Notas iniciais
Mais um capítulo!
Ain, eu acho que não ficou muito bom =x
Tem um hot, eles estavam bem "animadinhos" HAHHAHAHA
E no final do cap tem uma "supresinha"
Espero que gostem
Por favor, comentem, gostando ou odiando, preciso saber a opinião de vcs
Beijinhnos

Elena acordou sentindo-se tão bem, tão leve, era a sensação que sempre sentia quando acordava aninhada nos braços dele. Não queria levantar, poderia passar o dia inteiro, ali, deitada ao lado dele. Damon ainda estava dormindo. A morena preguiçosamente se abraçou nele, era tão bom sentir o calor do corpo dele fluindo para o dela. Fechou os olhos, apenas relaxou, não precisava de mais nada, apenas daquela agitada tranquilidade.


As imagens da noite passada surgiam em sua mente com um gosto doce, era tudo tão certo, tão bonito, tão romântico, como se pudesse ser mais forte do que o próprio amor. Precisava contar tudo aquilo para alguém. Na verdade, fazia algum tempinho que não escrevia em seu diário e sentia falta disso.


De alguma, forma o diário sempre foi seu melhor amigo, literalmente um confidente, alguém que manteria seus segredos a salvo, isso é, se Damon não o pegasse novamente e lesse, fazendo com que ela quase morresse de tanta vergonha. Levantou-se cuidadosamente para não acordá-lo.


Seria muito melhor escrever enquanto ele dormia, assim, ele nem teria ideia que ela havia escrito no diário. Pegou o diário e uma caneta, voltou para cama, recostou na cabeceira, abriu o caderninho e começou a escrever. Lembrava de cada detalhe com tamanha vividez, aquelas seriam memórias que ninguém seria capaz de tirar dela.


Depois de ter esquecido os melhores momentos de sua vida, Elena decidiu que iria escrever cada um com os mínimos detalhes em seu diário e os leria todos os dias, não queria perder nada. Ao menos, por mais que pudessem lhe tirar tudo, ela tinha certeza que o que ela sentia sempre estaria dentro dela.


Ninguém pode tirar o sentimento de outra pessoa, muito menos à força. As imagens vinham a tona em sua mente e ela as escrevia com imensa paixão, cada impressão, cada detalhe que se lembrava, cada palavra, cada beijo, cada toque...A garota quase se arrepiou ao se lembrar daqueles toques tão deliciosos. Fizera sexo em uma cachoeira, isso era tão romântico! Um sorriso delicado desenhou-se no rosto de Elena sem que ela pudesse perceber. Estava tão feliz, sua vida era muito mais do que ela sequer poderia ter sonhado para si.


–Bom dia, princesa.- A voz sonolenta de Damon quebrara a concentração da menina. Ele a olhava carinhosamente, seus olhos eram tão azuis, tão bonitos, como ela não perderia a concentração olhando para alguém como ele?


–Bom dia, meu amor. –Elena abriu um sorriso doce, tão carinhoso. Só de estar ali, tão pertinho dele já era o suficiente para que ela ficasse feliz.


–Já estava com saudades de ler seu diário – Falou em seu tom costumeiramente irônico. Um sorriso se fez em seus lábios, um sorrio provocativo e sedutor. –Pensei que você não ia escrever nele nunca mais..


–Ah, não, Damon...-Elena falou afobada, estava nervosa. –Dessa vez eu estou falando muito sério, você não pode ler. –Ela sempre falava isso, sempre dizia que ele não podia ler e ele sempre a ignorava.


–Claro que eu posso. –Damon continuou sorrindo, ainda mais sarcástico do que antes. –Nós somos casados, então nós partilhamos tudo, não é isso?


–Meu diário não faz parte dessa partilha. –Falou num tom quase irritado. Era um “quase” mesmo, porque ela nunca ficava irritada de verdade com ele. Fechou o caderninho indicando que era só dela e que ele não deveria ler.


–Lógico que faz, Elena. –Damon falou divertindo-se da expressão dela, era engraçado tão engraçado ver que a reação dela era sempre a mesma. –Você fala como se eu nunca o tivesse lido, isso já virou rotina, eu pego seu diário quase todos os dias.


–Quer dizer que não foi só aquelas vezes? –Elena perguntou fazendo referência aos dias que ele leu o diário na frente dela e deixou tão constrangida que ela até pensou que fosse morrer.


