The Wedding
34 Capítulo 35
Notas iniciais
Estou de volta!
Já estava com saudades de postar nessa fic.
Bem, eu avancei um pouco a história para poder levá-la até a reta final.
Espero que gostem.
Por favor comentem, assim eu posso saber onde melhorar e tentar sempre fazer uma fic mais interessante.
Eu tenho que agradecer por todas as recomendações que eu já recebi durante a fic. Eu tinha que agradecer individualmente para vocës.
Obrigado para:
Bia Pierce
MarySalvatore
Lyah
Tielly Gleyce
Kula Sama
DudaSomerhalder
ElenaMomsen
BiaSalvatore
Samantha Ribeiro
E também tem mais uma que aparece como anonimo pq eu acho que excluiu a conta aqui no Nyah!
LINDAS, VOCÊS ME FAZEM A ESCRITORA DE FANFICS MAIS FELIZ DO MUNDO COM AS RECOMENDAÇÕES DE VOCÊS
OBRIGADO MESMO
Beijinhos para todas
Era o dia do ultrassom e Elena estava ansiosa, estava feliz, não conseguia mais esperar para pode ver seu bebezinho pela primeira vez. Mas ainda faltavam horas, era só à tarde e eram apenas nove horas da manhã. A garota tinha acabado de tomar seu café da manhã e depois se deitou no sofá, com a cabeça apoiada no colo de Damon que lhe acariciava os longos cabelos castanhos. Elena pegou o controle remoto da TV e ficou mudando sem grande animação.
–Ah, amor, eu estou tão ansiosa para ver o baby. –A garota finalmente desabafara quando arqueara sua cabeça para que seus olhos pudessem fitá-lo. –Você vai comigo não é?
–Lógico que eu vou, princesa. -Damon sorriu carinhosamente e levou uma das mãos até o rosto de pele macia de Elena, fazendo carinho suavemente.
–Você não está ansioso, amor? –Elena sorriu delicadamente. –Nós vamos poder ver o baby, ouvir o coraçãozinho dele batendo... -A garota fez uma pausa, fez uma carinha quase infantil. –Isso é tão fofinho!
–Claro que eu estou. –Damon confirmou. –Será que já podemos saber o sexo do bebê? Eu estou curioso.
–Ah, amor, eu acho que não. –Elena respondeu tranquilamente. –Demora um pouquinho mais.
–Um pouquinho mais quanto? –Perguntou ansioso.
–Quando eu tiver de uns quatro meses dá para saber. –Respondeu alegre, gostava quando via que ele estava tão envolvido. Ela tinha muita sorte mesmo, ele era um marido perfeito.
–Quatro meses? –Damon perguntou alarmado. –Ainda falta muito! –Exclamou. –Não dá para saber antes?
–Eu não sei amor... -Elena sorriu, achou lindo a forma como ele estava. Damon seria um ótimo pai.
–E você acha que é menino ou menina? –Falou suavemente, ainda acariciava o rosto dela. –Dizem que a mãe sempre sabe...
–Eu não sei, amor... -Hesitou. –Às vezes eu acho que é menino, outras vezes que é menina...
–Pode ser os dois. –Damon concluiu exibindo um sorriso satisfeito nos lábios, gostou da ideia.
–Os dois? –Elena perguntou confusa. –Você quer dizer gêmeos? –De repente, a garota também estava sorrindo.
–Por que não? –Um sorriso irresistível desenhou-se em seu rosto.
–Ia ser ótimo. –Concluiu. –Mas não importa, eu já comprei roupinhas para ambos os sexos?
–Já? –Damon pareceu surpreso.
–Quando eu saí com a Caroline...-Elena baixou o olhar. –No dia que nós brigamos por causa da Katherine. –Sentiu-se uma idiota, só ela mesma para ter brigado com ele por causa de Katherine. –Eu vi um vestidinho tão lindo, parecia o vestidinho da Cinderela e eu precisei comprar...-Elena admitiu, considerou-se uma boba, mas quem não é bobo quando se está esperando o primeiro filho? –Aí depois eu vi uma roupa de marinheiro e precisei comprar também...
–Marinheiro? –Damon retrucou. –Meu filho não vai se vestir de marinheiro...-Franziu o cenho. –Não tem nada de sedutor nisso...
