gigantesco. Ela suspirou pesadamente e finalmente voltou a encará-lo, diretamente nos olhos. Sentiu seu coração doer, quando imaginou estar sem ele. – Você quer me acompanhar até a loja? – Ela perguntou sem graça, corando.
–Ah, Elena, eu.... -Damon não queria negar, mas não se sentiria bem a vendo cuidando dos preparativos do casamento, não quando ela estaria se casando com outro. Ainda não conseguia conceber muito bem em sua mente a ideia de que Elena Gilbert estava se casando e não fazia ideia do que ele iria fazer quando a visse de noiva, dizendo sim para Stefan. Tivera que se controlar para afastar o pensamento, não podia se importar tanto, mas estava se importando.
–Por favor, Damon. – Ela pediu novamente. – Eu não quero ir sozinha... — Ela parou de falar, porque se tivesse continuado teria confessado que não queria ficar sem ele, que estava se tornando dependente da presença dele, que ir sem ele a faria tão mal, traria de volta a sensação de vazio, ela não podia falar tudo isso. Simplesmente, não podia. Não podia demonstrar que ela o amava.
–Tudo bem. – Ele acabou concordando, não conseguia dizer não para a garota. Ele abriu um sorriso lindo para ela, que a fez sorrir também, tão feliz que estaria com ele, que ele não a deixaria sozinha nem um minuto naquele dia.
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