–Não, eu leio seu diário todos os dias. –Falou sarcasticamente. –Eu até pensei em deixar algumas observações para você e marcar os trechos que eu mais gostei, mas decidi que não teria o mesmo efeito do que se eu falasse diretamente para você.


–Nem pense em pegar meu diário de novo e muito menos começar a ler na minha frente! –Exigiu num tom não tão autoritário quanto gostaria que soasse.


Damon roubou-lhe o diário num movimento que a pegou de surpresa. Piscou para a garota numa atitude quase zombeteira. Elena revirou os olhos, não podia acreditar que iria começar tudo de novo.


–Devolve! –Ordenou, mas como já se era de imaginar, ele não deu atenção.


Damon abriu o diário, procurando pelas novas anotações da garota. Adorava ler o que ela escrevia, era sempre interessante saber o que Elena pensava, o que ela sentia. E bem, também era muito interessante irritá-la fazendo isso. Ela ficava uma graça quando se irritava.


–Nem pense! –Elena tentou pegar o diário de volta sem sucesso. Ela nunca conseguia pegá-lo de volta. Já podia sentir as bochechas de seu rosto queimarem de vergonha, afinal, imaginava o que viria seguir.


Eu nunca consigo descrever exatamente a forma como eu me sinto em relação a Damon, porque eu o amo cada dia mais. Na verdade, já acho que o que eu sinto é ainda mais forte que o amor. Eu me sinto de um jeito tão especial, meu corpo inteiro pulsa por ele, sinto meu coração acelerar, minha alma vibra apaixonada. Ele é maravilhoso” –Damon leu cada palavra cuidadosamente, olhou para a garota que naquele momento já ardia de tão constrangida. –Gostei de saber que você me ama tanto assim, tem tantas declarações de amor aqui envolvendo o meu nome que foi difícil escolher a melhor. –Sorriu satisfeito.- Ótimo saber que você sente tudo isso...-Fez uma pausa.- E eu também concordo com a parte que diz que eu sou maravilhoso.


–Amor, por favor, você já sabe que eu te amo, não precisa continuar lendo isso...-Elena pediu num sussurro. Por que ele tinha que ler as frases mais íntimas que ela escrevia? Era algo só dela e cada vez que ele lia tudo que ela escrevia sobre os dois, ele ficava ainda mais convencido do que antes, mas a culpa era dela, afinal, era ela que ficava alimentando o ego dele.


Ignorou as palavras da garota. Ele precisava, sim, continuar lendo. –“O jantar foi tão lindo, tão romântico, eu me senti uma criança boba brigando pelas cerejas do sorvete. Aquilo foi tão divertido! Você não tem ideia do quanto o Damon foi carinho comigo. Ele é perfeito e é só meu e de mais ninguém. Eu mal vejo a hora de contar de contar tudo que aconteceu para as meninas. Elas vão ficar babando de inveja." – Damon abafara um risinho, achou uma graça a forma como Elena escrevia, ela parecia uma menininha mesmo. -Antes você tentava fazer inveja para o próprio diário e agora para as amigas. Isso é muito feio princesa.


–Amor...-Fez uma pausa tentando articular uma frase. -É que você é tão perfeito, é o melhor marido do mundo, é lógico que elas vão ficar com inveja. –Abriu um sorriso afetado, tentava disfarçar a vergonha que sentia. –Agora você já leu bastante, já chega.


–Eu ainda não li a minha parte preferida, não cheguei nas outras sensações que eu provoco em você...-Piscou maliciosamente. Avançou algumas páginas buscando as melhores partes. Gostava quando a garota escrevia sobre as noites de sexo deles.


–Damon,isso não! Sério, me dá esse diário aqui! –De tudo, essa era a parte que a deixava mais envergonhada. Ele não devia ler o que ela escrevia sobre sexo. Era algo tão embaraçoso para ela, sempre se sentia tão ridícula, afinal, ela sempre fora uma garota muito tímida nesse tipo de assunto. –Não tem nada que eu possa ter escrito que você não saiba...-Falou tentando convencê-lo, eles tinham transado juntos, ele não precisava ler, ele já sabia.