–Damon, bebês se vestem de marinheiros. –Elena respondeu rindo. –Você queria que ele se vestisse como? Um baby bad boy, modelo, como o pai?
–Claro, sendo como eu, ele vai arrumar uma namorada logo no berçário. –Damon falou num tom sedutor e então piscou descaradamente. –Meninas gostam de bad boy, não é, princesa?
–Você não tem jeito, não é, amor? –Elena balançou a cabeça negativamente enquanto ria. –Se o baby tiver seus olhos azuis, vai ter muita bebezinha com o coração partido.
–Claro, meu filho vai ser um pegador. –Damon pareceu todo orgulhoso.
–Nem pensar! –Elena retrucou. –Ele vai ser um menino de família, daqueles que é para casar.
Damon rolou os olhos. –Elena, se ele for assim, só vai arrumar uma mulher depois dos 30 e isso é vergonhoso.
–É justo, amor. –Elena falou num tom sério. –Afinal, você disse que se for menina, ela só vai poder namorar depois dos trinta.
–Elena, é diferente. –Damon respondeu. –Meninos sabem se virar, não são tão sentimentais quanto as meninas.
–Damon! Que mentalidade atrasada! –Ela o repreendeu. –Isso não tem nada a ver.
–Isso não importa. –Fechou a cara, quase inconformado. –Ninguém vai usar a minha filha.
–Sei...-Elena achou graça, e considerou que era melhor nem discutir com ele sobre isso, bem, se eles tivessem uma menina ia demorar muito tempo para que ela namorasse, isso não era algo para se preocupar.
Elena ergueu seu corpo, sentou-se abraçadinha com ele. Precisava beijá-lo, precisava de um daqueles beijos ardentes, de tirar o fôlego. E se era um beijo que ela queria, ele lhe daria o melhor beijo que já tivera. Os lábios encontraram-se, num desejo mútuo, delicado e profundo.
Trocaram beijos, beijos que se tornavam cada vez mais intensos, que expressavam muito mais do que as palavras poderiam dizer. Depois, Elena quisera apenas ficar juntinha com ele, os corpos colados, as ondas de amor fluindo de um para o outro, aquela sensação de formigamento, quente, que se espalhava por cada parte dos corpos, era uma harmonia perfeita, doce, deliciosa. A garota voltou a deitar-se no colo dele, Damon entregou-lhe o controle remoto e Elena passou a mudar os canais preguiçosamente até adormecer ali.
...
Já eram duas da tarde quando Damon a acordou. Elena demorou em acordar, vivia tão cansada, o que era normal por conta da gravidez. Quando ele dissera que ela precisava se arrumar para ir para o Ultrassom, ela pareceu incrivelmente animada, era a ansiedade para ver o bebê pela primeira vez. Elena vestiu uma roupa bem confortável e larguinha, afinal, já estava com um pouco de barriguinha.
O caminho até o hospital de Mystic Falls foi rápido, afinal, a cidade era pequena, nada era realmente longe um do outro. Elena foi logo encaminhada até a sala do Ultrassom, deitou-se na maca, Damon estava ao seu lado, e ela fez questão de ficar de mãos dadas com ele por todo o tempo. A médica chegou em pouco tempo, preparou o aparelho.
–Isso é um pouco gelado no inicio tá bom? –Falou pacientemente para Elena enquanto aplicava um gel no aparelho e levava cuidadosamente até a barriga da garota.
–Tudo bem. –Elena sussurro e apertou a mão de Damon que lhe acariciou a pele gentilmente.
A médica foi mostrando cuidadosamente o bebê no ultrassom, cada parte do corpo. O casal olhava encantado para o monitor que transmitia as imagens e às vezes, os olhares desviavam para encontrar um ao outro, um olhar apaixonado, feliz.
–Esse é coração do bebê. –A médica apontou e depois abriu o áudio para que pudessem escutar os batimentos.
–Mas tem dois corações. –Damon que observava cada imagem atentamente observou.
–Isso mesmo, vocês vão ter gêmeos. –A médica sorriu. –Mostrou os dois sacos gestacionais bem definidos onde cada feto estava posicionado.
–Gêmeos? –Elena exclamou numa animação difícil de esconder.
–Isso mesmo, Elena.
–Viu, princesa? –Damon abriu um sorriso alegre e ao mesmo tempo sedutor. –Nós somos tão bons fazendo bebês que nós fizemos dois de uma vez só.
Elena começou a rir. Estava tão contente, afinal, eles teriam dois bebezinhos, aquela era a melhor notícia que poderiam ter. –Vai ser um casal?
–Olha, não dá para ter certeza ainda, Elena. – A médica respondeu. –Mas pelo que indica é um casal. –Fez uma pausa. –Mas como eu disse, não dá para ter 100% de certeza ainda.
–Ah, um casalzinho. –A garota falou como uma criança. –Isso é perfeito.
–É mesmo. –Damon concordou e deu-lhe um beijo no rosto. –Vamos ter uma princesinha como a mãe...
–E um bad boy como o pai. –Elena completou com um risinho.
...
Os dois chegaram em casa muito felizes, ter gêmeos fez com que eles se alegrassem ainda mais, afinal, teriam um casalzinho e isso era algo incrível. Subiram abraçadinhos até o quarto, Elena deitou-se na cama e Damon deitou-se ao lado dela.
–Amor, eu estou tão feliz. –Elena sussurrou.
–Eu também, Elena. –Damon respondeu enquanto levava uma das mãos até a barriguinha dela, acariciando. –Nós temos dois bebês aí dentro. –Falou um pouco bobo e isso não era normal, ele não era do tipo que ficava bobo por nada, mas não conseguiu evitar.
–Agora vai ser mais um beijinho que você vai ter que dar. –Elena riu, nunca tinha se sentido tão bem como naquele dia. Era mesmo um conto de fadas. –Um beijinho para a mamãe, e um beijinho para cada bebê.
–Só três beijinhos? –Damon perguntou com uma expressão carinhosa. –Não estava planejando em economizar beijinhos.
Aproximou seu rosto do dela, deixou as bocas se tocarem, depositando vários selinhos e depois a língua abriu passagem entre os lábios, iniciou um beijo romântico, transcendental, um beijo cuja harmonia era perfeita, uma sincronia doce, especial.
Beijaram-se longamente, uma sessão quase interminável de beijos, um mais delicioso do que o outro. Não havia nada mais intenso do que quando eles estavam juntos daquela forma tão carinhosa, afinal, era um amor tão forte, tão profundo, um amor que ia muito além, era um amor de alma, uma ligação inquebrável.
–Eu gosto disso...-Elena sorriu quase maliciosa. –Não precisa economizar beijinhos ainda mais para a mamãe.
–Como eu poderia economizar beijos quando amo beijar sua boca, princesa? –Perguntou de forma sedutora, enquanto cariciava lentamente o rosto da garota, a mão percorreu a suave pela da face, descendo mais um pouco, percorrendo-lhe o corpo em um toque sensual.
–Então me beija de novo. –Elena pediu, numa animação, num desejo pouco reprimido.
Damon atendeu ao pedido dela no mesmo instante, beijou-a intensamente, num desejo quase avassalador. Elena sentiu todo seu corpo reagir a ele, ao gosto provocante de seus lábios. A garota colocou-se por cima dele, era a melhor posição que encontraria, afinal, estava grávida e não podia haver nenhuma pressão sobre a sua barriguinha. A boca encontrou a dele novamente, beijaram-se longamente, os corpos pulsavam um pelo outro.
Só que de repente, todo o clima foi cortado, Elena sentiu tanta fome, ela precisava comer, não entendia como podia ficar faminta de uma hora para outra ou como não conseguia esperar, mas aquilo era algo que só acontecia com alguém grávida, não tinha muita explicação além disso, ela já lera em alguns sites que isso era normal, fome, vontade de fazer xixi, tudo nas horas mais impróprias, era até engraçado se fosse analisar bem. Era mesmo irônico.
–O que aconteceu? –Damon perguntou sem entender nada.
–Eu estou com fome...-Elena sussurrou envergonhada.
–Fome? –Damon não conseguiu acreditar naquilo, estava tão bom beijá-la, tocá-la daquela forma.
–É, amor, muita fome. –Respondeu com uma expressão infantil.