–Eu gosto de saber como foi a minha performance. –Falou num tom incrivelmente convencido e abriu o sorriso mais lindo que possuía. A morena quase perdeu o ar. Não conseguiu evitar de rir ao perceber o quão nervosa a garota ficava e quanto mais nervosa, mais envergonhada, mais o vermelho de suas bochechas se intensificava.


–É sempre, ótimo, eu já te disse, você pode parar de ler agora. –Falou num tom ansioso. Já imaginava o quanto ele iria rir do que ela tinha escrito, era sempre isso, aquilo era tão constrangedor.


–Eu sei disso. –Falou de uma forma extremamente convencida. –Mas eu ainda gosto de ler o que você escreve. Voltou-se ao diário, passou algumas páginas até achar os trechos perfeitos. –“Sentia ondas de prazer se espalhando pelo meu corpo de uma forma quase delirante, o jeito como ele me tocava era divino. Para ele é sempre tão fácil me levar a loucura... Cada vez que nós transamos fica ainda melhor...” –Damon a olhou de forma sedutora, um sorriso igualmente sexy e desafiador brincava nos lábios masculinos. –Eu sei que eu sou irresistível, não é mesmo Eleninha? –Perguntou irônica e maliciosamente.


–Não, você não é irresistível, é irritante.-Falou mau humorada. Voltou a recostar na cabeceira da cama e cruzou os braços, como uma criancinha que é contrariada. –Se você não parar de ler, eu vou ficar brava de verdade e não vou te dar bola por uma semana...-Tentou algum tipo de chantagem, mas aquilo soou muito mais infantil do que ela havia planejado.


–Duvido que você consiga ficar nem dois dias longe de mim, Elena. –Abriu um sorriso provocador. –Não quando o seu diário é lotado de declarações de amor envolvendo o meu nome...- O sorriso sarcástico se alargou em sua face de traços perfeitos. –Além disso, foi graças a mim que você descobriu o que era um orgasmo...


Elena não conseguiu nem falar de tanta vergonha. Queria se esconder, queria sumir e nunca mais aparecer. –Eu sabia muito bem o que era um orgasmo. –Não, ela não sabia, mas ela não precisava admitir isso para ele. Já estava mais do que sem graça com aquilo tudo.


–Sabia de ler em revistas e ouvir suas amigas falando. –Falou num tom divertido, tentando conter o riso.


–Amor, por favor...-A garota pediu envergonhada. Não sabia mais o que falar para convencê-lo a parar de ler o diário e principalmente para fazê-lo parar de rir dela. Elena baixou o rosto, tentando esconder a vermelhidão de suas bochechas.


–Eu já estou quase terminando de ler. -Abriu um sorriso jocoso. -E eu estou adorando, o seu texto está ficando quente...-Fez uma pausa apenas para olhá-la. Ela era mesmo especial, tão meiga, tão linda e quando ela ficava daquele jeito parecia ainda mais uma princesa, a sua princesa.


Elena quis morrer com o último comentário dele. Ela sabia exatamente o que ele estava lendo e aquilo a deixava ainda mais sem graça do que antes.


"Eu nunca fui desse tipo de garota, mas eu o desejo de uma forma tão intensa tão forte, fico imaginando posições, imaginando tudo que eu posso fazer para agradá-lo, nós acabamos de fazer sexo e já fico pensando nele dentro de mim novamente" –Damon exibia um sorriso tão convencido em seus lábios. Adorava saber o quanto a garota o queria. -Se você quiser, nós podemos transar agora...


Elena ficou muda. Aquilo era mais do constrangedor! Ele não devia ler aquilo, ela não devia ter escrito. Ela sabia que ele lia seu diário e ela insistia em escrever esse tipo de coisa. Elena era apenas uma menininha e para uma menininha quando um garoto sabe o que ela pensa tão intimamente sobre ele é uma vergonha! Tomou um impulso de coragem. Iria pegar o seu diário de volta, ele não podia continuar lendo. Subiu em cima dele tentando agarrar o pequeno caderno. -Damon, não tem mais graça, me devolve agora...


Surpreendentemente, ele entregou o diário de volta para Elena que suspirou aliviada. Damon acariciou-lhe a face ainda quente e ruborizada e, então, sorriu ironicamente. -Já percebeu que todas as vezes que eu leio o seu diário, você termina em cima de mim? -Provocou-na.


–Idiota! -Elena bufou numa irritação que se misturava a vergonha e era incrível, mas a vergonha conseguia aumentar ainda mais.


O sorriso sedutor se alargou nos lábios de Damon e ele levou ambas ao quadril feminino, pressionando-no contra seu corpo quente e delicioso. Elena não pode conter-se e soltou um gemido. A vergonha dava lugar a um novo sentimento, o desejo. Fechou os olhos, seu corpo amoleceu nas mãos masculinas que a tocavam habilidosamente.


–Mais calma, princesa? -Perguntou enquanto a observava, o belo corpo coberto apenas pelo fino tecido da camisolinha de renda, as pernas entre o corpo dele, o sexo quase tocando o dele, separados apenas pelo tecido das peças íntimas de roupa. Elena era deliciosa. As mãos subiam e desciam nas bem desenhadas curvas da morena, sentindo a textura macia de sua pele.


–Eu ainda estou brava, você tem que parar, eu não quero agora...-Falou mais afetada do que verdadeiramente irritada , sua voz não passava de um sussurro. E era lógico, que ela queria, queria até demais. Damon a fez deitar na cama, as mãos continuavam a passear nela, deixou que os lábios explorassem-na. Beijou-lhe a boca suavemente e em seguida os lábios escapara para o pescoço, trilhando beijos ardentes, deu algumas mordidinhas e chupou-lhe a pele. –Ah...mas isso é tão bom...-Gemeu.


–Eu sei do que você gosta...-Falou com um ar convencido e sorriu na pele delicada da morena. Sentia seu corpo inteiro pulsar por ela, o desejo pela linda garota só crescia. Rasgou a fina camisola que ela vestia, satisfez-se ao ver que ela não usava sutiã, os belos e volumosos seios estavam a mostra. –Você gosta disso...-Sussurrou no ouvido dela e então, apertou-lhe os seios, os massageou. A garota sentiu seu corpo se agitar, as ondas de prazer a percorriam lentamente. Mordeu os lábios para conter um gemido. –E você também gosta disso...-Os lábios quentes e úmidos sugaram-lhe, chuparam com intensidade, fazendo-na delirar. Era ainda melhor do que ela poderia se lembrar. Cada parte dela vibrava por ele, pedia por mais.


Damon continuou explorando o corpo delicioso da garota, suas curvas, suas proporções perfeitas. As mãos percorriam-na, sua barriguinha, suas coxas, beijava-lhe, lambia a pele doce e macia, deu-lhe mordidinhas que marcavam a pele clarinha da garota. Lambeu-lhe a região íntima por cima da calcinha.


Elena sentiu seu coração acelerar. Levou as mãos até as laterais da calcinha, querendo tirá-la de uma vez, mas ele afastou as mãos delicadas, ela tinha que esperar. Apalpou as coxas grossas, beijou toda a sua extensão, dando principal atenção a parte interna. Esfregou a mão na intimidade da garota e ela gemeu novamente. Tirou-lhe a calcinha vagarosamente, deixando-na completamente nua. Beijou a virilha, depois, deixou um dos dedos massagear o clitóris. A garota agarrou o lençol da cama, sentia tanto prazer, todo seu corpo pulsava. Era uma sensação tão intensa. A língua entrou nela brincando habilidosamente, chupou-na, sugou. Elena apertou com ainda mais força o lençol.


Ela já estava tão úmida e quanto mais ele continuava, mais umidade ela produzia. Estava quase delirando. Ela sempre tinha um orgasmo quando ele a “tratava” daquela forma. Gemeu o nome dele, as sensações eram delirantes, alucinantes. Ela não conseguia se conter.


Damon subiu pelo corpo dela, apertando, voltando a distribuir beijos por todo o corpo dela, até atingir a boca feminina. Ela retribuiu o beijo com paixão, os dedos entrelaçaram nos cabelos dele, os lábios selados aos dele, a língua dançando junto com a dele num ritmo ardente.


Ela trocou de lugar com ele, ficando por cima. Também queria tocá-lo brincar com aquele corpo gostoso. Suas mãos passeavam no peitoral, sentindo a rigidez dos músculos bem definidos, arranhou a pele com vontade, deixou a boca tocar, roçar os lábios como numa carícia, lambeu, deu mordidinhas.