–Não pode esperar? –Tentou beijá-la novamente para que ela esquecesse, mas não deu certo.
–Os bebês estão famintos. –Ela argumentou.
–Tudo bem. –Finalmente ele cedeu, visivelmente frustrado.
–Amor, faz um sanduíche para mim? –Elena pediu descaradamente. –Por favor...
–Claro, amor. –Como diria não para ela?
–Eu quero sanduíche de queijo, presunto, requeijão e iogurte de morango.
–Iogurte de morango? –Pareceu quase chocado.
–É, morango...-A garota concordou.
–Tá bom. –Preferiu nem perguntar mais nada, não ia conseguir entender mesmo, e bem, sempre havia escutado que grávidas tinham estranhos desejos alimentares, então, deveria ser isso mesmo.
Quando Damon voltou com o sanduíche, Elena mal conseguira falar qualquer coisa de tanta fome que estava, simplesmente pegou o lanche e começou a devorá-lo rapidamente.
Damon deitou-se na cama e pegou o controle remoto, tirou do canal que Elena estava assistindo. Não aguentava mais assistir romances melosos feitos para garotas ou então desenhos animados, que tinham virado a nova paixão da morena desde que ela descobrira sua gravidez.
–Ah, Damon. –Elena reclamou. –Sério que você vai assistir esse negócio nojento?
–Não tem nada de nojento em MMA, Elena. –Damon respondeu tranquilamente. –Você não gosta de lutas?
–Lógico que não. –Revirou os olhos.
–Você podia gostar. –Falou provocante. –Eu te explico as regras.
–Como se tivesse regras nesse troço.
–Claro que tem, Elena.
–Por favor, muda de canal.
–Nós podíamos ver um pouco. –Escondeu o controle dela. –Bem, vou poder ensinar nosso filho a assistir.
–Não! –Exclamou. –Nosso filho não pode ver essas coisas, é muito violento.
–E o que você quer que ele assista? A Cinderela junto com a nossa filha? –Falou ironicamente.
–Pelo menos, é mais educativo. –Elena concordou.
–Nem pensar! A menina pode assistir a Cinderela, mas ele não. Eu não vou criar um filho que assista Cinderela.
–Damon! –Elena revirou os olhos. –Assistir a Cinderela não faz ninguém gay! E você podia parar com isso! –A garota riu. –Preconceituoso.
–Não sou preconceituoso. –Retrucou –Só não quero que o ídolo do meu filho seja o Edward Cullen.
–Edward Cullen nem é o príncipe da Cinderela. –Elena não acreditou que ele pudesse confundir.
–Tem razão, o príncipe da Cinderela é melhor, não deixa a namorada na vontade.
–Quanta maldade, Damon! –Elena não pode conter o riso. Achava tão engraçado quando ele começa a falar aquelas bobagens todas. –Agora por favor, me dá o controle.
–Não. –Damon exibiu um sorrisinho sarcástico.
–Se você não me der, nossos filhos vão nascer com cara de controle remoto. –Chantageou.
–Pensei que essa regra servisse apenas para desejos alimentares.
–Ela serve para tudo.
–Sei.
Damon entregou o controle para a garota que foi mudando de canal até achar um filme da Disney.
–Ah, vai passar a Bela Adormecida. –Falou animada. –É a minha princesa preferida.
–Que bom, Elena. –Respondeu quase entediado, ver filmes de princesas era realmente algo que não tinha a menor graça para ele.
–Damon, qual sua princesa preferida? –Elena perguntou sem perceber que sua pergunta não tinha muito cabimento, afinal, dificilmente homens se importam com princesas ou com filmes da Disney.
–Nenhuma. –Respondeu sinceramente. –Eu não gosto desses filmes.
–Ah, amor, mas elas são tão lindas! –Sorriu docemente e ele adorava vê-la sorrindo daquela forma tão linda, mesmo se ela estivesse falando sobre princesas da Disney. –Você tem que gostar de algum filme...
–Eu gosto do Rei Leão. –O Rei Leão ao menos era menos feminino e rosa não era a coloração predominante.
–O Rei Leão não é uma princesa. –Rebateu fazendo uma carinha delicada, como se pedisse uma resposta. –Você tem que escolher uma para ser a sua preferida...