Ele suspirou profundamente, a garota era mesmo deliciosa, provocava sensações tão intensas nele. Ela continuou, desceu para a barriga sarada, explorou cada centímetro, ele era tão gostoso. Só de pensar ela podia sentir todo seu corpo se animar de desejo.


Desceu mais,tirou a cueca dele avidamente, beijou-lhe as coxas cuidadosamente. Damon abafou um gemido. Elena tocou o membro enrijecido, estimulando-no com a mão, com movimentos ritmados e ele já não pode conter o gemido. A garota distribuiu beijinhos tímidos, sentiu-se um pouco envergonhada, mas continuou.


Deu lambidinhas e percebeu como ele reagia a cada toque dela, a respiração acelerava, até mesmo a expressão modificou. Todo o corpo dele pulsava por ela. Hesitou um pouco, mas logo, abocanhou o membro, a língua movimentava-se suavemente, como se massageasse. A falta de jeito dela era excitante, ela o estava fazendo quase delirar. A garota continuou, sugou, chupou intensamente. Ondas de prazer surgiam nele, se espalhando rapidamente. A boca dela era tão gostosa, provocava sensações alucinantes nele.


Elena gostou do controle que tivera e dessa vez era seu corpo que pulsava por ele, queria que os dois corpos se encaixassem. Sentou-se no colo dele, soltou um gemido ao sentir o membro quente entrar dentro dela de uma vez. Fechou os olhos, apenas sentindo as sensações, se acostumando com o volume que a preenchia por completo.


Damon também gemeu, possuí-la era uma sensação incrível, ela era tão quente, tão apertadinha. Ela era deliciosa. Levou as mãos ao quadril dela ajudando-na com os movimentos. A garota rebolava suavemente, os dois gemiam juntos, ele deixava as mãos brincarem no corpo dele.

O prazer se tornava cada vez maior, os corpos pulsavam quase loucamente. Elena gostou de como se sentia, gostou de tentar algo novo e que apesar de todo o amor que sentiam, podiam fazer sexo de uma forma diferente, de uma forma que o desejo pudesse falar mais alto. Os movimentos se tornaram mais vigorosos até que o orgasmo tomasse conta dos dois.


Os dois deitaram-se lado a lado e ela se abraçou nele de uma forma carinhosa, Damon afagou os longos e perfumados cabelos castanhos. Cada vez que a olhava a considerava mais bonita do que antes, ainda mais naquele instante, o corpo suado, as curvas mal cobertas pelo lençol branco, o rosto de traços delicados, o olhar doce que ela destinava a ele. Ainda assim, ela continuava parecendo uma princesa.


–Eu te amo. –Sussurrou enquanto acariciava o rosto de pele macia.


–Eu também te amo. –A garota respondeu exibindo um sorriso e então se abraçou ainda mais dele.


...

Quando finalmente os dois saíram do quarto e foram da direção da sala, encontraram Stefan escrevendo em seu diário. Todos devem ter decidido escrever em seus diários naquele dia. O vampiro se surpreendeu ao ver os dois, deveria estar dormindo profundamente quando eles chegaram mais cedo e bem, também, nem estava sabendo que eles estavam juntos novamente. Pelo visto, Elena tinha se lembrado de tudo.


–Bom dia, irmãozinho. –Damon falou cinicamente, exibindo um sorrisinho debochado em sua face.


Elena fez o mesmo, também o cumprimentou, só que de uma forma muito mais contida.


–Bom dia...-Respondeu sem muita vontade, tê-los visto tão juntinhos, de mãos dadas, não animou muito o dia dele. Era melhor que ele desistisse da garota, não podia ter mais nenhuma esperança com ela.


–Escrevendo no seu diário, irmãozinho? –Damon continuou da mesma forma sarcástica. Bem, nunca perderia o hábito de irritar o irmão mais novo. –“Querido diário, hoje eu matei um bebê esquilo, só que a mamãe esquilo viu, me ameaçou de morte e agora eu estou com muito medo”.


Elena não conseguiu se controlar e começou a rir, sabia que não deveria, mas não pode fazer nada. Damon riu ainda mais ao perceber a atitude da garota. Stefan ficou surpreso, a garota estava realmente diferente, se antes, ela odiava o jeito irônico de Damon, agora, ela amava.