Damon rolou os olhos e ao mesmo tempo achou graça na forma como ela falava. Elena parecia tão linda, tão encantadora, parecia mesmo uma menininha. Olhou sem muita vontade para a televisão e observou por alguns segundo o filme.
–É você tem razão, a Bela Adormecida é a melhor princesa mesmo. –Concordou. –Ela fica dormindo, quietinha, não enche o saco do príncipe. –Falou cinicamente.
–Você não gosta desse assunto, não é? –Finalmente percebeu.
–Não. –Sorriu, preocupando-se mais com a imagem da garota do que com o filme, acariciou-lhe o rosto delicadamente e depois deu um selinho demorado nos lábios femininos. –Você devia falar sobre princesas e sobre a Disney com a Caroline e com a Bonnie. –Fez uma pausa, um sorriso sarcástico brincou em seu rosto. –Com a Bonnie é melhor não, ela joga no time da bruxa má.
–Coitadinha! –Elena exclamou tentando abafar um risinho. –Você não gosta dela.
–Não. –Admitiu, na verdade, nunca fora nenhuma surpresa o fato de que ele não gostava de Bonnie.
–Por que? –Perguntou curiosa.
–Porque ela é muito metida para uma bruxa tão incompetente. –Damon sorria descaradamente. –E, além disso, ela também não é muito bonita.
–Que crueldade. –Balançou a cabeça negativamente. –Você não gosta das minhas amigas.
–Eu gosto da Caroline.
–Sério?
–Sim, principalmente, depois que ela começou a te dar bons conselhos como não brigar comigo.
A garota riu. –Ela é mesmo uma boa amiga.
Foi então que algo passou pela mente de Elena, alterando sua expressão. Estava quase chorosa, sensível demais. –Damon, quando você falou sobre a Bela Adormecida não encher o saco era uma indireta para mim? –Perguntou num tom carente, afetado, já estava pronta para chorar. –Eu estou te enchendo o saco?
–Claro que não, princesa. –Damon respondeu sinceramente. Como ela poderia sequer pensar nisso? Ela não o irritava, ele a adorava, adorava o jeitinho inocente dela.
–Tem certeza? –Não conseguiu conter-se e algumas lágrimas já rolavam pelo rosto dela.
–Tenho, você é maravilhosa, você nunca enche o saco, tá bom? –Acariciou-lhe a face novamente, os dedos enxugaram-lhe as lágrimas delicadamente.
–Você me ama? –Fez a pergunta mais óbvia de todas.
–Eu amo, você já devia saber disso. –Sorriu, puxando-a para mais perto, os braços a envolveram carinhosamente e então, ele a beijou nos lábios. Era evidente que os dois se amavam, não havia como duvidar. –Sabe qual é a minha princesa preferida? –Retomou o assunto, enquanto brincava com os cabelos dela.
–Qual? –Elena perguntou num sussurro.
–A princesa Elena. –Sorriu e a beijou novamente. –Não existe uma princesa mais linda do que você.
–Ah, isso é tão lindo.
Os dois beijaram-se novamente, Elena deitou-se apoiada no peitoral dele, deixando as mãos brincarem pelo corpo dele. Os toques tornaram-se mais sensuais, mais ousados, repletos de desejo e também de amor, uma harmonia perfeita. Podiam aproveitar um pouco o tempo juntos, deixar os beijos se intensificarem e os corpos fundirem-se, numa sincronia doce e profunda.
...
~Alguns Meses Depois~
Elena já estava grávida de seis meses, tudo parecia certo, tranquilo. Finalmente tinha voltado a viver seu próprio conto de fadas com Damon. Katherine parecia ter sumido da vida deles, os dois podiam apenas ser felizes. A garota já estava com a barriga bem saliente e bem grandinha, afinal, eram dois bebês e não um.
E era mesmo um casal. Elena suspirou profundamente, sentiu a calma da felicidade invadir-lhe o corpo, agitando-o docemente. Levou a mão direita até a barriga, acariciou demoradamente, um sorriso de ternura desenhou-se nos lábios femininos. Não conseguia esconder o quão estava alegre.
Damon ainda estava dormindo, afinal, estava muito cedo. Elena havia acordado naquele horário, geralmente dormia até bem mais tarde, porque estava com desejo de comer melancia com ketchup e aquele era o desejo mais “normal” que tivera durante toda a sua gestação.
Por um instante, quase sofrido, conseguiu ignorar o desejo e apenas se abraçou em Damon, aninhando-se no peitoral dele, ficando daquela forma, sentindo o calor do corpo dele fluir para o dela. Ela o amava tanto e também tinha certeza do quanto ele a amava. Era um sentimento tão verdadeiro e intenso, que se fortalecia a cada vez mais. Eles eram mesmo um casal perfeito, ela pensou. E ainda teriam dois filhinhos lindos. Ela que sempre quisera ter um casal e teria, isso era muito maior do que um sonho.
–Damon. –Elena o chamou num sussurro.-Damon...-Chamou novamente.
–O que foi, princesa? –Respondeu num tom sonolento, preguiçoso.
–Eu to com desejo...-Confessou quase sem graça, mas aquilo havia se tornado tão recorrente que já era normal.
–Desejo de que? –Perguntou ainda sonolento.
–Melancia com ketchup.
–O que? –Damon pareceu confuso, os desejos de Elena eram tão estranhos e se tornavam ainda mais estranhos misturados ao sono que ele estava.
–Melancia com ketchup. –A garota repetiu.
–Acho que não tem melancia, ninguém como isso aqui.
–Então vai comprar...-Ela pediu.
–Pode ser mais tarde? –Esfregou os olhos olhando para o relógio.
–Não posso esperar, eu estou com muito desejo e se você não for comprar... –E já são onze horas da manhã.
–Os bebês vão nascer com cara de melancia. –Damon completou exibindo um sorriso, já conhecia aquele “truque” que todas as grávidas usavam.
–Isso mesmo. –Elena também sorriu de uma forma muito doce e então deixou seu rosto aproximar-se do dele para que as bocas pudessem colar e beijarem-se apaixonadamente.
Damon correspondeu ao beijo intensamente e depois deixo os lábios escaparem pelo corpo dela, descendo, até alcançar a barriga bem saliente. Depositou vários beijinhos, acariciou a pele sensível. Elena sorriu de uma forma incrivelmente alegre, adorava quando ele beijava-lhe a barriga daquela forma tão carinhosa.
Damon levantou-se da cama, colocou uma roupa qualquer, afinal, só iria até o mercado comprar a melancia que Elena queria. Foi até a garagem, pegou o carro e saiu. Quando chegara ao mercado, ele a vira. Damon rolou os olhos, irritado.
Era Katherine exibindo o seu sorriso mais jocoso, ela deveria tê-lo seguido, mas ele sequer tinha percebido. Decidiu voltar para o carro e ir embora, não estava nem um pouco interessado em falar com a vampira, mas não pudera evitar, ela já estava na frente da porta do carro, impedindo que ele voltasse.
–Olá, Damon. –Falou em um tom cínico. –Eu estava morrendo de saudades.
–De novo? –Perguntou de forma entediada. –Você não se cansa de levar foras? –Perguntou tão cínico quanto ela.
–Eu não me lembro de ter levado um fora. –Sorriu maliciosa. –Da última vez que nós nos encontramos, nós nos beijamos, não foi, Damon? –Fez referencia ao dia em que ela planejou aquele “beijo” apenas para que Elena achasse que estava sendo traída por Damon.
–Foi isso mesmo. –Arqueou uma das sobrancelhas. –Eu me lembro do quanto você beijou mal. –Falou sarcasticamente. –Deve ser por isso que eu me cansei de você.
–Ai! –Katherine fingiu sentir-se extremamente ofendida. –Sabe? Eu estou chocada. –Levou uma das mãos até o coração, simulando uma interpretação de tragédia. –Eu pensei que você fosse se cansar da Elena.
–E o que uma vadia como você acha tem alguma importância? –Perguntou de forma sarcástica.
–Tem razão, não importa. –Piscou e exibiu um sorrisinho. –Eu fiquei seguindo vocês esses meses, estava bolando a ideia perfeita para destruir esse romancezinho patético que você e a Elena têm. –Fez uma cara meio cínica, meio enojada só de lembrar-se das cenas dos dois juntos. –Mas meus planos eram simples demais.