–Bem, eu vou deixar vocês conversando. –Elena falou enquanto já estava saindo, precisava encontrar as amigas e contar as novidades.


–Eu não vi nenhuma graça nisso, Damon. –Stefan respondeu de cara fechada.-E ao contrário de você, eu não mato as pessoas para me alimentar delas.


–Eu não tenho mais esse tipo de problema. –Um largo e irônico sorriso se desenho nos lábios dele. –Eu sou humano.


–O que? –Stefan perguntou sem entender muito bem e foi aí que ele se tocou, podia sentir as batidas do coração dele a distância e o cheiro do sangue humano. –Como isso aconteceu?


–Eu fiz um acordo com uma bruxa psicopata. –Damon explicou tudo que tinha acontecido com o máximo de detalhes que podia.


Stefan demorou algum tempo para conseguir processar todas aquelas informações. Nunca imaginou que uma coisa dessas pudesse acontecer.


–Ao menos, agora, você não vai ter mais motivos para me odiar...-Fez uma pausa. –Já que você me culpava por ter se tornado um vampiro.


–Na verdade, eu deveria te agradecer...-Falou sinceramente.


–O que? –Falou completamente surpreso. Damon estar agradecendo qualquer coisa não era normal, no mínimo, ele deveria estar preparando alguma piadinha.


–Se eu não tivesse sido um vampiro durante todos esses anos, eu nunca teria conhecido a Elena.


–E eu estou com inveja de você, você ficou com a garota, se tornou humano...Vocês podem ter uma família agora.


–E você continua dramático, irmãozinho. –Sorriu. –Você deveria parar com isso.


–Bom, eu acho que agora, nós deveríamos ser amigos...-Falou suavemente. –Não temos a eternidade inteira para ficarmos nos matando.


–Sermos amigos não significa que eu vá parar de implicar com você. –Deu um abraço no irmão mais novo e no instante seguinte o empurrou de brincadeira.


–Como se eu tivesse achado que isso ia mudar, você implica comigo desde que nós somos crianças.


...


~Aproximadamente um mês depois~


O casal havia se mudado para sua nova casa em Mystic Falls. Era uma casa bem grande e muito bonita. Elena fizera questão que existisse um enorme jardim, queria poder cuidar das flores que ela mesma plantava. E era isso que ela fazia durante todas as manhãs. A garota acordava, regava as flores e depois ia fazer o café da manhã.


–Bom dia, Elena. –Damon falou carinhosamente enquanto a abraçava por trás gentilmente e lhe distribuía diversos beijinhos no pescoço.


–Bom dia, amorzinho. –Respondeu numa voz delicada. Seu corpo inteiro amoleceu nos braços deles. Aqueles momentos eram tão doces, tão agradáveis e faziam com que a garota se sentisse tão sortuda por ser casada com ele.


Os dois se beijaram apaixonadamente, estava cada dia mais feliz, a tanto que Elena julgava estar vivendo um conto de fadas. O amor dos dois era tão intenso, tão forte, era um amor tão verdadeiro que fluía de um para o outro numa sintonia quase mágica. Era lindo demais, eles nem precisavam falar nada, estava perceptível na forma apaixonada como se olhavam, como os olhos brilhavam quando os olhares se encontravam, nos sorrisos que dava um para o outro...


–Amor, por que você não me ajuda e vai fazendo o café?


–Eu não sei cozinhar, Elena. –Falou descaradamente.


–Deixa de ser preguiçoso. –A garota sorriu alegremente.


Damon fez um carinha de coitadinho, Elena balançou a cabeça negativamente, como se não acreditasse naquilo, achou uma graça.


–Mas você sabe lavar a louca. –Falou satisfeita. –Eu faço tudo e você, arruma as coisas, lava e enxuga a louça inteira, tá bom? –Perguntou num tom doce.


–Tudo bem, minha linda princesa. –Abraçou-na novamente, mordiscou-lhe o lábio inferior e então deu-lhe outro beijo carinhoso na boca. A garota sorriu e os dois beijaram-se novamente, cada beijo era ainda mais intenso e repleto de sentimentos.


Os dois foram para a cozinha, Elena colocou o pó de café na cafeteira, colocou água e a ligou. Pediu a Damon que arrumasse a mesa.


–Amor, você esqueceu o suco.