–Ok, agora eu vou ouvir sobre a sua incompetência em ser criativa. –Damon pareceu entediado.
–Na verdade, eu decidi dividir com você as minhas ideias, sabe? –Aproximou-se, deixando a mão tocar o rosto dele até que ele afastou a mão dela irritado. Katherine ignorou aquele ato e continuou falando. –Eu pensei em matar a Elena, mas é rápido demais, não tem nenhuma graça- Fez uma pausa, sorrindo.
–Depois pensei em te compelir para terminar com ela, mas também, achei simples demais. Daí eu tive a ideia de te compelir a sair de “férias” comigo, mas achei que eu iria me entediar rapidamente. Depois, achei que seria bom te compelir para ir fazendo o que eu queria aos poucos, você mesmo iria destruir sua relação com a Elena, isso me pareceu bem mais interessante. –Um novo sorriso ainda mais largou surgiu em seus lábios. –Então o que você me diz?
–O que eu posso dizer, todo mundo já sabe. –Damon também sorriu. –A única coisa que você sabia ser era ser vadia, mas nem isso mais está conseguindo. –Fez uma pausa. –Desesperador, não é?
Katherine irritou-se, se utilizou de sua força de vampira para trocar de lugar com ele, colocando-o contra a porta do carro. –Mas sabe? Antes de fazer qualquer coisa, eu descobri que eu também estou com fome. –Sua expressão modificou-se, irônica. –Com “desejo”-Utilizou a palavra que Elena falara mais cedo. As feições da vampira alteraram-se revelando as veias. Ele até podia tentar livrar-se, mas era impossível, Katherine era muito mais forte, pelo simples fato de que era uma vampira.
Cravou suas presas afiadas, na pele dele, rasgando-a. Bebeu o sangue com satisfação, bebeu uma boa quantidade, gostou do sabor. –Seu sangue continua tão doce quanto em 1864. –Falou cinicamente enquanto limpava a boca, tirando o resido de sangue que lhe sujava.
Já Damon parecia estar com raiva, com muita raiva, afinal, não era nenhum pouco agradável, ainda mais para alguém tão orgulhoso como ele, que fora um vampiro por tanto tempo, ter seu sangue drenado, ainda mais por ela, aquela vadia. No instante seguinte, o celular de Damon começou a tocar, Damon pareceu ainda mais irritado, era uma péssima hora para alguém ligar. Decidiu ignorar a chamada, mas o telefone era insistente demais para que isso pudesse ser feito. Katherine ficou observando por alguns segundos. Concluiu que deveria ser Elena e isso seria muito interessante.
–Atende. –Ela ordenou.
–Não. –Respondeu de uma forma quase desafiadora.
–Atende. –Ela o compeliu, satisfeita. –Isso vai ser ótimo. –Sorriu, um brilho surgiu em seu olhar.
Ele não pudera fazer nada, a não ser pegar o telefone e atende-lo.
–Alô?
–Damon, é a Caroline. –A loira parecia nervosa.
–Eu já sei Barbie. –Revirou os olhos. Só faltava mesmo isso. –Eu não estou ouvindo nada, liga depois. –Mentiu.
Katherine também pareceu entediada. Caroline? Sério? Pensou.
–Por favor, é sério. –Pediu. –Algo aconteceu com a Elena?
–O que? –Pareceu surpreso e principalmente preocupado.
–Eu tinha planejado um chá de bebê surpresa para ela hoje de manhã...-Fez uma pausa, mais preocupada. –E quando eu cheguei à casa a porta estava arrombada, tudo quebrado e a Elena não estava, aliás ela não estava em lugar nenhum.
Damon desligou o telefone, já tinha ouvido o suficiente, e bem, era claro que Caroline não sabia de mais nada e quem deveria saber estava bem na frente dele.
–O que você fez com a Elena? –Se já estava com raiva de Katherine, agora estava com mais raiva ainda. Ele iria realmente matá-la se algo acontecesse com Elena.
–O que? –A vampira pareceu confusa.
–O que você fez com ela? –Empurrou-a, irritado.
–Algo aconteceu com ela? –Perguntou curiosa.
–Não finja que você não sabe de nada.
–Isso está muito mais divertido do que até eu mesma poderia prever. –Riu.
Notas finais
=*
Fale com o autor