–Eu disse que eu sou péssimo na cozinha... –Falou de um jeito incrivelmente irônico. –Eu só vou te atrapalhar...-Sua voz soou provocadora e ele arqueou uma de suas sobrancelhas como se fizesse graça.


–Sei...-Elena rolou os olhos. –Não esqueça mais nada só para falar que não pode me ajudar...-Seu tom foi extremamente divertido, Damon sempre a fazia sorrir.


Quando ele voltou para pegar o suco de laranja, Elena quase caiu no chão, Damon tivera que ampará-la.


–Tá tudo bem? –Perguntou extremamente preocupado, não podia nem imaginar que ela estava doente ou algo pior. Já tinha sido horrível demais vê-la quase morrer no dia do aniversário dela. Aquilo era algo que ele nunca mais gostaria de vivenciar. Só de se lembrar sentia-se péssimo, aquele foi o pior dia de toda a sua vida.


–Sim, eu só estou um pouco tonta...-Falou com dificuldade. Sentia-se tão desorientada, via tudo girando, era horrível.


–Vai passar, logo. –Falou de uma forma tranquilizadora. Elena tinha que ficar bem, só de imaginar que quase a perdeu uma vez, quase desesperava, não podia viver sem a garota, não existia nada para ele, se ela não estivesse ao seu lado. Damon a ajudou a se deitar no sofá com todo o cuidado. –Fica descansando um pouquinho que eu trago o café aqui para você.


–Odeio o cheiro do café. –Elena reclamou quando ele lhe trouxe uma bandeja com todo o café da manhã. Aquilo não era normal, Elena amava café, mas não conseguia aguentar nem o cheiro.


–Você não precisa tomar, amor. –Falou carinhosamente enquanto acariciava o rosto da garota, estava com tanto medo que algo sério estivesse acontecendo com ela.


Elena sorriu e comeu tudo que ele havia trazido para ela. –Eu ainda estou morta de fome. –Falou surpresa consigo mesma, ela não era do tipo que comia muito, mas naquele dia, estava faminta. –Faz outro sanduíche pra mim, amorzinho? –Pediu numa voz infantil e fez uma carinha pidona.


–Como eu poderia dizer “não” quando você fala desse jeito? –Abriu um sorriso para ela e foi até a cozinha fazer outro lanche para a garota.


Elena comeu tudo que ele havia trazido e depois se deitou novamente de forma preguiçosa no sofá. Estava tão cansada.


–Você está melhor, agora? –Perguntou ansioso, a aparência dela era de exausta, precisava saber se era só isso mesmo. Ela não podia dar outro susto nele.


–Sim, eu só estou com sono, fica aqui, abraçadinho comigo. –Abriu um sorriso. –Eu acho que eu vou dormir a tarde inteira.


...


Elena acordou por volta das quatro da tarde. Tinha ficado de ir até a casa de Caroline conversar. Vestiu uma roupa qualquer, calça jeans, uma camiseta e tênis. Entrou no carro e dirigiu até a casa da amiga.


–Oi, Lena! –Caroline abriu a porta exibindo um animado sorriso em seus lábios.


–Carr!! –Respondeu com a mesma animação.


As duas amigas se abraçaram e entraram, Bonnie estava lá também.


–Então, Elena me conte, como vai a vida na casa nova? –A loira perguntou curiosa.


–Ah, Carr, tá tudo perfeito, eu estou tão feliz. –Elena respondeu e sorriu alegremente.


–E o Damon? –Bonnie perguntou ainda mais curiosa do que a loira, se é que era possível ser mais curiosa que Caroline. –Como ele está se adaptando a viver como um humano?


–Você não vai acreditar, mas ele está indo muito bem. –Nem mesmo Elena acreditava totalmente, pensava que a reação dele seria horrível, mas aquilo nunca acontecera. –Às vezes, eu até acho que ele gosta.


–Gente, eu quase morri quando você me disse que ele não era mais um vampiro, pensei que ele ia continuar dando um jeito de sair matando pessoas...-Caroline fez uma piada e as três sorriram.


–E, Lena, você decidiu que vai fazer faculdade mesmo? –Bonnie mudou de assunto.


–Sim, eu vou fazer faculdade de Letras, eu sempre quis ser uma escritora, vocês lembram?


–Ai, que coisa mais fofa! Já até imagino você autografando seus livros pelo mundo inteiro! –Caroline falou numa animação que só ela possuía.


Elena levou a mão até a boca e sua expressão se modificara, ela não parecia bem.


–Tudo bem, Lena? –Bonnie foi a primeira a perguntar.


–Eu estou enjoada e um pouco tonta...-Elena respondeu num tom fraco.


–Agora eu aposto que ela está grávida.-Caroline não contivera as palavras.


A morena saiu correndo na direção do banheiro, estava se sentindo péssima, precisava vomitar.


–Lena, tá tudo bem? –Caroline perguntou quando a garota voltou do banheiro.


–Não, o enjoo não passa e eu estou cheia de cólica. –Resmungou. -Deve ser o tanto que eu comi no café da manhã.


–Você estava muita fome? Tipo muita fome mesmo? –Bonnie perguntou associando os fatos.


–Sim, eu comi dois sanduíches, três pedaços de bolo de chocolate, biscoito, dois potinhos de iogurte...-Fez uma pausa. –E eu agora não consigo tomar café, odeio o cheiro. –Aquele era mais um sintoma.


Caroline e Bonnie se olharam.


–Elena, você está com sintomas de gravidez...-Bonnie falou em um tom extremamente sério.


–Não, não, não pode ser. –Elena meneou a cabeça. Ela não estava grávida. Logo sentiu o enjoo piorar novamente, precisava vomitar novamente. –Eu preciso ir no banheiro...-Saiu correndo mais uma vez.


–Eu preciso ir para o hospital. –A garota falou quando voltara do banheiro.


...

Por sorte, o hospital de Mystic Falls não estava muito cheio, Elena fora atendida sem grande demora. Ela estava se sentindo horrível, até dissera para as amigas que estava “verde” de tão enjoada que estava.


–O que você está sentindo, Elena? –Meredith perguntou atenciosamente.


–Tontura, e enjoo, cólica...-Respondeu enquanto a médica anotava cada um dos sintomas, mas só de ouvir, já tinha quase certeza do que se tratava.


–Você teve relações sexuais no último mês?


–Sim, todos os dias. –A garota respondeu, já sentiu a pele de seu rosto queimar de vergonha.


–Vocês usaram algum tipo de proteção?


–Não...


–Tudo bem, mais alguma coisa? Outro sintoma?


–Só esses.


–Eu vou mandar você fazer alguns exames e então poderei falar com certeza, tá bom, Elena?


–Tá bom.


A garota tirou sangue e depois de esperar por algum tempo em observação junto com as duas garotas, Meredith voltou segurando um pedaço de papel, deveria ser o resultado do exame que fizera.


–Parabéns, Elena, você está grávida!


–Ai que fofo! –Caroline gritou e Bonnie tivera que contê-la, afinal, estavam em um hospital. –Leninha, eu disse que dessa vez você ia estar grávida, eu disse, eu disse, tá vendo?


–Parabéns, Lena! –Bonnie abriu um sorriso sincero.


Elena ainda estava sem reação, ainda estava surpresa demais com a notícia, mas no fundo, não pudera negar o quanto tinha gostado daquilo. Ela iria ser mamãe e esse era um dos maiores sonhos de sua vida.


–Ai meninas, muito obrigado! –As três se abraçaram.


–Eu vou ser a madrinha, tá? –Caroline falou animada.


–Vocês duas vão ser as madrinhas do meu bebê. –Elena falou em meio ao sorriso. Não podia se conter de felicidade e foi aí que ela se tocou, precisava contar a Damon, com certeza, ele ficaria ainda mais surpreso do que ela ficou. –Será que o Damon vai gostar da notícia? –Perguntou ansiosa, mas no fundo tinha certeza que ele iria adorar tanto quanto ela. –A gente não estava planejando, nem nada...


–Ah, Elena, é lógico que ele vai. –Caroline falou com toda a certeza. – Ele é louco por você, vai adorar saber que vocês vão ter filhotinhos! Vocês vão ter uma família tão lindinha! –A loira soltou outro gritinho. –Isso é tão fofo!


–É fofo mesmo, eu estou tão feliz. –Elena respondeu num tom extremamente alegre. –Eu sempre quis ter um bebezinho!


Notas finais
Não se esqueça de comentar!